sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Morra a gata. Morra. Pim.

Hoje foi o dia em que soube que se quiser desactivar o airbag do Smart tenho que adquirir uma cadeirinha da marca. Isto seria tudo lindo e maravlihoso se não tivesse já comprado um carrinho trio que inclui o ovo que, aparentemente, serve para todos os carros. Excepto os da Mercedes. 
Fodida Furiosa com a coisa lá fui saber o preço da cadeirinha Smart que sou obrigada a comprar se quiser transportar a criança. 350 euros. Assim, 70 biscas, à antiga. Praguejei muito e adiei a compra. (Dará para  encaixar  miúda no porta bagagens?)
Decidi aliviar a frustração procurando aqueles estores com ventosas para tapar o sol e pespegar no vidro de carro de Mámen. Ainda fodida com a história do Smart Ainda frustrada com a história do Smart não me contive quando só encontrei estores cheios de bonecadas, 99 % dos quais em que a protagonista é... a Hello Kitty (estou a cuspir no chão neste momento depois de ter escrito estas duas palavrinhas).
A partir de agora serei conhecida no Toys R' Us do Cascaishoping como a "maluca que gritou: Morra a Gata. Morra. Pim!"
Pólo Norte- muito gosto e puta que pariu este dia. 

O Mundo divide-se entre... (edição escatológica)

... as pessoas que não levam leitura para a casa-de-banho e os outros.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Quadripolarize a sua praia- Praia de Miramar




"Olá querida Ursa,

Depois de ter visto no domingo no facebook o desafio da quadripolarização da praia, hoje lembrei-me disso e toca a quadripolarizar a minha...
Ou isso, ou então, como manter um puto de 7 anos ocupado enquanto não pode ir para a água...
A praia quadripolarizada foi a praia de Miramar em VNGaia.
Espero que tenhas gostado.

Beijinhos

Su"

Maternidade: definição

Estado a partir do qual que o teu pulso deixa de servir para borrifar perfume e serve para medir a temperatura do leite/água do banho.

São lágrimas...


Nunca tinha feito um post com as palavras de busca no google que trazem, inadvertidamente, leitores a este blog mas...

Amar um filho e verificar se ele está a respirar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O plantel do Estoril-Praia que se ponha a pau ou ainda bem que acabou a volta à França em bicicleta

Hoje estacionei o carro em Cascais. Paguei parquímetro e fui à minha vida. No regresso, ali estava ele, o belo do carro quinado no pára-choques.Pensei logo para mim que algum filho da puta me tinha batido e fugido mas eis quando vejo o carro estacionado ao lado com a amolgadela respectiva. 
Ok, o cabrão bateu e estacionou, desprezando a esfoladela que tinha dado no meu. Nem um bilhete, nada. Decidi esperar que o condutor voltasse ao carro. Esperei até ao final da hora de vigência do bilhete do parquímetro. Nada. Eis que chega uma senhora que tinha estacionado perto de nós e se oferece como testemunha, confirmando que assistiu ao "xoxo" e que o homem (só podia ser gajo) bateu, desprezou mesmo a batida e foi à vidinha dele. Acrescentou que o mesmo envergava uma t-shirt amarela. UI, O QUE ELA ME FOI DIZER...
A partir daí foi o descalabro: interpelei todos os homens de camisola amarela que por mim passaram (e não foram assim tão poucos, credo. O amarelo esta na moda, é?) Mámen dizia-me que estava com um semblante tão desfigurado que mesmo que o condutor se aproximasse, assim que eu o interpelasse, ele não acusaria a propriedade do carro e preferia ir a pé para casa. 
Duas horas depois desisti. Assim que vi o comboio ali na estação e Mámen, armado em espirituoso, me disse "olha, amarelo!" e eu desatei a fitar o trem, tipo touro a mirar pano vermelho, achei que já me estava a passar mesmo. Para além do mais, era hora do banho da miúda e havia outro "amarelo" para limpar. Deixei bilhete entalado no pára-brisa do carro com o meu contacto mas, até agora, nada. 
Fui mais tarde fazer participação na brigada de trânsito. Amanha vou à seguradora. 
Mas amanhã, pelo sim pelo não, evitem vestir amarelo. 

O Mundo divide-se entre... # 79

... as mulheres que em miúdas usaram calças de licra com um elástico tipo estribo a segurar as plantas dos pés e saias da lambada e as outras.

La famiglia e heranças surreais

Aquilo não era um candeeiro. Era O CANDEEIRO. Jazia na casa da minha tia-avó que nos visitava todos os Agostos, depois de um ano inteiro emigrada em Londres. 
A minha tia-avó era uma das minhas pessoas favoritas em criança. Primeiro, porque sacava notas amachucadas escondidas no soutien para mas dar às escondida do meu tio. Depois, porque cedia aos meus caprichos mais extravagantes de mini-diva, como naquele Natal de 1988, em que me ofereceu um casaco de peles verdadeiras. Que a minha mãe- essa grande desmancha-prazeres- só permitiu que visse a luz do dia no Carnaval, a propósito de uma máscara de viúva Porcina. E em terceiro lugar, por causa dO CANDEEIRO. 
O candeeiro era, aos olhos de uma criança, um objecto fascinante. Tinha uma mulher nua no meio que, iluminada, fazia chorar a gaiola onde estava encarcerada. Uma visão romântica da luminária, bem sei. Sempre que chegava a casa da tia ia a correr para a sala, sentava-me no sofá ao lado da mesinha onde repousava o candeeiro, ligava-o e ficava largos minutos a contemplá-lo.
Hoje foi o "welcome lunch" de família da Ana.  Prendas de uns e de outros para a miúda, para mim, para mámen. E, depois de um discurso da minha tia sobre a minha infância, ali estava ele, herança quadripolar. 
Apresento-vos a nova peça de design vintage, da categoria "tão-mau -que-passa-a-ser-bom-onde-é-que-vou-enfiar-este-trambolho?", que mora cá em casa- O CANDEEIRO:



(Se fizerem questão filmo O CANDEEIRO em plena actuação com as suas lágrimas de óleo. É pedirem!)


A melhor prenda de maternidade recebida


Mámen é que sabe...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Como fazer uma endoscopia a um recém nascido em 5 passos

1- Ir até ao Registo Civil fazer o cartão de cidadão
2- Perceber que a fotografia do documento só é válida se o bebé tiver os olhos abertos
3- Decidir acordar um bebé que é uma santa e só come e dorme
4- Uma hora e meia depois a criança continua a dormir (depois de descalça, sem fralda, lambida, com uma roca a chocalhar-lhe ao ouvido e tudo o que possam imaginar)
5- Esperar pela hora do biberão , simular que se enfia a tetina na boca da miúda,retirar-lha e... olhos abertos. E estômago e fígado à vista através das goelas abertas.

Ana- cidadã desbocada (com fotografia a comprová-lo) desde 2012.

Foi a querida Madalena que me disse e, de repente, caiu-me a ficha

Agora que sou mãe passo a ser uma MILF?

É o que me farto de dizer: "Alcabideche a cidade,já!"

"Estado de Graça"- 27/08/2012

O humor nacional não descobriu Cascais, não. Nem Estoril. Tão pouco Sintra.
Alcabideche a cidade, já!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Top 6 de prendas de maternidade

Depois de meses de baby shower blogosférico e não só (by the way, amanhã actualizo o blog com as prendas que leitores do blog me fizeram chegar, enquanto estava na maternidade) foi a vez de me maravilhar com as prendas pós maternidade.
Para além de roupa para a Ana eis as prendas mais cool recebidas:

  • Um vale de massagem + cabeleireiro (da minha mãe) 
As mães sabem tão bem o que é bom.
  • Chocolates de leite (da minha amiga de infância Cláudia) + trufas belgas (da minha amiga Marianne)
Chocolate serve como terapia de compensação pelas dores da cesariana. Só quem passou por isto percebe o que uma coisa tem que ver com a outra...
  • Um girassol artificial (da minha melhor amiga e agora comadre Catarina)
Como sabe que eu não gosto de receber flores, resolveu a coisa levando-me um gigante girassol artificial. Levava-o na mochila e quando me entrou pelo quarto dentro parecia o Robin Hood de flecha em riste. Memória impagável a que me criou!
  • Um aquecedor de biberons portátil que se liga ao isqueiro do carro (também da Catarina)
A verdade é que nós não aquecemos o leite. Damos-lo à temperatura ambiente (e a pediatra aprovou, ok? Dispenso comentários com palpites!). Pensamos usar o termo sobressalente (ofereceram-os dois) para armazenar café e aquecermos Nescafé nas viagens com este aquecedor , vidros embaciados e todo o fétiche a que temos direito. "I can see clearly, now the rain is gone". 
  • Urso que simula sons intra-uterinos (prenda do namorado da minha mãe)
O peluche é fofinho (dentro do género) e simula sons intra uterinos (coração da mãe, líquido amniótico, placenta e o que mais se lembram) e segundo o pedopsicólogo cá de casa é uma prenda útil. A verdade é que eu tenho visto que a miúda não liga peva ao boneco. Mas entra no meu top 5 de prendas. Porquê? Porque aqueles sons são diuréticos e levam-me a fazer xixi de 10 em 10 minutos. Talvez seja este o segredo de ter emagrecido tanto depois de parir. 
  • Luz de presença ( Catarina é a maior!)
Prenda extremamente útil. Antes de a termos eu andava cheia de nódoas negras de empecilhar com todos os objectos que se transformavam em obstáculos às 6 da manhã, hora em que vou buscar a miúda para lhe dar o leite. Graças a esta prenda não corro o risco de fazerem queixa de Mámen à APAV ou à UMAR. Não dava mais um mês antes da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco me vir retirar a guarda da pequena. Obrigada luz de presença!

domingo, 26 de agosto de 2012

Pólo Norte- portadora de uma mente porca desde 1980

Depois de várias tentativas em cantar canções infantis, todas, devidamente, castradas e censuradas por Mámen, decidi que era altura de retaliações. 

Cantava ele: "O meu chapéu tem 3 bicos, tem 3 bicos o meu chapéu"
Pólo Norte: "Bicos? Oi?"

Olhou-me de lado e mudou de tema: "Come a papa, Ana, come a papa. Um, dois, três, uma colher de cada vez..."
Pólo Norte: "Uma colher? Ela ainda não come sólidos, pá!" 
Mámen corrigiu: "Um, dois, três, uma mamada de cada vez"
Pólo Norte: "Uma mamada? Ahahahahah!"

Já a fulminar-me, sacou de outra cantilena do vasto repertório: "Doidas, doidas, doidas, andam as galinhas, para pôr o ovo lá no bu..."

Olhou para mim, amuou com o meu ar de gozo e entregou-me a miúda: "Canta-lhe as tuas músicas assumidamente porcas , caramba!"

Pólo Norte- 1 Mámen- 0

Até anteontem tinha achado que esta tinha sido a melhor prenda de maternidade recebida

Ana- a bilingue

Oiço pelo intercomunicador:

"Esta amiga uma pessoa inquieta-se: é magra mas é ensocada, não é, riquinha? E agora vamos-te trajar para ficares muito prezada. Não olhes para mim assim,com esse ar discreto. Eh lá!!! Isso foi um fofó?"

Pronto, estou tramada: ele fala com ela em açoriano e eu não percebo um boi. Neste caso, uma gueixa.



(Alguém me traduz?)

Quadripolarize a sua praia- La plage d'argent


"Bom-dia, alegria!
Na saga da quadripolarização das praias, porquê pensar pequenino? Porquê quadripolarizar as nossas praias quando a Ursa pode governar o mundo balnear do planeta, pá?
A Ursa esteve em Porquerolles (escrevi mal na areia, mas mal tinha espaço para escrever tamanho era o número de gente a tostar ao sol), mais concretamente na La plage d'argent, coisa boa portanto, atendendo a que estamos em crise no nosso país. Peço desculpa pela qualidade não ser melhor, mas os franciús estavam todos a ocupar o lugar e ficaram curiosos pela única gaja de fato de banho (aqui a burra da je) andar a escrever na areia e a tirar fotografias.
Um bjim para ti e para a tua prole,

Por ocasião da republicação da crónica da MRP intitulada "As gordinhas e as outras", repostagem da resposta quadripolar intitulada "As acéfalas e as outras"

"Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos humanos e que responde pelo nome genérico de "Acéfala". A Acéfala é aquela personagem burrinha que dói, que desde o liceu cultivava o estilo "pensar dá trabalho", era trolaró e bem-disposta, cheia de ar no cérebro e de cabelos bem penteados, porque a cabeça devia que ter alguma utilidade. Ora acontece que a Acéfala é geralmente acéfala e sem inteligência, tornando-se aos olhos masculinos muito apetecível, a não ser em noites longas em que se joga Trivial Persuit ou se discute a política de emigração da França e o quase êxodo dos ciganos aos seus países de origem, nas quais a inteligibilidade comanda o sistema hormonal, transformando qualquer Barbie numa mulher oca, mesmo que seja uma escritora loura com ares de anoréctica da consulta de distúrbios alimentares do Hospital de Santa Maria. 
A Acéfala é porreira, é fixe, é tontinha, quer sempre ir a todas as festas onde há música alta e não precise de ter um discurso com nexo, e está sempre bem-disposta porque não é pessoa de cismar com os problemas da Humanidade, portanto a Acéfala torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela e alguns até uma grande dose de remorsos por já se terem metido com a mesma nas supracitadas funestas circunstâncias. E é assim que a Acéfala acaba por se tornar muito popular, até porque, como quase nunca discute, contra-argumenta ou é do contra, está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um sushi ao Sushi Caffé e depois aproveitar e ir às compras nas Amoreiras.

À partida, não tenho nada contra as Acéfalas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Acéfalas tudo é permitido: podem não dizer nada misturando o Iraque e a África do Sul na mesma frase, identificarem-se com a Phoebe da série "Friends", escrever livros tontos e cheios de clichés, achar que a Europa é um país e nunca ter ouvido falar da Hungria , podem inclusive criar um facebook e escrever compulsivamente com erros ortográficos, que toda a gente dá o desconto e ninguém condena.

Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda inteligente faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar burra, tantan, anormalóide e até mesmo atrasada mental. Uma miúda inteligente não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é digna de se dar um desconto: é uma mulher que não está em saldos e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Acéfalas apontam também elas o dedo às inteligentes, quando estas se comportam de forma semelhante a elas, numa de "só deixa cá ver como é ser-se idiota just for a while".

Ser inteligente dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais inteligentes e espertalhonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as acéfalas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher inteligente não pode rir que nem uma tontinha nem dizer que achava que a Europa era um país que lhe caem logo em cima. Já uma Acéfala pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.

Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher é acéfala nunca ninguém lhe diz, mas quando é inteligente e diz uma bacorada, ninguém se coíbe de comentar: «Mas tu estás parva ou quê?!"

Como dizia someone: «Knowing a lot of facts is not the same as being smart». E quanto às Acéfalas, o melhor é arranjarem um cérebro. Ou uma matraca fechada. Ou a proibição de escreverem em orgãos de comunicação social.  Ou as três coisas."

Em resposta a isto

Oráculo de banhini

sábado, 25 de agosto de 2012

"Epá, não sabes músicas de embalar? Canta a da Joana, pá!"- disse ele

Pólo Norte (afinando o instrumento vocal)- "Ah, essa eu sei! Joana... pensar que estivemos tão perto, dos sonhos agora desperto, só não quero ouvir, o sim que dirás...ás...ás... ás...ás...Oh, Jooooooaaannnnna!"

Mámen (ar incrédulo)- " Tu não dás uma para a caixa? A sério? Era a música da Joana come a papa!"

Baby bear? Are you talking to me?

Outfit patrocinado pela tia Xana.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"Como é que daqui a uns anos vais explicar à Ana como nascem os bebés?"- pergunta a Bebiana

"Estás a ver a razão pela qual não podes ter balões nas tuas festas de aniversário? A mãe é alérgica, né?
Foi assim que tu nasceste."

Programa de recuperação pós parto quadripolar # 3

Nova modalidade desportiva

A miúda é uma santa. Come e dorme. E, no meio, ainda nos brinda com uns maravilhosos sorrisos involuntários,  que nós ignoramos que são involuntários e achamos que nos são dirigidos. 
O único problema é a cena do arrotar. A pequena bebe o leite todo de seguida, à garganeira, e depois quer é dormir. 
Ontem já estava cansada de lhe dar bacalhaus nas costas para ela arrotar. Passei-a a Mámen. Mámen ficou cansado de a massajar. Passou-a a mim, novamente. Tivemos nesta troca de bebé do colo de um para o do outro durante uns minutos. Foi, precisamente, na travessia de um colo para outro que D. Ana decidiu arrotar que nem uma porca. Parecia o Barney Gumble. 
Vamos patentear esta nova modalidade desportiva, com efeitos comprovados num mais rápido arrotar. Apresentamos-vos o "baby- ping- arrotating- pong". 

Percebes que o teu "leito do amor" passa a ser outro tipo de "leito do amor" quando...

..  de manhã, ao invés de acordares nua e aos pés da cama repousarem meias de liga e boxers arrancados na euforia do momento, encontras um babete bolsado e olhas para o lado e vês Mámen com uma chucha espetada no alto da pinha.


Xenofobia alimentar

Eu não acho mal que haja um Santini em S. João do Estoril e outro no Chiado. Aliás, em bom rigor, acho muito bem. Os outros Santinis, especialmente o do Chiado, são responsáveis por um decréscimo de clientes lieboetas ao Santini de Cascais, logo, gasto menos tempo na fila para pagar. Para além disso, menos tempo para ser atendida que as pessoas de Cascais, que vão ao Santini de Cascais, conhecem os sabores de cor e não demoram horrores para escolher os sabores. Eu gosto muito que os lisboetas e outros que não os cascalenses gostem dos outros Santinis e desamparem a loja de Cascais para nós.
Como deliro saber que acabou de abrir uma Piriquita no Chiado. Apraz-me imaginar uma menor fila na Piriquita velha e menos tempo a salivar enquanto os travesseiros não aterram em cima da mesa.Em Sintra, pois claro.
A seguir, por favor, abram um Gregório no Chiado, ok? É que a sala tem poucas mesas e eu tenho que esperar sempre imenso tempo para me sentar.
Agradecida.

(E, embora agradeça a sugestão, não tenciono meter os pés no Emanha do Parque das Nações. Depois do flop que foi ir ao Aya do bairro social de Carnaxide, jurei a mim mesma que para ir a um sítio de que se gosta, vai-se em bom. Ao original. Neste caso, à Figueira.)

"Nem te atrevas a continuar a cantar isso!"- disse ele

"Água fria, do bidé..."

Castram-me musicalmente, é o que é...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A propósito do post ali de baixo sobre o Santini

Deixem-me explicar-vos uma coisa, os gelados do Santini de Cascais são os melhores do Mundo, essencialmente, por uma razão: comer um gelado do Santini de Cascais não é, apenas, deglutir fruta congelada.
É uma experiência.
Uma experiência que não se pode repetir no Santini de São João do Estoril nem no do Chiado. Ir ao Santini pressupõe escolher o nosso sabor preferido e descer a Avenida Valbom, devagarinho. Parar na Galileu, ali ao lado, e espreitar os livros disponíveis. Em pequena, esta paragem rendia-me sempre uma "Anita". 
Continuar a descer, sonhar que um dia se ganha o Euromilhões e se compra a "Casa da Pérgola", ali ao lado da loja Viva, e continuar a ver as montras. Parar lá ao fundo, antes da Loja das Meias, e comprar uma revista na tabacaria do lado esquerdo. Virar ali na rua da Lucullus e fazer o caminho inverso, ainda a saborear o gelado (afinal, pedem-se sempre dois sabores). Subir a Rua Direita e mirar os vendedores de rua. Acabar de comer o gelado sentada em cima do muro das escadas de acesso à praia da Rainha. Com sorte, tendo como banda sonora um qualquer cantor que toque para os turistas, ali ao lado, na esplanada. No ar o cheiro a maresia. Gaivotas no céu.
É por isto que os Gelados do Santini de Cascais são os melhores do Mundo. Entendem?

(Seguidos dos da Mabi, comidos em Milfontes e dos do Emanha saboreados com vista para o relógio gigante da praia da Figueira da Foz). 

Sou infantil e imatura, eu sei

Quando me dizem "Tens que fazer Pilates para ficares com a barriga firme"

Coisas surreais que eu já fui (post actualizado)

"Compliance Officer" de uma empresa. 

"Delegada de turma".
"A tia" das filhas de uma das minhas melhores amigas.
"D. Teresa", mãe de D. Afonso Henriques, num teatro da escola.
"Explicadora de português".
"Virgem" num passado longínquo.
"A queixosa" numa esquadra da GNR em Portugal.
"Prelectora" na Fundação Cupertino de Miranda.
"A faltosa" numa delegacia em Cabo Verde.
"Liaison Officer" numa associação.
"A noiva" numa loja de vestidos de noiva, numa sapataria, numa igreja e perante um maitre de uma quinta.
"Concorrente" num concurso de damas.
"A outra" num triângulo amoroso.
"A legítima" noutro triângulo amoroso.
"Jovem escritora" no Palácio das Galveias.
"Virgem Maria" num presépio vivo.
"Deficiente" perante uma Junta Médica.
"Técnica de reinserção social" num estabelecimento prisional.
"Finalista" numa benção das pastas.
"A amante" numa fase de poligamia assumida.
"A ex" perante o único homem da minha vida.
"Uma promessa" num programa de televisão.
"A nora" numa ilha dos Açores.
"Camarada" em várias tascas da Festa do Avante.
"A especialista" numa página da revista Sábado.
"A nubente" numa conservatória de um registo civil.
"Directora de Recursos Humanos" numa gigante empresa multinacional alemã.
"Miss Vagueira" numa colónia de férias.
"Militante" numa secção distrital de um partido político.
"Coordenadora pedagógica" numa colónia de férias.
"A entidade empregadora" perante a Inspecção Geral do Trabalho.
"A madrinha" numa igreja perdida numa aldeia e num casamento na praia de Carcavelos.
"Representante de Portugal" num encontro internacional na Eslováquia. 
"Psicóloga e professora de formação cívica" num colégio da Casa Pia.
"A Professora" numa cadeira do ISCTE.
"Boefja" para um namorado holandês.
"A comadre".
"Puta" para as pessoas que não podem comigo nem com molho de tomate.
" A denunciante" em frente a um inspector da PJ.
"A auditora" em auditorias de normas de  certificação de qualidade. 
"Cliente" na Passerele. 
"Globetrotter" num inter-rail.
"Dadora" num banco de sangue e num banco de doação de medula óssea.
"Aluna de catequese".
"Formadora comportamental" num curso EFA de "Técnicos de Controlo de Qualidade Alimentar".
"A Pólo Norte" na gelataria do Chef Nino, nos CTT's e numa conversa em directo para um programa da tarde da TVI.
" A grávida" em consultas de alto risco.
"A consultora" em empresas xpto.
"A puérpura" desde há uns dias.

e


" A mãe da Ana" a partir de 9 de Agosto de 2012.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"Isso não é uma canção de embalar"- disse ele.

"Fui cagar ao cemitério, debaixo de um arvoredo, levantou-se um morto e disse: tens um cu que mete medo. Badabadum, badum, badum, badum, badero",

Como não?- pergunto eu.

Bolas do demónio

O Mundo divide-se entre... # 78

.. as pessoas que sabem que os melhores gelados do Mundo são os do Santini de Cascais (sublinhe-se: de Cascais) e os outros.

Programa de recuperação pós-parto # 3

Dão-se alvíssaras!


Queridas hormonas...

Obrigada por:

- não me terem feito ir a correr fazer uma tatuagem com o nome da minha filha na omoplata
- não me terem feito apetecer comprar um fio de prata com uma medalhinha com a silhueta de uma menina armada em mãe-parir-é-amor
-  terem apurado a minha audição e ouvir o mínimo "miau" que a Ana faça
- não me terem feito aderir à comunidade alcabidechense de gordas que todas as noites vão fazer "caminhadas" vestidas de coletes anti-reflectores  amarelos fluorescentes comprados nos "cheneses" para perder peso
 - me terem dotado de super poderes que fazem com que a Ana se acalme e faça um ar imensamente feliz sempre que lhe pego ao colo
- não me terem feito pressionar Mámen a fazer uma tatuagem no braço não musculoso dele com o nome da filha
- não me terem feito ter baby blues e chorar que nem uma Madalena mas sim terem intensificado o meu mau-feitio
- me terem dotado de uma inexplicável desenvoltura no que toca a dar biberão, colocar a miúda a arrotar, mudar fraldas e pegar na miúda com uma mão e fazer isto tudo com a outra, como se o tivesse feito a vida toda
- me terem contemplado com um relógio interno que me faz acordar de 3 em 3 horas, mesmo que esteja debaixo de sono REM
- me estarem a fazer o favor de manter a pele imaculada que me trouxe a gravidez
- não me terem impelido de aderir a grupos de facebook intitulados " Sou Mae,sou Mulher Sou Feliz"
- me providenciarem lucidez para deitar fora as inestéticas calças de grávida com elástico na pança assim que regressei da maternidade
- não me terem incentivado a cortar o cabelo ao jeito "agora-que-sou-mãe-é mais-prático-ter-cabelo-curto-e-pouco-sexy"
- não me fazerem sorrir quando alguém me chama mamã mas sim responder " sou mãe da Ana, pá, vai chamar mãe a outra!"
- não permitirem que a vaidade, o orgulho e a necessidade de validação externa suplantem o bom senso e postar fotografias da bebé nas redes sociais
- munirem-me de hipocrisia suficiente para agradecer prendas com a Hello Kitty pespegada, peluches que só irão servir para acumular pó e babetes mal bordados em ponto cruz pela mãe de Mámen
- impedirem-me de fustigar todas as pessoas com quem me encontro na rua mostrando as 235789 fotografias da miúda, ora deitada, ora estendida, que guardo no Iphone e que só, realmente, interessam a nós e à família
- não me deixarem falar "babylish" com a Ana e não falar com Mámen através da miúda (exemplo: "vá lá pai, toca a acordar e levantar para pegar na sua bebé" em vez do clássico "Acorda, pá!")
- me darem infinita paciência para aturar a minha mãe em êxtase
- terem contribuído para estar a pesar menos 4 Kg do que pesava antes de engravidar
- não me terem feito perder o sentido de humor.

Sempre grata,

Pólo Norte



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Quadripolaridades: definição


A verdade acima de tudo

Pronto, assumo: eu não deixei ninguém tirar-me uma única fotografia ao longo da minha gravidez. Não gostava do meu corpo e não achava estética a minha barriga. Achava que estava com cara de bolacha Maria.

No entanto, no dia em que fui para a maternidade, a sair a porta de casa, Mámen, sem dar conta*, convenceu-me que deveria tirar uma, pelo menos. A última. A derradeira.

O argumento é que ele iria dizer à miúda, por volta dos 5 ou 6 anos, que ela tinha sido encontrada no caixote do lixo. Teorias de psicólogo para lá e para cá, pedi-lhe que me fotografasse. Ele fê-lo mas não lhe cheguei a contar o que tinha dito que fez mudar a minha opinião.

Pelo sim, pelo não, deixo pelo menos uma evidência para sossegar a pequena.





Adenda- (* "Sem dar conta", o camandro! Sim, fui manipulada, o estupor acabou de assumir.  Então, a puta da cicatriz da cesariana não faria o mesmo efeito? Neurónios de grávida suck!)

Programa de recuperação pós parto quadripolar # 2


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Plano de recuperação pós-parto# 2


Última manobra de diversão

A Ana é igualzinha ao pai: loira, de olhos azuis, ar sereno e cool.

A nossa última diversão é esperar que os desconhecidos com quem nos cruzamos, olhem para a bebé e para Mámen e verbalizem o óbvio "Ahhh, é a carinha do pai" e depois dizermos com ar muito sério: "Conhece o pai dela? É que nós somos só os padrinhos..."



Das prendas inusitadas: a prenda speechless

Se não gostas de receber flores, uma das tuas melhores amigas improvisa:


Atentos ao detalhe:


...

...

...

Can it be worse?

Poderá haver algo pior que a RTP 1 transmitir tourada (os meus impostos vão para isto, caramba!) no Montijo?

Sim. Juntaram-lhe o Paulo Futre às comemorações.

domingo, 19 de agosto de 2012

Curtas pós-parto # Outro (verdadeiro) problema de recuperar de uma cesariana

Não é ganir-se quando nos tiram os agrafos.
Não é constatar que o creme Barral previne tão bem estrias quanto o Óleo Fula.
Não é perceber que o sítio onde antes se tinha um piercing está um caos.

É ter que ser forçada a ver os baixos ventres descaídos, as estrias e as cicatrizes das visitas que já passaram por uma cesariana e querem mostrar solidariedade.

Quadripolarize a sua praia- Praia do Ancão

Solidários com o facto da Pólo Norte ainda não ter retirado os agrafos daquela que foi, em tempos, a sua barriga e é hoje uma coisa mal engembrada que não se pode passear, por enquanto, em bikini, os queridos quadripolares iniciaram o movimento "Quadripolarize a sua praia!".
E, que comece o regabofe:


"Olá!
Botoxland quadripolarizada!
Beijinhos da Storyteller e da Mini-Storyteller (sombra)"

Curtas pós parto# Mal comparando, é isto

Ter um recém-nascido até é fácil.  Já tive um Tamagotchi.

(Apedrejem-me, vá...)

sábado, 18 de agosto de 2012

Programa de recuperação pós parto quadripolar


Programa pós parto

Percebes que tens mau feitio quando entras no quarto da tua filha e ouves o seguinte discurso:

"Oh bebecas da avó, coisinha mais linda, pincesinha, tem a fraldinha toda cheia de xixizinho, e agora está de rabinho ao léu, e as perninhas a dar a dar, você é a netinha mais deliciosa do Mundo, minha pequenina, loirinha da avó, esses olhinhos azuis tão grandinhos, apetece comer esta menina, pequerrucha, não é A... (Pólo Norte entrando)... na?"

E agora, que já és mãe, ainda mantens a opinião acerca da tua escolha pela não amamentação?

Sim.

Curtas pós parto# i speak babylish

Perceber que toda a gente adopta a linguagem dos inhas/inhos quando interage com a criança.

Novos provérbios (quadri)populares # 1


Fralda molhada, fralda abençoada?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Mundo divide-se entre... # 77

... as mulheres que assumem que já fingiram orgasmos e as outras.

Curtas pós-parto # O (verdadeiro) problema de recuperar de uma cesariana

Não é ficar com a barriga tipo sino.
Não é doer horrores a pança quando se tosse ou se ri às gargalhadas.
Não é sentir os agrafos a esgaçar quando se faz um ligeiro movimento.

É não conseguir fugir à senhora que vende cartões de crédito nos corredores do Cascaishopping.

Everybody is changing and I don't feel the same

A visitas vêm progressivamente cá a casa conhecer a Ana. 
Terça-feira arrisquei em fazer um bolinho de bolacha à antiga, receita da minha mãe, e o resultado não podia ter saído melhor:

Cheia de moral e- sim, admito!- crente que a maternidade teria feito descer em mim a luz, ontem decidi fazer outro bolo:


Conclusão:a maternidade pode trazer muita coisa para a minha vida. Mas não faz milagres. 

Ursa is back!

Haja esperança: para o bem e ainda mais para o mal, a ursa está de volta!

A visitas vêm progressivamente cá a casa conhecer a Ana. Terça-feira arrisquei a fazer um bolinho e bolacha à antiga, receita da minha mãe, e o resultado não podia ter saído melhor:

Checked?


Wishlist de pós-parto 

Coisas que me podem dizer:

 - "A menina, apesar de nascer antes do termo, é super saudável e nem precisou de ir para a incubadora. Que sorte, han?"- CHECKED
- "Já que não vais amamentar, trouxe-te uma Angelica para brindarmos à Ana"- NOT
- "Estás com um ar menos quinado, pá!"-CHECKED
- "Era para te trazer chocolates ou bombons mas olha lembrei-me de te trazer uma caixinha de sushi!"-CHECKED
- "É para a semana, depois de retirares os pontos, que vais tirar uma tarde para irmos fazer uma massagem violenta e depois um circuitinho de spa? Queres que inclua umas drenagens linfáticas?"- CHECKED
- "A tua mãe está incrivelmente tranquila e a respeitar o vosso espaço. Quem diria?"- NOT
- "A miúda é fofinha"-CHECKED
- "Já marquei cabeleireiro para irmos juntas fazer o alisamento japonês e pintar o cabelo"- CHECKED
- "Já que não vais amamentar, trouxe-te um vinho verde fresquinho para brindarmos"-CHECKED
- "Wow, a Ana tem os olhos do pai!"CHECKED
- "Filha, podes marcar a tarde de spa com mámen que eu fico-te a tomar conta da menina"- CHECKED
- "Olha, e a mariscada, marcamos quando?"- NOT (YET)
- "Já agendaste o regresso às sessões de depilação definitiva?"- NOT (YET)
- "Que sorte que tiveram! A menina é tão boazinha: é só come e dorme!"- CHECKED
- "Finalmente vamos poder beber uma sangriazinha fresquinha!"-CHECKED

Coisas que não me podem dizer (entenda-se por "CHECKED" o facto de se ter verificado que ninguém se atreveu a dizer-mo): 

- "Mas se já pariste, porque é que ainda tens pança?"-CHECKED
- "A menina é linda! Nunca vi um recém-nascido tão bonito..."- NOT (É oficial, as famílias tornam-se hiperbólicas!)
- "Que pena não teres conseguido ter parto normal. Parir é amor..." - CHECKED
- "Quantos pontos levaste? Olha que quando fui eu isso infectou tudo, rebentaram e eu fiquei com uma cicatriz tenebrosa"- NOT (bardamerda, sim?)
- "Tens ali para te visitarem pessoas que não querias que te viessem visitar à maternidade, mando-as entrar?"- CHECKED
- "Mas não vais MESMO dar mama?"- NOT (enfermeiras do camandro, pá!)
- "Tem cuidado, que tens ar de quem vai ficar com uma depressão pós-parto!" CHECKED
- "Credo, que miúda cabeluda!"- CHECKED
- "Devias ter retocado as raízes do cabelo antes do parto!"- CHECKED
- "Nem o colostro????"- NOT
- "Já a registaste? Ficou mesmo Ana sem segundo nome próprio?"- CHECKED 
- "Posso ver o teu penso?"-  CHECKED
- "Olá mamã! Que agora deixas de ser a Pólo Norte e passamos a chamar-te de mamã!"- NOT (tenho amigos tão engraçadinhos!)
- "Estás com um aspecto terrivel!"- CHECKED 
- "Afinal os teus sogros, depois de terem garantido que não vinham agora visitar-vos mas antes no Natal, decidiram aparecer de surpresa e vão ficar hospedados em tua casa!"- CHECKED 
- "Posso ver como ficou a tua cicatriz da cesariana?"- CHECKED 
- "Mas ela é assim tão chorona? Ui, estás feita. Agora é que vais ver como elas mordem!"- CHECKED 
- "Devias aproveitar 9 meses de abstinência, adoptar uma vida saudável e nunca mais beberes álcool" - CHECKED 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Curtas pós parto# Onde está o leite?

Passagem de testemunho entre gerações: o momento em que explicas à tua prima que quando lhe pedes para trazer Nan do supermercado te referes a uma lata de leite e não a pão indiano.

Aos 9 de Agosto de 2012 (carta à Ana que aqui chegou)


Hoje é dia de Natal e não dormi à espera de te acolher. Fecho os olhos antes de sair de casa e sei que, quando voltar, seremos mais e melhores. Seremos a tua família.Seremos, finalmente, "nós".
Não estou nervosa, acreditas? Só a projectar pensamentos positivos mas eu sinto que tudo irá correr bem. Não consigo imaginar o teu rosto mas sei que te reconhecerei, de imediato, o cheiro, o toque de pele. O tempo não passa nestas horas de madrugada, Ana, e eu estou ansiosa por te reconhecer.
O Mámen deixará de ser só o Mámen e passará a ser o teu pai. Ainda assim, deixa que te diga, será sempre o meu Mámen e só por isso é que, hoje, estarás aqui. Daqui a nada acordá-lo-ei. A minha mãe, agora tua avó, está acordada também. Sinto-o, ainda que ela tenha parado de enviar mensagens há uma hora. É engraçado como hoje, mais que nunca, sinto o poder matriarcal da minha família. A minha avó paira por aqui, também, oiço-lhe a pronúncia minhota por entre as frestas da janela. Sensação matrioshka, esta.
A minha tia, a minha prima e as minhas melhores amigas estão convocadas e ser-te-ão apresentadas como as tuas tias. Irás amá-las desde o dia 1 e eu vou oferecer-lhes, desde já, um bocadinho de ti.
E agora o sol já raiou e a casa acordou com ele. As malas estão feitas e foram auditadas vezes sem conta, embora saibamos que o essencial não se transporta a tira-colo. Levamos connosco todo o amor que se consegue dedicar à alguém e que está reservado para ti. Sinto frio na barriga e está Verão lá fora.
Ontem fui ao cabeleireiro.Quero receber-te no meu melhor, bonita e arranjada, cuidada e com a auto-estima em alta. Saio de casa e tiro a única fotografia de barriga de toda a minha gravidez: a derradeira. Para um dia te poder mostrar como me fazes feliz desde sempre.
O hospital no horizonte, Ana. É daqui que o GPS da tua vida se irá orientar. Estou cheia de boas energias. Subo e trato de todas as papeladas. Todos me tratam como uma rainha e sei que serás acolhida com a recepção de princesa que te é devida.
Preparo-me para ir de encontro ao minuto em que o teu Mundo começará em mim. Sorrio. Sorrio muito porque é assim que quero que me reconheças. Anestesia. Arrisco, louca, e desisto da geral. Seja o que Deus quiser e hoje é um dia de fé. Fecho os olhos e penso com força nos meus avós, cuja fotografia repousa na mala de maternidade. Serão os teus anjos da guarda. E sei que tudo irá correr bem.
E das águas do Verão em que moraste em mim nasces, agora, pequena sereia. meu grande amor. E o teu choro é música. E o teu respirar poesia. Não te vejo logo mas reconheço-te, o teu cheiro preenche a sala, estou adormecida de mim, acordei em ti, minha pequena, minha filha. E trazem-te para eu te poder beijar e cheiro-te e sou um animal agora, a lamber a sua cria. Não sei se és linda, se és feia, sei que és saudável e nada me importa: és minha e quero-te ao pé de mim. És eu, és muito, muito eu.
E lá fora, o Mundo continua a girar. Daqui a nada o teu pai ficará anestesiado de amor ao olhar para ti, a tua avó viverá aquele que eu sei que será o dia mais feliz da sua vida e as tuas tias acolher-te-ão como fadas madrinhas, fazendo-te sentir que estão cá também para ti e que desejam que a tua vida seja como o teu mês: A (teu) gosto.
Mas agora, Ana, agora neste momento somos as duas apenas: eu e tu, ainda que lá fora me costurem a barriga como se fosse uma bainha para um acabamento perfeito de um brocado de amor. Ainda que a música ambiente do rádio tenha sido irónica só oiço o teu respirar de bichinha em sintonia com o meu. Ainda que daqui a nada todos me irrompam pelo quarto, loucos para te conhecer. Mas agora, Ana, agora sou só eu e tu. E isto é indiscritivelmente mágico.Especial.
Não sei porque te amo logo assim mas sei que não há outra opção, neste preciso instante, senão amar-te infinitamente porque o meu Mundo, afinal, também recomeça, agora, em ti.
Bem vinda a casa, Ana. Bem vinda a nós.

Das prendas inesquecíveis

A miúda nasceu mas o baby-shower continua.
Desta feita, encomendei à Maria Mariquitas dois quadros à medida para oferecer às médicas obstetras que me acompanharam durante a gravidez. O resultado ficou delicioso:


Dra. Guilhermina


Dra.Cecília

E a Maria Mariquitas que é uma querida, ofereceu um quadro à ursa e à baby-bear, tão lindo tão lindo, que ofusca todo o resto do quarto!




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Curtas pós-parto # Parto

Já percebi a etimologia da palavra"parto" : deriva do verbo partir, right?

O último e derradeiro post da gravidez polar (estava em rascunho mas, entretanto, tive que ir desovar e só voltei hoje)

"Pólo Norte, não te pronunciaste sobre a temática "sexo" na gravidez!"- reclamam os leitores quadripolares. 

Resposta polar: "No meu caso, nem sempre foi fácil. Mas enquanto houver língua e rabo, a gravidez que vá empatar p'ró Diabo!"

Satisfeitos?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A raínha leoa (post by mámen)



Nants ingonyama bagithi baba [There comes a lion]
Sithi uhhmm ingonyama [Oh yes, it's a lion]
Nants ingonyama bagithi baba [There comes a lion]
Sithi uhhmm ingonyama [Oh yes, it's a lion]
Ingonyama
Siyo Nqoba [We're going to conquer]
Ingonyama
Ingonyama nengw' enamabaal [It's a lion and a tiger]
Ingonyama nengw' enamabala (Se-to-kwa!)
Ingonyama nengw' enamabala (Asana)


From the day we arrive on the planet
And, blinking, step into the sun
There's more to see than can ever be seen
More to do than can ever be done
There's far too much to take in here
More to find than can ever be found
But the sun rolling high
Through the sapphire sky
Keeps great and small on the endless round
It's the Circle of Life
And it moves us all
Through despair and hope
Through faith and love
Till we find our place
On the path unwinding
In the Circle
The Circle of Life


It's The Circle of Life
And it moves us all
Through despair and hope
Through faith and love
Till we find our place
On the path unwinding
In the Circle
The Circle of Life

Em jeito de balanço sobre a gravidez da Pólo Norte (parte II)

Quando interiorizei que estava grávida vivi as primeiras semanas com a notícia no meu domínio privado. Vivi na qualidade da autora deste blog, não da Pólo Norte. 
Ponderei muito se deveria "engravidar" a ursa. Embora sempre tivesse visto este blog como um blog generalista e mais para o disparatado, a verdade é que os dois anos e tal de blog e a interacção adquirida através dele fizeram do "Quadripolaridades" um blog, irremediavelmente, pessoal. 
Os meus amigos dividiam-se: uns diziam para manter a ursa como estava e não a engravidar, que uma coisa era uma coisa, outra coisa era outra coisa, e uma coisa não tinha nada que ver com outra coisa. Outros achavam que não fazia sentido e que esta vivência me iria encher tanto que seria impossível que não a transferisse para o blog e para a bicha, Tinham razão.
Engravidar a Pólo Norte obrigou-me a expor mais da vida da autora deste blog. Trouxe mámen e a minha relação há tanto tempo preservada. Trouxe os meus amigos- os que têm nome próprio- aos textos. A minha família mais nua, a morte recente da minha avó e o lamento da sua falta nesta fase. Trouxe histórias passadas, razões intimistas, escolhas pessoais. Trouxe mais fragilidade minha. E trouxe a baby-bear em crescente, ainda antes de ter nome, parte integrante de mim. E depois, claro, a Ana.
Os primeiros amigos, os que defendiam que a ursa não engravidasse, continuavam a achar que os leitores do meu blog não tinham que participar nesta história. Que era demasiado importante para a partilhar com desconhecidos. Eu contrapus e não me arrependi de partilhar convosco, um só dia que fosse, mesmo que os hate comments e hate mail tenham atingido um nível lamentável e asqueroso, ainda que sem conseguirem pôr à prova as minhas hormonas. Porquê? Porque a onda de love comments, love mails, mensagens de carinho no grupo do facebook, presentes enviados  demonstraçõés de afecto várias arrumou com todas as aves agoirentas. Comoveu-me, verdadeiramente, o carinho com que a ursa é tratada na blogosfera.
Acho que engravidei a ursa em bom tempo. E que, embora alguns leitores tenham deixado de se identificar com o blog (no hard feelings, eu compreendo, a sério!), grande parte acolheu esta nova fase e integrou-a , passando a acompanhar um blog que foi, inevitavelmente, ficando diferente. Vieram muitos leitores novos, algo que me deixou surpresa. Tive receio, muitas vezes, que  a ursa perdesse o seu carisma, a sua identidade. Mas as personagens blogosféricas não podem ser estáticas quando a vida dos seus autores é dinâmica. A ursa mudou. Comigo e tal como eu. 
Em muitos posts exagerei. Saturei-vos com as piadolas que fomos vivendo porque acabei por registá-las todas aqui, ao invés de num álbum físico de papel. Noutros posts foi bruta como a potassa mas também uma ursa fica grávida, não fica choné de todo, tá? 
Assumi posições próprias. Que não gostei de estar grávida, que não irei amamentar e que não tenho a expectativa de ser a melhor mãe do Mundo, mas sim, a melhor mãe que conseguir ser. A verdade é que não procurei validação nem palmadinhas nas costas, aplausos ou solidariedade. Mantive-me fiel às minhas crenças e é assim que a ursa sempre foi. E isto, nem a gravidez, conseguiu mudar. 
Partilhei momentos bons, maus.E os leitores também partilharam as suas experiências e ponto de vista comigo. No fim de contas foi uma justa troca. 
Falhei em algumas coisas que prometi (sim, não consegui deixar de publicar as roupinhas feitas pela minha mãe e as prendas todas que fui recebendo do baby-shower blogosférico)  mas resisti à tentação de fotografar a minha barriga. Não foi muito hormonal e cutchi-cutchi não para me armar em valente e durona mas porque, efectivamente, não me senti assim. Zero lágrimas ao longo da gravidez. Nem a ver o TLC. 
Não sei o rumo que o "Quadripolaridades" tomará daqui em diante. Não sei se criarei um baby blog à parte deste. Se as hormonas irão mesmo dar de si com a Ana cá fora. Sei que este blog nunca poderá voltar a ser como era há quase nove meses atrás porque a ursa mudou. Logo se vê. 
Em vésperas de parir acho que estes meses de partilha convosco fizeram deste blog, para uma pessoas, um blog pior. Para outras, melhor. Para mim um blog diferente. Mas, ainda assim, o meu blog. Que é, cada vez mais, também vosso. E isso? Isso sente-se. 

Em jeito de balanço sobre a minha gravidez (parte I)

Quando soube que estava grávida fiquei feliz primeiro. E assustada logo a seguir. Acho que comigo não poderia ser de outra forma: sinto, logo, penso.
Ter um filho era um projecto abstracto. Nunca fui daquelas mulheres que sempre sonharam ser mãe e que acreditavam que a realização plena só poderia vir com a maternidade. Mas também nunca fui daquelas pessoas que dizia que nunca queria ter filhos. Era algo que eu projectava no futuro mas sem data marcada. Sou má a fazer planos. Sou boa a lidar com o que a vida me dá.
Quando soube da notícia não a quis guardar para mim, quis partilhá-la. Primeiro com a Xana e a Catarina, as minhas duas melhores amigas. Depois com a minha prima. A minha mãe e os pais de mámen. E o resto da família nuclear que, no meu caso, é uma família alargada. A Cláudia, a Vanda, a Inês, o Pedro, a Rosa. Não queria guardar segredo. Queria partilhar com a minha gente as emoções à medida que as ia sentindo. Mesmo que corresse mal, eu não tinha medo de contar. A minha gente está lá para mim: para o bem e para o mal. E assim foi ao longo de todos estes meses.
A minha relação com mámen ficou melhor. Cada dia que passa e cada centímetro de barriga que cresceu foi sempre um incentivo para nos tornarmos mais cúmplices. Razão tem a minha amiga Xana que diz que a gravidez e a maternidade funcionam como uma "lupa" das relações pré-existentes: se a relação é estável e madura só tende a fortalecer-se e a ficar mais consistente. Se já há problemas e se está em fase pouco recomendável, não tende a melhorar. Amo-o mais que nunca e sei que, independentemente da nossa conjugalidade, será o melhor pai que eu poderia ter escolhido para a minha filha, a melhor escolha de parentalidade possível.
Acho que esta gravidez veio no tempo certo da minha vida, da vida dele e, essencialmente, da nossa relação. O destino é sábio. Desconfio que seremos todos e juntos felizes para sempre.
A família transformou-se. A vida de um bebé regenera as células familiares. A minha mãe vive um momento de pura realização e eu sinto que a minha filha não vai ser só a minha filha, vai ser a neta dela, a sobrinha-neta dos meus tios, a sobrinha-afilhada da minha prima. Tenho pena, muita pena, que os meus avós não possam assistir a este momento e é a única sensação agri-doce que sinto em termos emocionais. No entanto, penso que a Ana será um bem precioso para todos e pertença de todos porque um clã é um clã e há sempre espaço para se amar mais um. Estou expectante para ver como será a vida de todos daqui em diante, com esta nova pessoa que não será minha, mas do Mundo. 
Não gostei de estar grávida. Sou uma mulher de resultados, de metas e pouco de processos. Não confundir gravidez com maternidade. Estou radiante por vir a ser mãe mas dispensava estes meses de gravidez. Não acho que a gravidez é um bicho papão nem quero generalizar a minha gravidez ao universo de todas as gravidezes. A minha foi uma seca e não me vai deixar nenhumas saudades, à excepção da pele maravilhosa com que fiquei e da rapidez com que o meu cabelo e as unhas cresceram.. Não estou nostálgica por vê-la chegar ao fim, sou pouco dada a saudosismos: estou, antes, expectante pela nova fase que aí espreita.
A verdade é que, não as apreciando, fui aprendendo a aceitar as mudanças que se verificaram. E se, ao princípio, tudo me parecia mais doloroso e menos suportável, à medida que o tempo passou e a interacção com o bebé foi estreitando passei a gostar mais do processo. Os sentidos são poderosas armas para se viver uma gravidez melhor: vê-la na ecografia, ouvi-la no CTG ou senti-la a mexer-se na minha barriga foi sempre uma sensação de que a causa maior era ela e que não tinha outra solução senão amá-la em abstracto e providenciar-lhe uma estadia, senão agradável do ponto de vista médico, ao menos bem humorada, bem disposta e vivida com amor.
Em muitas coisas fui uma grávida igualzinha a todas as grávidas: tive receio, medo constante que alguma coisa corresse mal, todas as semanas consultei as tabelas na Internet para saber o que estava a acontecer dentro do meu corpo e com a bebé, perguntei coisas estúpidas à médica, passei a visitar blogs de pessoas que tiveram filhos há pouco tempo, pedi conselhos às minhas amigas mães e a cada susto procurei informação desenfreadamente na Internet. Fiz coisas tão parvas como consultar a tabela chinesa para adivinhar o sexo do bebé  e outras superstições tais que, em estado não grávido, me fariam revirar os olhos e querer cortar os pulsos, de tão tontas que são.
Na grande generalidade não sei se fui uma grávida típica ou atípica. Sei que fui autêntica e genuína e não alinhei em clichés, em culpabilizações por estar a pensar diferente das normas vigentes nem me esqueci que antes de ser grávida existo enquanto pessoa e mulher. Acho que ser mãe não se vai soprepôr a nenhum destes papéis, quando muito, colocar-me-á outros desafios. Apetece-me agora ser eu, sem limitações físicas e biológicas, e com a Ana nos braços. Sem medos. Estou pronta para o que der e vier.
Se ainda tenho receio? Todos os dias. Mas antes disso, lá está, sinto-me feliz.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Baby-shower blogosférico must go on!






 A Ana mimou a minha Ana até mais não. Amei tudo! Obrigada, as Anas são as" máiores"!!!

Em mood "últimos discos pedidos"

Prestes a desovar fico a pensar naquilo que poderia ter escrito, na qualidade de grávida, e que não me lembrei de escrever.
Há algum assunto que deveria ter abordado quadripolarmente e não o fiz?
Comentem agora ou calem-se para sempre.

Queres ser mais papista que o papa? Nem por cima das minhas hormonas...

O médico giro ( e , claro, o único dos 23237349 médicos que me viram em episódio de urgência e me apanhou com a depilação por fazer, Murphy vai cagar à mata!) já conhece as minhas piadas. Hoje, enquanto me via a fazer o CTG, não me deixou largar a piada da antena e adiantou-se:

Médico giro ( a piscar-me o olho em tom de provocação, tipo"já não me apanhas na curva")- Então, vamos lá ver se a Ana está sintonizada...

Pólo Norte- Ah, hoje o Dr.até já dá com o sinal de wireless...



Pólo Norte- 1 Médico giro- 0

O sexo e a cidade é para meninas, pffff!

Tenho uma amiga emigrante, a viver num país anglo-saxónico, que decidiu enveredar pela carreira de dominatrix. 
Contava-me ela que, depois de arrear forte e feio num tipo este, aflito, solta a sua safe word: "mercy". 
Ela, como dominadora que se preze xinga-o e exige-lhe que mude de palavra de clemência para "super bock". E ele gane o nome da cerveja vezes seguidas até ela parar. Conta-me isto, às gargalhadas, e eu finjo-me desiludida. 


Amanhã, a expressão "sande de coirato" será aclamada num club de bifes. 

Oh, great minds think alike. 

O banho do demónio

A minha amiga Vanda ofereceu-me, em tempos, uma caixinha com bolas de sais dissolventes para banho:


Desde que estou grávida dou-me ao luxo de tomar um banho de imersão mensal, usando uma das bolinhas e tendo um momento de puro deleite com o corpo a ficar cheiroso e macio como nunca antes experimentado:
 Ontem escolhi, pela primeira vez, uma bolinha verde no meio de tantas cor de rosa. Quando abri os olhos vi a água neste estado e saltei da banheira tão depressa quanto pude ( e posso com muita dificuldade, tá?):
No minuto seguinte, enquanto ponderava se os bichos que nadavam em baixo da minha banheira seriam lombrigas e a água verde pudesse ser, eventualmente, líquido amniótico e ainda em choque, dirijo-me à sala. Mámen vai à casa-de-banho e solta um berro: ouve lá, andas a fazer bruxarias e macumbas com algas ou quê? 


Ufa!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Feliz Ano Novo, Catarininha!

Faz hoje dois anos que nasceu a minha sobrinha Catarina. 
Faz hoje um ano que lá estávamos todas, no Luxemburgo, a soprar a vela do primeiro aniversário com ela. 
Hoje não estamos perto. Fisicamente. Nem temporalmente. 
Mas a Catarina saberá que a hora que nos separa será suficiente para eu atravessar de foguetão a distância de centenas de Kms para não lhe falhar nas horas que ela precisar. 
Parabéns, mini-Minie. A tia adora-te. 

I'll do it my way...

Clube de Leitura Quadripolar- CLQ '12- imagens do ponto de partida

da Sónia Teles
da Joana Bernardino
da Paula Martins
da Ziza Almeida
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