segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
No último ano (adeus 2012)
Fiz franja e arrependi-me na hora. Decidi nunca mais voltar ao cabeleireiro com a minha amiga Catarina. A minha avó morreu. Fiquei numa tristeza sem fim. Voltei a jogar monopólio e ganhei. Comprei dois testes de gravidez para confirmar que estava grávida. Li, de fio a pavio, o livro da Gina Ford, essa metódica obsessiva. Explodi de alegria com a notícia da gravidez e dancei para a comemorar. Comemorei um dia 13 especial. Usei um tapa-orelhas. Tive medo da ideia de vir a ser mãe. Desejei cerejas como se não houvesse amanhã. Servi de guia turística para a Maggie e sus muchachos. Não consegui fazer o luto mesmo que tenha passado um ano.
Comemorei o aniversário de mámen no Marginalíssimo rodeados de grandes amigos. Delirei com a reacção das minhas pessoas à notícia da minha gravidez. Fui para Nova Iorque grávida e como se transportasse um tesouro secreto em mim. Trouxe mámen a este blog. Fui ao Santini sempre que me apeteceu. Vomitei um táxi amarelo em pleno Bronx e vomitei desenfreadamente como se fosse bulímica nos meses que se seguiram. Voltei a entrar na casa da minha avó. Provei gengibre cristalizado. Praguejei mais do que a conta. Escolhi Sérgio Godinho para anunciar a minha gravidez neste blog. Recuperei canções de embalar enterradas na memória e cantei-as vezes sem fim. Conheci a minha ab fab soul mate. Voltei à cervejaria Trindade depois de anos de ausência. Fui a dezenas de consultas médicas. Comi os caracóis que melhor me souberam na vida na praia da Barra. Herdei o candeeiro mais kitsh e pavoroso da história dos candeeiros. Fui a primeira cliente dum restaurante de sushi acabado de inaugurar. Li menos do que o que devia. Entrei num ferry para visitar a Maria Verdinha, a.k.a Estátua da Liberdade e fui parar a Staten Island no meio de uma conferência de mórmons. Deixei muitos copos de vinho tinto por beber. Tive a companhia de mámen em cada consulta médica a que fui, sem excepção. Comecei a projectar-me como mãe. Conheci o meu primo Rui. Comprei a primeira roupinha para o meu bebé. Pensei na minha avó todos os dias. Escrevi muito. Levei a Catarina a conhecer o Portinho da Arrábida e mariscámos num fim de tarde memorável. Enfrentei a balança mais vezes em 34 semanas do que em toda a minha vida. Conheci a minha sobrinha Mariana. Pensei no meu avô todos os dias. Passei uma manhã de sábado especial com a Xana e a Catarina nesta Lisboa que todas amamos. Cantei em coro o Empire State of Mind em alta velocidade de carro em Times Square. Reencontrei a minha tia Lurdes. Fui rotulada de grávida de alto risco. Voltei a ir frequentemente à feira de Carcavelos. Matei saudades das minhas sobrinhas. Conheci a Helena Sacadura Cabral e emocionei-me. Comprei os primeiros sapatos para o meu bebé. Aprendi a interpretar um monitor de uma CTG. Viciei-me em sementes de linhaça com iogurte. Comi a melhor pizza do Mundo no Leonardo's e o melhor brunch. Senti orgulho, todos os dias, no pai que escolhi para a minha filha. Conheci o sósia do Joaquin Cortés. Fui parar a um Hilton onde pernoitei de borla à custa da avaria de um avião da Ibéria. Conheci a obstetra mais paciente do Mundo. Emocionei-me ao ver uma mancha e, posteriormente, chorei ao ouvir um coração numa ecografia. Reencontrei uma colega de faculdade a propósito de encomendas de bolos de aniversário giríssimos. Tive, pela primeira vez, caïmbras. Consegui um livro autografado pelo António Lobo Antunes. Descobri que ia ser mãe de uma menina. Não dormi noites seguidas meses a fio. Decorei a programação do TLC. Tirei fotografias tipo passe numa cabine sobrelotada no Museu do Sexo de NYC ( e não estávamos a fazer uma orgia). Alcancei a serenidade familiar e conjugal com que sempre sonhei. Decidi que ia dar o nome da minha avó à minha filha. Baldei-me ao trabalho para acompanhar uma amiga a um exame médico. Enfardei cupcakes no Magnolia. Decorei, a dois, um quarto de bebé. Comi menos sushi do que o que me apetecia. Comemorei um aniversário colectivo numa data em que ninguém fazia anos. Estive internada com uma pielonefrite. A Inês e o Pedro casaram e eu não pude estar presente. Consegui, passados dois anos, uma licença e um alvará de construção. Ia sendo dadora de orgão à força à pála de uma chinesa sapatona em China Town. Emagreci quando deveria engordar. Estive de baixa médica. Apanhei um grande susto que não se veio a confirmar. Aumentei, com a ajuda dos amigos, a minha colecção de máscaras. Contribuí para ajudar a família de uma menina com leucemia. Obriguei a Iva Domingues a falar para a ursa na televisão. Não bebi álcool durante 7 meses. Aprendi a fazer leite creme tropical. Rachei uma costela. Decidi que ia doar as células do cordão umbilical da minha filha ao Banco Público. Muitas pessoas seguiram-me o exemplo. Dancei reggae em Ribeira d'Ilhas. Gastei rios de dinheiro em creme Barral. Recebi prendas de pessoas que só me conhecem pela escrita e fiquei emocionada. Senti o tempo passar devagar demais. Dobrei vezes sem conta roupinha para bebé. Ganhei estrias. Dei um beijo apaixonado no topo do Empire State Building. Fiz muitos bolos. Assisti à transformação da minha mãe numa avó fabulosa. E adorei. Inspirei pessoas a inscreverem-se como potenciais dadores de medula óssea. Desloquei uma omoplata.
Encharquei-me de M&M's na loja da Broadway. A minha franja cresceu. Deixei de pintar o cabelo. Convidei a minha prima para ser madrinha da minha filha. Só trabalhei 5 meses e meio. Fui à Feira Medieval de Sintra. Não tive saudades de voltar ao trabalho. Fiz planos priorizando aspectos que nunca tinha equacionado. Fui a uma marcha pela Guiné Bissau. Escrevi tracinhos que simbolizavam dias, colei-os no frigorífico e fui-os riscando à medida que foram passando. Recusei comprar roupa de grávida. Praguejei com dores nos pés a calcorrear a 5ª Avenida. Senti-me impaciente. Emocionei-me sempre que vi o meu tio Chico com a Ana ao colo. Fui à Feira de S. Mateus. Odiei estar grávida. Comemorei 32 anos em banhos na Lagoa de Albufeira. Voltei a andar de gaivota. Diverti-me com a sensação de ter uma criança a mexer-se na minha barriga. Recebi uma massagem para grávidas e delirei. Fui imensas vezes à Casa de Histórias da Paula Rego. Estoirei montes de dinheiro em roupa infantil. Algumas pessoas estiveram ausentes pelo facto de eu ter mobilidade condicionada. Outras pessoas aproximaram-se pelo facto de eu estar parada e saberem onde me encontrar. Não fui ao Rock in Rio. Fiquei desolada por ter perdido o concerto do Bryan Adams. Comi o melhor magret de pato do Mundo no S. Pedro 18. Rezei pela Teresa. Chorei a rir sem sair de casa no dia de Santo António com a Rosa e a Cláudia. Recebi muito, imenso, cafuné. Transformei o homem que amo também no pai da minha filha. Não me apeteceu fazer 32 anos. Ganhei uma cicatriz no baixo ventre. Disse "Hello stranger!" à Ana assim que os nossos olhos se fitaram pela primeira vez. Colei uma faixa gigante de "It's a girl!" num quarto de hospital. Desmaiei mais do que a conta. Senti o amor mais profundo de sempre. Apaixonei-me. Recebi um anel maravilhoso e simbólico no dia em que fui mãe. Partilhei o dia mais feliz da minha vida com as pessoas mais importantes da minha vida. Tive medo de pernoitar sozinha pela primeira vez com um recém-nascido. Fui a um registo civil dar nome a um ser humano e a uma loja do cidadão conferir-lhe cidadania e identidade nacional. Comemorei um 3 de Setembro a 3. Fui a Coimbra. Ajudei a pintar uma Hello Kitty no quarto da Bia. Fui fiel às minhas convicções sobre amamentação e não cedi a qualquer tipo de pressão. Fiz um book piroso de recém maternidade com a minha filha recém-nascida. Levei connosco as duas madrinhas da Ana. Tive saudades de ir a S. Martinho do Porto. Conheci sete leitoras deste blog. Jantei no meu restaurante preferido das Azenhas no Mar com mámen e Xana. A minha casa foi assaltada. Roubaram-me a anel que eu tinha recebido no dia em que fui mãe. As minhas hormonas manifestaram-se. Voltei a ter insónias. Dormi uns dias na casa da minha mãe, a primeira vez desde há sete anos. Resmunguei com a minha mãe. Fui a uma sardinhada familiar no quintal da minha avó. Rifei o candeeiro herdado. Inscrevi uma bebé como leitora numa biblioteca. Mudei de casa. Tive sonhos eróticos com o Bryan Adams. Descobri os gelados de iogurte da Blueberry. Fui a um casamento. Dormi num cadeirão de hospital uma noite enquanto a bebé estava doente. Aprendi a fazer lavagens nasais. Senti-me mais próxima da minha prima. Tive que lidar com muita gente parva. Coleccionei pulseiras de hospital. Conferi quem eram os meus amigos quando mais precisei. Fui a dois eventos blogosféricos. Delirei com a primeira gargalhada da minha filha. Andei de roda gigante. Voltei a pedir Pão por Deus. Consegui manter vasos com ervas aromáticas sem deixar morrer as plantas. Engoli teorias de psicóloga e rendi-me ao quentinho do co-sleeping. Matei saudades da Almofariza. Voltei a comer lapas grelhadas. Passei a cheirar a azedo volta e não volta. Decepcionei-me e senti-me muito triste. Fiz uma árvore de Natal com sapatinhos de bebé. Assisti a uma missa. Acordei bem disposta pela primeira vez na vida à custa das vocalizações da miúda. Descobri-lhe o primeiro dente, Percebi que nada é mais importante que a família. Voltei a dar uma segunda oportunidade ao Natal. Ouvi as saudades dos meus avós pela boca da minha prima e senti uma cumplicidade única. Voltámos a cozinhar a aletria e os mexidos porque se honram as memórias assim. Ganhei duas hérnias discais. Decidi ser mais egoísta e pensar sempre primeiro em mim. Assumi que não aprecio postais de naturezas mortas pintados com a boca. Fiquei mais contente com as prendas que deram à minha filha do que com as que me deram a mim. A minha franja cresceu de vez. A minha melhor amiga de infância aproximou-se de mansinho. Ofereci o jogo do Angry Birds ao Francisco e isso fez o meu Natal. Vi o melhor arco-íris da minha vida. Percebi que vale a pena aturar sogros marados quando conceberam um filho perfeito para mim. Chorei ao abrir a prenda de natal que continha o anel igualzinho ao que me roubaram. Aprendi que nada é mais delicioso que o sorrir da Ana, o palrar da Ana, os olhos azuis da Ana a fitarem-me e as mãos da Ana a agarrarem-me os dedos, o cheiro da Ana, o sabor da sua pele. Amei o mais que sabia e aprendi que no dia seguinte sou capaz de amar ainda um bocadinho mais. Não tive pudor em dizer sempre que me apeteceu que a minha filha é a mais linda e maravilhosa do Mundo. Redescobri-me. Senti-me mais mulher, mais realizada, mais plena. Tive orgulho e gostei muito, muito de mim.
2012 foi um ano agridoce. 2012 nem sempre me tratou bem. Não foi um ano fácil mas, ainda assim, foi um ano bom. Foi um ano cheio, um ano vivido. Foi o ano com o acontecimento mais feliz da minha vida.
2012 não foi um ano. 2012 foi a Ana, afinal.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Familia Norte-Mámen ensina o Natal à baby bear
"Ana, se se puser o sapatinho debaixo da árvore de Natal, o Pai Natal traz uma prenda. Se se puserem os sapatinhos todos..."
sábado, 29 de dezembro de 2012
Acabou de acontecer
Aquele estranho momento em que uma senhora que não sabe pronunciar os "r" nos apresenta o filho: Frederico, de seu nome.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Definição quadripolar de sogra
Substantivo feminino singular. A mãe do cônjuge. Pessoa que deveria pensar duas vezes antes de aborrecer uma nora quadripolar quando está a passar dias na casa desta e quando a sua escova de dentes jaz no copinho comum...
Vivo na casa dos segredos # a sogra com memoria curta
Definição de sogra- A mãe do marido. Substantivo feminino singular que nao deve morar tão perto que nos visite de chinelos nem tão longe que venha de malas.
Pessoa a quem pedimos que nos faça uma bainha nas calças numas ferias e que nunca mais as entrega mas que o faz nas ferias seguintes respectivamente embrulhadas numa prenda de Natal.
(Sim, a minha sogra ofereceu-me umas calcas que já eram minhas. Mas com uma categoria de baínha...)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Vivo na casa dos segredos # o mámen espirituoso
Vivo na casa dos segredos # a sogra demoníaca
Pela manhã, chama-me ao "seu" quarto: roupa interior vestida, cinta cor-de-pele a estrafogar o excesso de perímetro abdominal, numa visão quase do Inferno:
"Emprestas-me umas calças pretas das tuas que rebentei o fecho das minhas?"
...
...
...
"Emprestas-me umas calças pretas das tuas que rebentei o fecho das minhas?"
...
...
...
Orações natalícias quadripolares
Avé filhoses, cheias de açúcar
Mexidos é connosco, bendita é a aletria
Entre as azevias, benditas as de grão
Ámen
Sonhos nossos
Que estais na mesa
Adocicada seja a vossa calda
Venham a nós os leites cremes
Seja feita a baba de camelo
Assim na batedeira como na Bimby
O bolo-rei de cada dia que comemos hoje
Perdoai-nos a hiper-glicémia
Assim como nós perdoamos à balança que nos tem ofendido
E não nos deixei comer mais coscorões
E livrai-nos das lampreias de ovos
Ámen
Mexidos é connosco, bendita é a aletria
Entre as azevias, benditas as de grão
Ámen
Sonhos nossos
Que estais na mesa
Adocicada seja a vossa calda
Venham a nós os leites cremes
Seja feita a baba de camelo
Assim na batedeira como na Bimby
O bolo-rei de cada dia que comemos hoje
Perdoai-nos a hiper-glicémia
Assim como nós perdoamos à balança que nos tem ofendido
E não nos deixei comer mais coscorões
E livrai-nos das lampreias de ovos
Ámen
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Um Natal cheio de Páscoas e um Ano Novo cheio de Carnavais
Amanhã volto para vos contar tuuudo!
Fiquem com um bacalhau quadripolar. Daqueles bacalhaus que se dão nas costas. Nao bacalhau literalmente, ok?
Fiquem com um bacalhau quadripolar. Daqueles bacalhaus que se dão nas costas. Nao bacalhau literalmente, ok?
Vivo na casa dos segredos # o sogro oportuno
Obrigada, meu sogro, por dizer à minha tia-avó, em segredo, que o que eu precisava neste Natal era de uma panela.
A mesma panela com que cozinhou hoje a caldeirada de cabrito em doses industriais que eu vou ser obrigada a comer durante uma semana.
A mesma panela com que cozinhou hoje a caldeirada de cabrito em doses industriais que eu vou ser obrigada a comer durante uma semana.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Vivo na casa dos segredos # o casal
No primeiro dia encontramos a Daniela Ruah no Cascaishopping.
Depois a Maria do céu Guerra na estação dos correios.
Com o Paulo Bento, ontem, até uma fotografia tirararam.
Eles verbalizaram: "vocês vivem em Hollywood de Portugal ou quê?"
Depois a Maria do céu Guerra na estação dos correios.
Com o Paulo Bento, ontem, até uma fotografia tirararam.
Eles verbalizaram: "vocês vivem em Hollywood de Portugal ou quê?"
Etiquetas:
Conjugaliquadripolaridades
domingo, 23 de dezembro de 2012
Vivo na casa dos segredos # a sobrinha
Entro numa loja, de mão dada com a sobrinha de mámen, enquanto a aviso que vamos comprar uma prenda para o tio mas que tem que ficar segredo entre nós. Repito isto umas mil vezes.
Chega ao pé do tio e este pergunta: "Onde é que foste com a tia?"
Responde, sem pestanejar, "Fomos comprar um telemóvel para ti!".
I love kids (not)!
Chega ao pé do tio e este pergunta: "Onde é que foste com a tia?"
Responde, sem pestanejar, "Fomos comprar um telemóvel para ti!".
I love kids (not)!
Participantes do PPC chamados à recepçãooooo!
- Podeis verificar se o postal que foi enviado por vós foi devidamente recepcionado pelo destinatário aqui
- Peço-vos que, conforme forem recebendo os vossos postais, os fotografem e me enviem as respectivas fotografias para o e-mail quadripolaridades@hotmail.com para que eu possa ir actualizando esta pasta
- Quem ainda não recebeu o seu postal tenha alguma paciência: há sempre quem se atrase nestas coisas! (shame on you!)
- Por favor, mas mesmo por favor, não me entupam a caixa de e-mail a dizer que ainda não receberam os vossos postais.Vamos esperar, pelo menos, até aos Reis para reclamarmos e ofendermos publicamente quem não cumpriu a sua parte e não enviou o postal devido!
- Agradeço, infinitamente, a toda a gente que me tem enviado postais e prendinhas. Irei, gradualmente, actualizando o meu correio recebido aqui. Vocês fazem, também e muito, o meu Natal!
- Sei que algumas pessoas perderam os e-mails que lhes enviei originalmente e outras forneceram me moradas com erro. Irei enviar e-mails com a resolução desses problemas ainda hoje.
Etiquetas:
PPC 2012
Luto
[Passou ontem um ano desde que a campainha tocou no final da madrugada. Tinha jantado e saído com uns amigos na véspera e dado gargalhadas e risos enquanto a minha avó adormecia, a uns 30 km de mim, num sono do qual nunca chegou a acordar.
Recordo hoje a maldita campainha, num tocar desesperado, por duas vezes em madrugadas distintas, na casa que deixei em Setembro. A campainha e a memória das duas noites mais tristes da minha vida continuam a ser as principais razões pelas quais não sinto saudades da casa onde vivi os últimos sete anos.
Sou má a fazer lutos. Sou muito má.
Não sei perder as minhas pessoas. Não as deixo ir. Não lhes encaro o rosto nos caixões, não lhes dou um último beijo, não lhes concretizo os rostos imóveis e as faces frias. Não lhes fixo os olhos cerrados.
Não sei perder as minhas pessoas. Não as deixo enterrar. Não fito os caixões a serem engolidos pela terra. Não aviso os amigos para me virem dar os pêsames. Não atendo telefones e envio para spam as mensagens de condolências. Não decoro caras presentes nos velórios e não partilho com ninguém a minha dor. Não partilho com ninguém as minhas pessoas mesmo que tenham acabado de deixar de ser pessoas e passem a ser ar, fumo, cinzas, terra, pó. Alma, que seja.
Não sei perder as minhas pessoas. Não lhes faço companhia nos rituais, não choro tudo o que devia chorar, não lhes visito os túmulos, não lhes ofereço flores frescas porque não acredito que se deva presentear a dor. Não lhes conto as memórias, não limpo os vidros das molduras onde não exponho as suas fotografias, não verbalizo mais que a saudade, a falta agonizante.
Ontem, de manhã, 365 dias passados, a mesma reacção de há um ano atrás: o olhar no vazio, o caminhar sonâmbulo para o duche, as lágrimas a misturarem-se com a água quente a escaldar num choro em uníssono com o chuveiro, o evitamento da palavra "morte", a fuga ao pensamento da concretização do desaparecimento inequívoco da minha avó, a negação. Sempre a negação.
Às vezes penso que a minha avó ainda me espera ao pé do poste da electricidade na esquina que dobra a nossa rua, que me chama com aquele cantar na voz, que me sorri quando lhe chego à beira, que me alivia o peso das costas tirando-me a mochila carregada de livros e transportando-a ela até casa.
Depois? Depois imagino que hoje não a consegui ir visitar, tanto trabalho que tive, e ontem também não, já cheguei tarde e assim deixo os dias passarem, enganando-me e tentando acreditar que ela está lá, que continua sentada em frente à porta, à espera que eu entre para me dedicar um sorrir. Assim deixo os dias passarem carregando a culpa da minha falta de tempo para não ter passado lá por casa hoje, o ainda não a ter actualizado do número de telemóvel novo e por isso não ver no écran o número dela a ligar-me, e adormeço, com um nó na garganta, ouvindo, não sei como, ela dizer-me que me ama e que outros podem amar-me igualmente, mas ninguém mais do que ela.
Sou má a fazer lutos e acho que ela foi, finalmente, de férias à terra, ver as minhas tias Carminda e Maria, visitar a quinta da Torre, comer uma rosquilha com chouriça de cebola. Foi com o meu avô e com eles foram a minha madrinha Ana e o meu padrinho Fortunato. Devem lá estar a jogar uma sueca agora, o meu avô colérico com a batota que ela e a minha madrinha fazem sempre, a minha madrinha e ela a troçarem, o meu padrinho a esboçar um riso tímido e divertido. Vinho em cima da mesa, assim espero.
Ontem não consegui escrever sobre a minha avó da mesma forma que não falo dela, senão em palavras escritas aqui, há um ano. A minha avó ainda é presente e eu não a deixo partir, sou má de lutos, já disse.
Pelo menos até que, para mim, a palavra luto deixe de ser um verbo e passe a ser, finalmente, o substantivo que terá, um dia, que ser. Quando eu deixar a minha avó, enfim, partir.
Hoje ainda não.]
Etiquetas:
Assuntos de Família
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Querido fim do Mundo
queria só esclarecer se quando passarmos para o lado de lá vamos, necessariamente, acompanhados das pessoas perto de quem quinarmos.
É que os meus sogros ainda cá estão em casa...
É que os meus sogros ainda cá estão em casa...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Pior que um muçulmano a ver um pitéu e uma gaja boa em dia de Ramadão
Foi assim que saí, ontem, da estação de correios de Alcabideche. Abri o blog a frente da senhora, mostrei-lhe que eu sou eu, a senhora percebeu tudo e... não me deu os envelopes imensos que, ainda por cima, fez questão de me mostrar de relance. Tantos, lindinhos, com I <3 Pólo Norte a preceito,encomendas várias.
Fiquei triste que só visto mas tenho que guardar parecer superior. A caixa postal esta registada no meu nome próprio, o Quadripolaridades não é uma marca e "procedimentos sao procedimentos".
Hoje aguardo novidades. Com a mesma expectativa que uma criança aguarda a noite de Natal,
E nao é, afinal, este o espirito do PPC?
Fiquei triste que só visto mas tenho que guardar parecer superior. A caixa postal esta registada no meu nome próprio, o Quadripolaridades não é uma marca e "procedimentos sao procedimentos".
Hoje aguardo novidades. Com a mesma expectativa que uma criança aguarda a noite de Natal,
E nao é, afinal, este o espirito do PPC?
Etiquetas:
PPC 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Queridos participantes do PPC...
... escrevam, por favor, um post ou em alternativa deixem um comentario neste post a pedir à chefe dos correios da estação de Alcabideche que liberte as duas cassetes cheias de postais dirigidas à Pólo Norte à rapariga loura de jeans e camisa de xadrez que se chama Ruth de segundo nome, por amor das ursas!
(vou agora a caminho dos ctt de iPhone em punho abrir o blog à frente da senhora que nao vejo outra forma de provar a identidade da ursa que nao esta. Ideias?)
(vou agora a caminho dos ctt de iPhone em punho abrir o blog à frente da senhora que nao vejo outra forma de provar a identidade da ursa que nao esta. Ideias?)
Etiquetas:
PPC 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Querido sogro...
A minha sugestão para variar os mimos com que me brinda de cada vez que me encontra tinha que ver com os adjectivos e nao com os substantivos.
Nao melhora muito o meu humor dizer "Ena pá, estás gorda que nem uma gueixa" em vez do "Porra, estas gorda que nem uma porca!" com que me cumprimentou nas ultimas férias, ok?
Nao melhora muito o meu humor dizer "Ena pá, estás gorda que nem uma gueixa" em vez do "Porra, estas gorda que nem uma porca!" com que me cumprimentou nas ultimas férias, ok?
Hierarquia de necessidade de Maslow aplicada à família Norte-Mámen
Dia de chegada dos avós da Ana, vindos directamente de S. Jorge, Açores.
Oito da manhã, Mámen e Pólo Norte muito atarefados no quarto da baby bear. Enquanto mámen muda a fralda à cria, Pólo Norte arruma a roupa no guarda-fatos.
Mámen (entusiasmado): Ana, hoje é dia de...
Mámen/Pólo Norte (em uníssono): avós!/queijo!
Oito da manhã, Mámen e Pólo Norte muito atarefados no quarto da baby bear. Enquanto mámen muda a fralda à cria, Pólo Norte arruma a roupa no guarda-fatos.
Mámen (entusiasmado): Ana, hoje é dia de...
Mámen/Pólo Norte (em uníssono): avós!/queijo!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Ah, os pais de mámen, a.k.a. os meus sogros!
Estou aqui, apoquentadíssima, a pensar no programa de férias para fazer com os pais e a sobrinha de mámen.
Será difícil bater a última visita ao Jardim Zoológico em que a minha sogra, mulher de aspecto proporcional, 1,5 metro de largura por 1,5 metro de altura, corpinho de sereia, foi empurrada por mámen para andar no teleférico e, com o stress, puxou-o a ele também, os dois apertadíssimos numa cabine de teleférico exígua, a minha mãe na cabine em frente, a minha sogra com vertigens "ai Jasus, ai Jasus", a minha mãe "Olhe lá em baixo os leões, será que já comeram?", a senhora "Ai que eu não m'aguento! Ai que morro! Ai que morro!", a minha mãe aos gritos da cabine dela para a outra "Não morre nada, que estes cabos não se partem! Olhe lá em baixo os tigres, que ar feroz!", a senhora a tremer, agarrada a mámen, ambos a abarrotar a pequena cabine, mala debaixo do sovaco com medo de a deixar cair.
Será difícil bater o fim da volta do teleférico, a minha sogra "Mas isto não pára para eu sair? Tenhoooo que sair em andamento? Ai minha nossa senhora!" e mámen, semi-esmagado, "Olhe que se a mãe não sai a tempo, e como isto não pára, vai acabar por dar outra volta inteira ao Jardim Zoológico!", e salta mámen da cabine, livre daquele quase encarceramento, e a minha sogra, essa maluca, perdida por cem, perdida por mil, atira-se à doida e afocinha no chão. A minha mãe e eu, que estávamos nas cabines à frente, e, portanto, saímos primeiro, a assistir à senhora esparramada no chão, às tentativas de mámen a levantar, mámen a desviar-se e "pumba!" uma cabine vazia de teleférico na pinha da senhora e "pumba" uma segunda e uma terceira. Mámen a pedir ajuda, a minha mãe a dizer "deixa-me só acabar o cigarro!" e eu sem me poder rir daquela cena tétrica: "Podia ser pior, minha sogra, podia ser pior, olhe se as cabines viessem com gente?"
Será difícil bater a última visita ao Jardim Zoológico, em que em pleno show dos golfinhos, o meu sogro se vira muito alto, nós ali todos rodeados de criancinhas e sai-se com um "isto é muito bonito, sim senhor, mas lá nos Açores bonito, bonito, é isto no prato, uma delícia melhor que bifinho de atum..."
Circo: estas férias acho que vamos ao circo. Ou isso, ou não saímos de casa, só por causa das tosses.
Então, Pólo Norte, quando chegam os pais de mámen para virem passar convosco as "Festas"?
Amanhã.
(Pólo Norte a abanar-se, para a frente e para trás, em gesto autista.)
(Pólo Norte a abanar-se, para a frente e para trás, em gesto autista.)
Etiquetas:
Assuntos de Família
Hoje celebra-se a missa por alma da minha avó
A alma é uma coisa estranha. Foi, precisamente, a minha avó que me explicou o que era a alma num dia em que, juntas, assistíamos a mais um episódio de "Um anjo na terra". "A alma é algo invisível"- dizia ela- "tu não lhe tocas, não a cheiras mas sentes. Sentes de uma forma muito, muito forte. É como uma força que paira no ar, uma força que representa as pessoas que morreram fisicamente. Uma presença, um sentir difícil de explicar". Depois perguntei-lhe porque sentia um nó na garganta quando assistia a alguns episódios da série e ela explicou-me que isso era "emoção". Tapámos-nos no sofá, quentinhas, o calor do corpo da minha avó a servir-me de cobertor, e vimos o episódio até ao fim.
Não sei se a alma era isto que a minha avó dizia mas sei que sinto a minha avó presente, todos os dias, todos sem excepção. E sempre que penso nela volta o tal nó na garganta, tal como agora em que escrevo estas palavras.
Sinto-lhe o cheiro a refogado no ar, a papo-seco com manteiga aquecido nos bicos do fogão, sinto-lhe o toque da pele das faces enrugadas em cada beijo que dou à minha bebé, por vezes, quase que juro ouvir-lhe o tom de voz, a pronúncia minhota que teimava em preservar, um vislumbre do cabelo cor de corvo brilhante a contrastar com o verde azeitona dos seus olhos. Sinto-lhe o sabor do colo, dos abraços generosos, do aconchego farto, o balanço do seu embalar quando, já crescida, me deitava junto a ela em noites de insónias.
Sinto-lhe o bafo quente e maternal, o apertar da sua mão na minha para se agarrar quando a velhice lhe roubou o andar direitinho, a postura erecta, as mangas arregaçadas e a firmeza de estar. Como se, naquele agarrar de mãos, ela se sentisse mais que amparada, segura, tal como a minha filha me faz, hoje, quando lhe estendo as minhas mãos.
Sinto-lhe o cheiro a refogado no ar, a papo-seco com manteiga aquecido nos bicos do fogão, sinto-lhe o toque da pele das faces enrugadas em cada beijo que dou à minha bebé, por vezes, quase que juro ouvir-lhe o tom de voz, a pronúncia minhota que teimava em preservar, um vislumbre do cabelo cor de corvo brilhante a contrastar com o verde azeitona dos seus olhos. Sinto-lhe o sabor do colo, dos abraços generosos, do aconchego farto, o balanço do seu embalar quando, já crescida, me deitava junto a ela em noites de insónias.
Sinto-lhe o bafo quente e maternal, o apertar da sua mão na minha para se agarrar quando a velhice lhe roubou o andar direitinho, a postura erecta, as mangas arregaçadas e a firmeza de estar. Como se, naquele agarrar de mãos, ela se sentisse mais que amparada, segura, tal como a minha filha me faz, hoje, quando lhe estendo as minhas mãos.
A minha avó Ana morreu e com ela morreu a neta da minha avó. A minha avó Ana morreu tal como num episódio do "Anjo na Terra" e deixou-me a alma por explicar à bebé Ana. E um nó na garganta permanente.
Hoje, não mais que em nenhum dos 360 dias que passaram após a sua morte, rezarei pela sua alma. Não serão precisas orações decoradas para me sentir mais próxima dela, falo com ela todos os dias, em silêncio, para não deixar de a sentir aqui, mais perto.
Mas hoje lá vou à igreja, porque um dia, quando a questionei, como poderia ela acreditar em todos os dogmas de uma religião, nas crenças que podem ser questionadas pela ciência, na rigidez judaico-cristã ela me respondeu "Não se trata de religião. filha. Trata-se de fé. De precisar de acreditar que as pessoas não têm fim. Que continuam. E, sabes, filha a fé é que nos salva!"
Hoje, rezarei as orações que me ensinaste, avó. E embora a alma seja uma coisa estranha, vou mostrar-te que aprendi certinho o que me ensinaste e levo esta Ana que a vida me trouxe para, desde cedo, lhe ensinar o teu legado: a acreditar. Porque a fé é que nos salva.
Etiquetas:
Assuntos de Família,
Entre parêntesis
domingo, 16 de dezembro de 2012
Havia uma telenovela em que a Cláudia Raia interpretava uma personagem chamada Tancinha. Lembram-se da pessoa fétiche da Tancinha?*
"Tive apenas um exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!' Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
1. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.
2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca ... Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.
3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.
4. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.
5. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.
6. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino, mas não gostam de mulheres burras.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens. Não faça sombra sobre ele... Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma. E minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor! Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre."
*Fernanda Montenegro, who else?
sábado, 15 de dezembro de 2012
Sou má de amor
[Ama-se em espelho. Aliás, eu só sei amar em espelho. Amo da forma como gostaria de ser amada. E amo muito, intensamente, incondicionalmente. Amo por inteiro.
Penso hoje, talvez, que seja má de amor. Talvez as pessoas que amem de pé atrás, que amem com "ses", que amem com empatia condicionada, que amem só se colocando ocasionalmente no lugar do amado, que amem com a cabeça, talvez as pessoas que amem da forma como racionalizam que devem amar, amem bem melhor. Mas eu fui mal ensinada: fui ensinada a amar por instinto,a amar sem barreiras, a amar como a respirar por sobrevivência, a amar com o coração.
Aprendi com os anos que das duas uma: ou se tenta encontrar alguém que ame assim (e poucos se dão ao desgaste, à pressão do amor poder estragar os planos das nossas próprias vidas, ao trabalho do amor poder obrigar a levantar o rabo do sofá em alturas impróprias, à chatice do amor precisar de presença regular e constante) e nos começamos a afastar das pessoas que não correspondem às nossas necessidades, correndo o risco de (especialmente no meu caso que sou exigente até à última casa) irmos ficando mais sós.
Ou se aprende a amar por metade, a amar o possível, a amar o conveniente, o que dá menos trabalho, a amar com pé atrás, a amar com cálculos, sem possibilidades de nos maçarmos, a amar sem promessas, a amar com talvez, a amar sabendo-se que pode ser que não dê jeito ir até ao fim do Mundo para ver o outro feliz, a amar colocando-nos a nós em primeiro lugar sob que circunstância for, a amar com condições e com a razão. A amar em resposta ao espelho dos outros.
Eu acredito mesmo que não são são os outros que estão errados. Fui eu que fui mal educada a amar.
Para bem da minha vontade em não me desiludir constantemente, a mudança anuncia-se. Serei menos eu, menos emoção mas, certamente, mais serena. Serei mais fácil e melhor de amor. Talvez mais feliz.]
Etiquetas:
Entre parêntesis
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
"Agradeço a quem tenha a vontade ou a possibilidade de as auxiliareeeee"
Diz que um blog para ser um bom blog, daqueles a sério, cumodevedeser tem que, em alguma altura da sua existência, se tornar um estudo de caso.
Ora, diz que hoje é o dia do Quadripolaridades. Vai na volta umas malucas notáveis alunas universitárias decidiram estudar o fenómeno paranormal que é este blog e os seus notáveis quadripolares leitores.
Pelo exposto, aqui vai um questionário que pode ser preenchido por quem quiser ver no que isto vai dar.
Eu cá estou em pulgas...
(Depois das académicas de Humanidades aguardo pelo pessoal das Ciências que queira colocar isto num tubo de ensaio e agitar e coiso. E tal.)
Humm... Obrigada?
-"Sabes, Pólo Norte, tu consegues sempre pôr-me para cima quando estou mais em baixo. No fundo, és o meu Viagra emocional".
Aqui me apresento: "Pólo Norte, ursa, palhaça, artista da cassete pirata e agora Viagra emocional"
...
...
...
Aqui me apresento: "Pólo Norte, ursa, palhaça, artista da cassete pirata e agora Viagra emocional"
...
...
...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O Mundo divide-se entre...
... as pessoas que bebem sumos de xaropes como groselha ou capilé e as outras.
Etiquetas:
O Mundo divide-se...
Derby polar: Porto - Algarve
No campeonato de angariação de recolha de maior número de possíveis dadores de medula óssea hoje ganhará Norte ou Sul?
Etiquetas:
Quadripolares até à medula
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Terapia se-o-mundo-acabasse-hoje
Se o Mundo acabasse hoje quem e como insultavas?
Peter Steps Rabbit: feliz AVC para ti e para os teus políticos e uma próspera fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional são os votos da Pólo Norte e família polar.
1,2,3, digam lá outra vez! Os vossos palavrões mais cabeludos e respectivos destinatários na caixa de comentários.
Resumo do PPC. Arranque da parte gira do PPC. PPC. PPC. PPC.
Quando reuni os e-mails todos que me chegaram contavam-se 978 participantes. Por uma unha negra não chegávamos aos 1000.
Reservei o dia 1 de Dezembro para a tarefa de listar os contactos todos (nomes, moradas, distritos, blogs e e-mails) numa base de dados, para depois poder fazer o sorteio que, desde há três anos, obedece a umas quantas regras, entre as quais, a de pessoas do mesmo distrito não se escreverem entre si. Isto só naquela de prevenir que algum caramelo se lembre de ir entregar o postal em mão à casa do amigo secreto e este morrer do coração ao abrir a porta. Uma ursa é quadripolar, que é, mas tenta prevenir mortos e feridos...
Silly me! Com quase 1000 participações o dia 1 não chegou para concluir a base de dados, o sorteio e o envio dos 978 e-mails, corrigindo alguns erros que se foram detectando. Nem sequer chegou o acréscimo da tarde de dia 2. E, como recomecei a trabalhar, nem algumas horas da noite da semana que se seguiu.
Entretanto, foram chegando participações soltas que, por uma ou outra razão, não me chegaram (maldita caixa de spam que deixa passar hate mail e engoliu moradas do PPC). Contas finais: 1023 participações.
Acabei ontem de enviar tudo. Ontem.
Acho que vou pedir que façam uma vaquinha para comprar uns óculos porque fiquei cegueta de tantas células de Excel revistas para trás e para a frente. E fiquei com uma tendinite, juro! Pior ficou mámen, voluntário à força para me ajudar nesta tarefa e que, numa madrugada, deitados na cama, e em que lhe perguntei "podes-me dizer as horas?", me respondeu a dormir: " joanaduarte43@gmail.com e é de Abrantes". Para vocês verem ao ponto que isto chegou...
Isto para dizer que, toda a gente já tem a morada do seu amigo secreto, pelo que, "partida, lagarta, fugida: TOCA A ENVIAR O RESPECTIVO POSTAL!".
À medida que forem recebendo os vossos postais enviem-me fotos do mesmos para quadripolaridades@hotmail.com que eu actualizo a caixa postal com as fotos de todos os postais recebidos na página aqui do blog que neste momento está ali em por debaixo do header vazia, boa? Assim, podem ir verificando se os vossos postais estão a ser recepcionados, ok?
A ideia é que toda a gente possa receber o seu postal até ao dia de Natal, portanto, mexam o vosso real rabo natalício e não procrastinem,!!! E não se esqueçam de colocar o já costumeiro chavão "I <3 Pólo Norte" nos envelopes, ok?
Quanto a mim podem agradecer, porque eu mereço depois desta trabalheira, ah se mereço! Os vossos postais de Natal (até pintados com a boca que eu já estou por tudo) para:
<
Pólo Norte Apartado 31, EC Alcabideche, 2646-901 Alcabideche Por falar nisso, deixem-me ir até aos correios ver se me chegou alguma coisa... ;)
Etiquetas:
PPC 2012
Ana Norte-Mámen- a quadripolarizar desde 2012
Mámen decidiu levar a Ana para tirar fotografia com o Pai Natal no shopping. Metemos-nos na fila, à nossa frente dois irmãos de 2 e 4 anos e atrás uma família com umas 5 crianças, a mais velha com uns 5 anos.
Pólo Norte sempre a estragar os momentos e a sussurar que aquele part-time de Pai Natal é o emprego ideal para pedófilos, mámen a arregalar-me os olhos, os pais da fila a olharem para mim com ar assustado.
Chega a vez da baby-bear, 4 meses de gente, desenvolvimento psicomotor certinho, fase de agarrar em tudo e mais alguma coisa.
Senta-se no colo do Pai-Natal e... saca-lhe das barbas. Mas saca com tanta força que o homem não conseguia fazer com que a miúda abrisse a mão.Vem a "duende" com um sininho para ver se distraia a bebé, mámen a sorrir e a ver se tirava a miúda do colo do Pai Natal e quanto mais puxava a miúda mais as barbas vinhas atrás. That's my girl!
Pólo Norte a curtir o panorama, mámen a lançar olhares de socorro, Ana entretanto a comer barbas artificiais do Pai Natal e a família que aguardava na fila a tentar acalmar as crianças.
E a braços com a dura tarefa de lhes explicar porque é que o Pai natal tinha barbas falsas...
Baby Bear- 1 Resto do Mundo- 0
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Girls do it better
Pólo Norte- Hoje é dia 10 e ainda não comprámos nenhuma prenda de Natal... 'Bora ao shopping?
Mámen (com olhar matreiro)- Deixa-te disso... Não sabes que o Mundo vai acabar dentro de dias? Não vamos gastar dinheiro se isto vai acabar tudo antes do Natal, não achas?
Pólo Norte- Ah, muito lógico, sim senhor!. E estás a pensar poupar e deixar a herança para quem? Para os aliens? Ou para o Jesus do Big Bang que vem?
...
Pólo Norte- 1 Mámen- 0
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
O Mundo divide-se ...
...entre aqueles que acreditaram no Pai Natal até depois de ingressarem na escola primária e os outros.
Etiquetas:
O Mundo divide-se...
domingo, 9 de dezembro de 2012
Insanidade: definição
O casal Norte-Mámen vai enfiar-se na IKEA num domingo de manhã...
Que o Deus das almôndegas suecas nos proteja!
Que o Deus das almôndegas suecas nos proteja!
sábado, 8 de dezembro de 2012
Please? Please? Please?
Peçam-me lume. Peçam-me favores razoáveis. Peçam-me raminhos de salsa, que tenho um vaso dela a fotossintetizar no parapeito da janela da cozinha. Peçam-me para aguardar. Peçam-me sorrisos. Abraços grátis. Peçam-me um cigarro cravado. Peçam que só pague com cartão Multibanco quando se trata de valores acima dos 5 euros. Peçam-me o número de telemóvel. Peçam que passe creme protector solar nas vossas costas no Verão. Peçam se podem pegar na miúda ao colo. Peçam-me com licença. Peçam-me conselhos. Peçam perdão se arrotarem à minha frente. Peçam desculpa se me aborreceram. Peçam que confira o troco. Peçam-me um minuto de atenção. Peçam-me companhia. Peçam para me calar se me ouvirem cantar para a bebé. Peçam-me emprestada a ficha que destranca o carrinho de supermercado. Peçam que vos passe o comando da televisão. Peçam-me que vos diga que horas são. Peçam a minha opinião, sempre que acharem que possa acrescentar algo. Peçam cafuné. Peçam-me que dê prioridade a grávidas na fila de supermercado. Peçam -me uma bolacha se me virem com um pacote à frente. Peçam-me boleia. Peçam-me para falar baixo na biblioteca. Peçam por favor. Peçam que não ponha o papel higiénico na sanita mas sim no caixote respectivo. Peçam que dê sangue ( o meu é A RH +). Peçam que divulgue causas importantes. Peçam que se conduzir não beba. Peçam companhia para o sushi. Peçam-me Trifene para as dores menstruais. Peçam que veja o DVD do vosso casamento quando visitar as vossas casas. Peçam que ponha o telemóvel no silêncio no cinema. Peçam para aumentar o volume do som do rádio. Peçam que pague no acto da entrega. Peçam para passar para a faixa mais à direita quando conduzo de forma lerda na faixa da esquerda. Peçam-me que não pise a relva. Peçam que confirme que os vossos filhos têm hiperactividade. Ou não. Peçam que vos confidencie onde comprei aquele objecto que me cobiçam.
Mas, por favor, não me peçam likes em concursos do facebook.
Dear Maggie Douro's river boat Little Chicken
In answer of your interview I'm pleased:
- "Portugal mudou completamente, está na trajectória oposta à minha. Está na retracção, na depressão, na contenção. Há 13 anos era uma época mágica, da Expo 98, em que tudo era dourado."
Maggie, dear, you're not right, honey. Portugal está num movimento de rotação as well as you. Ambos- both- estão tontos e confusados. Ou confusateds, como quiseres.
- "A minha forma de escrever mudou muito. Mas como são dez romances foi uma evolução natural. Os leitores que me acompanham desde o “Sei lá” [o primeiro livro] assimilaram essa mudança gradual, mas que é muito profunda. Eu agora pego no “Sei lá” ou no “Não Há Coincidências” e vejo que têm aquela candura, a ingenuidade das primeiras obras. São livros engraçados, divertidos, mas que não têm nada a ver com o que eu faço agora."
A tua way of writing changed a lot? Let me laugh, ou em português: "lole". Dez- ten- romances? Oh God, isto é mesmo sinal que o mundo se me acaba no fim deste mês como prometido!
Tipo "e ao décimo romance da MRB, Deus desistiu e kabum".
Mudança profunda? Sim, sim. Tipo de Times New Roman para Arial, right, dear? Agora já é a loucura da escrita madura, não é? Estamos na fase quê? Tahoma?
Tipo "e ao décimo romance da MRB, Deus desistiu e kabum".
Mudança profunda? Sim, sim. Tipo de Times New Roman para Arial, right, dear? Agora já é a loucura da escrita madura, não é? Estamos na fase quê? Tahoma?
- "Há quem diga que os seus livros são demasiado iguais.Ai eu não acho nada! Há temas que são recorrentes, como acontece com a maior parte dos escritores. Todos os escritores têm os seus temas de eleição e falam sempre sobre as mesmas coisas. O [Jorge Luís] Borges, que é o pai da literatura moderna, diz que andamos sempre a escrever o mesmo livro. De qualquer forma, acho que os meus livros não são todos iguais. "
You're right, Maggie. Silly us, silly us! Às vezes as pessoas ricas com glamour que se apaixonam em relações difíceis e proibidas e que se cumprimentam sempre com um beijinho e que constituem as personagens dos seus books vivem na Quinta da Marinha, outras vezes na Lapa e, outras ainda, na Foz. Livros iguais? Tramas iguais? NOT!
- Por acaso eu acho que os homens são muito mais de Vénus do que as mulheres pensam. Porque as pessoas querem todas a mesma coisa: atenção, amor, carinho, amar e ser amadas. Sejam homens sejam mulheres. A maior ou menor capacidade de amar não tem a ver com o sexo, mas com aquilo que se viveu na infância. Passamos a vida inteira a tentar perceber o que nos aconteceu nos primeiros anos. É um trabalho que dura toda a vida.
(Pólo breath fundo, revira os olhos e Freud procura, incessantemente, um x-acto disponível na tumba)
- Margarida é filha de uma psicóloga…
E de um biólogo.
Foi muito analisada na infância?
Não, embora me tenha ficado o vício de analisar, qualificar e classificar as pessoas. A minha mãe era economista e só depois, quando eu já era adolescente, é que foi tirar Psicologia. Depois disso fez uma carreira brilhante. Esta minha compulsão de estereotipar, analisar, classificar e perceber quem me rodeia – e que às vezes me faz tirar conclusões muito erradas sobre as pessoas e o género humano – também tem a ver com o espírito analítico e observador do meu pai, que, sendo biólogo, tinha sempre tudo catalogado entre géneros e espécies. "
Mummy tirou Economia e depois Psicologia? Let me guess: feitas as contas e as mesma não batendo certas after a menina nascer a mummy sentiu mesmo necessidade de tirar Psicologia. É natural. Aliás, é mais que aceitável. Eu acho que, por exemplo, neste momento a senhora deveria aprofundar os estudos com um doutoramento em Antropologia das Espécies. Só para o caso. Just in case...
A sua compulsão de estereotipar, analisar e classificar tem um nome: poupança cognitiva. É a base dos estereótipos: essa mania de fazer generalizações abusivas. E poupança cognitiva explica muita coisa no que se aplica à querida, i mean, à honey. Ask mummy.
(Pólo Norte olha para a baby bear e teme o seu futuro. Se com um progenitor psicólogo resultam filhas assim, no nosso caso que somos ambos psi, o futuro da miúda pode estar serioulsy comprometido...)
- "É lida por muitas adolescentes?Muitas. São pessoas que ainda não têm preconceitos com a literatura e entram na onda, no espírito, nas histórias. Os primeiros escritores que lemos marcam--nos muito."
Comissão de protecção de crianças e jovens em risco chamada à recepção!
- "Os seus dois primeiros livros venderam-se mais que todos os outros juntos.
Maggie: à primeira todos caem, na segunda só cai quem quer e à terceira só cai quem é distraído. Eu reformulo: at first caem all, at second caem some of them e at least cai quem é burro, tá?
Auto-projecção. Ask mummy.
Eu acho que esta declaração é fruto de um excelente exercício de brainstorming e que quem se ri com ela tem uma over reaction. O meu feedback é que a querida continue a fazer turnover de casas: ora um apartamento na Quinta do Patiño, ora um loft numa cobertura das Amoreiras... Bifes todos os dias é um desperdício. Faça aí um benchmarketing junto das empregadas das suas amigas e verá que, de vez em quando, sabe bem desenjoar com um caviar, um foi de gras.
- "Voltando àquilo que escreve. As mulheres dos seus livros são sempre neuróticas, não são?
Auto-projecção. Ask mummy.
- "Acha?
Apoiado. Eu, for example, acho que a mulher portuguesa devia começar por não aguentar ler os seus livros. Nem que fosse por benefício da dúvida, a mulher portuguesa deveria impor-se e dizer "basta". Ou stop, vá!
- "Também tem o lado neurótico das mulheres que cria nos romances?
Maggie, let me explain you: o antónimo de neurótica não é bem-disposta, ok? Há neuróticos bem dispostos e há mal dispostos que não são neuróticos, boa? Reformule, vá...
- (A propósito de acusação de plágio)
Margaridinha, e lack of notion, não? Comparar-se a Murakami ou a Graham Green tem the same lógica que escrever um livro que se passa na Buraca ou na Cova da Moura com personagens chamadas Constança, Salvador e Tomás... Não será altura de repetir a TAC? Ressonância magnética?
- "Acha que as pessoas embirram consigo?
Pick me! Pick me!
- "Mas irrita-a que não a levem a sério como escritora?
Please, please, please: keep it for you também!
- "A Margarida admite, sem pudores, que aquilo que faz é literatura pop. Não tem problemas com isso?
Neste momento acho que já não faço literatura pop. Se me apetece fazer uma fábula sobre uma cegonha que se apaixona por um urso, faço. "
Eu também acho que neste momento a dear já não faz literatura pop: é literatura trash metal, certo? (E não meta ursos ao barulho nas suas entrevistas, senão temos the soup spilled!)
- "Começou a escrever literatura pop porque lhe apeteceu ou porque como veio da área do marketing percebeu que assim poderia vender mais?
(O que é preciso fazer para esta senhora ter fastio de escrita?)
- "A Margarida também acha que não podemos comer bifes todos os dias?
Eu acho que esta declaração é fruto de um excelente exercício de brainstorming e que quem se ri com ela tem uma over reaction. O meu feedback é que a querida continue a fazer turnover de casas: ora um apartamento na Quinta do Patiño, ora um loft numa cobertura das Amoreiras... Bifes todos os dias é um desperdício. Faça aí um benchmarketing junto das empregadas das suas amigas e verá que, de vez em quando, sabe bem desenjoar com um caviar, um foi de gras.
- "A última polémica em que esteve envolvida teve a ver com um texto que escreveu no “Sol” sobre mulheres gordinhas. Tem algum problema com gordas?
Não. Leu o texto?
Li.
Não acha que aquilo é uma defesa das magras? Mas eu não comento não-assuntos e isso para mim é um não assunto."
Pergunte, novamente à mummy: recalcamento, evitamento, fuga passiva. Ou peça ao daddy que lhe explique as consequências de uma lobotomia. And... that's it!
Yours faithfully,
Pólo Norte
Etiquetas:
Margaridices
Cá em casa tudo bem, obrigada!
Mámen acorda para dar o primeiro biberão do dia à Ana e, de repente, assalta-me com um moche e com beijinhos, enquanto faço ronha na cama .
Mámen (romântico e amoroso)- Olha, hoje faz um ano que fizemos a Ana!
Pólo Norte (dando uma belinha na própria testa e levantando-se em sobressalto)- Foda-se! Agora que falas nisso ontem esqueci-me de tomar a pílula!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Coisas más acontecem a pessoas boas
Quando fui assaltada a minha vida ficou meio caótica. A decisão de mudar de casa foi imperativa tendo em conta o término premente da licença de paternidade de mámen e o meu receio em ficar sozinha com a bebé na casa maldita. Fazer mudanças com uma filha de um mês não é pera doce, ainda que sejamos uma família bem disposta e optimista.
Um casal amigo ofereceu-se, imediatamente, para nos ajudar. Ofereceram-nos, literalmente, as mãos e ajudaram-nos nas mudanças, a carregar caixotes, a limpar a casa nova, a lava estores, a servirem de babysitter da Ana. Como ele trabalhava na construção civil depressa pôs mãos à obra e pintou-nos todas as divisões, fez-nos os arranjos necessários de canalização, electricidade e até carpintaria e saía do trabalho directamente para nossa casa onde ficou, durante duas semanas ininterruptas, a fazer-nos arranjos vários até às tantas. Sempre de sorriso nos lábios e sem ar de enfado ou manifestando cansaço. Sempre com a maior das boas vontades. Gratuitamente.
Hoje, ligou-me. Depois de 20 e tal anos a trabalhar, recebeu um "acordo" para cessar contrato de trabalho com a única empresa em que trabalhou. Pedia-me a minha opinião como especialista de recursos humanos. Como amiga fiquei de rastos. Quero ajudar e não sei como. O sector da construção civil em Portugal está uma merda e os meus contactos nesta área são limitados. O meu amigo tem uma família que depende dele, 40 e poucos anos e uma generosidade ímpar.
Coisas más acontecem a pessoas boas. E eu preciso, urgentemente, de retribuir as mãos que ele me estendeu quando mais precisei.
E sinto-me impotente e não sei como. Assaltaram-me, agora, um bocadinho do coração. Estou triste.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Tende piedade de mim!
Os emails com os amigos atribuídos do PPC estão a seguir ao ritmo possível!
Sao 978 participantes, minha gente!
Tenham a paciência que esta vossa ursa vos pede!
Sao 978 participantes, minha gente!
Tenham a paciência que esta vossa ursa vos pede!
Etiquetas:
PPC 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Caramba! Possa! Bolas! Fónix!
Ainda estou de volta do PPC! Mas hoje seguem os e-mails to-di-nhos!
Não chegámos aos 1000 por uma unha negra!
Até já! (Mámen bufa! E bufa muito!)
P-S- Entretanto, não deixem passar o prazo aqui! Quem organiza isto é a minha deusa quadripolar das chouriças! Atentos! Atentos!
Não chegámos aos 1000 por uma unha negra!
Até já! (Mámen bufa! E bufa muito!)
P-S- Entretanto, não deixem passar o prazo aqui! Quem organiza isto é a minha deusa quadripolar das chouriças! Atentos! Atentos!
Etiquetas:
PPC 2012
Querido Pai Natal ... (a minha perspectiva)
...este ano expliquei como é que se faz para doar cabelo ao IPO, ajudei a família da Bia, divulguei anúncios de emprego, ajudei uma leitora a encontrar casa nos Açores, expliquei 342289 vezes por e-mail como se faz n coisas na configuração do blog, dei conselhos por e-mail sobre como se comportar e até vestir (logo eu, né?!) em entrevistas de emprego, passei pelo desgosto de ter uma prima fashion blogger, comandei as tropas para se organizar uma recolha de dadores de medula óssea a nível nacional,não gozei com nenhum blogger publicamente, fui a um evento blogosférico e não disse nem um palavrão, fiz (aliás, ainda estou a fazer que com tanta gente isto leva-me o fim-de-semana quase todo) a minha parte para garantir que mais de 900 pessoas recebessem um postal de Natal.
Acho que estamos de contas saldadas face à prenda com que me presenteaste no último Agosto.
Um beijinho,
Pólo Norte
sábado, 1 de dezembro de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)























