quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Post ao Miguel Esteves Cardoso (em resposta à crónica de ontem no jornal "O Público")

Ontem, depois de ter lido a sua crónica no Público, não pude deixar de ir à estante, olhar para todos os livros da sua autoria, perfilados e esquizofrenicamente arrumados por data de publicação e sabia ao que ia: aquela capa com a Maria João a segurar uma couve.
A Maria João de quem, tantas vezes tive ciúmes em abstracto - não da Maria João mulher mas da Maria João musa, a Maria João destinatária de todas as suas palavras, mesmo aquelas que não lhe dedicou directamente, a Maria João dona do amor de um poeta, mulher petrarquista talvez. 
A Maria João, receptora de um amor maior, de um amor de capa de livro, do livro com mais páginas, e- ainda que não chegasse- a Maria João a quem o dedicou em exclusivo porque há alturas em que o amor não pode ser dividido, por ser- lá está...- um amor maior. 
Li todos os seus livros. Todos. Acompanhei cada paixão implícita nos textos mais antigos, cada projecção de amor secreto nos que se seguiram. Até que chegou a Maria João, personagem de muitos textos, figurante de todos os outros, dona do poeta, enfim. A Maria João que se materializou naquela capa, olhos de mar, livros doutos na estante que serve como pano de fundo à fotografia, cabelo apanhado e sorriso genuíno, cá da terra, como a couve Portuguesa que segura nas mãos.  
Ao ler a sua crónica, não pude deixar de me lembrar do meu primeiro Dia dos Namorados depois de casar. O meu avô também aí estava internado e naquele 14 de Fevereiro jogava o Benfica. Depois da hora da visita nocturna, ele pediu-me que ficasse um bocadinho mais, a ver com ele o jogo de futebol. Olhei para o homem que mais amei até hoje e não foram precisas palavras.
E, de repente, uma paz profunda. Voltei a olhar para a fotografia da Maria João musa, a Maria João de sorriso rasgado, a Maria João que veio contrariar a premissa que o "Amor é fodido". E sei que se tirássemos folha a folha daquela couve, como se faz com os mal-me-queres, a resposta seria "Bem me quer" porque é assim que todos queremos a Maria João. E sabemos que vai correr bem.   
Envie-lhe um beijo por nós, leitores desse amor maior. Porque, sim, o IPO pode ser um sítio romântico- atesto-lhe eu- ainda que vivido a três e com o Benfica a jogar como música de fundo. 

Última chamada para o Polar Postcrossing (depois não se queixem que ficaram de fora...)

(Obrigada pela imagem, Pedro mai lindo!)

Acabam hoje à meia-noite as inscrições para o Polar Postcrossing. 
Já ultrapassámos os 500!
Amanhã há notícias polares nas V.  caixas de e-mail!

Só porque estamos a chegar ao Natal...# 2

Eu e a minha amiga Vanda fizemos um pacto: não dizemos asneiras até ao Natal. 
Quer dizer podemos fazê-las mas nada de palavrões. 
Hoje liguei a um amigo para combinar um almoço. Ele deu-me as indicações todas, "esta rua à direita, 
semáforos à esquerda, andas-andas-andas, primeira rotunda frente, segunda contornas...
 Saiu-me um:
- "Fosga-se, isso é em santo pipi de assobios ou quê?"


Gestalt: o todo é mais que a soma das partes





Eu tenho uma vida estável e uma vida escandalosa. Pensem em Van Gogh, ciprestes e pináculos de igrejas sob um céu de serpentes contorcidas. O sol, difuso, sempre a dar um apontamento de luz. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu tinha pensado em sugerir a Kima de maracujá como "Património Cultural da Humanidade pela UNESCO" mas depois....

Um dia conto-vos que o melhor de Cascais não é- decididamente- o Santini.

Porque as terras são de quem lá vive. :))

[Este não é um post sobre comida]

[Tinha acordado tarde e com fome. O jeito para cozinha era pouco. Para não dizer nenhum. Abriu o frigorífico e fazia corrente de ar. Deu voltas à divisão: as batatas tinham grelado mas, de qualquer forma, não tinha óleo na fritadeira. Não tinha ovos, a solução mais fácil. Nada de pizzas no arca congeladora
No congelador um hamburguer congelado. Perfeito. Usou o microondas e colocou margarina na frigideira. 
Ficou de plantão ao lado do fogão a ver a manteiga queimar e o hambuguer a fritar muito devagar. A fome apertava. Decidiu colocar no máximo o bico do fogão. Três minutos depois empratou o hamburguer, após ter raspado o chamuscado da carne. Enquanto o comia, certa que provavelmente nunca tinha provado algo tão mal confeccionado, lamentou-se de não ter feito as coisas como deve de ser: de ter pensado numa receita a preceito, de ter juntado alho- quem sabe?-, de ter deixado a manteiga derreter com o bico do fogão no mínimo, deixando o hamburguer fritar lentamente e a par e passo. 
Ou, em última análise, ter despido o pijama e ter ido ao supermercado mais próximo abastecer-se de novos ingredientes. ]

Os leitores deste blog são melhores que os dos vossos #1

Recebi- com o coração cheio- as V. respostas acerca do pedido de amigos para a Clarinha.

Desde ontem já reecaminhei para a mãe da Clarinha amiguinhos com Síndrome de Down e sem Síndrome de Down. Pessoas iguais e diferentes mas com a vontade de alargar o Mundo da Clarinha, formosa e bonitinha que só ela.
A mãe da Clara agradece e reitera o pedido da seguinte forma:

"Chamo-me Teresa, sou mãe da Clara e aprendi, quando ela nasceu, que "se não podes mudar os móveis, pinta as paredes" mas estou a precisar de ajuda para dar mais uns retoques de tinta.
A Clara tem 16 anos, Síndrome de Down, muitos amigos mas poucos que a entendam. Não é difícil de entender, ela é só diferente e já tem perfeita consciência disso o que a tem levado, nos últimos tempos, a isolar-se num mundo só dela. É uma teenager com todas as qualidades dos outros teenagers, os milhões de defeitos e uma lógica ainda mais retorcida, mesmo que isso pareça uma impossibilidade. A Clara frequenta uma escola secundária que a maior parte dos amigos dela também frequenta mas se, até aqui, os temas de conversa eram simples e simples era também conseguirem dialogar, as especificidades foram-se tornando mais notórias e a conversa, muita, não passa da rama. A Clara sempre frequentou o ensino integrado e nas escolas por onde passou foi, durante muito tempo, a única menina Down razão pela qual só recentemente teve contactos com mais outros dois miúdos como ela.
Apesar de não haver graus nesta coisa da trissomia, ou está lá o estupor do cromossoma a mais ou não está, estas pessoas, tal como as outras todas, não são iguais e atingem patamares muito diferentes. A Clara tem algumas capacidades que se são muito gratificantes para ela a deixaram ainda mais isolada, pois se ela não se entende com a maior parte dos miúdos da escola também não se entende com os novos amigos que com ela frequentam o ensino especial. A Clara gosta de ler, de escrever histórias, de palrar no Facebook, de cantar, de passar horas no youtube, de partilhar as tristezas e as alegrias que lhe vão na alma e a Clara tem também um raio de um sentido de humor que baralha quem é apanhado desprevenido ou quem não lhe topa a malandrice.

A Clara vive comigo e com a irmã mais nova e amigos não lhe faltam mas são poucos, muito poucos, os que falam a mesma linguagem e é para os encontrar que preciso da vossa ajuda. A Clara tem um perfil no facebook e seria muito bom poder comunicar com outros miúdos Down ou com défices cognitivos. Abram os ouvidos, os olhos e o coração e ajudem-nos a descobrir novos amigos para a Clara. Sugestões, opiniões, desabafos, pedidos de contacto, podem ser enviados para o email pintarparedes@gmail.com.

E como, nestas coisas, nada melhor que dar a palavra aos próprios, fica o apelo há muito feito pela Clara no perfil dela do Facebook.

bem vindo ao facebook venham a ver o facebook da clara boa sorte entra do facebook dela eu adoro muito obrigado"

(Obrigada a todos, em especial, à Sofia, Mariana, MF, Daniela e Patrícia. Um sorriso polar.)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quem quer ser amigo da Clarinha, que é formosa e bonitinha?

["A Clara é a minha filha mais velha, tem 16 anos. A Clara tem Síndrome Down. A Clara é, e sempre foi, uma miúda como as outras, ou, pelo menos, como a outra. Nunca a tratei com paninhos quentes, nunca a envolvi em algodão em rama, onde ia uma ia a outra, o que ensinava a uma ensinava à outra, o que pedia a uma pedia à outra. Aqui em casa, e mesmo lá fora, todos nos esquecemos que a Clara tem um mundo que, queiramos ou não, é diferente do nosso porque, como diz a irmã, "eu não me lembro que a Clara é diferente" e, a seguir, pergunta e bem "isso é bom ou é mau"?

Feitas as apresentações, vamos ao que interessa. A Clara cresceu a fazer exactamente o mesmo que a irmã, com amigos como a irmã, na escola como a irmã, a ouvir as mesmas músicas, a ver os mesmos filmes, a ler os mesmos livros, a ouvir as mesmas conversas, mas a Clara não é como a irmã.


A Clara está na escola secundária, na highschool, como ela diz quando quer chatear a irmã que ainda está no 9º ano, e tem um colega também down, tal como tem inúmeros outros amigos que conhece há muito. A gaita é que deu em isolar-se, em arranjar amigos imaginários, em falar sozinha e eu acho que é porque ela está com o síndroma do emigrante, ela tem dois mundos e não tem nenhum. Não consegue acompanhar os miúdos da idade dela, os mais novos têm interesses diferentes dos dela e os outros miúdos down que por aqui conhece não a acompanham a ela, não lêem, não escrevem, não fazem a mínima ideia o que é isso do Facebook, muito menos conhecem o Jorge Palma, a Feist ou sabem de cor e salteado as músicas do Rui Veloso.


A Clara passa o tempo que pode no Facebook, comenta toda a gente, tem centenas de amigos, vai para o chat, fala com todos, discute namorados mas, puta do mas, as linguagens são diferentes e por muito que os outros miúdos sejam simpáticos falam linguas diferentes, sindrome do emigrante, eu disse.

Hoje decidi começar a procurar amigos para a Clara, amigos com quem ela se possa entender, para ver se deixa de precisar dos amigos inventados e, o meu pedido, é esse. Vasculhem as vossas agendas, puxem pelas cabeças, falem com vizinhos, amigos, colegas de trabalho. Preciso de encontrar outros miúdos Down ou com défices cognitivos com quem, pelo menos para já, ela possa conversar no Facebook."]


Da minha amiga T. e aqui publicado como missão polar pré-Natal-ou-raios-ma-partam-se-não-arranjamos-amigos-para-a-cachopal

Tatoo polar? Ah, poizé, bebé!

Marta rules!

A minha mãe

Afinal há uma invenção melhor que os lençóis polares...


... os verdadeiros lençóis quadripolares!

(Obrigada, querida Alia!)

E, feitas as contas, somos:

Perguntam-me vocês: "Pólo mai-linda, faltam quantas inscrições para sermos 500 a participar no Polar Postcrossing?"

domingo, 27 de novembro de 2011

Bons argumentos para participar no Polar Postcrossing # 2









Há quem "dê o corpo pela ialma" a esta causa!

(Um xi-coração gigante ao Sérgio, à Aninha, ao Rúben, à Beatriz e à Cidália. Sois os melhores, carago!"

Os V. e-mails são fonte de inspiração para a Pólo Norte # Assinaturas de e-mail originais

Assinatura 1:

--
"Não se aceitam conselhos de quem saiba mais, mas de quem tenha feito melhor"
    Já agora, não estou interessada em vírus cuja origem não seja certificada, crianças desaparecidas há cerca de 35 anos, e pedidos de sangue. SPAM de cartas-correntes também é algo sem o que consigo passar bastante bem.
    Se me puderem poupar a estas coisas, evitando que arruíne o meu indicador pelos cliques que gasto a enviar estas mensagens directamente para o Lixo, agradeço.

    E por favor, apaguem o meu e-mail antes de reenviar mensagens e usem BCC / Cco quando enviarem mensagens para múltiplos destinatários... Tal como eu faço para manter as vossas caixas de e-mail SPAM-free pela parte que me toca :P

    Obrigado


_____________________________________________________________________________

Assinatura 2:

XPTO, babysitter, bayblader, cozinheira, enfermeira, motorista, mulher-a-dias, costureira, educadora-de-infância, professora primária, contabilista, enóloga, DJ, coleccionadora de cromos e jogadora de cartas. Sempre às ordens.

http://facebook.com/xpto

Quem me viu e quem me vê...

Hoje recebi de presente um Quilt.

(A excitação foi tanta que não sei como não tive um orgasmo. Será grave?)

"E a 4 dias de fecharem as inscrições para o Polar Postcrossing quantas inscrições já cá cantam, Pólo Norte?"

Partida, "lagarta", fugida: Polar Postcrossing edição 2011 is coming to town (update)

FAQ

  • Em que consiste o Polar Postcrossing 2011?

Estão a ver o joguinho típico do amigo secreto?
Estão a ver os postais de Natal coloridos na caixa do correio em vez dos postais electrónicos?
That's it. Simple as Nutella.

  • Como vão ser sorteados os blogger secret friends?

Este ano, a par do que aconteceu o ano passado, sou eu que baralho os nomes e os distribuo (afinal eu sou a própria Pólo Norte, vale?).

  • Como posso participar?

É enviar o vosso nome, morada e link do blog (caso tenham um blog e não se importem de o divulgar) para o e-mail quadripolaridades@hotmail.com num e-mail com o assunto "Polar Postcrossing 2011.
Um mail por pessoa, por favor, para me facilitar o sorteio da coisa. 

  • Quando vou saber o nome e a morada do meu blogger secret friend para lhe poder enviar o postal?"
No dia 1 de Dezembro coloco os V. nomes todos num saquinho, baralho e envio-vos um e-mail de volta com a morada do V. amigo secreto. 

  • Opá, a minha mulher não vai achar muita graça a esta brincadeira. Como posso fazer?

Quem não quiser divulgar a própria morada (que só será do conhecimento da ursa e do respectivo amigo secreto) pode facultar outra, nem que seja a da avó, uma caixa postal dos CTT, a do local de trabalho, a do ginásio, a do café de confiança lá do bairro que depois de avisado recebe o postal e entrega-o a seu dono, enfim.

  • Opá, eu não quero associar o meu nome ao meu blog porque vai-se a ver e encontram-me no FB e ficam a saber que eu não sou fashion blogger nenhuma e sou mazé uma concorrente do "Peso Pesado". Como posso fazer?

Quem não se quiser identificar com o link do blog, é só dar o seu nome e endereço (afterwords a name is just a name). A vantagem de se dar o link é que a pessoa que receber a vossa morada poderá conhecer-vos melhor através do blog e escolher um postal mais personalizado, vale?


  • Opá, tenho receio que depois de uma pessoa ter a minha morada na mão, afinal seja o estripador da Bobadela, me venha bater à porta e me faça mal. Como podes prevenir isso?

Quando distribuo os polar blog friends obedeço a algumas premissas, entre as quais, pessoas da mesma cidade não escrevem umas para as outras. As restantes premissas são: os rapazes (que são em menor número) não escrevem a outros rapazes; as pessoas que vivem no estrangeiro escrevem necessariamente para alguém de Portugal e recebem postal de alguém de Portugal também; não se repetem amigos de um ano para o outro e, finalmente, cada pessoa têm dois tipos de interacção: escreve para uma pessoa diferente da pessoa de quem recebe o postal.Isto dá trabalho pá (vide penúltimo ponto).

  • Eu só leio blogs mas não escrevo em nenhum. Isto é: não tenho blog, posso ser discriminado por isso? Ou posso participar?
Claro. Desde que leias o Quadripolaridades. 

  • Vivo no estrangeiro, sou emigrante, estou a viver a maravilhosa experiência da diáspora, isso pode comprometer a minha participação?

Não. Desde que vivas num sítio onde haja distribuição postal, selos, papel, é na boa. Já sabemos que alguém vai gastar mais dinheiro em selos mas, em contrapartida, fica com a possibilidade de um couch nas próximas férias. :P

  • Pólo Norte, eu sou um bom português e estou a ver se deixo a minha participação para depois do dia 30 de Novembro. Abres uma excepçãozinha para mim, não abres?
Não. 
  • Apetecia-me imenso receber um postal mas sou preguiçosa e não garanto que envie um. Posso participar?

Podes. Se quiseres ficar sujeito a um apedrejamento público no Quadripolaridades. Caso contrário, fica sossegadinho. Isto é para quem quer dar e receber. Não é esse o espírito do Natal?
(Fiquem a saber que no ano passado foram rogadas pragas polares aos 8 caramelos que, depois de terem os seus postaizinhos na mão, se "esqueceram" de enviar os respectivos postais, deixando oito simpáticos leitores a ver navios).

  • Assim que receber a morada do meu blogger secret friend, o que devo fazer?

Depois? Depois é visitar o blog do V. amigo, escolher um postal que tenha que ver com ele, escrever, meter selo e enviar pelo correio. E esperar que chegue um postal à V. caixa de correio, também.


  • Quando é suposto enviar o postal de Natal para a morada do meu polar blog friend?

A partir do momento em que tiveres a morada do teu polar blog friend em teu poder podes dar cordinha aos teus sapatos. Quanto mais depressa enviares maior será a probabilidade dele receber a surpresa antes do Natal, que é a ideia desta brincadeira toda. E, mais, procrastinar é uma coisa feeeeia.

  • É suposto manter segredo?

Pretende-se que mantenhamos em segredo quem são os nossos bloggers secretos até que os postais que lhes enviemos cheguem às suas caixas de correio. A ideia é não escarrapacharmos no blog "Ahhh, vou escrever um postal para a "Maria Peixinho" do blog "Estás aqui, estás a ser pescada" porque isso estraga a surpresa ao destinatário, tá?
  • Quem deve participar?

Quem quiser receber um postal de Natal à antiga, quem quiser sorrir ao abrir a caixa do correio pelo menos uma vez no ano (espera-se que nesse dia a Cofidis e a EDP não decidam mandar as contas também, senão lá está tudo estragado...) avance.
Este ano só não recebe pelo menos um postal de Natal quem não quiser, ai isso garanto-vos eu.

  • E quem não quiser participar?


Quem não quiser participar: azarecos. Contentem-se com os e-cards ranhosos! :P



  • Como posso fazer para agradecer à ursa tão genial ideia pelo segundo ano consecutivo?

Será pedir muito que em cada envelope escrevam a frase "I <3 Pólo Norte"? É que assim-com'ássim fazia-me bem ao ego.E é Natal...
Ah, e à medida que vão recebendo os V. postais fotografem-nos e enviem as fotografias para quadripolaridades@hotmail.com. 

  • Como bons portugueses que somos, podíamos bater um record. Alinhamos na maior mesa de bacalhau com batata e couve em cima do Cristo-rei ou tens outra ideia?


sábado, 26 de novembro de 2011

Bons argumentos para participar no Polar Postcrossing # 1


Os donos destas 17 maravilhosas mãos estão in!

(Beijinhos à Zaahira, Marta, Raquel, Gonçalo, Daniela Ferreira, Ana Paula, Complexo, Maria João, Daniela Gaspar, Isabel, Andreia, Catarina, Andreia Soares e Nádia)

"The dick dinner" (ou história- em directo- de uma castração em 6 actos)








Elenco: A ruivíssima Bem Passada e pirilau de massapão
Produção: Pólo Norte
Assistentes de Produção: I. (de roxo), P. (pena as fotografias não terem som) e R.
Realização: Pólo Norte

E já agora partilho convosco: continuo a não saber porque raio é que o Chakall usa turbante

(Obrigada à paparazza Marta Luísa)

Teoria nº 1- É careca. - não confirmada

Comunidade quadripolar

A jantar no Alfaia com o jeitoso do Jibóia Cega, falávamos sobre o que gostávamos mais no facto de termos um blog. 
Eu assumo que gosto da confiança e da generosidade que as pessoas depositam numa personagem ursa. 
Tenho, este ano uma base de dados de 500 pessoas. As pessoas divulgam-me as suas moradas, os seus nomes próprios e os blogs correspondentes e confiam em mim. E podem-no fazer com a máxima segurança, afianço-vos eu. 
Peço-lhes que alinhem em brincadeiras comigo no facebook e, sem saber com que propósito, alinham de imediato. 
Os queridos quadripolares viajam para sítios inóspitos- Nigéria, Filipinas, Vidigueira, Times Square- e seguram orgulhosamente um "I <3 Pólo Norte" paper, deixando-se fotografar. 
Quando tenho as minhas dúvidas existenciais acerca de "porque carga de água o Chakall usa turbante, será que é careca?", logo uma Marta Luísa quadripolar mai-linda me envia uma foto do cucuruto do homem. Se aqui vos digo que tenho saudades da série "Absolutamente Fabulosas", assim que sai a notícia do regresso do elenco num filme recebo um mail a dar-me conhecimento da efeméride. 
Recebo, todas as semanas, dezenas de CV's com dados pessoais das pessoas a pedirem-me opinião técnica sobre a sua estrutura. 
Se assumo que vou viajar para um sítio, recebo roteiros e sugestões de spots, pessoas que simpaticamente me oferecem o seu sofá em Madrid (salvé Jibóia Cega!) ou a sua casa, amigos e família em S. Miguel (Almofariza, és a maior!). Leitores deste blog que, de repente, se tornam amigoss e quando damos por nós estamos a jantar a melhor caldeirada de atum do Mundo, à mesa da minha sala de jantar ou perdidas no meio da Lx. Factory a projectar negócios em sociedade.  Porque a generosidade é uma estrada de dois sentidos. 
Recebo e-mails das pessoas a revelarem-me as suas fragilidades e a perguntarem-me como agiria nos seus lugares, desde questões amorosas até perguntas práticas do género "qual a melhor forma de descascar romãs?"
Vou fazer recrutamento em Angola e Moçambique e preciso de conselhos profissionais e logo um Manuel, uma Ziza, uma Maria João me enviam contactos, me promovem network e tornam a minha vida mais fácil.
Sei, em primeira mão, de pessoas que engravidaram e opino sobre os nomes com que devem baptizar as suas crias (beijinho à Sofia e ao seu Lucajadão!). 
Recebo chouriças (beijinho à queridíssima Manelinha!) e montes de presentes no dia em que faço 30 anos e comovo-me com a generosidade de pessoas que não conhecem a autora deste blog de parte alguma, mas que querem fazer parte da memória de um aniversário especial
Pat envia-me um pirilau das caldas de chocolate e a Bem Passada um de massapão (haja fartura!). Pelo prazer secreto do non sense e just for fun!
Se pergunto que spa devo conhecer, de imediato uma Ana Varela me arranja um contacto nas Termas de Monchique e é o ponto de partida para um fim-de-semana inesquecível. 
Tenho conhecido pessoas geniais. Pessoas divertidas. Boas pessoas. (Beijinhos à Ana, à Sónia, ao Pedro, à Nicas, à Eduarda, à Sofia, ao Pedro M., à Mónica, ao Lourenço, à Lara, ao Rúben, à Rafa, e a todos os que não m'alembro agora!)
Sei que é difícil retribuir a cada um dos leitores deste blog a confiança e a generosidade com que tratam a ursa e a autora da ursa mas afianço-vos- sem necessidade de graxa ou sentimentalismo hipócrita- que o melhor de ter um blog são mesmo... vocês!*
Por isso tudo quando penso no melhor em ter criado o Quadripolaridades lembro-me do conceito de "Comunidade quadripolar". E é fabuloso fazer parte disto. 

(*E não, não estou com o período, ok?)

Comunidade quadripolar

Ontem,a  jantar no Alfaia com o jeitoso do Jibóia Cega, falávamos sobre o que gostávamos mais no facto de termos um blog.
Eu assumo que gosto da confiança que as pessoas depositam numa personagem ursa. Tenho, este ano uma base de dados de 500 pessoas

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Só porque estamos a chegar ao Natal...

Eu e a minha amiga Vanda fizemos um pacto: não dizemos asneiras até ao Natal. Quer dizer podemos fazê-las mas nada de palavrões. 
Ontem liguei-lhe para lhe contar uma fofoca. Atendeu em voz alta no carro e avisou-me que estava acompanhada por duas conhecidas minhas. Saiu-me um:
- "Opá, que empata... relações sexuais"

(Cheira-me que esta aposta vai resultar em posts engraçados, cheira...)

Greve? Não, obrigada!

Não é que eu seja do contra (que até sou mas não neste caso).
Não é que eu não acredite no direito à indignação.
Não é que eu, desta feita, não concorde com os motivos da greve.
Mas irrita-me que a adesão à greve tenha mais expressividade que a participação dos portugueses nas últimas eleições.

"Mal comparando", é a mesma coisa que fazer greve de sexo já depois de se ter sido contagiado por uma doença sexualmente transmissível em vez de apostar nos métodos anti-conceptivos.

Mudança

"Quando se passa de um lugar para outro, há uma necessidade qualquer de ligar o princípio ao fim, a partida à chegada, é dada uma importância qualquer que se sente ao meio, enquanto factor de ligação. Essa importância agradece à saída e, esbaforida, ri à entrada, como o atleta que corre sem precisar de correr, antes de atravessar a linha de chegada da maratona e deixar os outros competidores. Mas pisar essa linha é, acima de tudo, um acto físico, acto de presença, de cor atravessada. E se não fores físico? Se não fores físico, ficas no meio. Ou não corres."

Greve polar

Neste estaminé faz-se greve:

- ao discurso len-ti-fi-ca-do do Pedro Passos Coelho (mas ainda não percebeste que nós não somos anormais?)
- pessoas que tiram fotografias de braços cruzados
- ao bolo rei sem fava nem brinde
- aos Pais Natal que se compram nos chineses e que depois se enforcam às janelas
- aos lugares esgotados para o concerto do Bryan Adams
- gente que não diz "bom dia" a quem passa
- ao sushi falsificado nos restaurantes chineses
- pessoas que não participam no Polar Postcrossing
- homens que usam coletes de malha
- aos livros de Margarida Rebelo Pinto

O Mundo divide-se entre... # 51

... as pessoas que não aderiram ao acordo ortográfico e as outras.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

From Namíbia with love



Obrigada, queridíssima Dulce. Pólo Norte <3 you. 

Das invenções que nos fazem querer voltar a casa ao fim do dia

Quando pensei na melhor invenção de todos os tempos veio-me, de imediato, à memória  a Internet. Depois- fútil que sou- lembrei-me da base. A base é uma das melhores invenções de todos os tempos, ah pois é, que às vezes a minha tez parece de porcelana e estou cheia de borbulhas por debaixo do betume todo. A bom ver, também dou graças por pertencer à geração em que a cera depilatória é uma realidade. Aliás, sem base e sem cera, a maioria das mulheres que conheço seria a "Betty feia".
Ora, por falar nisso, os aparelhos dentários também fizeram com que, de repente, toda a gente tivesse um sorriso alinhado e isso é coisa bonita de se ver. E, já num nível muito à frente, há que assumir a importância do Photoshop para o Mundo em geral e as pessoas que aparecem em capas de revistas eróticas ou de fitness em particular.
Dentro das necessidades quase básicas, tipo degrau 1 na pirâmide de Maslow, há que admitir que o papel higiénico foi uma invenção do caraças. O corta-unhas? Alguém consegue imaginar cortar as unhas com pedras ou à naifada?
E a máquina de lavar loiça? Estou certa que foi uma mulher que a inventou, farta que estava de ver as suas unhas descascadas.
A Bimby já nem se fala. Não é uma invenção: está elevada ao 4º segredo de Fátima. Confirmo eu que mandei um namorado para o hospital com uma crise hepática outrora e que hoje apresento pitéus maravilhosos aos meus convivas.
No entanto, meus amigos, há só uma razão para eu não me apetecer sair de casa todos os dias de manhã e desejar ardentemente voltar ao final do dia. E não, não se trata de brinquedos sexuais.
Aqui presto a sentida homenagem à melhor invenção de todos os tempos. Vivam os lençóis polares!

Brigada do Polar Postcrossing chamada à recepção

As inscrições para o maior evento blogosférico do ano terminam dia 30.

Já somamos 414 participações.

Como é: chegamos aos 500?


(Quem ainda não participou é uma banana podre. Se quiseres participar espreita aqui.)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quarto 203

8% do Mundo quadripolarizado


Lubango (Angola) quadripolarizado pela querida Ziza!

Inimigos imaginários

Um dia, em contexto formativo, um formador- que nunca esquecerei- partilhou connosco uma história que rezava assim:
"Um dia um rapaz pensou para com os seus botões que gostaria de pedir o iô-iô emprestado ao seu vizinho. Ele não conhecia bem o vizinho. Tomou coragem. Ensaiou várias abordagens. Treinou frente ao espelho. Pensou nos argumentos que utilizaria para expôr a sua necessidade do iô-iô. Nas contra-propostas que apresentaria caso o vizinho recusasse o empréstimo. Ensaiou alto o discurso do vizinho e o seu: se ele dizer "x" eu respondo assim "y". Se ele ripostar "z" eu digo-lhe na cara "w". Quanto mais projectava a realidade que expectava mais se afastava de todas as possibilidades que se encontravam em aberto antes de pedir o iô-iô emprestado. E começou a construir uma agenda secreta. A confabular. A configurar uma realidade paralela, sem sequer sair de porta de casa e saltar o gradeamento para ir bater à porta do vizinho.
Uma semana depois respirou fundo. Tocou à porta e o vizinho (quem mal o conhecia ) abriu-lha, curioso pelo motivo da visita mas, ainda assim, sorridente. Finalmente o rapaz falou, perante a reacção de espanto do vizinho:
- Não me venhas com esse sorriso cínico! E, mais, mete o iô-iô no cú!"


Interpretações?

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(Verão original:
Um homem queria pendurar um quadro. O prego ele já tinha, só faltava o martelo. O vizinho tinha um, e o nosso homem resolveu ir até lá pedi-lo emprestado.
Mas ficou em dúvida:
"E se o vizinho não quiser me emprestar o martelo? Ontem ele me cumprimentou meio secamente. Talvez estivesse com pressa. Mas isso devia ser só uma desculpa. Ele deve ter alguma coisa contra mim. Mas por quê? Eu não fiz nada! Ele deve estar imaginando coisas. Se alguém pedisse emprestada alguma ferramenta minha eu emprestaria imediatamente. Por que ele não quer me emprestar o martelo? Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante? Gente dessa laia só complica a nossa vida. Na certa, ele imagina que eu dependo dele só porque ele tem um martelo. Mas, agora chega!"
E correu até o apartamento do vizinho, tocou a campainha, o vizinho abriu a porta. Mas antes que pudesse dizer "Bom Dia", o nosso homem berrou:
"Pode ficar com o seu martelo, seu imbecil!"

Do livro: Sempre Pode Piorar ou A Arte de Ser (In) Feliz - Uma abordagem psicológica
Paul Watzlawick)

Os leitores deste blog são melhores que os dos vossos # 1

"“Absolutely Fabulous”, grande ecrã

"Ab Fab: The Movie" ressuscitará para o cinema Edina e Patsy
A autora e protagonista, Jennifer Saunders, da sitcom britânica "Absolutely Fabulous", aceitou escrever o guião para a versão em filme da série da BBC. Segundo o "The Guardian", "Ab Fab: The Movie" ressuscitará para o cinema Edina e Patsy, as personagens neuróticas de Jennifer Saunders e Joanna Lumley. "Eu quero escrever "Ab Fab: The Movie". [Na altura da série] divertimo-nos tanto e por isso acho que é realmente uma boa ideia", disse Saunders ao jornal inglês "Times". Christine Langan, directora criativa da BBC Films, confirmou a notícia: "Não consigo imaginar nada mais excitante do que trabalhar com ela [Saunders]." O guião da série, que deu vida às personagens Edina e Patsy, começará a ser escrito em 2012, de acordo com um comunicado de imprensa da BBC. "Ab Fab: The Movie" vai iniciar-se com a dupla feminina a despertar de uma ressaca num iate vazio, as duas perdidas no oceano, sem saberem como foram ali parar e com os telemóveis avariados. "Absolutely Fabulous", cujos fãs apelidaram de "Ab Fab", é uma série de humor britânico baseada numa ideia de Jennifer Saunders e Dawn French. Ganhou vida pela mão de Saunders na década de 90, passando em Inglaterra entre 1992 a 2004. Um ano depois da primeira pausa da série, em 1996, foi para o ar um último episódio em formato de telefilme intitulado de "The Last Shout". Na generalidade, os episódios acompanhavam a rotina de duas amigas de meia-idade que viviam de modo extravagante. Sem pensarem nas consequências, viciadas em álcool e outras drogas, como se estivessem ainda nos anos 70, a história era caracterizada por um humor particular. Na série, Edina (Jennifer Saunders) e Patsy (Joanna Lumley) divertiam-se ainda a irritar Saffron (Julia Sawalha), filha de Edina, que tinha um comportamento oposto ao da mãe.

Mas não será apenas no cinema que poderemos rever as aventuras de Edina e Patsy. A par do filme, segundo o "Daily Mail", existem ainda três episódios especiais, em produção, para a BBC. Contarão com a participação do antigo elenco - Jennifer Saunders, Joanna Lumley, Julia Sawalha, June Whitfield e Jane Horrocks - e o primeiro episódio será exibido no Natal.

Apesar de o filme estar confirmado, a autora de 52 anos só começará o novo projecto quando terminar de escrever o que tem em mãos, "Viva Forever", o musical das Spice Girls.


(Obrigada pela notícia! It made my day!)




A supremacia dos taxistas açorianos

Aqui não se ouve Rádio Amália.

A EXPERIMENTAR | Visita guiada a Santa Maria no táxi do Caetano da baía (dos Anjos)

Os brasileiros têm o seu Caetano. Em Santa Maria há o Caetano dos Anjos.
O táxi do Caetano não tem taxímetro.
"Para quê, senhóra? Aqui combinamos o preço da corrida antes de entrarem no carro. Eu faço uma estimativa de quanto gasto em combustível e a minha margem."
Eu contraponho que o sistema não é justo, não é claro e transparente. Que, cada taxista, pode adiantar o valor que lhe vem à cabeça e que o cliente é mais facilmente roubado. Não é o meu caso, que apesar de estar com o Sr. Caetano pela segunda vez, confio nele como se confia nas pessoas que reconhecemos de imediato como sendo boas.
"O cliente não fica com os olhos postos na máquina a ver os números a caírem. Quero é que os clientes olhem pela janela. Sem se preocuparem se vou dar a volta a uma canada em vez de a outra para chegar ao mesmo sítio. Diga-me lá a senhóra- que se vê que é uma mulher discreta- não se sente muito mais desinquieta por passear a olhar para o mar e o verde que a fazer contas se o dinheiro que tem na carteira chega para me pagar a volta ou se eu a estou a enganar por caminhos que não conhece?"
Assumo que sim. Que sinto. Mas comigo é diferente, que eu confio no Caetano.
"Senhóra, aqui toda a gente que chega confia nas pessoas que cá estão. Isto é uma ilha, ninguém foge. Vive-se com a verdade de quem sabe que... o mar é já ali".

Salvé, Caetano!


Andar no táxi do Sr. Caetano

Quem? Sr. Caetano
Onde? Rua Dr. Luis Bettencourt- Vila do Porto
Reservas: Pelo telefone 296 882 199/ 296 882 767
Saber mais? http://santamariaazores.com/p/praca-de-taxis-de-vila-do-porto/Rua Dr. Luís Bettencourt Vila do Porto Tel.: (+351) 296 882 199 Tel.: (+351) 296 882 767


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Alguém mandou servir updates sobre o Polar Postcrossing?

De volta à ilha de Santa Maria...

... reencontro o Sr. Caetano

Kicas

Quando ela nasceu eu tinha 9 anos. Odiei-a de imediato.
O meu reinado de sobrinha e neta única iria acabar: uma prima naquela altura do campeonato? Que ousadia.
O ódio passou quando a vi pela primeira vez: pequenina e feínha mas, de repente, a minha caçula.
Atribui-lhe petit noms: Didi, Kikinhas, Besnigo, Coquinhas. Ficou Kicas para os amigos.
Depois ela foi crescendo a par e passo com o amor que tenho por ela.
E nem sempre nos demos bem. E nem sempre ela gostou dos meus palpites, opiniões, postas de pescada.
Mas sempre tive a responsabilidade de saber que a minha opinião conta. Que ela sabe que lhe desejo o mesmo que para mim: o melhor. E que , quer queira quer não, terá sempre que "levar" comigo.
E temos estado juntas na dor, nos novos desafios, na vida. Cúmplices como irmãs que, no final de contas, somos.
E agora isto: um desgosto sem fim. A sensação que não se pode cuspir para o ar, que a testa fica toda molhada num ápice.
A minha prima caçula deu-me "O" desgosto maior: tornou-se uma fashion blogger.*


(*Ainda assim, "não é por ser minha", mas é a mais gira alguma vez vista...)

Análise SWOT de uma manhã de segunda-feira

Forças: Há wireless no Aeroporto
Fraquezas: Perdi o avião
Oportunidades: O aeroporto de Lisboa é o sítio da cidade com mais homens bonitos por metro quadrado
Desafios: Justificar que perdi o avião sem ter que admitir que adormeci porque estive a assistir até tarde à Gala da "Casa dos Segredos"

domingo, 20 de novembro de 2011

Pólo Norte loves Siri... gaita


(Obrigada, Rúben!)

A blogosfera precisa de homens fashion-lúcidos

Entrei na Primark e nunca mais fui o mesmo.Bem me esforcei para não olhar e não tocar em nada, mas aquela loja maldita submeteu-me ao seu jugo. Em primeiro lugar, toquei sem querer num top dourado e apanhei lepra. Uma amiga minha uma vez disse-me que o segredo para comprar na Primark era saber escolher bem as peças. Eu até acredito que sim, mas tinha-me esquecido de levar comigo o laboratório de bolso com que ando atrás, sempre que entro num espaço em que há o perigo de apanhar febre tifóide. A minha namorada ainda pegou numas calças, mas cedo a desencorajei. Olha que isso mesmo com roupa interior de algodão bem grossa é coisa para provocar cancro na cona - disse eu, com voz sedutora mas paternalista.A verdade é que não faltava gente. Gente, gente, gente até perder de vista. Sempre o mesmo gesto, aquele de pegar na peça com a mão direita, esticá-la para fora do cabide e mirá-la de cima abaixo. E ficar com uma inflamação na córnea, no caso da Primark. A sério, basta olhar.Seguranças? Vi apenas um, para um espaço tão grande. Eu até acho que só o colocaram lá para disfarçar, numa tentativa de diminuir o aparente fosso de qualidade que há entre esta marca e uma Bershka ou uma Zara (isto, claro, se estivermos a pensar em peças de outlet, caso contrário é como o fosso do estádio de Alvalade, intransponível). Duvido que alguém queira roubar uma peça que seja, tendo em conta que nunca vi roupa com um ar tão barato. Ainda assim, dois euros e meio por um saia-casaco, ali, é coisa para estar inflacionada em cerca de dois euros e vinte e sete cêntimos. É que há roupa em certas lojas que um gajo ainda demora a topar que é feita com acabamentos/material de segunda. Já aquela, eu venho a sair da zona da restauração e já estou a a reparar em pormenores que fariam torcer o nariz a um mendigo em Marraquexe.Se me propusessem correr os cem metros barreiras numa pista de pregos ao invés do habitual tartan, sendo que poderia optar por correr descalço ou usar sapatos da Primark, eu escolhia os sapatos da Primark. Não sou parvo. Não curto dor. Mas se estivesse alguém a ver, podem crer que ia descalço.Estás a ser chato - disse a tal amiga de que falei há pouco. O bom da Primark é que aqui encontras peças pelas quais terias de dar bastante mais dinheiro, caso fossem de outras marcas - continuou ela. Pois, e num restaurante de comida japonesa gerido por chineses também há doses de sashimi a cinquenta cêntimos cada uma, e não é por isso que eu vou lá experimentar sushi pela primeira vez.Já sabia que ia ser tempo perdido, mas mesmo assim disseram-me que havia uma secção de homem, e que eu assim sempre poderia dar também uma vista de olhos e não ser tão desagradável para as pessoas com quem ia. Eu procurei e procurei e procurei, mas só vi a secção para insolventes, a dos sem abrigo, a dos afligidos por doenças infecto-contagiosas e a secção de criança (orfã). Ah, e também dei uma passagem rápida pela secção de roupa para ciganos e a coqueluche do espaço, a zona Etiópia. Roupa para homem propriamente dito é que não, mas a verdade é que a minha miopia aumentou um bocadinho nos últimos anos, sendo que eu ainda não fui ao senhor doutor fazer a actualização da graduação.Sempre quis ser piloto, mas a minha graduação não permitia. Deve ser porque eu acordava muito cedo ao fim de semana e ficava a ver bonecos muito perto da televisão. Acho que aos oito anos já não conseguia fazer cópias como deve ser sem me levantar e chegar mais perto do quadro.A única hipótese da Primark ser uma ideia genial é se for apenas uma fachada para experiências farmacêuticas à revelia, ou então ser propriedade dos mesmo donos da Blanco (nome irónico dependendo do local; imagem esta loja em Telheiras num domingo à tarde). É que um gajo sai da primeira, entra na segunda, e de repente tudo parece espectacular. Aliás, gajo que passe mais de meia hora na Primark, e o fascínio pela roupa da Blanco é tão grande que até dá vontade de começar a vestir roupa de mulher, apesar de sermos dos poucos que não se mascaram no Carnaval. Felizmente, para a minha virilidade, apenas estive lá cerca de vinte e oito minutos. Maluco, mas não tanto. Com sorte, serão os primeiros e os últimos.De resto, sabem se é possível encomendar roupa da Primark através da internet? É que se der, já sei o que vou oferecer às minhas tias do norte no Natal."

Pedro M. no seu "É inútil resistir"

Para que vocês percebam melhor do que estou a falar...

Siri...gaita # 1

Siri- a dengosa- a fazer-se de cara.

Apresento-vos a Siri...



Conseguem ver o potencial de posts maravilhosos que estão para vir?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A blogosfera divide-se... (constatação após seis anos de actividade bloguista)

... entre as mulheres que têm baby-blogs e as outras. (nós)

Matiné polar

A par disto e disto e ainda disto: usem e abusem da minha caixa de comentários para o que vos der na real gana.   

A blogosfera precisa de Homens com bom gosto

"Porque é que os homens preferem as loiras?

(Paciente deitado no divã fala sobre a sua mania por loiras.)
Para ele, elas são especiais. Para mim, ele não é especial. Os homens preferem as loiras. É biopsicossocial.

Explicação biológica ou "a culpa é da genética..."
O Homem (como qualquer ser vivo) tem como objetivo primordial da sua existência a sobrevivência da espécie. E o homem (também como qualquer ser vivo) tem como objetivo primordial a sobrevivência da sua herança genética. Para conseguir esses objetivos é importante a sua reprodução (e em muita quantidade), pois quantos mais filhos, mais hipóteses tem a sobrevivência da espécie e da herança genética.
Ora, as mulheres de cabelo claro aparentam mais tarde os sinais de envelhecimento, ou seja a elas se encontra associada a juventude e a fertilidade.


Explicação psicológica ou "a culpa é da cognição..."
A revista científica Evolution and Human Behaviour publicou (já faz algumas décadas) um estudo do antropólogo Peter Frost sobre as civilizações humanas da Era Glaciar. Segundo o autor, nestas civilizações, as mulheres de cabelo claro eram as preferidas pois: 1. razão da herança genética (ver explicação biológica); 2. eram edeusadas, pois o sol (bem escasso) era refletido nos seus cabelos; 3. eram tidas como mais jovens e férteis.


Explicação social ou "a culpa é da norma..."
Nesta área os exemplos são enúmeros: desde as bárbaras dos tempos romanos, a Beatriz de Dante ou a mulher petrarquista até à Marylin Monroe ("Os homens preferem as loiras") e à Barbie, sempre a sociedade viu no cabelo claro um atributo feminino.


Explicação do Dr. Complexo ou "Ele há loiras engraçadas..."
Exemplo 1: A Imortal

Exemplo 2: A Internacional

Exemplo 3: A da blogosfera"
Complexo in "O Complexo de Freud"

As suspeitas confirmaram-se e o pior aconteceu...

"Desde há um ano a esta parte" (adoro esta expressão!) e depois de ter extraído a minha vesícula as minhas digestões começaram a ser uma seca. O meu aparelho gastro-intestinal fez birra porque lhe despejaram a vizinha vesícula e decidiu- armado em Diogo Infante do teatro D. Maria do meu organismo-  fazer birra e suspender a programação.
Ora, se a coisa por si era já motivo suficiente para me aborrecer, acontece que eu descobri um padrão: cada vez que como sushi a digestão pára!
Primeiro pensei que fosse dos sushis manhosos que eu. por vezes. como nos "Samurais" destas ruas, tal "toxicoindependente" que snifa pó-de-talco só para enganar o vício. Mas não, diz que da última vez que fui ao Aya, a coisa se deu de igual forma. E ontem também.
Isto tudo seria grave se eu não fosse fanática por sushi. Mas, no meu caso, assume contornos de calamidade polar.
Pelo que pergunto: "Há algum médico na sala?". Podeis apontar-me o caminho da luz e da cura? Tipo devo beber chá de cinzas como alguém me sugeriu? Fazer o pino depois das refeições? Contar até 10 de cada vez que mastigo uma garfada?
Ou vou ficar para sempre sushi-entrevada assim?
Oh, vida cruel!

"És mesmo tu, Pólo Norte? Ou és uma sósia?! Devolvam a minha amiga"- amigo dixit

Foto do jantar anterior: aqui.

Foto do jantar de hoje:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 9

[Espera tudo de mim]

[Sou uma tipa que está a andar de bicicleta e se lembra de que afinal devia sacar um cavalinho e equilibrar-se numa roda só, depois ir beber uma água tónica e afinal lembrar-se que lhe quer acrescentar vodka, de entrar em casa, numa sala com móveis de design e com lareira à antiga, gato ao lado, eu gosto de falar com gatos, vê lá como são as coisas, depois regresso e visto o meu vestido encarnado, pagam-me para vestir teilleurs e eu opto sempre pelos vestidos encarnados, mas depois ninguém me chama a atenção porque sou a tipa que fala com gatos e também falo com desconhecidos que, à hora do da minha ida para o trabalho de manhã, contribuem para o mau cheiro da carruagem de comboio, isto está apinhado, amiga!, sou só uma tipa que gosta de pensar que as coisas não têm que ser coerentes, que prefere a dissonância: ainda ontem cozi castanhas na Bimby com erva-doce enquanto ouvia Trash metal (sabes o que é trash metal?) e abri um Licor de Maracujá do Ezequiel que não liga nada bem com chocolate branco, espera tudo de mim sou só uma tipo que gosta de te levar a sítios onde, de outra forma, nunca chegarias a ir, depois é meter-me pelos becos e deixar-me ir ficando, há sempre alguém que virá perguntar porque raio é que eu estou ali e não estou nas ruas largas, sou só uma tipa que se delicia com guitarras eléctricas que tocam em ficheiros sacados no Torrent a acompanhar petiscos comprados num qualquer take-away..
Espera tudo de mim, portanto.]

Pontas soltas

Não sou uma mulher de pontas soltas.
Não sou uma mulher de deixar o touro na arena e não o pegar pelos cornos. Sou a mulher que vai de frente, consciente que se pode magoar, consciente que o fracasso é tão provável como a vitória, consciente que na tourada- como na vida- o confronto deve ser leal, mano a mano, sem "cavalos" ou grupos na rectaguarda ou subterfúgios à mistura. Forcada solitária.
Tinha duas pontas soltas na minha vida. Digo tinha porque uma resolvi-a há dois anos, num jantar no Marginalíssimo, à mesa com o meu pai. Naquela noite, pela primeira vez, de frente com o homem, pessoa, ser humano e não apenas com o papel social que se demitiu de representar para mim.
Restou-me uma apenas. E decidi que hoje é o dia.
E sei que posso sair esquartejada, ferida, morta na arena pelo choque frontal com os cornos do touro. Mas sei, também, que não consigo viver nas bancadas da Praça do Campo Pequeno da minha vida, mera espectadora das minhas lutas internas.
Vou de encarnado. Sem medos.
E estou certa que o assunto ficará resolvido. Estou preparada para que, aliás, fique resolvido da pior forma. Mas resolvido.
Ponta queimada. (En)Forcada morta mas brava. Sem pontas soltas, enfim.  

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Há quanto tempo não falo do Polar Postcrossing? (isto vai ser até enjoar, acostumem-se...)



ou



Face à dificuldade em enviar e-mail de resposta a todos os participantes (mas eu chego lá...) peço a todos os que "are in" que coloquem uma destas imagens nos respectivos blogs (é à escolha do freguês). Naquela de estarmos todos sinalizados como os tipos cujas mãos são carimbadas à porta da discoteca. 

Peço também que deixem nesta caixa de comentários os links dos blogs participantes, porque quero colocar aqui de lado uma secção para o efeito.

Ah, e ainda não chegámos aos 500. E quem não participar é um ovo podre.

(Treinando) "Wow, que presépio tão giro!"*


Este ano, mais fruto de uma forte convicção que oferecer prendas por obrigação é uma seca que propriamente pela desculpa da crise, as prendas cá de casa serão home-made.

E começou a produção massiva dos eco-presépios!


(*Amigos, treinem porque é isto que eu quero ouvir. Têm um mês para decorar esta frase e dizê-la com convicção!)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 7

(Pólo Norte e amigo a saírem do "de Borla" de Tondela há duas semanas.
Senhores com blazer de bombazine e com uma mealheiro gigante circular pendurado ao peito aproximam-se.)

Senhor com o mealheiro amarelo a tilintar: "Querem contribuir para ao cancro?"

Amigo: "Ah, eu já fumo..."

Ai que agora é a minha vez de ter um orgasmo!



Tenho 1111 seguidores no mês 11 do ano 11.

Posso pedir um desejo?

Cansei de ser loira...

Caros colegas, tendo em conta que eu sempre fui loira, tenho olhos claros, tez pálida, podem parar de dizer ""Ah...estás menos exótica" só porque pintei o cabelo de castanho?

Antes de pintar era o quê? Uma índia da Amazónia? Uma mulher berbére? Uma cabrita de Cabo Verde?

Já vi feedbacks mais entusiasmantes.

(E sinceros, vá.)

Olha, lembrei-me agora que isto pode funcionar como aquelas montras onde se afixam os calotes

Gonçalo e Celeste- Todas as série de DVD's  "Absolutamente Fabulosas"
Someone que pode agradecer ao Deus e aos Anjos a minha falta de memória- Livro "Feliz Ano Velho"
Miguel- Livro de "Introdução à PNL"
Clara- Sebentas de Psicologia (1º, 2º anos)
Laetitia e Bruno- CD dos Abba
Paula- Os meus "Maias" todos escritinhos e interpretados que me trazem memórias maravilhosas das aulas da Dalila Chumbinho
Someone que pode agradecer ao Deus e aos Anjos a minha falta de memória- Livro " O Anjo Mudo" do Al Berto
Filipa- "Oxford Dictionary"
Tio João- Livro "O Papalagui"

(Me aguardem, que eu já me lembro de mais...)

E não me venham com a história de ser filha única, tá?

Sou muito altruísta.
E generosa.
E prestável.

Mas desejo- de forma muito sentida- furúnculos nas unhas dos pés, lombrigas e hemorróidas a todas as pessoas a quem emprestei livros e se esqueceram de mos devolver.

domingo, 13 de novembro de 2011

Obrigada, Badaró!

Era um dia de fim-de-semana e chovia como hoje. A minha mãe estava a trabalhar (não me lembro bem) e eu tinha ficado entregue aos cuidados do meu pai. Tinha uns seis, sete anos, não estou certa. Foi uns tempos antes dos meus pais se separarem, isso lembro-me bem. 
No Casino do Estoril havia um espectáculo com o Badaró. E a Ana Malhoa, na altura em que nenhuma de nós tínha mamas. 
Sentei-me direitinha e expectante na cadeira da sala de espectáculos do Casino. Dava a mão ao meu pai e ria-me com vontade com as trapalhadas do "Chinesinho limpopó". 
Já quase no fim do show o Badaró desafiou a plateia para um concurso de dança. O prémio era uma bicicleta. Ganharia quem arrancasse do público a maior salva de palmas. 
Uma a uma, vi meninas- corajosas- a dirigirem-se ao palco. Olhei para as minhas botas ortopédicas e para os aparelhos até aos joelhos. Encolhi os ombros e mostrei-me- de forma pouco convincente- indiferente. 
O meu pai agarrou-me ao colo, indiferente aos meus protestos, e empurrou-me pelas escadas que davam acesso ao palco. 
"Não sou capaz"- dizia eu. 
"Não és porquê? Não tens pernas e corpo para mexeres de um lado para o outro?"- gozava-me, divertido, o meu pai, enquanto me via esbracejar num misto de pânico e terror. 
"Eu até já tenho uma bicicleta!"- tentava negociar.
"Ficas com duas. Ter duas é sempre melhor que ter uma". O meu pai era tramado.
Quando dei por mim estava em cima do palco. As outras miúdas apontavam-me para os aparelhos de ferro que chiavam. E para as botas castanhas feiosas. Eu nem sequer tinha uns sapatos de verniz lustrosos como elas. Como é que o meu pai me podia estar a fazer passar por isto?
O Badaró aproximou-se e sussurou-me: "Olha ali para o teu pai!".
O meu pai, à frente do palco, dançava que nem louco numa coreografia entre o cómico e o burlesco. Gritava-me palavras de incentivo e pedia-me para o imitar. Deixei de ver a audiência sentada nas cadeiras da sala do Casino. Deixei de ver as meninas a troçarem dos meus pés tortos. 
De repente, só ali estávamos nós: eu e o meu pai. E música só para nós os dois. 
Na próxima semana vou "botar discurso" numa conferência xpto. Devo ser a prelectora (adoro este adjectivo!) mais pelintra e burgessa que por lá vai andar.
Quem me vê a "prelectar" acha-me uma porreira. Sou informal e tenho sentido de humor, conto histórias e dou exemplos giros e metáforas. Mesmo que o tema seja uma seca (como, aliás, é o caso) mostro-me divertida e à vontade.
A verdade é que sou capaz de discursar para uma pessoa como para mil. Sou capaz de me colocar em cima de um caixote no "Speaker's Corner" em Londres com a mesma responsabilidade com que o farei na próxima semana, perante uma audiência de ilustres. 
Mas- confesso- devo esta confiança e "à vontade" ao meu pai. E ao Badaró. 
E à bicicleta que, durante anos, não fui capaz de me desfazer: troféu de uma conquista maior. 

Porque hoje é dia 13...


Gostas de homens porcos, feios e maus? Que cheirem a cavalo?

Vem até à Golegã.

sábado, 12 de novembro de 2011

Ilustrando o post anterior...

Já diz a minha avó: "Há que fugir das sonsas..."

O Príncipe Encantado encontra-se com a Branca de Neve e pergunta-lhe:
- "Quer casar comigo?"
- "Claro, majestade", responde a amiguinha dos Sete Anões.
Então o Príncipe Encantado tira o seu membro para fora e pergunta-lhe:
- "Você sabe o que é isto?"
- "Seu belo pénis, meu Príncipe", responde ela.E, desolado, o Príncipe Encantado continua a procura:
- "Vou-me embora. Preciso de uma mulher inocente".
O Príncipe Encantado vai então à casa da Gata Borralheira e pergunta-lhe:
- "Quer casar comigo?"
- "Claro que sim", responde a bela enteada.O Príncipe Encantado faz a mesma coisa que fez com Branca de Neve, mostrando-lhe o membro:
- "Você sabe o que é isto?"
- "Seu pénis viril, meu Príncipe", responde ela.
- "Vou-me embora. Exijo uma mulher casta para minha esposa.", reclama o Príncipe.
Então o Príncipe Encantado encontra o Capuchinho Vermelho na floresta e pergunta-lhe:
- "Quer casar comigo?"
- "Claro, sua Alteza", responde a rapariga.Então o Príncipe Encantado repete o ritual e pergunta-lhe, tirando o pénis para fora:
- "O que é isto que trago aqui?", pergunta à Capuchinho Vermelho.
- "Isso é uma minhoquinha, meu Príncipe", responde ela.
Maravilhado com a cândida e inocente Capuchinho Vermelho o Príncipe Encantado casa-se com ela. Na noite de núpcias o Príncipe diz para Capuchinho:
- "Isto que trago aqui é um pénis, meu amor." Ao que ela responde:
- "Não, meu belo Príncipe. Isso é uma minhoquinha. Pénis era o do Lobo Mau."
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