sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Mercearia Gadanha

A Catarina de Marvão, a Rititi do meu coração e a Cláudia que eu adoro recomendaram-ma: a famosa "Mercearia Gadanha" em Estremoz. 
Eu tenho mixed feelings acerca de Estremoz onde já fui feliz em bailaricos na serra d' Ossa, onde passei um reveillon inesquecível num bar chamado "Até Jazz" e onde aprendi a comer atabefe mas de onde é natural uma das pessoas que mais me decepcionou na vida. Por outro lado, sempre que me recomendam um restaurante eu coloco as expectativas tão elevadas que, muitas vezes, não me deixo surpreender. Não foi o caso. 
A Mercearia Gadanha tem o melhor azeite que já provei para a molhanga do pãozinho alentejano de entrada, tem empregados simpatiquíssimos que acolhem com boa cara família com crianças pequenas e intrépidas, tem uma decoração castiça e gira, tem o melhor arroz de lebre que já comi e tem sobremesas da autoria de uma Michelle, maga da cozinha, que me fizeram comer e chorar por mais (experimentem as farófias caramelizadas com poejos e morangos ou o mil folhas de chocolate branco com frutos silvestres e não digam que vão daqui...). 




Por aqui, a Mercearia Gadanha ajudou a fazer esquecer os traumas de Estremoz e a ter vontade, muita vontade, de voltar à cidade que está - agora- melhor, com o eco da risada brasileira e das mãos de fada culinária da Michelle. 
Voltaremos. 


(Conheçam a dinâmica da Mercearia Gadanha aqui)

Arrendatários e agências imobiliárias da capital chamadas à recepção

Uma amiga minha precisa de arrendar, urgentemente, uma sala ampla, no centro de Lisboa, com ar condicionado e água corrente. 

Se souberem de alguma de algumas oportunidades enviem-me mail para o quadripolaridades@hotmail.com.

Obrigada. Mesmo, mesmo. 

A nova campanha do Casal Garcia diz que...

Alegria é fazer do hobbie uma profissão. 
Alegria é continuar a cantar num karaoke sem saber a letra.
Alegria é viajar sem destino. 


Acrescento eu, hoje: alegria é receber um búnus no recibo de salário, pá! :))))

Backup do backup

Comprei um disco externo potentíssimo para fazer guardar documentos que tinha, anteriormente, no pc e que achei que estavam mais seguros guardados no disco externo.
Deu o badagaio ao disco externo.
Ando agora à procura de alternativas de backup para a minha solução de backup...


Duh!

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas noctívagas e as outras.

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Humor negro elevado ao expoente máximo (adoro!)

Joe Pleban tinha uma doença rara que lhe provocava enormes dores nas articulações do pé esquerdo e, após seis anos em que a cura foi dada como impossível, a única saída possível era a amputação.
Aquando da notícia, respirou fundo e decidiu que ia encarar com optimismo e sentido de humor a "fatalidade" que se aproximava. 
Criou, então, uma página de facebook onde começou a partilhar o seu plano de despedida do seu próprio pé, que contemplou viagens, experiências desportivas radicais e um registo fotográfico carregado de humor. 







Diz que o Alentejo está na moda (se não se diz, digo eu)

Próximas mini-férias aqui:





Can't wait!

Ana, a non fashion victim desde 2012

Visto-lhe um bolero por cima da camisola. Olha para baixo e diz-me com ar sabedor:

Ana- "Queio outo!"

Eu- "Outro, Ana? Não, filha, olha este é tão lindo!"

Ana (tocando no cós do bolero, abaixo do peito)- "Não cheve!"




:D

O Universo traumático das músicas infantis

"mas o vento a soprar, leva o balão pelo ar, fica, então, o João a choramingar"

"não os puderam achar? Ai que feios gatinhos! Então, não vão brincar!"

"ao pombal de São João, à quinta da Roseirinha, minha mãe mandou-me à fonte e eu parti a canteirinha. Oh minha mãe não me batas, que eu ainda sou pequenina..."

"Sebastião come tudo, tudo, tudo, como tudo sem colher, Sebastião come tudo, tudo, tudo, chega a casa e dá porrada na mulher"

"Vou pedir ao senhor barqueiro que nos deixe passar, tenho filhos pequeninos, não os posso sustentar. Passarás, passraás, mas algum ficará, se não for a mãe da frente, é o filho lá de trás"


Canções infantis tradicionais, a criar adultos traumatizados desde 1900 e troca o passo. 

Tenho muitas saudades da minha avó.

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Freud é capaz de ter um bocadinho de razão

["O pai adora futebol ( "Para se ser um bom chefe de família tem que se ser do Benfica, Dra!). O miúdo nem por isso, prefere dançar ("Mas isso eu não digo ao meu pai, que ele chama-me logo de maricas!"). O pai perguntou-lhe se queria jogar futebol ("Queres, não queres? Vais ser um grande ponta de lança, o pai também era!"). O menino não tem coragem de dizer que não ("Ele não foi obrigado, Dra, que eu bem lhe perguntei uma mão cheia de vezes, ele é que quis"). O menino finge que tem prazer em jogar, assiste aos jogos com um entusiasmo fingido para ter aqueles momentos de "homens", nas tardes no sofá entre pai e filho ("Ele nunca está em casa, está sempre a trabalhar, só estamos os dois quando ele vem para casa e vemos a bola juntos!"). Escuta o pai com uma falsa atenção a ensinar-lhe o que é um fora-de-jogo mas não decorou o que é ("Eu gosto é de dançar mas o meu pai diz que a dança é para as meninas"). A mãe não se mete ("Ah, isso da bola é lá entre eles, eu não interfiro..."). O pai preocupado que o menino, de cada vez que é para o levar ao treino, fica doente, dá-lhe vómitos, náuseas, doente mesmo ("Será dos nervos, Dra? Será que ele leva o futebol tão a sério que fica doente com a pressão? Olhe que ele faz-se um grande ponta de lança, Dra, podemos ter aqui o próximo Ronaldo."). O filho confidencia, à parte, que finge estar doente de cada vez que tem que fazer o sacrifício de ir aos treinos ("Se eu lhe disser que não quero ele zanga-se, assim fica aflito a pensar que eu estou doente e não teima para me levar.").
O pai só quer resolver os sonhos que a sua infância não lhe permitiu.
O filho? Só quer dançar." ]

Palmas para a Primark!

Por ser a primeira loja que conheço que tem provadores exclusivos, na secção feminina e masculina, para cadeirantes!

Têm aqui uma fã para sempre. 

Jews & Arabs Refuse To Be Enemies

É uma página de facebook onde pessoas provenientes de Israel e da Palestina usam a arma do amor e o apelo à tolerância como forma de chamada de atenção para os conflitos na faixa de Gaza.

Vale a pena conhecer!





Fui intimada

" INTIMAÇÃO

O bacharel em Direito e delegado in fire assinado, ora designado para o departamento atributivo abaixo discriminado, INTIMA Vossa Senhoria para comparecer em data e local abaixo descritos, munido de documento de identidade (RG), CPF e desta intimação, onde deverá prestar esclarecimentos do interesse da Justiça Pública, conforme caracterização convergente nesta, com o fim de prestar esclarecimentos em procedimento investigativo para apurar possível prática de infração penal. O(a) convocado(a), ausente na oitiva, depois de novamente intimado(a), não comparecer, sem motivo justificado, consoante os arts. 3º, 201, § 1º, 218 e 260, do Código de Processo Penal, será passível de condução coercitiva até a presença da Autoridade Policial, mediante Mandado escrito e incorrerá, em tese, na prática de CRIMES DE PREVARICAÇÃO E/OU DESOBEDIÊNCIA, ínsito nos arts. 319 e 330, ambos do Código Penal. Havendo recusa em receber esta intimação, a mesma será concluída na presença de 02 (duas) testemunhas presentes ao fato, onde será verbalizada a intimação e assinada por todos. Havendo recusa de prestar testemunho, as pessoas requisitadas renitentes deverão informar suas qualificações e intimadas imediatamente a comparecer na delegacia. Havendo recusa em informar suas qualificações, serão conduzidas coercitivamente até a delegacia pela prática, em tese, do art. 68, do Decreto-Lei nº 3.688/1941 – Lei das Contravenções Penais – recusa de dados sobre a própria identificação ou qualificação."

Via e-mail do Quadripolaridades


Estou retida ali na parte do delegado in fire. Estou numa excitex que nem imaginam...

Mulheres valentes

"Faz hoje um ano, que me despedi, e que atravessei toda a 2ª circular de óculos escuros, a soluçar entre o alívio da vida que deixava para trás e o cagaço de tudo o que estava à frente. Não tinha poupança de risco, herança acolchoada ou activos a render, que suportassem a escolha apaixonada que fiz, tinha a confiança em mim mesma, e a certeza que a vida é só uma. Tive muita gente, que me é querida, que achou por bem, segurar-me os ombros, olhar-me nos olhos e pedir ponderação. Também tive um mão cheia de outros, que me encorajavam sem contemplação, como quem olha com avidez um louco numa acrobacia mortal, "faz lá, faz lá, que eu fico a ver!". E depois, tive aqueles que gostam à séria de quem sou, que sabem que a vida é feita de timmings, que as oportunidades se criam e que nem todas as decisões da vida cabem num excel. Aqueles amigos que te empurram para a frente, e que correm a seguir, para sopé do abismo para te erguerem ao colo, se for caso de caíres. Não sei se tinha o que era preciso, mas achei que tinha, tinha a certeza de ter, queria acreditar que tinha. 
E fui. Se não tivesse nada, ao menos diria a mim mesma que tinha tentado. Embora soubesse, por experiência em vida, o fraco consolo que há em tudo o que não chega a ser. Tive coragem, tive. Fui buscar a força que precisava à família que criei, não tenho pais para pedir colo, mas tenho um avó de coração grande que sei está sempre a olhar por mim. Enchi o peito da pessoa que queria ser, se virasse às costas ao momento, era eu quem ficaria para trás. Queria advogar às minhas filhas que a vida não se faz só das escolhas assertivas, mas das escolha acertadas, queria ensina-las que a crença em nós mesmos, é a maior prancha para os mergulhos altos da vida, queria dizer-lhes que se deixassem arrebatar sempre que o coração sobe acima da garganta e o pulsar se torna tão intenso, que não agir é morrer. E queria dizer-lhes, que a fronteira entre a coragem e a inconsciência é ténue, só assim se percebe que a sorte protege os mais audazes, mas não se dobra aos inconscientes. E não podia fazê-lo, senão desatasse a correr atrás dos sonhos, se não suasse em demasia para os alcançar, se as pernas não me tremessem de medo, se não perdesse as noites de sono e as madrugadas a trabalhar, e se não fosse buscar às nublosas incertezas do futuro as respostas que precisava, para as dúvidas que ainda vou tendo. Ainda não venci. Quem escolhe a paixão, escolhe a luta. Nos filmes há sempre a batalha final, na vida há várias até ao fim. Mas uma coisa é certa, sempre que iço a espada, sempre que verto a lágrima, suo, corro, choro, perco e venço, é por mim que o faço. Na luta mais legítima que há em vida, a melhor de todas, a luta por ser feliz!"

Da genial Isabel Saldanha na sua página de facebook

Portugal dá sempre um jeitinho

Guiné Equatorial- Ah, nós queríamos ser membros de pleno direito da CPLP, acham que é possível?

Portugal- Ah, sim, por quem sois, que honra...

Guiné Equatorial- Mas CPLP significa comunidade de países de língua portuguesa, certo?

Portugal- Pois sim, mas dá-se um jeitinho. Acrescenta-se um F à coisa: que tal vos parece CPLPF? É do vosso agrado? Querem mais um reforço da dose? Querem que aqueçamos um bocadinho? Sal? Pimenta?
Vinagre balsâmico?

Guiné Equatorial- Não, não deixe estar, não vale a pena mudar o nome. Não se consegue outra alternativa, sei lá: que tal reverem o vosso acordo ortográfico? Assim com'assim os portugueses adaptaram-se tão depressa ao português do Brasil, não acham que...

Portugal (interrompendo)- Par Toutatis! Finalement une idée géniale!

Guiné Equatorial- Mas... mas... nós falamos espanhol.

Portugal- Oh coño! Presupuesto dá-se um jeitinho!


(Assim com'assim a palavra dólares pronuncia-se da mesma forma em qualquer língua. Já hidrocarbonetos em francês e espanhol... Tenho que ir pesquisar.)



terça-feira, 22 de Julho de 2014

Post perceptível apenas por mães de pequenas criaturas

Principal expressão de vernáculo nesta casa: "Oh céus!"

Quando queremos pedir a alguém que páre e nos dê atenção: "Alto! Em nome da lei!"

Reacção quando nos surge um problema: "Isto parece-me um desafio: gosto disto!"


Pólo Norte, a noddyfilosofar desde 2012

O Mundo divide-se entre...

... quem em pequeno comia a parte de dentro dos pastéis de nata com uma colher e os outros.

Só para amantes de Game of Thrones*



(*isto um dia vira rubrica)

A Cat-mercearia mais querida do Mundo







Quando cheguei a Marvão sabia onde havia de me dirigir: à Mercearia de Marvão. Conhecia a Catarina destas coisas dos blogs, já acompanhava o blog da mercearia há séculos e era seguidora da página de facebook. A ideia do "bem-vindo a Beirais" versão vida real encanitava-me, queria conhecê-la, saber como é deixar de viver numa cidade e rumar a uma pequena vila com 120 habitantes, como é pensar num negócio e materializá-lo e, mais que tudo, geri-lo como uma paixão que não esmorece, sempre com uma incrível capacidade de se reinventar e de inovar. 
A Catarina de cheiro é (ainda) melhor que a Catarina dos blogs, tem voz, pronúncia demorada, olhos brilhantes de moura e um sorriso tão vasto como as planícies do Alentejo. E tem colo de cegonha-mulher, já aqui o disse. 
Não é possível falar da Mercearia de Marvão sem falar da Catarina. A Mercearia é a Catarina, uma amálgama de objectos, doces, bonecas de barro, vinhos, piões, azeites e pão, taleigos pendurados, coroas de flores secas, cavalos feitos de meias e uns moinhos de vento toscos- os mais bonitos que já vi na vida. A Ana apaixonou-se por um cor-de-laranja. A Catarina é a Mercearia, uma amálgama de emoções, risos, palavras cantadas, olhos vivos e expressivos e um jeito de ser simples e genuíno, como se na vida da Catarina, como na da Mercearia, não houvesse espaço para porcarias, só para coisas bonitas e com significado. 
Apaixonei-me pela Mercearia e, mais ainda, pela Estalagem de Marvão, onde as paredes se transformaram em vitrines onde se guardam objectos com história, porque é disso que a Mercearia e a Estalagem se tratam: da história das gentes, da passada e da presente, da história das gentes de Marvão, 120 habitantes, a Catarina no coração. 
Vale a pena ir conhecer esta terra, pernoitar na Estalagem e perder-se nos objectos maravilhosos da Mercearia. Mas, mais que tudo, vale a pena ir conhecer a Catarina, moura encantada de Marvão. 

Am I dead?

Acabou de vir o carteiro cá a casa entregar cinco cartas do Centro Hospitalar de Lisboa Norte. 

Cinco. 

Estou com medo de abrir e ser informada que quinei.

Entendidos em fruta atenção: qual o nome desta espécie de uva?


Eu não quero acreditar no nome que a Mónica e o Ricardo me contaram.
Tirem aqui as teimas à V. ursa...

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

P.S. (Porto Santo) I love you



Porto Santo quadripolarizado!

Beijinhos Joaninha e Tiago!

Queridos professores,

... se há classe que eu respeito, acima de todas as outras, é a vossa. Juro. 
Mas agora expliquem-me por que é que das 23 escolas para onde hoje liguei (e enviei email) me atenderam apenas 4, duas das quais para me dizerem que o meu possível interlocutor está de férias e que não há quem o substitua e outra para me facultar o email do conselho executivo, não me passando a chamada.
Mas a partir das 14h as escolas em Julho ficam entregues a quem?



(Professores do Ensino Especial e professores pertencentes a orgãos de gestão das escolas, se me lêem, atendam-me amanhã à tarde, por favor! Dava-me muito jeito ir de férias em Agosto depois de falar convosco, sim?)

Para quem puder ou quiser ajudar*

"A todos os que possam ajudar, ou que conheçam quem possa: 

O meu filhote anda numa creche (vai passar para o jardim de infância!) de uma IPSS que perdeu o financiamento da Segurança Social e que, por isso, enfrenta graves dificuldades económicas. 

A preparação do próximo ano lectivo está bastante comprometida, nomeadamente porque não têm dinheiro para organizar actividades com as crianças (nem mesmo as que são gratuitas, porque nem para os transportes há dinheiro e muitos pais também não podem pagar "extras"), para comprar brinquedos, livros e nem sequer os materiais elementares: papel, cartolinas, lápis, canetas, tintas, plasticina, etc.

 A quem puder ajudar (com donativos em dinheiro ou entrega de materiais, por pouco que seja!), ou que conhecer pessoas ou empresas que queiram contribuir para que todos os meninos dos "Reis Magos" possam fazer muitos e fantásticos trabalhos e ter uma ou outra "saída" ao longo do no próximo ano "lectivo", fico-vos muito grata!!!! 

Ah, podem ser coisas recicláveis e/ou usadas (desde que reutilizáveis, claro!), nomeadamente brinquedos e livros, bem como materiais "de escritório" que possam ter a mais, de ofertas, de publicidade, de "sobras", tudo é muito bem-vindo! E se alguém souber de empresas (ou outras entidades) que consigam oferecer bilhetes para um espectáculo, ou para visitas a um museu, ou algo semelhante, ou até que estejam disponíveis a abrir as suas portas para que os meninos vão conhecer o que fazem (desde que seja adequado às suas idades e interessante para eles, claro), enfim... tudo o que possa ser diferente / divertido e ajudá-los a aprender coisas novas, a equipa pedagógica está muito receptiva a todas as ideias e agradece o contributo de todos! 

Estou ao dispor para ir buscar tudo o que consigam arranjar e entregar à coordenadora e às educadoras. Mais uma vez, muito obrigada Paula "

* respostas para este email: paulatavaresdad@yahoo.com 

No blogger também há Donas Dilares* do sarcasmo. And well, the joke is on them...

"

[às vezes aquela gente do tumblr irrita-me com a sua presunção...]


Infinitiva no seu "Mil Trilhões vezes infinito"





(*Dona Dilar, mãe da famosa Gisela Serrano, que foi em tempos uma ilustre comentadora da vida social num programa da manhã. Só que coiso. Nunca passou de D. Dilar.)


Mámen é um white walker à segunda-feira (sim, tem visto uma temporada do Game of Thrones de rajada aos domingos*)




(*Sim, 10 horas seguidas.)

(Sim, descobrimos o Game of Thrones tardiamente mas a este ritmo vamos descobrir o final antes do proprio autor...)

domingo, 20 de Julho de 2014

Romantismo urbano

Chegámos do Alentejo, onde o céu é mais etrelado, onde vimos dezenas de estrelas cadentes. 
A seguir ao jantar fomos beber um café à rua, de mãos dadas, ainda todos nhonhós.
Eu olho para o céu e ali está ela: uma luzinha mágica. 

Eu (apontado para o céu, entusiasmada)- Olha, olha! Afinal, as estrelas cadentes perseguiram-nos, olha ali uma!

Ele- Não é nada, pá, não vês que é uma luz de um avião?!


(Welcome home, family Norte-Mámen! Welcome home!)

Só para amantes do "Game of Thrones"

Acabei de ver o nono episódio da terceira série. 
Foi mais ou menos o mesmo que ver o jogo do Mundial do Brasil contra a Alemanha. 
Mas substituindo golos por mortes.


(A sério: até quando vão morrer os meus preferidos todos? Por esta lógica, a seguir é o anão, é isso?! Não aguento.)

Os mais quadripolares votos de parabéns de sempre



O meu sobrinho Duarte é o bebé mais quadripolar ever (empatado com a Ana). 
Tia ursa <3 you!

Marvão





e claro, a estrada mais bonita do Mundo:




A cidade das cegonhas







sexta-feira, 18 de Julho de 2014

A Sul (é a nordeste mas isso agora nao interessa nada)

Sair de casa com o essencial. Nós- os três- e o essencial. No carro, a engolir alcatrão, a minha música. Coro desafinado e aplausos dados, entre gargalhadas, por mãos pequeninas. 
Ninhos de cegonhas avisam-nos de que estamos a chegar: Marvão no horizonte. 
Sermos acolhidos pela Catarina, tão linda, tão moura, pelo Nuno, o encantador de palavras, as palavras saem-lhe a rir-se, é um dom, juro que é um dom, pelo pequeno Zé Pedro, cabelos loiros e olhos azuis, pássaro do sul e pelo pequeníssimo Manel, augúrio de que tudo corre bem, tudo passa, tudo vai correr bem. O futuro a todos nós pertence.
O sol a pôr-se entre as muralhas. A Catarina manda-nos ir a pé, dá-nos palavras bonitas enquanto embala o bebé no seu colo, cegonha humana. E dá-nos um cesto com um taleigo. Cheira a pão alentejano, a queijo e a paio. Assim que fazemos saltar a rolha, cheira a vinho do bom e a miúda trinca melancia enquanto dança em cima da manta, neste seu primeiro picnic às estrelas. 
Passa um grupo de pessoas e olha-nos, enternecido,uma pequena família num picnic nocturno. Cumprimentam-nos e percebem que há motivo para festa. Cantam-me os parabéns com esta pronúncia demorada, de quem tem tempo para saborear as palavras, a melodia, as palmas do fim. 
O guardião do castelo deixou-nos a porta encostada, segredo de aniversário, e subimos à torre de menagem. Levo a Ana ao colo, cheira a bebé crescida.. Ele traz o cesto e a manta ao ombro, por instantes acredito que é um tapete voador e nós personagens de histórias de aladinos. No cimo, a Ana tira do cesto pedaços de hortenses que apanhou no jardim e atira-as ao ar. Chovem flores, estrelas e sorrisos, chovem interjeições de prazer enquanto se trinca um pão com caviar de azeitona, chovem gargalhadas nesta noite de Verão com uma brisa quente no cimo de um castelo e chovem murmúrios de um palato inebriado quando se brinda a noite com boleima e pastéis de castanha. 
Chovem estrelas cadentes e quase que toco o céu, no melhor jantar de aniversário de sempre, no melhor restaurante do Mundo, chão de castelo e tecto de céu, decoração de risos, música ambiente de palavras de amor.
Chovem estrelas cadentes e eu peço-lhes desejos para me sentir, para sempre, assim. No telemóvel a música do carro. A minha música. Porque eles ma ofereceram. Sou princesa do homem que amo, rainha da minha filha e o Mundo é o meu castelo. E as estrelas caem e eu peço-lhes desejos, de olhos fechados, para que se possam realizar. 
A Ana adormece encostada à curva do meu pescoço, o seu bafo quente embala-me e descemos os dois, de mãos dadas, cesto vazio e coração cheio.Como o meu colo. 
Começou um feliz ano novo para mim. 

It was a perfect day



Just a perfect day
Drink Sangria in the park
And then later
When it gets dark, we go home

Just a perfect day
Feed animals in the zoo
Then later
A movie, too, and then home

Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on

Just a perfect day
Problems all left alone
Weekenders on our own
It's such fun

Just a perfect day
You made me forget myself
I thought I was
Someone else, someone good

Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on

You're going to reap just what you sow 
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow

17 de Julho de 2014. Latitude: 39º23'37.76 N. Longitude: 7º22'40.78 W.

"- É um lugar de paixão Irradia dele uma luz que ilumina gradualmente a memória de coisas muito antigas. Sorrio e digo-lhe:
- É um lugar bom para morrer num poema."
Al Berto (1995)

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

34 conquistas

Sobreviver. Aprender a falar. Aprender a andar (com botas ortopédicas mas, ainda assim, andar). Aprender a ler e a escrever. Entrar na escola. Aprender a ver as horas. Sobreviver ao divórcio dos meus pais. Ganhar uma semanada. Escrever um livro. Andar sem botas ortopédicas. Dar o primeiro beijo. Ganhar a chave de casa. Escolher uma área de estudo. Aprender a fazer o pino. Começar a namorar. Deixar de usar talas para dormir. Viajar sozinha. Entrar na universidade. Arranjar um namorado a sério. Dizer, pela primeira vez, "Amo-te!". Ouvir, pela primeira vez, "Amo-te". Viajar a dois. Ser dona do meu tempo. Licenciar-me. Receber o primeiro salário. Casar.  Alugar a minha primeira casa.Viajar com amigos. Sobreviver à separação. Sobreviver ao luto. Recasar. Engravidar. Ser mãe. Respirar fundo e sentir uma paz imensa.  

Pólo Norte, a fazer grandes feitos desde 1980

"Eu sobrevivi aos 33.
Já Jesus não pode dizer o mesmo"

Feliz ano novo para a loira mais poderosa do Mundo!


(E para mim também...)

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Todas as crianças na Ana. A Ana em todas.

A Anabela mandou-me um link de um vídeo com um pedido: "Partilhe o vídeo por favor. O seu blogue é lido por imensa gente... Vamos chamar a atenção do mundo para isto por favor ".
Abri, vi crianças e fechei. Autista social me recrimino. Senti-me mal: devia abrir, ver, ficar cheia de raiva, ódio, revolta e angústia mas sou sou covarde e não consegui. Queria ter conseguido. 
Antes de ser mãe conseguiria. Hoje, que mais razões tenho para ter esta atenção pelo que me rodeia, para ter um papel interventivo, hoje, não consegui. Não me orgulho disso.
Desde que fui mãe que todas as crianças são a Ana. Todas têm a sua fragilidade, os seus olhos meigos, o seu sorriso doce e o toque do seu abraço quando se aninha na curva do meu pescoço. Todas as crianças podiam ser minhas, todas me caberiam no colo, é-se mãe para o Mundo a partir do momento em que se pare um filho, sinto-o agora. 
E olho para a minha filha, tão querida, tão feliz e queria que ela materializasse todas as crianças do Mundo. 
Ser mãe é despir-se para o Mundo e ficar-se vulnerável para sempre. 
Não consegui abrir o link mas queria que todos os seres humanos, todos, sem excepção, sentissem o que sinto, este amor, esta dor de se sentir mãe de todas as crianças. Para que deixassem de haver vídeos como este. 

Quadripolar Gangnam style






"Olá "Ursa"!
A cruzada quadripolar continua! Por isso, envio-te em anexo umas fotos que pedi ao meu marido, Tiago, para tirar quando foi a Seul em Abril.
Cá está, Seul e o bairro de Gangnam a serem quadripolarizados. :) Esperamos que gostes.
We <3 Pólo Norte!!

Beijinhos,    Xana e Tiago"


Xana e Tiago eu não gostei: eu a-do-rei! Beijinhos aos dois. Ursa <3 you!

Tinha tudo para dar certo...

Falei dele aqui.

Conheçam-no aqui.

Nos últimos dez anos (post anual)

Tive que lidar com a velhice dos meus avós. Arrependi-me veementemente de ter seguido Psicologia. Fui madrinha da Tatá. Cortei o cabelo. As minhas melhores amigas piraram-se para a Guiné-Bissau e Luxemburgo. Voltei a Londres e aos Açores mais que uma vez. Descobri que o sítio mais bonito do Mundo é a Caldeira de Santo Cristo, em S. Jorge. Coleccionei avidamente relógios da Swatch. Desisti de ser Psicóloga Social. Tive vontade de trabalhar não por gosto mas por dinheiro. Tornei-me membro activo de uma associação. Fui a Cabo Verde com uma amiga e não morri de amores pela Ilha do Sal. Comecei a fumar.Trabalhei 60 Km longe de casa e demorava 2 horas e meia para cada lado no trajecto casa-trabalho para ganhar experiência em Psicologia Organizacional. Fui madrinha de casamento da Cláudia. Fiz o meu primeiro blog com quatro amigas. Casei. Tirei o piercing. Aluguei a minha primeira casa. Mudei de estado civil mas nunca no bilhete de identidade. Devorei revistas de decoração.Tive o meu primeiro carro: um Citröen AX potentíssimo. Li centenas de livros. Viajei para a Tunísia e ainda trago o cheiro do jasmim a embrulhar-me a memória. Vi o nascer do sol mais bonito de sempre em pleno deserto. Deixei de gostar dos relógios da Swatch e tenho quase cem a tiquetar numa gaveta lá de casa. Fiz um inter-rail com a minha prima e visitámos Madrid, Barcelona, Andorra, Paris, Côte d'Azur, Mónaco, Turim e Roma numa famigerada auto-caravana. Vi dezenas de filmes. Apaixonei-me quando não o devia ter feito. Engordei. Fui a festivais de Verão. Fiz arranjinhos entre amigos e acumulei três casais consumados no curriculum. Fui a Barcelona quando estavam a rodar o "Vicky Cristina Barcelona". Quase que tive a minha primeira experiência lésbica numa casa de banho das Ramblas. Deixei de falar com o João. Transferi a tara dos relógios da Swatch para as contas da Pandora. Experimentei drogas novas. Tive aulas de escrita criativa particulares demasiado "produtivas". Odiei o namorado da minha mãe. Conheci pessoas da net que permanecem como amigos e outras que nunca o deveriam ter sido. Descobri que a vodka tónica é a melhor bebida alcóolica do Mundo. Enchi duas pulseiras da Pandora e quando começaram a estar na moda fartei-me e arrumei-as. Separei-me. Pintei o cabelo de castanho. Dei sangue. Trabalhei numa empresa com os melhores colaboradores do Mundo. A empresa faliu. Roí as unhas até ao sabugo. Caí num enredo que mais parecia uma novela mexicana e agora rio-me disso. O meu avô morreu. Pensei que ia morrer. Experimentei sushi. Mudei de empresa e mudei essa empresa. Comprei dezenas de óculos de sol. Fiz novos amigos. Estive prestes a cometer um homicídio qualificado de 1º grau. Viajei sem destino. Tornei-me viciada em sushi. Fiz mais uns blogs até ter o Quadripolaridades que é O blog. Consultei pela primeira vez um psicólogo. Bem como um astrólogo. Dei esmola a pessoas velhinhas sempre que me cruzei com uma que pedisse dinheiro na rua. Passei a gostar do namorado da minha mãe. Voltei a beber ginger-ale. Pensei em emigrar. Sonhei em ser proprietária do Aya. Reconciliei-me com a vida que tinha e fiz dela a vida que eu quero ter. Viajei para a Bélgica, a Holanda, o Luxemburgo, a Alemanha e a França. Fui muito feliz em Orval. Bebi um Cosmopolitan no terraço do Sofitel. Penso no meu avô todos os dias mas já não dói quando o faço. Voltei a deixar crescer o cabelo e voltei a ser loira. Viajei clandestinamente e adorei. Nunca dei esmola a um arrumador de carros que fosse. Senti o tempo passar rápido demais. Despedi o meu Director Geral. Pensei deixar tudo para trás e começar de novo mas depois arrependi-me. Fiz praia como há muito não fazia. Reencontrei o meu pai passados quase dez anos. Traí. Apanhei algumas tosgas. Coloquei unhas de gel (sem brilhantes) mas ainda assim arrependi-me. Fui traída. Voltei a roer as unhas. Pensei em ser mãe. Deixei de fazer planos. Comprei uma Bimby e aprendi a cozinhar. Não me apeteceu fazer 30 anos mais do que uma vez. Encontrei o meu primo. Comecei a coleccionar máscaras. Soube que ia ser tia num restaurante suiço em S. Martinho do Porto e criámos a tradição do "moche à prenha". Consegui preparar uma festa surpresa genial sem me "descoser". Fiz uma road trip pela Escócia com a minha melhor amiga e o homem que amo. Vi focas em pleno oceano Atlântico. Tomei o pequeno almoço na Garret tantas vezes quanto me apeteceu. Apaixonei-me pela ilha de Skye. Bebi whisky de quase 50º. Fiz nudismo numa praia do litoral alentejano. Despedi largas dezenas de pessoas. Chorei, pela primeira vez, ao despedir uma em especial. Fui desrespeitada como nunca tinha sido antes. Voltei à Vidigueira. Levei sete anestesias gerais. Percebi que tenho amigos com quem posso mesmo sempre contar. Voltei a andar de gaivota. Consegui lugar no qual me encaixo a cem por cento no colo de um homem. Fui tia da Catarina. Aderi de vez ao Skype. Fiz uma viagem pelos caminhos de Portugal com uma mochila às costas. Deixei de me preocupar antes das coisas acontecerem. Estive numa praia fluvial pela primeira vez. Fui o mais feliz que já experimentei ser num restaurante em Monsaraz. Comecei a olhar para os tintos do Douro com outros olhos, traindo o meu amor exclusivo aos tintos Alentejanos. Ainda não enjoei de ovos moles de Aveiro. Nem de doces em geral. Fui a tribunal e ganhei um processo judicial. Estive num clube de Swing. Vi o pôr-do-sol na Barragem do Alqueva a dois, com gargalhadas cúmplices. Gastei rios de dinheiro em restaurantes. Perdi a minha vesícula. Vivi a selecção natural das espécies aplicada aos amigos e eliminei gente que não cabia na minha vida. Bebi tantas kimas de maracujá quanto pude. Inesperadamente nasceu em mim um sentido instinto maternal. Mudei de área profissional e voltei às origens.Percebi que antes de ser Directora de Recursos Humanos, sou Psicóloga. E que antes de ser Psicóloga, sou mulher. Herdei uma casa. Tornei-me menos ansiosa e mais tolerante. Nunca perdi o sentido de humor. Revi as minhas prioridades. Passei um Natal no hospital. Completei 30 anos. Conduzi um carro "follow-me". Conheci a ilha de Santa Maria. Coleccionei muitas milhas de avião em trabalho. E muitos Km de carro. Preferi sempre o comboio. Comprovei a generosidade do povo açoriano e fui às festas do Divino Espírito Santo. Lá fiz amigas que conto serem para a vida. Vi o Guernica ao vivo. O meu blog permitiu-me conhecer, em Madrid, um par de novos amigos. Comi mulles em Bruxelas. Pedi desculpa à Susana. Fui feliz em Bruges e andei de comboio a cantar músicas pirosas a caminho do Luxemburgo. Ajudei a minha sobrinha Catarina a apagar as velas do seu primeiro aniversário. Comprei um termómetro kitsch na Floresta Negra. Apaixonei-me pela Alsácia. Fui ao Jardim das Borboletas. Comemorámos outro Natal em Agosto. Vi quadros de Magritte ao vivo. Fui tia da Mariana. Fui feliz nas Termas de Monchique e ainda mais nas Termas das Caldas da Felgueira. Passei a adorar termas. O Aya fechou. A Cláudia divorciou-se. Dos três arranjinhos que fiz entre amigos já tenho menos um no curriculum. Fiz franja e arrependi-me na hora. Tentei pedir desculpas ao João. Recebi centenas de postais de Natal. Troquei prendas de Natal inúteis. Enterrei o assunto João definitivamente. A minha avó morreu. Voltei ao maldito cemitério. Eu, enquanto neta dos meus avós, morri de vez. Fiquei numa tristeza sem fim. Inscrevi-me como dadora de medula óssea. Cortei relações com uma das minhas primas. Não tive Natal. Fiz um filho. Voltei a jogar Monopólio. Penso nos meus avós todos os dias. Descobri que estava grávida. Levei a minha afilhada ao Jardim Zoológico. Sinto orgulho, todos os dias, no pai que escolhi para a minha filha. Adorei dar a notícia da minha gravidez à minha mãe, tia, Daniela, Catarina, Xana, Cláudia e Rosa. Jantei no terraço mais cool de Nova Iorque. Conheci o sósia do Joaquin Cortés e a minha alma gémea ab fab. Comemorei uma data especial no topo de um arranha céus em Manhattan. Fui parar a um Hilton onde pernoitei de borla à custa da avaria de um avião da Ibéria. Emocionei-me ao ouvir um coração numa ecografia. Consegui um livro autografado pelo António Lobo Antunes. Descobri que ia ser mãe de uma menina. Alcancei a serenidade familiar e conjugal com que sempre sonhei. Decidi que ia dar o nome da minha avó à minha filha. Baldei-me ao trabalho para acompanhar uma amiga a um exame médico. Decorei, a dois, um quarto de bebé. Comemorei um aniversário colectivo numa data em que ninguém fazia anos. A Inês e o Pedro casaram e eu não pude estar presente. Aumentei, com a ajuda dos amigos, a minha colecção de máscaras. Contribuí para ajudar a família de uma menina com leucemia. Recebi prendas de pessoas que só me conhecem pela escrita e fiquei emocionada. Senti o tempo passar devagar demais. Assisti à transformação da minha mãe em avó. E adorei. A minha franja cresceu. Fiz planos priorizando aspectos que nunca tinha equacionado. Escrevi tracinhos que simbolizavam dias, colei-os no frigorífico e fui-os riscando à medida que foram passando. Senti-me impaciente. Odiei estar grávida. Diverti-me com a sensação de ter uma criança a mexer-se na minha barriga. Mudei a forma como encaro a minha vida profissional. Comi marisco com as minhas pessoas preferidas no Portinho da Arrábida. Pari. Vi a minha casa ser assaltada. Fui feliz em Coimbra. Ganhei uma cicatriz no baixo ventre. Roubaram-me todas as colecções de relógios da swatch e de contas da Pandora. Apresentei queixas à polícia três vezes. Fiquei com uma barriga não tonificada. Arranquei um coto de cordão umbilical enquanto dava banho a uma bebé. Fui pagar uma promessa a Fátima. Conheci bloggers de quem gosto muito. Comi sopas do Espírito Santo nos Açores. Fui tia do Pedro. Ajudei a organizar brigadas de recolha de medula óssea. Fiquei muito mais calma e tranquila. Recasei-me. Viajei com uma recém-nascida. Organizei um baptizado. Dormi num colchão no chão um par de meses. Fui operada a um pé. Mostrei os Açores à minha filha. Sobrevivi a um sismo. Saí do anonimato na blogosfera mas por uma boa causa. Frequentei dois workshops de culinária. Escrevi muitas cartas à minha filha. Fiz novos amigos. Livrei-me de gente com más energias. Mudei de casa. Consegui manter vivas ervas aromáticas, durante meses. Mostrei o mar a um bebé. Fiz um alisamento marroquino. Mudei de casa. Fui a uma benção das pastas para além da minha própria. Comecei a frequentar festas de aniversários de crianças. Fui muito feliz em Montargil. Comi muitos caracóis. Comecei a gostar de cozinhar. Vi a minha coluna ancorar-se. Recebi a minha primeira prenda do dia da mãe. Andei de roda gigante. Consegui chegar a um estado emocional tão cool que me faz estar em paz. Deixei de coleccionar coisas. Assinei um termo de responsabilidade para receber alta de um internamento. Organizei duas festas de aniversário para a minha filha. A festa solidária de primeiro aniversário da minha filha foi um dia inesquecível. Ajudei a Ana a apagar a primeira vela do seu aniversário na festa de casa. Partilhei a cama com duas pessoas durante meses. Fui feliz na Régua. A Alice Vieira comentou o meu blog. Consegui ajudar a recolher centenas de possíveis dadores de medula óssea. A Alice Vieira comentou o meu blog. Vi as estrelas parisienses através de um telescópio num terraço nas traseiras do Moulin Rouge. Andei de barco no Sena com a minha melhor amiga e os filhos de ambas. Fiz um picnic com o meu marido e a minha filha à sombra da Torre Eiffel. Fui a praias urbanas. Ia incendiando o cabelo em Notre Dame. Tornei-me possível dadora de medula óssea. Assisti aos primeiros passos da minha filha. Distribuí refeições quentes e cobertores a sem-abrigos debaixo de uma chuvada inesquecível. Comi uma francesinha no Capa Negra entre muitas gargalhadas. Torci, muito, para que três amigas conseguissem engravidar. Assisti aos primeiros tombos da minha filha. Fui a mercadinhos infantis. Voltei a fazer mexidos no Natal. Morreu o pai da minha melhor amiga. Acompanhei a Ana a todas as suas aulas de natação. Fiz equipa numa cozinha com a Joana Roque. Provei broa de Avintes. Recebi, eufórica, a notícia da gravidez da I. Andei de reboque. Fui pagar uma promessa a Fátima. Ajudei a recolher centenas de lenços para mulheres que se encontram a fazer tratamentos de quimioterapia. Ganhei um graffity na parede da sala. Comecei a praticar pilates. Dancei à chuva com o meu marido. Dooei sangue montes de vezes. Vi a minha mãe voltar a cozinhar bolos fabulosos para a festa de aniversário da neta. Tive medo de perder uma amiga para sempre. Fui ao "Rocha no ar" da RFM. Deixei de gastar energias com merdas. Assisti às primeiras palavras da minha filha. E a todas as seguintes. Passei a acordar feliz todos os dias, à custa do amor maternal. Ajudei a ajudar. Voltei a gostar do meu trabalho. Fiz depilação definitiva. Estou preparada para embarcar em novas aventuras. O Herman José comentou o meu blog. Não tenho esqueletos no armário. Fui feliz em montes de sítios. Fiz a diferença na vida de muita gente. Tenho ao meu lado apenas gente que me faz feliz. Apaixonei-me por Sever do Vouga. Voltei a sentir-me, outra vez, parte de uma Associação. Tenho uma vida, extraordinariamente, boa. Digo cada vez menos palavrões. Orgulho-me, todos os dias, de ter seguido Psicologia. Ouvi a minha filha a dizer-me pela primeira vez "aiaviú". E, a partir daí, todos os dias. Nunca perdi a capacidade de me rir. Sou feliz.  Deixei de ter medo de dizer em voz alta que sou feliz com receio que me agoirem. Caramba, sou mesmo feliz. 

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Quem tem póletes, não morre ignorante...


A Ângela resolveu o problema do amor pelas tatuagens e pouca coragem para as fazer com a compra de umas mangas fake-tattoo!
Se preparem que é desta que eu faço um matchy-matchy com a Ana!

(Obrigada Ângela, acabei de as encomendar online!)

É o melhor pai do Mundo e fui eu que escolhi


Do meu Mámen no seu "Contrapolaridades

Epá, só hoje é que vi isto...

O Mundo divide-se entre...

... quem só bebe leite quente e quem só o consegue beber frio.

Eu já entrei numa loja de tatuagens

E eu já trouxe para casa a aguarela mais linda do Mundo!


Obrigada Tânia: és (mesmo) a maior!

Isto é genial, pá!