terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A CONHECER | Redbunny

Daqui.

(E, sim, finalmente uma sexshop online gira e nada brejeira!)

Porque hoje ao almoço joguei...

O facebook já era

O youbeQ é a primeira rede social em Google Earth. É uma coisa muito à frente nesta coisa das redes sociais, pois representa a realidade como nenhuma outra plataforma até hoje: é uma rede social a 3 dimensões.  

Nesta rede pode-se viajar para qualquer lugar do mundo, conhecer lá novas pessoas, ficar a saber mais sobre aquele local, a sua cultura. Epá, bem giro! I'm in.


Esta rede é portuguesa e desenvolvida pela empresa portuguesa iNovmapping, e foi criada por uma equipa de malta nova, (aqui constava informação que fui coagida a tirar).

Juntem-se à malta!

O molho que vai dar o Djaló no Benfica...

A águia e a criança com o mesmo nome? 

Estou a ver a filha do jogador agradecer os aplausos quando o gajo que fala lá aos microfones pedir "Uma salva de palmas para a águia Vitória!"

...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Porque é que odeio a minha caixa de SPAM? De vez em quando engole-me preciosidades destas!

"Queridinha Ursa, 

Temos te a dizer que somos tuas fãs no Facebook e leitoras diárias do teu Blog e tu és a MELHOR URSA à face da terra.

Como somos umas moçoilas, pouco dadas a viagens, à falta de melhor esta foto foi tirada no nosso 
 Emprego mesmo aqui em Odivelas, mas agora, finalmente, já podemos dizer que pertencemos ao Mundo Quadripolar, e é com muita devoção que te enviamos esta foto como prova de, também nós, sermos umas dignas Ursas Quadripolarizadas.


Nenhuma de nós tem blog, mas tu tornaste-te, numa leitura diária obrigatória, já nos rimos contigo e já choramos (de tanto rir), e apesar de não te conhecermos pessoalmente, temos a plena noção que tu és cá das nossas, daquelas que a malta diz que é boa gente...

Resta nos desejar te um 2012 em Grande e continua ai desse lado, que nós estaremos sempre aqui....

Beijos Quadripolares da Conguita e da Tininha"

Odivelas quadripolarizada? Checked!
Beijinhos da Ursa, girls!

Brainstorming

Tendo em conta que o prémio do concurso de blogs do Aventar é uma ilustração e que eu ganhei empatada com a Luna, ideias para dividirmos o prémio sem rasgarmos a dita ao meio, sff?!

Olha, ganhei!! # 2

Coisa que nunca me tinha acontecido, mas tendo sido com a minha grande amiga Luna, tem mais piada ainda: ganhar o que quer que seja em versão chique. Em "estrangeiro". Em ex-aequo.

Olha, ganhei! #1

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pela boca morre o peixe ou não se cospe para o ar que a escarreta cai-te em cima

Lista de assuntos sobre os quais Pólo Norte gostaria de continuar a gozar:



  • saias de grilo falante
  • efemérides feitas pelos ex-concorrentes da Casa dos Segredos
  • Margaridinha, ex-presidente do Clube das Virgens
  • cabazes de prémios oferecidos por blogs comerciais
  • Margarida Rebelo Pinto



(Depois de não poder gozar com as saias de grilo falante à custa da minha prima "féchionista", a minha melhor amiga concorre a um concurso blogosférico em que o prémio é um cabaz. Oh, um x-acto, um x-acto, por favor!)

Afro-sushi

O que resulta quando uma amiga africana, que se devia limitar a continuar a fazer a melhor cachupa do Mundo, decide fazer sushi pela primeira vez?



(vómito)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Há ideias para blogs muito boas

www.lesbonsvivantsblog.blogspot.com

O problema de ter uma prima "féchionista"

 É querer gozar com as "saias de grilo falante da Disney" que estão na moda e abrir o blog dela e dar com isto.

Só desgostos. Só desgostos.

O meu pequeno mundo n'o Alcoitão*" (a.k.a. Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão)



Há uma fotografia minha que anda na carteira da minha mãe há mais de 20 anos.
Foi num "Dia do Pai", teria uns 8 anos. Estava um sol lindo de início de Primavera que reluzia em toda a estrada a caminho de casa. Tinha passado os últimos seis meses n'o Alcoitão e tinha tido, finalmente, alta. A minha mãe adora o ar amuado e mimado da foto e eu lembro-me apenas que não me sentia feliz nesse dia, cansada de não poder correr rente aos muros nem dançar a coreografia do "Dia do Pai" que os meninos da Creche me tinham mostrado, da última vez que, em fila indiana, me tinham ido visitar ao Alcoitão.
O Alcoitão era a minha segunda casa. Conheci o Alcoitão com 15 dias de idade e a minha médica tornou-se minha madrinha. Voltei lá dezenas, centenas de vezes. Para consultas externas, exames complexos, encomenda de botas ortopédicas e talas, internamentos menos prolongados, internamentos mais prolongados, fisioterapia, terapia ocupacional. Para estar presente em reuniões entre amigos que se conheceram em internamentos, discursar em seminários onde pediam o meu testemunho, assistir a torneios de basket em cadeira de rodas, comparecer a pontos de encontro para se partir para colónias de férias, para ser voluntária. Para visitar ambos os meus avós, de cada vez que ambos lá estiveram internados, na sequência de um AVC. 
No Alcoitão sabiam o meu nome completo de cor, de cada vez que chegava à coordenação para avisar da minha presença na consulta externa.No Alcoitão a Enfermeira Porto baptizou-me de "patareca" e assim me chama até hoje, ainda que eu tenha 31 anos feitos e ela esteja já reformada há uns quinze anos. No Alcoitão a enfermeira Teresa gozava sempre pelo facto de eu adorar o cheiro a éter. A Felicidade sabia que ao pequeno-almoço eu bebia sempre leite frio com chocolate, e nunca se enganava servindo-mo quente. O senhor que me fazia as botas sabia que eu odiava pele castanha e fazia-mas sempre cremes e discretas. Oleava bem os aparelhos porque conhecia o meu trauma pelo chiar dos ditos, que fazia com que cães me perseguissem a ladrar (true story).
No Alcoitão fiz amigos. Pessoas com deficiências congénitas e adquiridas. Porém, nunca conheci no Alcoitão ninguém doente. No Alcoitão conheci, na adolescência, a Beta que chorou da primeira vez que juntas fomos a uma discoteca, porque desde o acidente de mota que a tornou paraplégica, nunca tinha interiorizado que não poderia voltar a dançar. A Beta que é hoje psicóloga no Alcoitão. Conheci o Luis que nasceu com uma deficiência e dançava em cadeiras de roda como ninguém. Nunca soubera dançar de outra maneira e era exímio na pista. Conheci a Rita Duarte que me desencaminhava para roubarmos de forma maldosa os doces que a Rita Gameiro, com quem partilhávamos a enfermaria, guardava na mesinha de cabeceira e se recusava a partilhar. Conheci o João, um dos homens da minha vida.
No Alcoitão aprendi a ler aos 4 anos, como única forma de afastar o tédio de quem tinha que estar deitada durante meses de barriga para baixo numa maca, para que os calcanhares pudessem cicatrizar da última operação cirúrgica. No Alcoitão aprendi a não me queixar e a odiar a auto-comiseração. Aprendi a não ter pena de pessoas diferentes. Aprendi a sentir-me igual aos diferentes e diferente dos iguais. E a não me importar com isso. Aprendi que se consegue ser feliz quando todos os outros questionam como é possível que isso aconteça. Aprendi que o mundo não é perfeito e que a realidade pode ser vivida de forma serena. Que todas as pessoas se conseguem adaptar às dificuldades e que ter-se uma diferença não significa ser-se incapaz. Aprendi a distinguir o realmente importante do acessório.
E quando olho para o screensaver do meu Iphone e vejo a fotografia do chão do Alcoitão, tirada da última vez que lá fui, sei que há jogos de xadrez que dão um gozo especial de vencer. Xeque-mate!

(*A propósito da reportagem de ontem no Jornal da Noite na SIC)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Problema hormonal

Acabei de ver "O meu pequeno Mundo" no Jornal da Noite da SIC e continuo em lágrimas.

O meu (recente) quadripolarizado preferido

Daqui.

I'm fucking getting old...

A partir de quando- MEU DEUS!- comecei a acordar, tomar banho, passar uma hora no trânsito, chegar à empresa e ainda assim, depois desse tempo todo- MINHA NOSSA SENHORA!- olhar-me ao espelho e não só ainda conservar a cara inchada como um vinco da almofada na bochecha?! (DESESPERADAMENTE À PROCURA DE UM X-ACTO)

Mudam-se os tempos, (não) se mudam as vontades

Não há nada que me deixe mais bem disposta a uma quinta-feira que um "Salmon Party" no "Sushi Café" das Amoreiras, com uma excelente companhia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"amigas do peito"?

"A MAMIFICAÇÃO DAS MASSAS (OU A MASSIFICAÇÃO DAS MAMAS)
Aligeirando, vamos à lingerie. Mais propriamente ao sutiã. Ainda outro dia estava numa grande superfície (sempre quis usar esta palavra: grande superfície); uma loja daquelas para gajas, que são na verdade hipermercados de roupa mas que não envergonham ninguém porque até já fizeram nome e têm cenas com estilo e tal. Dirigi-me à lingerie, porque rebentara-se-me uma alça do sutiã. Saltaram-me logo à vista os ditos,  esponjosos por dentro e artificialmente sobredotados. Eu, que sou do antigamente e que, para além do mais,  não preciso de reforços de enchimento, vagueei, vagueei, à procura de sutiãs normais, daqueles de renda ou de algodão, sem engrossanços supérfluos. Debalde. Reparei que um sutiã copa B, por exemplo, nos faz parecer ter copa C ou D. No meu caso, copa EE (rapazes, googlai, nisto das copas). Comprei um dos insuflados porque não havia de outros e aquele até tinha umas florzinhas queridas. Um inferno. Quando saí da loja já parecia a Pamela Anderson, mas sem o resto do pacote (cintura 22, lábios grossos, longos cabelos oxigenados, prancha de salvamento, etc.). Antes de entrar em qualquer sítio, primeiro entravam as minhas mamas, como que a pedir licença. Ainda por cima,  os desgraçados são curtos em cima (para serem usados com grandes decotes), pelo que  as ditas estão sempre a saltar para fora e a pessoa a revirar-se, a esconder-se, a torcer-se,  para enfiar aquilo para dentro e  acomodá-las como deve ser, por entre camisola interior, camisolão, cachecol e casaco. Devorada por tudo quanto era trolha, balconista-não-gay (uma minoria, é certo) e bancário na hora do almoço, consegui chegar a casa viva. E concluí  três coisas: primeiro, que hoje em dia nenhum exemplar do sexo feminino se contenta com aquilo que Deus lhe deu; segundo, que quem desenha aquilo só pode ser homem; terceiro, que as secções de lingerie das grandes superfícies são mais sex shopscamufladas cujo objectivo é transformarem as teenagers em miúdas bregas e oferecidas, aspirantes a calendário de oficina,  e as mulheres de quarenta, em matronas igualmente oferecidas - mas sem direito a calendário, aparentemente acabadas de sair da clínica de implantes, em desespero de causa."

A isostasia do bem

Regra geral não gosto de tomar decisões irreversíveis. Sou avessa a compromissos que não possam voltar atrás e não gosto de coisas definitivas. Talvez por me conhecer suficientemente bem, sei que sou flexível e mudo de ideias com facilidade, na medida em que acredito que para se crescer tem que se reformular ideias num processo contínuo. Afinal, é isto que está na base da aprendizagem. 
Não tenho planos porque não sou firme e rígida na prossecução de objectivos. Tenho ideias que vou concretizando, outras que vou abandonando e substituindo por novas e tenho poucas, quase nenhumas, certezas. Até agora, não me tenho dado mal.
Cortar o cabelo e fazer franja foi uma má decisão mas o cabelo cresce. Já quanto ao alisamento japonês, ando a adiá-lo há que séculos.  E, quando casei, em pleno altar, boicotei aquela parte do "até que a morte nos separe". Não acredito em coisas "para sempre". 
Este ano será o ano das decisões irreversíveis. Mudo-me para a casa nova e novos desafios na minha vida pessoal se avizinham. Desafios irreversíveis. Desta vez, por opção, para sempre. 
E, tal como falava há dias, com uma pessoa de quem gosto genuinamente, acredito que tudo irá correr bem. Porque, para as pessoas boas, como numa regra de isostasia, tudo acaba sempre bem.

Vinde a mim...

... salmonelas?!

(wtf? Resultado das análises: salmonelas? Oh, God!)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu já tive um blog sério

Eu já tive um blog sério. Onde tecia  palavras com o cuidado de quem cose à mão, com a perfeição de quem não quer ver linhas tortas, pontos mal dados e, mesmo se virássemos as palavras do avesso, os remates estariam perfeitos e o acabamento irrepreensível.
Eu já tive um blog sério. Onde o que escrevia era pensado, rascunhado e depois, só depois, escrito. Um blog para gente douta ler Um blog que orgulhava a minha mãe, que viu textos publicados no Jornal de Letras e em revistas cujo lançamento era feito com "coqueteis" na "Ler devagar".
Eu já tive um blog sério. Um blog que me rendia aplausos e que a minha professora de Português do liceu reconheceu como sendo meu, porque a escrita era muito minha.
Eu já tive um blog sério.  Mas é o "Quadripolaridades" o que, mais seriamente, me provoca sorrisos e gargalhadas e me faz descobrir pessoas verdadeiras e genuínas. Pessoais reais com quem aprendo a ser uma pessoa melhor e não, apenas, a escrever melhor. O blog onde escrevo por impulso, nunca revendo posts nem activando o ícon da verificação ortográfica. O blog onde não penso o que escrevo mas escrevo o que penso. Mesmo que às vezes pense do "pé para a mão". Ou mal. Ou nem pense, sequer.
Eu já tive um blog sério e bonito. Mas é no "Quadripolaridades" que eu sou, verdadeiramente, feliz.

A ilustração é minha!!!!


Meu querido Prezado
Não há palavra mais doce
Tu em querendo ou não
Gosto de ti e acabou-se. 

Maybe since... today?!

Eu não devia dizer isto (e não estou a ser irónica) ...

... mas acho mesmo piada a que seja a miúda da Cereja a ganhar aquilo a categoria de "Diários de Bordo" no concurso do Aventar.

Prezado, sai uma ilustração de compensação para a ursa, sff! :)))

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar #10

Coisas que percebo com muita força aos 31 anos

Não gosto de pessoas literais.

Post dedicado aos donos de cybercafés, pessoas que trabalham em departamentos com muitos computadores, biblioteca públicas com acesso à internet, frequentadores de salas de informática de universidades e institutos politécnicos e TAP em geral

 A ursa está a votos na final do concurso "Blogs de 2011" do Aventar.

Quem quiser contribuir para que o animal ganhe uma ilustração e o título cagão é procurar "Quadripolaridades" na categoria Diários de Bordo e "Pólo Norte" na categoria "Blogger do Ano" e votar aqui. 


Tem que se votar hoje porque à meia-noite o contador recomeçou e os votos voltaram a  ficar a zeros.

Podia-vos pedir para votar todos os dias até sexta mas para além de achar isso uma grande seca, gosto de vocês o suficiente para não vos fustigar mais com este tema.



A ursa promete um discurso de agradecimento a rigor.

Quem não quiser votar, pois que é um direito que lhe assiste, amigos como dantes, ok? :)))

Se não se ganhar, paciência, algum leitor me há-de arranjar uma ilustração de compensação. Sim, porque na categoria "melhores leitores", não venham cá com merdas, que nessa ganho eu!

Em última análise, o Prezado é meu amigo e ilustra-me uma tolha de papel das tascas onde me costuma levar. E afogo as mágoas a comer uma taça de cerejas ou a beber uma ginja.

Agradecida.

PROGRAMA QUADRIPOLAR | NOVA IORQUE

Faz hoje uma semana estava a viver o último dia a grande cidade.

O pequeno almoço foi em Ironbound, a.k.a. "Eurobundas", mais concretamente em Newark onde o pequeno-almoço foi de panquecas tipicamente americanas com syrup e uma bica portuguesa para acompanhar. Uma panqueca dá para alimentar uma família inteira europeia mas, aparentemente, é o pequeno almoço de apenas um americano. Não admira que a Jillian do "Biggest Looser" faça publicidade a tudo e mais alguma coisa, cada vez que se liga a TV.

Já tinha ouvido falar de Dr. Pepper pela boca de um caramelo que era viciado naquilo. Não fiquei fã.

O Metrocard revelou-se funcional para toda a semana, não obstante não ter percebido como se comprava o passe semanal. No entanto, não gastei mais de 30 dólares em carregamentos de viagens individuais e fartei-me de passear.

Flatiron District e as suas lojas vintage revelaram-se um belíssimo destino para passear na manhã do último dia. Recomendo vivamente.

O suposto último almoço foi comprado no Eataly, um conceito giríssimo de mercado italiano, onde se pode comer tuuuuudo o que se vende em Itália. Literalmente, tudo. Os nova-iorquinos renderam-se aos sabores mediterrânicos e eu não pude deixar de comprovar.

A sobremesa foi comida num banco do Madison Sq. Park com esquilinhos aos pés e uma cidade não tão barulhenta e caótica quanto se previa em redor. Com direito a um aviso para não se fumar sob risco de multa por parte dos funcionários do parque com a dimensão de 100 metros mas que, ainda assim, se deslocavam de carrinho de golfe.

Já de trolley a reboque era altura dos últimos spots. E porque o melhor fica para o fim: Museu do Sexo e subida ao Empire State Building. Obrigada à Luna que patrocinou uma vista de cortar a respiração e Nova Iorque a meus pés.

Não entornar líquido nas calças é recomendável. Não se fechar numa casa de banho a mudar de roupa e, sem querer (na azáfama, enquanto se saca do trolley o único par de calças que resta para vestir) deitar as calças sujas para o lixo também é recomendável. Vestir o único par de calças disponível pode ser perigoso quando não se tem um plano b. Acreditar que não vão acontecer mais acidentes quando o teu nome é Pólo Norte é uma atitude ingénua.

Ver gelo no chão e lembrar-se que é a última oportunidade de sacar uma indemnização é capaz de ser uma boa ideia. Mas apenas se o transeunte que vai à tua frente não se lembrar da mesma ideia primeiro. Grande cabrão!


Acabar o dia antes de ir para o aeroporto é no Starbucks, que remédio Com vista para o Empire e a brindar com chocolate quente! Agradecendo ao destino (e ao blog) pelas pessoas fabulosas com que me tenho cruzado. E sabendo que permanecerão.

Voltei para o aeroporto de yellow cab, pois está claro. Mas como já tinha estourado montes de dólares insisti que preferia voltar pelas local streets que pelo túnel para poupar 5 dólares de portagens. Aviso à navegação: local streets = Bronx. Comecei a ficar nervosa. O meu táxi era conduzido por um senhor muito simpático mas tresandava a caril por todo o lado. O táxi era um veículo com mudanças automáticas e o senhor conduzia a 200 à hora. Havia muitos solavancos. O chocolate quente fermentava no meu estômago. O cheiro a caril intensificou-se, tenho a  certeza. Esqueci-me que já não tenho vesícula. Acabei por largar 80 dólares de gorjeta ao senhor motorista. Havia todo um charmoso e típico táxi amarelo nova-ioquino para ser limpo de dejectos alimentares vários. Que glamouroso!

As casas de banho do aeroporto JFK dos deficientes são espaçosas quando se quer tomar banho à gato com água do lavatório. mas a água não tem muita pressão. Não a suficiente para se lavar as calças que se trazem vestidas (e se deitou o outro par fora na mesma manhã) e que tresandam a azedo. Quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré.

A Ibéria é uma companhia má. Na Ibéria não dão prioridade a pessoas que acabaram de vomitar e estão com cara de peixe morto.

As lojas duty-free podem ser uma solução quanto ao teste de perfumes em alguns casos. No meu, por exemplo.

A Ibéria é uma companhia má. Na Ibéria sentam dois passageiros num banco para três. Deixam os passageiros combinarem entre si que se vão  esticar e dormir 4 horas cada um, com a licença do outro. E no fim, iludidos e já no primeiro cochilo, o comandante avisa que há uma avaria no motor devido ao gelo e que se tem que regressar ao aeroporto.

Se uma companhia aérea te dá um vale de 15 dólares para comeres e a refeição que queres custa menos, gasta o resto em coisas úteis: água com gás para te acalmar o estômago. 4 garrafas, mais propriamente. Mas não deixes que a companhia fique nem com um cêntimo.

A Ibéria é uma companhia má. Obrigam os passageiros a ficar 4 horas num aeroporto á espera da reparação de um avião e, na volta, o avião não tem reparação rápida.

Nunca subestimes uma companhia aérea. Não gozes a dizer que "agora a Ibéria paga-nos dormida num hotel Hilton." É que pode pagar mesmo. A Ibéria é uma companhia boa.

Não ocupes o teu tempo, enquanto esperas pelo novo avião de regresso, a passear pelas lojas do aeroporto. Vais acabar sempre por comprar porcarias. E, não obstante a minha mãe ter adorado os óculos de leitura com luzes incorporadas, não deixa de parecer o ET.

A American Airlines tem hospedeiras kitsh. No meu voo havia uma transexual linda de morrer mas que tinha cordas vocais com testosterona. E uma sósia da Hillary Clinton. A última assustou-me mais, ainda assim.

Cheirar a azedo com perfume pode não ser agradável quando se viaja durante oito horas. Explica isso à hospedeira e conseguirás que ela te coloque num lugar de dois e sem ninguém ao lado. Bom para quem tinha que ficar ao teu lado e melhor ainda para ti que percebeste que os bancos neste avião eram ainda mais desconfortáveis. É a chamada situação win-win.

O truque quando se viaja é procurar as diferenças e não as semelhanças. Nunca comparar nada com Portugal. Procurar as experiência únicas é o segredo: as águas plácidas do Hudson,o esplendor da Maria Verdinha, a vista de cortar a respiração no Empire State Building, o melting pot de pessoas, o não correr para ver tudo pois sabe-se que se regressará e o american way of life.

E "enjoiar" tudo com as pessoas certas.


Há uma semana...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Faz hoje um mês que morreu a minha infância

Faz hoje um mês que me morreste. Ainda não consegui chorar porque ainda não assumi que morreste mesmo. Há pouco fiz pão como de costume e estava a embrulhar uma porção para te ir entregar. Suspirei e não o consegui comer mais.
Tem sido assim desde há um mês. Primeiro a prenda que jazia na árvore de Natal e que nunca chegaste a abrir e a agradecer-me com o teu beijo quente e aquela festa na cabelo.  Depois a lista de compras para juntas, as três, fazermos os doces de Natal na minha cozinha, como passou a ser tradição desde que vim morar sozinha e saí de tua casa. A lista dos ingredientes para fazer a aletria e os mexidos ainda está pendurada com um íman no frigorífico à espera de outros Natais que nunca virão, porque nunca mais cá estarás.
Não consigo passar à porta de tua casa. Evito a rotunda e faço um desvio para chegar à minha, umas ruas acima. Quando o telefone toca o primeiro impulso é esperar ver o teu nome e ouvir a tua voz mas nunca mais telefonarás e acho que nunca conseguirei apagar o teu número da minha lista. Foi assim com o avô.
Recebi uma boa notícia, vesti, de imediato, o sobretudo e abri a porta para te ir contar pessoalmente. Voltei para trás porque, afinal, tu não estás lá no sofá verde, nem a olhares-me de lado de cada vez que eu abrir a porta nem a sorrir por me veres. Sei que irias ficar orgulhosa de mim e quero acreditar que aí, onde estás agora, onde estás não materialmente [ porque o teu corpo é só uma carcaça que jaz no cemitério onde não mais voltarei], farás um ar contrariado mas o teu coração baterá mais forte de alegria por mim e por nós.
Ainda não consegui chorar nem ter saudades tuas. Sei que fechaste o ciclo, a geração dos que construíram a minha infância, a minha história, os meus alicerces. E sei que, tal como numa casa, as paredes e o tecto da minha vida só se sustentarão porque tu estás nas suas fundações, pilar da minha vida que és. 
Não consigo falar de ti no passado porque ainda és e serás sempre uma das pessoas que sou eu também, parte de mim como o sangue e o oxigénio. 
Não há nada mais triste que morrerem as pessoas que são parte de nós porque uma parte de nós morre sempre com essas pessoas. Só esta tristeza e o nó na garganta que sinto ao escrever este texto nunca morrerão. 
Tenho tanta pena que me tenhas morrido. Gosto tanto de ti.  

Virose? Wtf?

O médico só podia estar a gozar: "A menina viajou no ultimo mês?"
-"Sim"
-"Para um destino tropical? Ou que houvesse necessidade de fazer consulta do viajante?"
- " Hum, nao!"
- "A menina esta com uma virose estranhíssima! Para onde é que viajou"
- "Nova Iorque. Há viroses que se apanham em Nova Iorque, doutor?"
-"Assim, de repente, nao estou a ver. Mas da virose ninguém a livra..."

Eu aposto na virose da pirraça e da inveja que eu vos fiz. Mea culpa. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro.

Vou ali morrer mais um bocadinho. Ti jay.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Venham de lá essas palminhas! ("doemojoubidos")



Esta nem eu conseguiria prever. Me-do!

Há uma expressão do Norte que eu gosto muito (e não, não estou a ser irónica)

"ORA BEINHE", toda a gente sabe que eu gosto de ganhar coisas. 
Gosto de ganhar prendas no meu aniversário, postais no Natale  toda a gente sabe que eu sou a BILF por excelência de todos os leitores masculinos deste estaminé (ou, pelo menos, dos que têm bom gosto). 
A ursa, inclusivé, já foi galardoada com a Taça das Taças por ser o "Blog que diz coisas"
"ORA BEINHE, CUMO É?".
Ganhamos isto aqui (vide categoria "Diários de Bordo") ou isto aqui (vide categoria autor/blogger do ano)? Ou ambos os dois em simultâneo ao mesmo tempo?
Se não vos apetecer votar na ursa (é um direito que vos assiste. Amigos como dantes, ok?), façam o favor de votar na Luna ( a tipa tem um rabo muito bom) ou no Tolan  (o estupor é giro que se farta!) que a coisa fica quaaaaaase tão bem entregue (que porra, já não cheguei a tempo dos States para um consórcio...).

(Ia dizer que divido o prémio convosco mas depois não ganho para selos... Vá, prometo que faço um vídeo com o discurso de agradecimento.)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Nova Iorque

Domingo foi dia de ir até Hoboken, a homeland do Francisco Sinatra.
Vale a pena visitar o parque com uma vista para Manhattan oh-my-gosh!

De caminho passámos na Carlo's Bakery e só não entrámos porque precisávamos de comprar bilhete. WTF? Bilhete para entrar numa pastelaria? Os americanos devem estar loucos.

Neste dia não estava frio, estava um gelo!. Digamos que cheguei ao final do dia e doía-me o cérebro literalmente, de congelado que estava. Está bem que é pequenino e pouco esperto mas, porra, nesse dia mirrou de vez.

De volta à grande maçã, comi o melhor brunch da cidade. Não sem antes a minha querida Xuxi ter andado quase à batatada com a Kimberly Tiffany que decidiu estacionar no lugar que nós estávamos a guardar para o nosso chauffer "parkear" (estava frio, precisávamos de um lugar à porta). Tenho-vos a dizer que já percebo porque é o wrestling tão popular nos States, dá mesmo vontade de ir às trombas às "bitchs"! Abençoada a hora em que contratei os serviços de tour guide da Xuxi que me fez sentir uma americana. Foi o dinheiro mais bem gasto de sempre!

E o melhor do dia estava para vir: passeio de carro com um motorista que era sósia do Joaquin Cortez pelas ruas de Manhattan. Ele foi ver um porta-aviões, o Charging Bull, o Battery Park, o Central Park, a estátua do "love", a Times Square again e, finalmente, a concretização de um fétishe. Não, não houve um threesomme, que isso é coisa de meninas. A nossa fantasia era descer a 5ª avenida ao som desta música. And guess what? Ao estilo Absolutamente Fabulosas: "we did it"!

Jantar tipicamente americano no melhor take away de kebabs da cidade a um preço escandalosamente barato e... quem disse que não se podem fazer férias "lácoste" na Grande Cidade?

(Indemnização é que nada...)


(AVISO: O BARULHO DO VENTO É ENSURDECEDOR)

Quadripolarização na China Town- NYC

PROGRAMA QUADRIPOLAR | NOVA IORQUE

Quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré: comprar artigos de marca é em Jersey Gardens. A chinesa com cara de garrafão mal lavado bem que pode ter ficado amuada: comprei duas malas de marca verdadeiras pelo preço que ela me queria levar por uma falsa! 
Retiro o que disse:  fez tanto frio em NYC que o pessoal quando vai limpar os ouvidos para tirar a cera, saca de lá tea pots!
Decidi ir ver a Maria Verdinha a.k.a. Estátua da Liberdade. As instruções eram simples: apanhar o ferry para Ellis Island, pagar o bilhete, passar por medidas de segurança tipo aeroporto e ver a Maria Verdinha de perto (está com a cabeça fechada para obras, pelo que, não seria possível subir). A ursa chega ao terminal e vê uma fila enorme e alapa-se para comprar o bilhete (sou uma cumpridora como todos sabem). "Contudo porém" abrem-se os torniquetes e o pessoal começa a correr para o ferry ("E o bilhete? E o bilhete? Que se foda o bilhete não posso perder este barco!") e depois de uma mini maratona, Pólo Norte senta-se exausta, olha em seu redor e percebe que está no meio de um convenção de mórmones. Mais de cem e todos vestidos iguais. "Isto é para os apanhados? Será que fazem isto tipo praxe a todas as pessoas que entram no cabrão do barco sem comprar o bilhete? E as medidas de segurança? Ai, a minha vida..." Afinal não, "o bilhete do ferry para Staten Island é gratuito"-diz-me uma rapariga mórmone com um volante de badminton encaixado no toutiço. "Como disse? Staten Island?" Ó caraças, foi ver a Maria Verdinha ao longe," adeus piquena, deves ter uma tendinite nesse braço de segurares a porra da tocha". Para a próxima chego-me mais perto, prometo (mas foi de borla, pronto...).
Times Square é o estereótipo que se tem de Nova Iorque. Muita luz, muito turista e a principal atracção visitada: a loja gigante da M&M's. Quando a ursa percebeu que ofereciam m&m's a quem passava, foi vê-la a passar uma vez, m&m's no bucho, agora outra vez sem casaco, mais m&m's para baixo, agora vou colocar um gorro para parecer outra pessoa, mais uma dose, agora de óculos escuros, ups. Hey "mámen", don't be mad, I was joking! 
À frente da loja gigante dos M&M's há uma loja gigante da Hershey's. Não se macem a visitá-la que os chocolates são bonzinhos mas a loja não vale nada!
Vale a pena visitar o Rockfeller Center, a Saint Patrick's Cathedral e o Grand Central Terminal (tem um tecto muito giro).
Descendo a 5ª Avenida, passando a Biblioteca onde a Carrie levou a tampa do Mr. Big (bem feita! bem feita! toma! toma!) encontramos o segredo mais bem guardado de NYC. Mas como a ursa é amiga cá vai: janta-se bem , barato e com muito glamour no 230, o telhado mais cool de Nova Iorque e com uma vista de tirar a respiração. Se forem mesmo para o terraço levem aqueles casacos do edredon sob pena de ficarem como a Maria Verdinha: petrificados de frio. Quando o empregado vos pedir o cartão de crédito como garantia e vos reter até ao fim do jantar, não estranhem. Os nova iorquinos são muito finos, muito finos mas pelos vistos o pessoal "esquece-se" de pagar, pelo que, esta é a estratégia para evitar "esquecimentos". Não fiquem indignados como eu ("sou portuguesa mas honestinha, ó miss!") mas se quiserem vinguem-se descalçando-se e alegando que " a minha religião não permite que se jante calçado". Alguém já abriu o precedente...
O metro de NYC é manifestamente inferior ao de Lisboa. I mean it. Nem sequer tem estações bonitas. Dêem-se ao luxo de apanhar um táxi amarelo. E comemorem a alegria de não terem nascido mórmones (tenho fotos a comprovar a miséria das fatiotas, minhas amigas!). 
Esqueçam, por uma noite, que têm que sacar uma indemnização e "enjoiem"!




Estou com "jetelégue" e agora?

Durmo até à noite ou dou corda aos dedos para vos pôr a par de uma semana do camandro?

E como é do concurso do Aventar: ganhamos isto ou quê?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Karma is a bitch

A ursa a dizer que nao lhe apetecia voltar e que se estava tão bem na grande maçã e isto e aquilo e vai na volta o avião da viagem de regresso avaria e continuo em nova iorque, han?
E pronto, é isto, tantas aventuras para vos contar e nao tenho dados precisos quanto ao meu regresso.
Ainda por cima a Ibéria pagou um hotel que pertence aos Hilton e estou tão mal hospedada, pá! Uma chatice. Uma verdadeira chatice...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Globos de Ouro Quadripolarizados- checked

Vimos ao vivo e as fashionistas não.

E agora? Inveeeeeeeeja?

PROGRAMA QUADRIPOLAR | NOVA IORQUE

A minha missão destas férias continua ser a mesma: sacar uma indemnização.
Retiro o que disse sobre não estar assim tanto frio: esqueci-me de levar luvas e tenho uma paralisia nas manitas.
Note to self: não comprar 10 canecas para despachar os souvenirs todos de uma vez no início do dia. Para além do frio, o peso do saco não facilita a irrigação sanguínea para os deditos. Descobri uma nova vocação: as minhas mãos podem ser sósias das mãos do Leonardo DiCaprio no filme "Titanic". I-guai-zi-nhas!
Tentei comprar uma Luis Vuitton falsa na China Town. A estratégia é simples: há umas chinesinhas fofinhas e com cara de bonecas a perguntar: "Vuitton? Coach? Gucci?". Tu dizes que sim. A chinesinha chama uma chinesa matrafona que está ali à volta, com cara de lambe-alcatifas. A chinesona manda-te segui-la. Tu segues até um beco. A tua amiga diz-te que da última vez que passou por uma cena assim a levaram para um alçapão e uma cave cheia de fakes. Começas a ver a tua vida a andar para trás e a interrogares-te sobre se a comida seca que viste em Motty e Canal Street nas bancas dos chineses não será gente que, tal como tu, ia ao engano à procura de fake bags. A chinesa com cara de garrafão mal lavado comunica através de um auricular com alguém. Desistes da ideia. Não é que tenhas miáufa nem nada. É que és fina e não és uma mulher de imitações! 
Cai mesmo neve em Nova Iorque e faz mesmo sol no meu país. O José Cid é que a sabe toda e se o descobrem convidam-no para argumentista do "Sexo e a Cidade". Muito mais realista, pá.
Little Italy é a minha cara. A melhor pizza da cidade come-se no Lombardi's e é tão boa que ressuscita manitas mortas. Priceless.
A minha prima fashionista vai delirar: comprei-lhe umas botas de compensação ortopédica littas por "30 dólas". Já disse que odeio falsificações, certo?
Em NYC, sê Carrie por uma hora: bebi um Cosmopolitan no Oniels. A empregada ficou tão fascinada com a nossa beleza que me entornou uma cerveja em cima. Não lhe consegui sacar uma indemnização. Fuck Sex and City!
É contra a minha religião mas a Luna aconselhou e não consegui virar a cara à luta: o Red Velvet cupcake da Magnolia é delicioso! Para aconchegar o estômago bebi um chocolate quente com creme de Nutella. É oficial: os States corrompem uma gaja.
Fui bater à porta da Carrie na Perry Street  para lhe ir cagar à porta mas a gaja não atendeu. Eu sabia: a Carrie não existe! Um flop. Um verdadeiro flop.
Já fartas da saga Sexo e Cidade decidimos encarnar o que somos verdadeiramente: absolutamente fabulosas a descer a Christopher Street. Parámos ainda na Thompson Street na loja do Lebwoski mas virou-se o feitiço contra o feiticeiro: o Dude era fã da Pólo Norte e implorou para ser fotografado (fotografias posteriormente a serem publicadas) a segurar um cartão "I <3 Pólo Norte".  
Nota importante a reter: se um dia conhecerem a Xuxi e a contratarem para personal tourist guide não acreditem quando elas vos disser: é já ali. É mentira! Correm o risco de, além de não sentirem as mãos, no final da jornada se sentirem também biamputadas. Estou que não posso.
No final do dia escrevi este post com a boca. Se há quem pinte postais de Natal, eu escrevo posts. Não é por mal: é que continuo é a não sentir as mãos.  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pólo Norte na Grande Maçã

A minha missão destas férias é sacar uma indemnização à grande e à americana.
A Xuxi é a minha ialma-gémea, quadripolarimente falando.
Fui à Trump Tower e depois de horas a andar de um lado para o outro a ver se me cruzava com o Donald "acidentalmente" e ele descobria que eu era a mulher da vida dele, a única coisa que ganhei foi uma bruta dor de pernas.  Será que o posso processar por fraude e sacar uma indemnização daquelas?
Andei na Brooklin Bridge e ia sendo atropelada por ciclistas por duas vezes! A puta da Miranda quando fez as pazes com o marido no filme do "Sexo e a Cidade" andava por lá livremente e não se via bicicletas. Será que posso processar os realizadores do filme e sacar uma indemnização choruda?
Tive um momento orgásmico (não com a Xuxi, atenção, que nós "samos" muito heteros!) a beber um café quentinho com uma vista maravilhosa nas docas cá do sítio.
No Burger King daqui bebe-se refrigerante à descrição. Estou cheia de gases. Será que tenho direito a uma indemnização?
Passei na Wall Street e não tropecei em Mr. Bigs giros e ricos. A Carry é tão representativa de New York como a Lady Betty do Castelo Branco é representativa da típica alfacinha. O "Sexo e a Cidade" é um flop.
As sanitas daqui estão sempre com água até metade e quando descarregamos o autoclismo aquilo faz vácuo. Por três vezes acreditei que tinha entupido pias com xixi. Por duas andei à procura de escovilhões. Só à terceira dei com a lógica da coisa. Passei um vexame. Será que isto dá direito a uma indemnização?
Para entrar no Memorial do 11 de Setembro tive um controlo mais rigoroso do que na alfândega do aeroporto. Não sei qual é o receio dos senhores: já não há nada para deitar abaixo, caramba!
Tentei ir às compras à Centuty 21. É oficial: não me dou com lojas com demasiados estímulos. Hoje farei uma nova tentativa na loja dos M&M. Vamos a ver.
Comi uma pizza com recheio de pasta de-li-ci-o-sa. God bless America!
A pizza estava na temperatura certa e não escaldei a língua. Ainda não é desta que saco uma indemnização. Bah!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Se eu ganhar na categoria autora/blogger do ano

Prometo que podem organizar um jantar na Margem Sul que eu compareço. 
Só não convidem a Margarida Rebelo Pinto.

Milagres acontecem

Pronto, é isto!

Mantra polar

Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque. Amanhã vou para Nova Iorque.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pólo Norte: a elevar a fasquia desde 1980

Há uma teoria qualquer que diz que as pessoas estão todas interligadas. Do género, se eu quiser comunicar com o Obama basta falar com uma pessoa que eu conheça e cinco pessoas depois (as pessoas certas) arranja-se forma de chegar ao Mr. President.
Na sexta-feira passada, à mesa do jantar, Pólo Norte elevou a fasquia. Dos seis convivas presentes (dois dos quais tinha acabado de conhecer naquele instante) percebi que: a prima de uma das pessoas namorava com uma pessoa que já foi minha amiga em tempos, o anfitrião conhecia uma leitora deste blog a quem eu ajudei a arranjar emprego e que, por sua vez, era subordinada de uma das pessoas presentes e outra pessoa,que também acabara de conhecer, trabalhava com uma ex-colega minha. 
Depois lembrei-me que para chegar à fala com o Obama nem preciso de cinco interlocutores. Bastavam três, para aí, que tive um ex que trabalhava na Embaixada dos Estados Unidos da América.
Era preciso é que o ex falasse comigo. Mas isso já são outros 500. 

De todas as pessoas que eu desprezo

De todas as pessoas que eu desprezo, tolero as más, as cínicas, as velhacas, as sonsas, as manipuladoras, as fingidas e as falsas. Todas, todas.
Excepto as que se levam demasiado a sério.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sócrates partiu para Paris e deixou-nos o seu legado numa rua das Caldas da Raínha...

É nestas alturas que eu gostaria que o País Basco fosse independente (sempre seria outro país quadripolarizado)





"Na foto esta a minha filhota Mariana..e foi ontem há noite em frente ao Museu Guggeinhein, em Bilbao.
 
Perdoa a qualidade da foto..mas era de noite..e foi com telele Piscar o olho
(que os reis também estam em crise não puderam trazer machine nova)."
 

Beijinhos à Sónia. Muitos. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

E colocarem o Quadri na categoria de Desporto? Oh yeahhhh!

One night stand: engatatão, com a mania que era o "rei lá do liceu", petulante até... Contudo, hot que enjoava!


Ele (antes do night stand)- Sem promessas, tá? Para mim sexo é desporto...

Pólo Norte decide comprar uma fichinha para o carrinho de choque e alinha na ginástica. Durante o stand o rapaz perdeu a ISOSTAR toda... Nada, nada,

Ele (depois do no night stand e frustrado)- Podemos tentar mais uma vez? Dás-me essa oportunidade?

Pólo Norte- Sabes, isto é como aquelas aulas grátis de experimentação no Holmes Place. Já experimentei e garanto-te que não quero praticar a modalidade.

Ele (com ar chocado)- Mas... Mas... Não estás a falar a sério, pois não?

Pólo Norte- Para mim sexo é desporto.

E que tal a rubrica de Culinária e Gastronomia?

É pôr os olhos nisto.

(Vá, e nisto também...)

No entanto, "contudo porém", a categoria de "comunicação e media" é uma excelente opção

Em 2011, fui convidada para escrever um artigo como especialista para uma revista da minha área de trabalho. 
Veio cá a fotógrafa e tirou-me a fotografia corporativa da praxe... de braços cruzados! Dahm! Como diz uma amiga minha "Não se cospe para o Céu". Sim, o Jesus não gosta, acrescento eu. Falei cedo demais, pronto: toma, embrulha e leva para casa. 

Depois ligou-me uma jornalista da revista "Sábado" para eu dar a minha opinião acerca de uma temática para um artigo. Na qualidade de quê?- pergunto eu. "Ora essa, de especialista". 



Finalmente, duas páginas na "Nova Gente" com várias citações da "especialista". 

Telefono à minha mãe, a única que iria delirar com esta onda de protagonismo súbito, e explico-lhe que pelos menos três pessoas me vêem como especialistae enfatizo a palavra "especialista" numa de Mourinho à laia de "Special One". 

A minha mãe fica retida na questão da fotografia de braços cruzados na primeira publicação e confidencia-me que esperava por este momento "desde o dia em que mandei a tua fotografia de bebé para a revista "Maria" e tu nunca chegaste a ser a Bebé do Mês". 

especialista remeteu-se à sua insignificância. 

Pensando bem, a categoria de cinema também não assentava nada mal...

Faço um favor, anualmente à comunidade blogosférica:

 resisto a não comentar os vestidos dos Óscares, a par de 3639202 bloggers.

No entanto, Aventar, o Quadripolaridades também pode ser nomeado para a categoria de auto-conhecimento/reflexão filosófica...

 "Quanto mais conheço os outros, mais gosto de mim".

Pólo Norte

Querido Aventar: o Quadripolaridades pode ser nomeado para a categoria de actualidade política, sim senhor!

2011 foi o ano em que percebi a expressão "Já chegámos à Madeira ou quê?"
Também entendi, finalmente, porque é que os madeirenses quando dançam o "bailhinho" escondem a cara com a manita e olham para o chão.











É para verem se não caem, no buraco, certo?

Quadripolaridades nomeado como um dos melhores blogs de 2011 ...

... na categoria de... (suspense)... "actualidade política".

Obrigada (?) Aventar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Margarida ex-virgem: Do Convento para o Cabaré

O futuro da Margaridinha: uma pomba gira (de uso tão retardado, a pomba deve ter ficado gira, deve...) já ela tem.

Margarida, Margarida, tu sabes que eu não queria mas os meninos obrigam-me!

Eu tinha jurado que não batia mais na virgem na ceguinha.

(Mas depois os leitores do blog enviam-me estas coisas e desencaminham-me, pá! Raios!)

Resolução de ano novo blogosférica # 1

Irei, pela primeira vez, participar num blog colectivo.

Ouro, incenso e... prenda da Pólo Norte!

Tinha uma prenda para V. oferecer a todos no dia de Natal. Na altura, por circunstâncias que já aqui falámos, não tive disponibilidade para o fazer.
E o Natal chega atrasado mas o Dia de Reis chega adiantado.
Já não há desculpa para não quadripolarizarem, que nem loucos, esse Mundo todo. Desmesuradamente. Vocês próprios e os V. amigos. Desconhecidos com quem se cruzem. Pessoas mais tímidas e todos os outros.

Enjoy e... que surpreendam-me!

Polar postcrossing 2011- recta final

Fecha amanhã- dia de Reis- a época oficial do Polar Postcrossing 2011.
Portanto, a partir de amanhã quem não recebeu o seu postal faça o favor de me enviar um mail a fazer queixinhas. As regras do jogo estavam bem definidas, nomeadamente, nas seguintes premissas (citando):


  • Apetecia-me imenso receber um postal mas sou preguiçosa e não garanto que envie um. Posso participar?
Podes. Se quiseres ficar sujeito a um apedrejamento público no Quadripolaridades. Caso contrário, fica sossegadinho. Isto é para quem quer dar e receber. Não é esse o espírito do Natal?
(Fiquem a saber que no ano passado foram rogadas pragas polares aos 8 caramelos que, depois de terem os seus postaizinhos na mão, se "esqueceram" de enviar os respectivos postais, deixando oito simpáticos leitores a ver navios).

  • E quem não quiser participar?
Quem não quiser participar: azarecos. Contentem-se com os e-cards ranhosos! :P


Então, a ursa irá enviar e-mail aos V. amigos secretos a "pedir satisfações" PORQUE pode ter acontecido imensas coisas para além dos desnaturados se terem esquecido: podem os postais ter voltado para trás, podem as V. moradas não ter estado correctas, podem os postais ter-se extraviado, efectivamente, whatever...

Caso, efectivamente, os V. "amigos" secretos não tenham enviado os postais não se apoquentem: sou a mestre de voodoo! :D

No fim de semana, dou notícias a todos os pobres que não receberam postal. E faço aqui um post a enviar beijinhos especiais como manda a lei!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A minha tia

Estranhamente, acho que nunca escrevi sobre a minha tia.
A minha tia, não se enganem, não é uma figura secundária na minha vida: é principal, mesmo.
Tinha 18 anos quando eu nasci e é uma espécie de " atrelado de mãe em fixe" que a vida me deu. A minha tia é lindíssima e tem olhos de Cleópatra. Foi "Miss" e durante anos, na sala da minha avó, lá estava uma fotografia dela, capa de revista, beleza natural e irrefutável. 
A minha tia desenhava-me as bonecas mais pirosas, comparava-me as prendas mais caras, ensinou-me a pintar com lápis de cor "sempre para o mesmo lado" e, sim, foi a responsável por me ter dado umas luvas sem dedo iguais às da Ninon e da Rosali. E era ela que fazia aumentar o meu índice de popularidade na escola não só pelas prendas que mandava de Londres como pelas roupas que ela própria me costurava, modelitos únicos. A minha tia é a rainha da comida pré-feita, dos congelados e das coisas fáceis. Da descomplicação.
Em muitos aspectos (excepto na beleza) sou mais parecida com a minha tia do que com a minha própria mãe: no pragmatismo, na visão macro da vida, na assertividade e no "não" que quando é dito é sempre "não" mesmo.
Hoje, a minha tia comemora 50 anos e, à hora em que este post está a ser publicado, estou com ela a jantar e a celebrar o facto de ter a tia cinquentona mais elegante e gira (e sem sombra de plásticas) que Lisboa já viu. 
E, filha única que sou, quero ser para as minhas sobrinhas do coração ("que o sangue é gosma"- dir-me-ia  agora a mãe delas, a minha amiga Xana) Catarina e Mariana uma tia exactamente assim: protectora, ligeirinha, permissiva, porreira, preocupada, pirosa, confidente e presente como só as tias se dão ao luxo de poderem ser. Como tem sido a minha.
E sei que o melhor que lhe posso dizer é que gostaria de nunca ser mãe de um filho único porque gostava que os meus netos pudessem vir a ter uma tia como ela foi para mim. "Xerox" de mãe. Mas a cores.

Assim sendo, next week preview:

A viagem estava pensada há meses

Marquei-a, desmarquei-a, voltei a marcá-la e desisti dela. Primeiro não conseguia marcar dias de férias, depois não conseguia energia e disposição para tratar dos preparativos e, por fim, morreu-ME alguém. Esqueci-me disso. 
No Natal lá estava a viagem em forma de prenda. 
Disse que não queria, agradeci simpaticamente e declinei, ofereci-me para pagar a transferência do nome do tripulante e dá-la a outra pessoa, estrebuchei e recusei-me a pensar em viajar nesta altura da minha vida. 
A minha mãe insistiu. Que era uma viagem de comemoração de algo maravilhoso que me aconteceu há 13 anos. Que, neste momento de dor, era essencial pôr os olhos nos motivos de comemoração. Que havia que celebrar a alegria desse acontecimento, a sorte e o percurso percorrido desde então. 
Mas foi a minha melhor amiga Catarina, directamente de Bissau, que me explicou:

  • "Acho só que tens de ter uma perspectiva diferente sobre essa viagem
  • não penses que vais lá para te divertir
  • podes ir nostálgica, triste
  • ver a tristeza do outro lado do mundo"

    Para a semana parto.
    Comemorar a alegria.
    Viver a tristeza do outro lado do Mundo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A verdadeira pedagogia


"Olá.
Na impossibilidade de ir a Roma nos próximos tempos, resolvi quadripolarizar a minha turma de Latim do 10.º ano. A qualidade não está grande coisa, mas a intenção foi a melhor.
Beijinhos."

Ago gratias, Carla!
Tia Pólo <3 you all, coriscos mal amanhados!

Temores de início de ano

A irmã de Cristiano Ronaldo posou para uma revista em trajes eróticos.
Temo que a D. Dolores acorde um dia destes e se lembre de encarnar a MILF que há em si.

(Da Kátia não temo MAIS nada: já a ouvi a cantar.)

A Elma Aveiro despiu-se para uma revista e o Elmo da Rua Sésamo não lhe quis ficar atrás!

Mais vale tarde que nunca (porque o Natal é quando uma ursa quiser)

 Este é o vídeo de Natal que queria ter postado se a morte não se tivesse metido no meu caminho e roubado uma das pessoas que me ensinou a brincar com flores. 
Que a criatividade e a inspiração estejam convosco!

Previsões astrológicas 2012- by Pólo Norte

Carneiro- Irá encontrar o emprego dos seus sonhos: criativo, bem remunerado e que o faça sentir-se realizado!

Touro- Terá boas ocasiões para reencontrar os seus amigos do peito e divertirem-se muito juntos!

Gémeos- Ano mau, ano mau...

Caranguejo- Irá mudar para uma casa maior com tudo o que isso significa!

Leão- 

Prognósticos 2012- O debriefing da Casa dos Segredos

O João Mota irá participar nos "Morangos com Açúcar".
A Cátia irá fazer um anúncio para o "Licor Beirão". 
A Alliance Française irá, a par do que aconteceu com o Zezé Camarinha no Wall Street Institute, contratar o Sr. Fernando (pai da Fanny) para se tornar a estrela da sua nova campanha publicitária.
A Fanny criará um blog e tornar-se-á fashion adviser. Aposto também que abrirá uma loja em Oliveira de Azeméis. 
O Marco tornar-se-á PT no Holmes Place. 
A Susana escreverá um livro tipo "Bruna Surfistinha" que, mais tarde, será um guião para um filme português de terceira categoria. 
A Daniela P. continuará a cantar e lançará um "Cedê". Alegrará muitas festas em honra das mais variadas Nossas Senhoras em várias terriolas portuguesas, no Verão. Será presença, pela segunda vez, no próximo "Natal dos hospitais".
A Daniela S. agarrará no dinheiro que ganhou, pagará as suas dívidas, e destruirá todas as provas escritas ou em vídeo, da sua participação na Casa dos Segredos. 
O Miguel criará um blog e dará workshops de sedução. 
A Cleide será contratada como sósia da "Noiva Cadáver". Se lhe pintarem os lábios de encarnado poderá servir também como "Joker". Uma polivalente.
O Carlos terá uma carreira promissora como "acompanhante masculino". O Moura dos Santos, atento que só ele, será o seu agente.
Quem é a Bruna?

A saga das prendas inúteis

Um a um, fui estando com cada um dos meus amigos que alinharam na troca de presentes inúteis. Como é óbvio ninguém conseguiu superar a prenda da Miss Complicações.

No entanto, esforçaram-se:

A prenda do Prezado

A prenda da Pipoca dos Saltos Altos

A prenda do BNI 1 (blogger não identificado)


A prenda da Pipoca dos Saltos Altos (é uma generosa, caramba!)
A prenda do BNI 2 (blogger não identificado 2)
Para o ano há mais.

(Tenho um centro de mesa novinho em folha para "passar a outro e não ao mesmo". )

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aimez vous Pólo Norte?

Bisous Yann!

No meio das prendas de Natal que eu despachei...

... constava um centro de mesa, piroso que metia dó.

A minha tia, ao perceber que eu ia acabar por despachar aquilo para a arrecadação, fez-me a amabilidade de ficar com a distinta peça de arte.
Hoje recebo um mail do casal que me ofertou tão útil presente. E rezava assim:

"Pólo Norte acabei de ligar para os Açores para saber do regresso e fui surpreendido por uma notícia de um gesto magnânimo da tua parte, ao cederes o centrinho de Natal à tua tia....  ficámos contentes e garantimos que terás o teu... temos um azul, um prateado com vela lilás...ou o que gostaríamos mais, é que dissesses qual o predomínio de cores que gostas e terás satisfeito esse pedido. Se não te der em breve,  irá depois e guardas como especial para o Natal do ano que vem....
bjs"
(Sim, já sei que eu mereço)

Acabado de ouvir no comboio...

Duas senhoras já entradotas a conversarem uma com a outra.

Senhora 1- Veja lá bem, D. Teresa que este ano o meu neto, o piqueno, o do meu filho Jorge, o que vive na Inglaterra, pediu-me uma "tablete".
Senhora 2- Uma tablete? Mas eles lá não tem chocolate?
Senhora 1- Isso pensei eu. Mas, não fosse o Diabo tecê-las, enviei-lhe uma daquelas grandes, da Toblerone, sabe? A D. Teresa não imagina o que eles se riram quando me ligaram a agradecer o presente.
Senhora 2- Então, mas porquê?
Senhora 1- Sei lá, mas são esquisitices da minha nora, quase que aposto consigo. E a tablete até foi cara...

(Cheira-me que um neto ficou agarrado ao chocolate em vez de ao computador. E o que me ri sozinha, caramba?)

A minha agenda 2012

Foi-me oferecida e recebia-a com pulinhos, guinchinhos e abracinhos.
E vocês sabem que eu nem sou destas mariquices.
Mas a minha agenda 2012 é a mais linda e original de sempre.
É que, como se não bastasse ser giríssima, ainda apoia uma instituição de solidariedade social.
Comprem e depois contem-me se não consegue a façanha de superar a "Minha agenda" que tínhamos na infância.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2011- by Pólo Norte.

Comecei o ano com a boca  a saber a papel de música. Fiz o balanço de 2010. Conheci Vila Real. O blog ganhou 656 seguidores. Desvendei o segredo por detrás do nome da filha da Luciana Abreu. Desisti dos perfis da Pólo Norte e criei a página oficial do Facebook do Quadripolaridades. A página acabou o ano com 1505 seguidores. Fui de Évora ao Porto num SMART, após um da de trabalho, para passar menos de doze horas com a minha melhor amiga que vive no Luxemburgo. Assistimos juntas a um concerto do JP Simões na Tertúlia Castelense. Ela ficou grávida (mas jura que não é obra do cantor).
Voltei a eleger as 53 melhores empresas para trabalhar. "Leiloei" um "amigo" para jantar com leitoras. Descobri que não sou boa a preparar surpresas românticas. Acumulei quase um milhão de visitas.  E descobri que a gasolina é uma boa solução para descolar coisas impossíveis.  Dei conselhos profissionais, palpites sobre vestidos de noiva e sobre nomes de bebés que irão nascer bem como expliquei a melhor técnica para descascar romãs a leitores do blog.  Entreguei em mãos o prémio do BILF 2010. E organizei o BILF 2011. O Tolan foi eleito BILF 2011 e almoçámos juntos, embora ainda não lhe tenha entregue o prémio. O Pipoco não foi eleito BILF mas recebeu o prémio. Revoltei-me com a geração à rasca. Escrevi sobre mim, a sério, pela primeira vez. Conheci a Rafa e tornámos-nos amigas. Os senhores do Jugular linkaram o Quadripolaridades.
O blog mudou de header uma vez. E outra. Inventei o conceito de "blogsitting". Sugeri a criação de novos dias mundiais. Comecei a construir uma casa. Pedi a uma amiga para se fazer de Pólo Norte e ter um date com um tipo em meu nome. 
Expliquei o porquê das actuais dos meus ex poderem dormir descansadas e poderem parar de ter a mania da perseguição. Fui aos Açores uma vez. E repeti a façanha mais quatro vezes. Conheci Sta. Maria e Flores. Tornei-me amiga da Almofariza. Fui, pela primeira vez, às festas do Senhor Santo Cristo. Fiquei fã. Desmistifiquei mitos sobre os Açores. E ilustrei-os. Bebi muitas kimas de maracujá. Tive o meu momento "closer". Não só não votei em Pedro Passos Coelho como me desfiliei do PSD enquanto militante. Avisei que me ia apoderar do blogspot. E, coincidentemente, o blogspot teve uma actualização que o manteve inoperacional um dia. Recebi e-mails de pessoas que acreditaram mesmo que a ursa tinha tido implicações no facto. Conheci o "Pedro do We'll always have Paris" e casaria com ele num esfregar de olho, caso ele me quisesse para alguma coisa.  Escrevi o meu post favorito de sempre
Pedi desculpas à Susana. Não comentei anonimamente uma única vez e orgulho-me disso. Tive pena de quem acreditou que eu o tivesse feito e a minha vitória foi continuar a deixar essas pessoas na ignorância. Diverti-me horrores com esse facto. Não sei bem como escapei a ser processada pelo IKEA. Mandei às urtigas o acordo ortográfico. Fui quase plagiada mas nunca verdadeiramente plagiada. Continuei fascinada pelas duas Margaridas da minha vida: a Margarida Rebelo Pinto e a Margaridinha do Clube das Virgens, que entretanto já não o é. A MRP ainda não me processou. Escrevi o post mais nostálgico de sempre. Fui convidada para escrever numa revista. Mostrei-me vestida de noiva e publiquei o texto do meu missal de casamento. Acrescentei itens à minha lista de "eu já". Continuei a resistir a não vender o meu blog em troco de publicidade. Percebi que um dos três únicos homens que amei é seguidor do Quadripolaridades. Isso deixa-me desconfortável. Dei um blog para adopção. Criei a campanha "Neste Verão, não abandone o seu blog". Conheci o Rúben Patrick. Ganhei um Iphone sem precisar de fazer publicidade em troca.
O Sócrates admitiu "I love Pólo Norte". Uma alminha maluca criou um blog em que publicou a fotografia da autora do Quadripolaridades. Fiquei aborrecida porque, com tantas fotografias boas (que eu até sou fotogénica), a puta escolheu uma que não me favorecia nada. Desvendei o mistério por detrás do "xoxo". E expliquei a toda a gente porque nunca serei uma blogger cool. A minha prima casou. Recebi centenas de e-mails. Fui madrinha de uma gata e comadre da Mónica e da Lara. Tornei-me amiga da Pipoca dos Saltos Altos e da Miss Complicações. Fui comemorar o meu novo ano a Madrid. Completei 31 anos. Dormi com o Jibóia Cega. Realizei o primeiro vídeo da produtora "Quadripolaridades".
Uma senhora perturbada, que frustrada por não me beliscar com os mimos que me dedicava no seu hate blog, fez o favor de enviar o link deste blog para a minha progenitora. Fechei o blog. Recebi mais de uma dezena de e-mails de pessoas que se tinham cruzado com essa pessoa a contar-me peripécias que dariam para escrever um "romance". Recebi mais de uma centena de e-mails de pessoas a lamentarem o fecho do blog e a incentivarem o regresso do "Quadripolaridades". Fiz uma Tour de Verão por vários blogs alheios. Recebi pedidos de desculpas de duas pessoas- lúcidas- que participavam nesse triste blog. Reactivei o "Quadripolaridades". Cancelei a rubrica "Socorro, tenho uma mãe na menopausa". E fiquei com pena.
Sei de pessoas que criaram perfil no Facebook só para continuarem a ler as minhas patacoadas. E o Natal foi comemorado em Agosto. Apaixonei-me pela Alsácia. Comprei uma estação metereológica na Floresta Negra. Não fui à FNO. Saí com a Luna de todas as vezes que ela veio a Portugal e tivemos um jantar memorável no "100 maneiras". Nesse dia conhecemos o Alfaiate Lisboeta que é um figo. Fui tia da Mariana e finalmente tenho uma sobrinha loira!
Fiz o debriefing semanal de muitas galas de domingo da Casa dos Segredos. Os facebookianos do grupo arrancaram-me inúmeras gargalhadas. Incentivei uma grande amiga a fazer um blog. Não comi tantos peixinhos da horta quanto deveria. Descobri que tenho uma terra. Percebi que houve quem achasse que dizer que se era meu amigo aumentaria o seu índice de fodibilidade. O passado do verbo ser da frase anterior, passou a estar bem conjugado. Desvendei um dos meus segredos mais escabrosos. E da Luna, também. Fui passar um fim de semana memorável às Termas das Caldas de Monchique e consegui um desconto graças a uma leitora deste blog. Contribuí para uma outra leitora arranjar um emprego. Imprimi, pela primeira vez, um post e coloquei-o na parede ao lado da minha secretária. Já se quadripolarizaram os 5 continentes. Ainda não fui contratada para trabalhar para as "Produções Fictícias". Recebi um convite para uma aula de tango. Congratulei-me por ter largado a tempo o meu ex namorado algarvio.Declarei guerra aberta à revista "Happy". 
Lamentei a morte do Badaró. Troquei e-mails no backstage do meu  blog que foram mais divertidos que a maioria dos posts aqui escritos A minha caçula- para meu desgosto- tornou-se fashion blogger. Continuo adepta da moderação de comentários e enojam-me pessoas que passam a vida a chorar-se dos anónimos e não a activam, quiçá porque os comentários anónimos trazem dinâmica aos seus blogs. Entendi, finalmente, o conceito de comunidade quadripolar. A minha mãe passou a ler o blog e depressa se desinteressou. Ressuscitei o "Polar postcrossing" natalício pelo segundo ano consecutivo. Consegui reunir mais de 511 participantes quadripolares. O evento foi destaque no Portal "Sapo". Matei uma relação de amizade. Não sinto pena nem sequer saudade. Enterrei, em mim, uma relação emocional. Sinto pena mas sei que deixarei de ter saudade. Ainda tenho apêndice. Dediquei um post ao Miguel Esteves Cardoso. E o dito chegou ao próprio. Organizei um concurso para oferecer "um cabaz polar". E ninguém concorreu. 
Fiz um presépio blogosférico. Fui convidada para dar duas entrevistas para um jornal e uma revista porque as jornalistas me conheciam através do "Quadripolaridades". Criei o QQ (Quoficiente de Quadripolaridade). O Pedro Rolo Duarte enviou-me um postal de Natal e tornou-se seguidor do facebook do "Quadripolaridades". Recebi mais de 100 postais de Natal e montes de prendas amorosas. Bebi muitas jolas com o Prezado. A Vieira do Mar linkou o "Quadripolaridades". Continuo a não fazer juízos de valor sobre as pessoas que escrevem bogs e não as confundo com os seus egos blogosféricos.Continuo a escrever "blog" e não "blogue".
No fim do ano morreu-me uma pessoa que fazia parte de mim. As palavras secaram. Mas sei que, lentamente, voltarão. Acabo o ano desmesuradamente triste. 
Sem cuecas azuis, nem passas, nem champagne chegou 2012. Que seja um ano de esperança e concretizações. E, fundamentalmente, de inspiração.


Obrigada a todos os que fizeram comigo do "Quadripolaridades" o blog que é. Que não é só meu, é de todos nós: os oficialmente quadripolares. Pólo Norte <2 all of you.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...