quinta-feira, 24 de Abril de 2014

S-Day

Ontem foi o "S-Day", dia da minha amiga Sónia, que eu adoro de uma forma tão descontraída quanto espantada como só descontraídas e feitas de espanto conseguem ser as amizades tardias.
A Sónia lá estava, linda e radiosa, com aqueles olhos amendoados e sorriso menino, e de repente, eu estava cheia de orgulho e vaidade porque as vitórias dos nossos amigos trazem-nos alegria por osmose, gratidão no facto daquela pessoa nos pertencer um bocadinho, uma célula de alma.
E foi bonito o lançamento do livro, ponto de encontro entre pessoas de quem gosto muito, troca de galhardetes com amigos recém desvesiculizados, piscar de olhos aos putos que correm, espaço de entrega de encomendas, motivo para conhecer novos abraços, sorrir para a irmã mais gira da sala (beijinhos, Adriana!) e gritar um "Ohhh Elsa!".
E cá canta o livro da minha Sonyte, motivo para uma noite em branco e razão pela qual tive o dia todo a cabecear de sono.
Já está: lido, sublinhado e com ensinamentos em reflexão. Com desmesurado orgulho e sem culpas. Doce com as amêndoas que adoçam os olhos da Sónia.


Tia Sónia ali, taco a taco, com o Ruca: estás lá dentro, Sonyte!

SMS quadripolarizada!


Descobrimos (eu e a minha amiga Rosa) o truque para ser-se magra sem esforço

A nossa amiga Cláudia- magérrima e elegantérrima- enerva-nos muito. É daquelas que quando está de frente parece que está de lado, fica cheia quando come um queijo fresco, não come entradas das refeições senão já não tem apetite para o prato principal e isto transtorna-nos muito, a mim e à Rosa, que engordamos só de respirar. 
A Cláudia, no outro dia, confidenciou-nos que a sua avó materna durante toda a infância lhe deu pastilhas elásticas para comer, não as distinguindo de rebuçados, pelo que a Cláudia engoliu chicletes desde os 2 anos até perceber o que eram pastilhas elásticas... 
Posto isto- eureka!- descobrimos a poção secreta: dá-se pastilhas elásticas às crianças, elas colam-se-lhes nos respectivos estômagos, tipo banda gástrica preventiva e dá-se o caso de se criarem crianças elegantérrimas. 
Eu e a Rosa- que é madrinha da minha filha- estamos numa lufa-lufa à procura de onde se vendem super-gorilas para começarmos a oferecer à Ana...

Voltava já de fim-de-semana outra vez

No fim de semana passado descobri, através da West Holidays- Holiday Rentals- o resort da Praia d'El Rey. 
A palavra "resort" relembra logo uma coisa chique. Chique e cara. Mas, incrivelmente, a opção de alugar um apartamento num resort com todas as comodidades (piscina, restaurantes simpáticos, programas nocturnos providenciados pelo Club House, campos de golfe) é das melhores e mais baratas que se afigurou. 
Contas feitas: 60 euros/noite por um apartamento com dois quartos para dois casais, duas casas de banho para não haver filas matinais, uma cozinha completamente equipada, vista para o mar (estávamos a 100 metros da praia, literalmente), piscina gigante, um terraço maravilhoso para tomar refeições, ou seja, tudo isto por 30€ por casal por noite. Nem em hosteis ranhosos, senhores!
Desde que sou mãe privilegio ficar hospedada em apartamentos por várias razões: 

A zona Oeste é fabulosa e apesar de conhecermos, relativamente bem, a zona de S. Martinho do Porto e Caldas da Raínha, apaixonámo-nos ainda mais pela zona de Óbidos. 

Descobrimos a lagoa de Óbidos ali a 2 quilómetros como um sítio a regressar no Verão, apaixonámo-nos pela recatada praia del Rey com areais maravilhosos e um mar que cheira a mar e voltámos à vila de Óbidos para descobrir que é mais que a vila natal, a capital do chocolate e o cenário medieval:  fizeram da igreja um livraria fabulosa, abriram um novo conceito de livraria-mercado na rua principal, há novas lojas trendy e sempre, sempre novidades. 
Almoçar no Guizado é sempre um prazer a repetir quando vamos para aquelas bandas e fomos comprar peixe fresquinho ali a Peniche, com o qual cozinhámos a melhor caldeirada da história das férias em família.
A Ana apanhou ar do mar, andou com os pés na areia, apanhou conchinhas, dançou, comeu e dormiu como uma abadesa, riu-se em uníssono com toda a gente, cantou e dançou e só não nadou porque o tempo não colaborou.
A repetir, decididamente, porque ficámos com o amargo de boca de não termos dado uns valentes pirulitos no piscinão, pelo que, vamos continuar a estar atentos ao site da West Holidays.
Caraças, como fomos (ainda mais) felizes neste fim-de-semana! 

quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Justiça para a gata que não tem boca

Pois que o Noddy tem a melodia do "abram alas". O Ruca é um "rapazinho muito embora pequenino". A Minnie" tem uma loja de laços que são lindos e é ela mesmo que faz". E a puta ressabiada da gata cujo nome não se pronuncia neste blog estava a sentir-se inferiorizada e, vai daí, a querida da Avrilzinha, tal defensora das gatas parvas e oprimidas, enfia a sua saia de cupcakes de super-heroína e repõe a justiça no mundo dos bonecos. 
E eu, continuo a não perceber porque raios tanta gente boa tem polipos nas cordas vocais e vem Deus e poupa a Avril. 
PQP!

[Desabafo a meio da tarde]

[Gostava de precisar de dormir menos horas. Fujo de grupos, de gente que corre junta, gente que fofoca junta, gente que faz actividades junta e gente que precisa de estar sempre junta. Começo mil actividades e tenho dificuldade em terminá-las. Continuo a ter preconceitos e a lutar contra eles. Bebo uma média de 12 cafés por dia.  Desisti de responder a todos os emails que me enviam. Gostava de saber dançar. Tenho saudades de estar em Aveiro muitos dias seguidos. Quando me farto de alguém afasto-me ou afasto-o e não quero nem dou justificações. Um dia vou voltar a andar de mota. Gosto pouco de compromissos e obrigações nas relações sociais. Gostava de saber dançar. E de aprender a tocar piano, uma música que fosse. Não sigo séries de televisão nem sou verdadeiramente aficcionada em nada. Tenho pouca propensão a adições. As merdas das outras pessoas cansam-me muito a beleza. Se pudesse viajava durante todo o ano. Tenho saudades de comer cerejas. Não tenho fobias. Odeio telemóveis. Faço sempre aquilo que me dá na real gana. Tenho dificuldade em fazer fretes e finjo mal quando tenho que os fazer. Gosto de me refugiar noutras divisões da casa quando ela está cheia de gente só para me sentir um bocadinho só. Sou filha única. Não sei desenhar. Cozinho cada vez melhor. Só leio blogs escritos por gente de quem eu gosto.Não gosto de comida da moda, de roupas da moda e sempre que me falam em moda lembro-me da sua definição na disciplina de estatística. Gostava de responder a todos os emails que me enviam. Sou a pior gestora de tempo da história da humanidade. Estou-me a cagar para a opinião que as pessoas que não me conhecem têm sobre mim. Sou fiel aos meus princípios e valores. Detesto gente que tem medo de tomar partido, de se comprometer, de tomar posições. Como sushi como quem come pipocas. Sou bélica. Lembro-me sempre de quem me fez bem e nunca me esqueço de quem me fez mal. Tenho orgulho no meu sentido de humor e rio-me muito de mim. Bebo menos copos de vinho tinto que o que devia. Só gasto energia com aquilo que vale a pena. Esqueço-me de pagar contas nos prazos e passo a vida a pagar multas. Perco as palavras passes dos sites online. Tenho a paciência de um soldado soviético. Acho-me uma pessoa "easy going". Complicados são (sempre) os outros.]

Dilemas de uma cronista convidada

Fui convidada pela Lifecooler para ser uma das cronistas residentes. O tema que escolhi foi "viagens de barcos" e estou com um bloqueio criativo. 
A primeira ideia que tinha era homenagear Aveiro e falar dos moliceiros da minha infância. Mas depois senti que estava a trair os barcos rabelos e que havia tanto para contar sobre o Porto. Depois pensei que estava a ser uma lisboeta traidora e que não podia preterir os cacilheiros. Também pensei logo nos barcos-casa onde já pernoitámos na barragem do Alqueva e pelos quais nos apaixonámos. Por fim, mámen piscou-me o olho e pediu-me que escrevesse sobre os barcos que fazem os cruzeiros inter-ilhas dos Açores e onde já fomos tão felizes. 
Ainda bem que não foi aprovada aquela ideia da regionalização. Ser portuguesa é ser este todo, esta manta de retalhos, este Atlântico, rios, ribeiros e afluentes com tantos barcos que nos conduzem o sentir. 

E agora? Bah!

Hoje, todos os caminhos vão dar ao Colombo...


Quem faltar (sem justa causa) cheira mal da boca!

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Poso ter o cabelo pintado de qualquer cor que serei sempre loira

Fui loira toda a infância e adolescência. Não tão loira como a minha filha, que tem um loiro açoriano, tinha um cabelo mais para o dourado mas, não sendo nórdica, sempre me lembro de mim loira. 
A primeira vez que pintei o cabelo começou por ser com uns rímeis capilares para fazer madeixas de cores pavorosas mas os anos 90 assim o ditavam. Depois usei henna, mais tarde descolorei, ainda mais, à frente do cabelo e, logo a seguir, para disfarçar a catástrofe capilar fiz as minhas primeiras madeixas. 
Entre nuances, madeixas, tintas permanentes e afins o meu cabelo nunca deixou de ter o pantone loiro. Fui loira até ser mãe.
Com a gravidez decidi deixar de pintar o cabelo e descobri a cor natural com que ele está agora: castanho claro. Não desgostei de me ver e, depois da Ana nascer, comecei a pintá-lo de castanho. Um ano e meio depois estou com uma depressão capilar. 
Ok, há imensas vantagens em ter o cabelo castanho: não tenho que estar sempre a retocar as raízes, o cabelo não fica com um ar queimado no Verão tingindo-se para o tom "loiro-barracas" e está, efectivamente mais forte (não sei se são, ainda, efeitos colaterais da gravidez ou se, efectivamente, o facto de não usar tintas agressivas poupa mesmo o cabelo). 
Mas eu tenho uma personalidade loira. Tenho uma personalidade de sol e sal. Não tenho uma personalidade morena. E sinto-me mais "apagada". Mais discreta. Mais recatada. Só porque tenho o cabelo castanho. 
Posto isto, tomei a decisão de voltar a ser loira. Ainda não sei se pinto, se faço madeixas, se coloco camomila intea no cabelo ou, me passo, e ataco a garrafinha de água oxigenada... :P
Mas que tenho que pôr o cabelo a condizer com a minha personaliadade, ah, disso não há como escapar...

Como perceber que uma montra de um centro comercial não foi concebida por uma vitrinista a sério?

Pólo Norte explica:

(Nas Amoreiras. Ao vivo era mais escatológico ainda: juro!)

Dora, a exterminadora (de pêlos)

Primeira sessão de depilação definitiva com a Dora, a "pelumóloga" mais expert que conheço.
Primeiro que tudo, dá imenso jeito o centro de estética ser nas Amoreiras porque, agaçada, tive logo um pensamento para me automotivar: se me portasse como gente crescida (isto é, controlasse os guinchos, as lágrimas quando ela me apontasse o feixe à buçaca, e, especialmente os palavrões) auto-recompensar-me-ia com um Salmon Party do Sushi Caffe.
Enfardei uma bica e um pastel de nata antes de iniciar a sessão só para enganar a fraqueza e enchi-me de córage para ir ter com a Dora e só me vinha à cabeça a porra da música do "Não sejas má para mim!".
Primeiro choque: a Dora é gira Gira e boa. E uma pessoa ter que mostrar a sua vulnerabilidade ao nível da pilosidade a uma gaja gira e boa custa pontos no ego. Mas depois a desgraçada- ainda por cima!- tem o desplante de ser simpática. E querida. E nada bruta. E uma pessoa vê-se obrigada a simpatizar logo com ela ao ponto de ter mesmo que se controlar para não ganir e matar de coração a pobre rapariga. 
Comecei pelo rosto: buço, aqueles cabelos feiosos perto das têmporas das orelhas e tudo o que era pelume  na cara. Estava cheia de miáufa, com aquela expressão daquele concorrente que gritava "Ponha! Ponha! Ponha" mas, assim que me deitei na marquesa, fechei os olhos (tem que ser para não ficarmos cegas, para além de sem um único pêlo) e fui surpreendida. 
Eu explico: a Dora apontou uma manápulo tipo o das bombas de gasolina a cada área pronta a ser depilada (previamente demarcada por ela) e disparou: uma sensação de calor (do feixe do laser), seguida de uma sensação de frescura (diz que é o criogénio que actua logo a seguir ao disparo de laser). No buço foram três disparos.
Fónix, estava eu  com medo disto? Eu que choro lágrimas de sangue de cada vez que tenho que espetar cera no buço estava com medo disto? Burra que eu sou, pá! Não custou mesmo nada...
Mas eu sabia que tinha que doer. E doeu-me a auto-estima quando a Dora apontou o feixe de luz e bombou-me nas narinas. Mais do que uma blogger não fashionista, mais do que uma blogger pelintra, pior que tudo, sou uma blogger que tem pêlos no nariz. Ou, melhor, tinha..
A coisa seguiu-se, a Dora de pulso firme e muito determinada, despachou o trabalho na área do rosto em metade do tempo que eu demoro a fazer depilação de meia-perna à máquina. Caraças, fiquei fã!
Nesta altura sentia-me ridícula e encabulada. Rídicula porque sou uma mariquinhas e encabulada porque se seguia a zona das axilas e eu tinha transpirado tanto de medo que estava com pena da Dora...
A conversa foi boa e fluída. Claro que eu aproveitei para fazer perguntas como "qual a percentagem de farfalotas pimpinelas que depilas por semana?", "tens clientes tranformistas?" e tudo o que eram perguntas freak e ela resistiu ali, estoica, às minhas manobras de distracção. 
Menos de uma hora depois, tinha cara e axilas carecas, biafine a proteger a pele, protector solar a proteger a área do rosto e uma vontade louca que as seis semanas que faltam para a próxima sessão passem tão depressa como esta sessão.  
É que só de pensar no regalo que será nunca mais ter que tirar o buço e não me preocupar com a sovaqueira de cada vez que quiser usar uma camisola de alças voltava já amanhã! De Salmon Party no bucho que uma pessoa tem que se premiar...

Granda beijinho, Dora!

(Conheçam o trabalho da Dora aqui. Se tiverem questões técnicas não mas façam a mim, escrevam um email para doracrsilva@gmail.com e garanto-vos que terão respostas tão esclarecedoras como as que me levaram até ela.)



Dia de sessão de depilação definitiva: preparativos


segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Estou no Algarve

Chove.
S. Pedro não é do Benfica.

O meu avô, lá na estrela onde mora, faz com os antebraços e os punhos cerrados o gesto de vitória e grita "Benfica"


Eu piquei:
"A Páscoa contada à minha filha: "E na sexta-feira Jesus morreu na cruz e no domingo deu-se um milagre: o Benfica ganhou o campeonato."

E continuei a provocar:

"O Benfica é um clube bissexto, certo?

É que só aparece nos campeonatos de 4 em 4 anos..."

E insisti:
"Peço aos meus amigos benfiquistas alguma contenção na (merecida) festa de hoje e no agitar dos cachecóis.

A minha filha Ana tem alergia ao pó."

Eles responderam-me assim:
(Grande Marta, a provocar a ursa desde 2014...)

domingo, 20 de Abril de 2014

Deixar de ter medo das palavras

Augustus morreu de "doença prolongada".

Porque raios se insiste em tornar o cancro um eufemismo?

O melhor restaurante de Portugal

Embora Alcabideche, essa grande metrópole, tenha à porta de casa os meus restaurantes de eleição (experimentem o polvo assado d'"A Casa do Vítor", o cozido à portuguesa da "Adega Típica do João Aires" e a açorda de marisco do "Ponto Verde" e logo me dizem de V. justiça...), a verdade, verdadinha, deixando de ser regionalista, o melhor restaurante do país fica no Guizado, às portas das Caldas da Raínha.
O "Solar dos Amigos" é só para quem conhece e quem conhece volta sempre.



Embora a especialidade seja o bacalhau assado com batatinha a murro, desta feita comemos o mais bestial cozido à portuguesa do Mundo, com morcela de arroz e farinheiras divinais, lombardo que sabe a lombardo, batatas que sabem a batatas e, só porque era impossível ignorar as migas de broa, juntámos esta iguaria ao arrozinho cozinhado, claramente, com a água do caldo do cozido.


(Já depois do primeiro round...)



Meia-dose dá para seis pessoas mas nós, como éramos só quatro, partilhámos a mesma meia-dose e trouxemos farnel para casa. Para regar a refeição dedicámo-nos ao vinho de jarro, em profundo deleite num ambiente rústico e cheio do meu padrão preferido: o dos tecidos de chita. 
Eu acho que o "Solar dos Amigos" devia ser condecorado com a "Grã Ordem do Melhores Restaurante do País", juro, juro, ainda mais quando me lembro do tabuleiro com umas 12 sobremesas diferentes que dificulta a escolha mas nós, como somos muito despachados, tratámos de mandar abaixo quatro diferentes, porque, no "Solar dos Amigos", no partilhar é que está o ganho. 
O preço? Obsceno de barato: 50 euros por meia-dose de cozido para quatro (que chegou para duas refeições), vinho, entradas de broa com requeijão caseiro e doce de abóbora e sobremesas. 
Único senão: o restaurante não tem multibanco. Convém levantar dinheiro antes sob pena de, depois da refeição, irmos a rebolar até à caixa ATM mais próxima...

Almocei dois dias seguidos no solar dos amigos e reinventei uma canção para ilustrar a efeméride

"Ela não anda, ela rebola..."

"Vais para o Oeste no fim-de-semana de Páscoa? Não se faz nada no Oeste..." *


Acordar com vista para o mar:


Tomar o pequeno almoço com cheiro a maresia:

Ser surpreendida pela hospitalidade dos "senhorios":





E- claro!- não virar a cara à luta (estes "Ésses de Peniche" a saber a limão e recheados de amêndoa vão ser a razão para Peniche se tornar Património Mundial Gastronómico, garanto-vos!):



Ir passear, sem pressas, e descobrir que Óbidos tem uma lagoa (linda! linda! Onde se pratica kitesurf, campismo selvagem e tudo, tudo):



Almoçar numa das vilas mais bonitas de Portugal e onde sempre nos conseguimos surpreender:










E apaixonarmo-nos por um conceito ma-ra-vi-lho-so que junta as melhores coisas da vida- livros e comida:





(* está bem, abelha!)

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Mau feitio matinal

Desta vez não é grave pois morreu um grande escritor mas tendo em conta o número de citações por status de Facebook que leio de Gabriel Garcia Marquez temo o dia em que morra o Paulo Coelho.

E desejo muito anos de vida à Margarida Rebelo Pinto.

Prometo, Gabriel!

«Muitos anos depois, diante de uma estante cheia de livros, a única herança deixada pelos seus pais, Ana haveria de recordar aquela tarde remota em que estes a convidaram a ler, pela primeira vez, "Cem Anos de Solidão".»

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Há quem tenha tido um passado com drogas. Já eu...

... confesso- humilde e envergonhada- que tive um passado com sementes.

Era só na minha Escola Secundária que se comia pipas (sementes de girassol) aos intervalos?



O Porto perdeu? O Mestre Alves ficou preso no trânsito da segunda circular e não conseguiu bloquear o Benfica




Proponho um duelo de vingança dos bruxos do Benfica e do Spote com o Mestre Alves, Harry Potter das Antas!

Vamos lá abrir a caixa de Pandora

O post que mais gargalhadas me proporcionou, por me sentir acompanhada na porca miséria de quem tem dois nomes próprios que não combinam nem à lei de bala, foi este. A Vanda Lisa ainda continua a ser tema de conversa nesta casa. 

Partilhei na página de facebook do Quadripolaridades que soube, há dias, que tenho um amigo cujo apelido é "Todo-Bom" e logo se juntaram vozes que conhecem um amigo "Pão Mole", um "Lagarto Morcela", outro "Enxuto", um "Fura Direitinho" (really?), um "Penetra Trinta" (ahahahah!) e o meu preferido, o senhor "Pina Valente". 

Por aqui em casa, quer eu quer mámen temos sobrenomes de terras, o que faz do nome da Ana um nome mega internacional. E divertido e caricato, sim. 

Contem-me agora vocês, que estou precisada de soltar umas gargalhadas. 

A estrelinha partilhada

Várias marcas se quiseram associar, oferecendo prendinhas às mulheres vítimas de cancro: o Boticário, a Nicepharma, a Accessorize, a Luaranas Moda, Box-Lx, o Hotel Penha Longa Resort, a Muipiti, a Associação Recriar, a NicePharma, os Lenços Christine, e a Head-Ji mas tenho que confessar que este presente (a par com as pulseira feitas pela Bárbara Lourenço), que pudemos partilhar com todos os participantes e voluntários da festa, como prova de uma tarde inesquecível partilhada, encheu-me o coração de luz. Como uma estrela que brilha. 


Obrigada, Fio a Pavio!

A sonhar, há dias, com o maravilhoso lanche de sábado passado

Chá verde Gorreana anti-oxidante do Espaço Açores (sim, há uma mercearia açoriana em Lisboa e é imperdível!)



A jornalista Clara de Sousa enviou um bolo de alfarroba de comer e chorar por mais

Estes bolinhos da Cakelicious eram di-vi-nais!

As mini-quiches de legumes da Flôr de Sal

Bolo de beterraba? Torci o nariz mas foi o meu preferido da tarde. (Marta preciso desta receita!)

Brigadeiros? Também marcharam!


Obrigada Isabel!

Sempre muito discretos mas sempre presentes na hora de ajudar: Pastéis de Belém serão sempre Pastéis de Belém! (obrigada tia Dulce, gosto mesmo de si, pá! Beijinhos Penny!)

Aqui do lado esquerdo está a tarte de aveia, côco e manga da Casinha das Manas
Sim, provei aveia e gostei!

A Delta nunca falha na hora de ajudar e eu tenho como sonho agradecer um dia pessoalmente ao Comendador Rui Nabeiro
De todos os doces e compotas que já provei na vida (e não foram poucos) nenhum bate esta compota de pêra, chocolate e baunilha da Party's & Cookies. Atentos: nenhum!


Já aqui falei do bolo mas não não me canso de olhar para as fotografias lindas, lindas: era de cenoura e é obra da Sweet Cakes

Infelizmente não há registo fotográfico dos pães de canela e de noz da Paula (de irem às lágrimas de tão bons!), das espetadinhas de tomate cherry e mozzarela com manjericão, do bolo húmido de chocolate, dos pães com chouriço e afins. Mas confiam em mim quando vos digo que estava tudo top, certo? (sim, provei tudo!)


The last but not the least um obrigada aos meus dois anjos da guarda que marcam sempre presença ao meu lado em eventos de cariz solidário: Ana e Patrícia, muito, muito obrigada!
Pólo Norte <3 you both!



(créditos das fotografias "Little People, Big Smiles")






quarta-feira, 16 de Abril de 2014

La foto


"Olá Pólo!

 Tentei tirar uma selfie (achei que o acontecimento merecia), mas com o sol nao se via bem o papel, por isso vai só assim.

 Guadalajara, México quadripolarizado :)

 Sofia"

Gracias, guapíssima!

A Ana está a deixar de ser uma bebé de dia para dia. (*suspiro*)

Objecto: comboio da Chicco cheio de musicas e actividades, com um espaço debaixo do assento para guardar tatarecos tipo porta-luvas.

 Filhas normais: sentam-se armadas em maquinistas.

 Ana: levanta o assento e enfia o pé no esconso, fazendo do comboio um skate.


 (eu mereço?)

Lêndeas? Piolhos? Quitoso!

Ultimamente atraio parasitas. Não são piolhos, lêndeas nem carrapatos atrás das orelhas mas antes "amigos" que se alapam a mim para conseguirem alguma coisa em troca (favores, contactos, borlas, dinheiro) sem terem a hombridade de me pedirem directamente a pretensa coisa, mas preferindo sempre usarem-me, descaradamente, fazendo de mim parva, fazendo-se de sonsos, tentando manipular-me. 
Eu, que até sou uma pessoa simpática, a que não custa nada facilitar a vida das pessoas e que, de forma directa e ética, faria favores, pontes, networking com todo o gosto, vejo-me assim obrigada a ser velhaca também. Gosto pouco de "chico-espertos".
Mas tenho paciência e cá espero a oportunidade certa para mostrar aos parasitas que não há nada que os lixe mais do que esperar pela oportunidade certa para os exterminar. Tenho tanta paciência que era capaz de passar um dia inteiro a catar cabeças com aqueles pentes fininhos do Quitoso. Aliás, parasitas por parasitas, era menos aborrecido. 
Sendo, assim aguardo. De Quitoso emocional em riste.

Programa literário top para as duas próximas semanas!

Amanhã, o programa é na FNAC do Chiado, pelas 19h00 a propósito do lançamento do livro da Vânia:


Já no dia 23, o pagode será na FNAC do Colombo, pelas 18h30, e eu irei estrafogar a minha Sónia:


Encontramo-nos por lá?




A Oeste tudo de novo

Lancei o pedido de sugestões de sítios para onde zarpar no fim-de-semana de Páscoa, para fugir aos espanhóis que, nesta altura, invadem a minha terra e para descansar em família após uma semana dos diabos.
Algumas condições: 
  • não ser longe de Lisboa (não mais a Norte que Leiria nem mais a sul que Setúbal) mas também não demasiado perto (para termos a ideia de passeio, de distância higiénica de casa, de escapadinha efectiva)
  • ser um sítio baby-friendly (sim, há sítios com políticas "no babies, thank you" e para esses uma "Páscoa feliz e desejos de insolvência!") 
  • os preços serem parents friendly, ou seja, um fim-de-semana BBB (bom, bonito e barato).

As sugestões não se fizeram demorar e mámen estava, que estava, fisgado para irmos para Óbidos. 
Já fomos felizes (muito felizes) em Óbidos, temos memórias maravilhosas de anos seguidos em S. Martinho do Porto (que tão depressa não se irão refrescar pois o nosso anfitrião- pai da minha amiga Catarina- deixou-nos em Fevereiro passado), temos histórias hilariantes passadas na Foz do Arelho, fotografias comprometedoras na praia dos Salgados e o nosso restaurante preferido no Mundo é no Guisado. Adoramos a zona Oeste e somos os verdadeiros amigos de Peniche, sonhamos comprar uma casa no Baleal um dia que nos saia o bilhete premiado no Euromilhões, ir às compras de loiça nova à loja da fábrica do Bordalo Pinheiro como quem vai ali ao Continente mas, essa é que é essa, tentamos fugir sempre à febre das feiras medievais cheias de confusão e aos festivais de chocolate abarrotados de gente, não voltando tanto quanto desejaríamos. Desta feita, o Oeste não nos escapa!
Numa busca pela Internet chegámos ao site da West Holidays e depressa nos rendemos aos preços (uma casa com dois quartos por 60€ por noite? Tipo, vamos dois casais e cada casal paga 30€ por noite? Really?), depois às fotografias e sugestões da página de facebook  do resort e, por fim, a toda a envolvente. Estamos mega fãs!!!
Contem-me agora: há tradições pascais para os lados de Óbidos, ou vou só almoçar ao Solar dos Amigos no sábado e jiboiar no resort todo o fim-de-semana, numa árdua trajectória entre piscina e espreguiçadeira, campo de golf e spa, armada em fina por 15 euros por noite por pessoa, afinal uma "maçada" esta minha vida, é o que é...



terça-feira, 15 de Abril de 2014

A ver o Masterchef Australia surgiu-me uma dúvida existencial?

Fui a única criança a quem, depois de garantirem que a Austrália ficava localizada, exactamente, "por baixo de Portugal", tentava escavar túneis na terra/areia/qualquer tipo de solo a ver se avistava cangurus?

Toda a gente sabe que eu sou pelas descrições bastante imagéticas

Cada vez que vejo um videoclip da Miley Cyrus, ex-Ana Montana, só consigo imaginar que a pobre meteu a língua numa cuvete de gelo e está ali aflitinha da sua vida. 

(Quem, em criança, nunca meteu a língua numa cuvete de gelo é um totó!)

Prometo-vos que é o último post com a palavra fashion durante os próximos 365 dias

Para além da Sónia que maquilhou as meninas dos "Lenços de Solidariedade" tínhamos, praticamente, um esquadrão moda a guiar-nos a tarde. 
Para além dos fashion advices da Mónica Lice (que ainda presenteou as meninas com um livro) tivemos a Fava image consulting connosco.



A Fava é uma empresa novinha em folha, a estrear, constituída por duas meninas com pinta (beijinhos Diva e Filipa!) que estiveram connosco e com a Mónica a ajudar cada participante a olhar para si, para o seu potencial e a saber tirar partido das suas características de forma a sentirem-se mais bonitas. 
E foi tão giro mandar as carecas todas à fava, pá!

https://www.facebook.com/favaimageconsulting