quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Acto falhado: definição

Pólo Norte para candidato, em contexto de entrevista:

-"Como é que se avalia em termos de relações sexuais?"

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(a ideia era perguntar pelas relações interpessoais, ok?)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Foda-se, tenho um baptizado, nos Açores, por organizar...

A miúda será baptizada dia 27 de Abril, nos Açores, terra do pai.
Entre outros detalhes que aqui não irei contar (tenho um baby blog para estas merdas, remember?) ando à procura de um fotógrafo porreiro que me faça a reportagem fotográfica do evento e que não seja especialista em tirar fotografias a bebés vestidos de naprons com os vestidos enviados pelas tias das Américas.
Na minha busca e pedido de referências, o Pau enviou-me o link com um maravilhoso portfolio de um fotógrafo açoriano, do qual constam fotografias que envolvem a natureza dos Açores nas modelos (ainda bem que não é com as modelos, que aquilo está cheio de vacas e tetas e touros da Terceira e coisos). E é isto:


Mais aqui.

(Vou só ali descongelar umas lulas e colocar na pinha da bebé para começar a habituação...)

No peito dos enfarinhados também bate um coração


Agradeço muito que me enviem bolachinhas, doces e afins.

Mas, por favor, não lhes coloquem olhinhos e corações porque depois fico de coração partido e sinto-me canibal só por pensar em come-las...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Well, this was not a compliment...



Li a notícia do outro que chamou preto ao outro, e do outro que diz que escurinho é que é, e lá vou aos arquivos deste blog...


"Hoje de manhã, no comboio, naqueles bancos de quatro lugares, conversava com uma amiga, "treco lareco pardais ao ninho", fofoca para aqui fofoca para ali, sobre uma outra amiga. Como o nome dessa amiga é comum a uma série de outras, a minha interlocutora questiona-me "Mas, espera lá: de qual das Joanas estás a falar?". Respondo, muito naturalmente: "A Joana preta, pá!".
O drama. O horror. A tra-gé-di-a. O senhor que estava sentado à minha frente sacou logo de um "Ó menina, fica-lhe tão mal dizer preta...". E a cara que ele me fez? Ai c'a medo!
Veio-me, logo, à memória as aulas com o Professor Jorge Vala sobre o "racismo flagrante" e o "racismo subtil". Eu não sou racista- dado adquirido.
Não escolho palavras para falar dos meus amigos pretos como não escolho palavras para falar dos meus amigos deficientes. Como também não descrevo com grandes intelectualizações os meus amigos loiros ou os açorianos.
Quando falo da Joana não consigo ter um processo mental elaborado que me permita descrevê-la, de forma politicamente correcta. A Joana para mim é preta e não negra. O Filipe para mim é deficiente e não pessoa portadora de deficiência ou detentor de um grau de incapacidade. A Rosa é loura e não caucasiana. E o Valter é açoriano e não insular. Quanto a mim, se me descreverem, que me chamem de chanfrada e não de pouco convencional.
Não costumo reduzir as pessoas a uma característica, especialmente, os meus amigos. Eles têm nomes próprios: são a Joana, o Filipe, a Rosa Maria e o Valter. Mas se tiver que as diferenciar, isolando uma característica, com toda a certeza que utilizarei a mais distintiva da norma vigente. Tal como, com toda a certeza, sei que a minha amiga Catarina que vive na Guiné-Bissau é lá tratada como a "Catarina branca". Não a Catarina caucasiana.
E quando me chamam a atenção para que devo elaborar um processo mental de forma a não melindrar a minha amiga Joana, quando a caracterizo como preta, recuso-me a acatar. Não há qualquer conotação negativa ou de ofensa quando digo preta. Nâo há qualquer intenção de discriminar negativamente ou positivamente, Se a chamasse de negra estaria de alguma forma, e de acordo com a minha forma de ser e estar, a intelectualizar a sua diferença. A considerar que deveria ser meiga com essa diferença, coisa que não faço pois não tenho pena das diferenças. Não as considero coisas menores. Coisas sensíveis. São apenas diferenças.  Portanto, recuso-me a dizer que a Joana é "negra".
Aí, sim, estaria a ser racista."

Março de 2011

domingo, 27 de janeiro de 2013

Porque hoje é o Dia Internacional das Vítimas do Holocausto

A minha madrinha Isabel tinha casado com um judeu. Gabriel, mais conhecido por Gabi entre os amigos. 
O Gabi, naquele dia em que baptizaram e, porque as fés eram diferentes, ficou do lado de fora da igreja católica onde me debrucei sobre a pia baptismal. 
O Gabi nasceu em Israel e conheceu a minha madrinha numa viagem. Apaixonaram-se e casaram-se e o meu primo David nasceu uns tempos depois. 
Naquele dia em que me baptizaram, o Gabi ficou cá fora no adro, diz o meu pai que a fumar os cigarros que o seu pai nunca pode fumar.  A minha mãe tem outra versão: diz que foi esperar para o carro, que ligou o rádio, fechou os olhos e ficou a ouvir música, a música que a sua mãe, excelente intérprete de piano, foi impedida de escutar para sempre. Os pais do Gabi morreram em Auschwitz, os irmãos e toda a família. Toda. Menos o Gabi. 
Naquele dia o Gabi brindou a mim, à fé independente da religião no almoço que se seguiu ao ritual católico. Não pode assinar o livro da igreja que não era a dele. Nem segurar na vela. Nem tirar fotografias junto ao altar. 
O Gabi morreu meses depois e a minha mãe não pode ir ao seu enterro. O meu pai lá foi e contava que não havia flores, nem caixões sumptuosos ou sinais materiais. O Gabi morreu, enterrando consigo as histórias de sobrevivência de um Holocausto de que nunca falava. 
Hoje, por ironia do destino, encontrei a medalhinha de ouro com a estrela de David que o Gabi me ofereceu naquele dia, em que fui baptizada, e que embora ele não tivesse chegado a saber foi, afinal, o dia em que foi meu padrinho. 


O Depardieu quis ser russo. A Tina Turner agora quer ser suiça. Assim sendo, eu quero ser sueca, ó faz favor!

Argumentos:

  • Todos os móveis que eu comprei para a minha casa serem do IKEA;
  • A raínha Sílvia ser de ascendência  brasileira. Eu voluntario-me já aqui, formalmente, a beber umas caipirinhas com ela de vez em quando nuns saraus de samba e forró, que eu com a Bimby faço caipirinhas que são um espectáculo!;
  • Ter ficado muito contente quando o Nobel foi atribuído ao Saramago. Não que leia Saramago, que não leio (falta-me o folêgo, biologicamente não consigo, não se pense que é má vontade!), mas pronto, fiquei contente;
  • Também já ter tido distúrbios alimentares, o que me dá um tema em comum, para longas horas de conversa, sentadas a uma mesa de um qualquer restaurante de Estocolmo, com a princesa Vitória;
  • Ser loira, (ok, não sou quase albina, eu sei!) mas o meu cabeleireiro retoca-me as madeixas de dois em dois meses, e não intelectualizando a coisa, a questão é que sou loira;
  • Não gosto das almôndegas suecas e das tartes de mirtilos congelados do IKEA mas sou forte a comer salmão fumado, o que faz de mim uma grande apreciadora da gastronomia sueca;
  • Sou do tempo em que o Eriksson era treinador cá e apesar de o achar com cara de gajo que alinha em orgias e bacanais, de pila de fora e charuto cubano na boca em simultâneo, nunca disse isto em voz alta e costumo afirmar publicamente que admiro a sua carreira;
  • Não sendo particularmente fã dos Abba papei o "Mamma Mia" no cinema e até me diverti;
  • Não tenho um Volvo mas gostava de ter;
  • Neste momento tenho um Samsung mas o meu primeiro telemóvel foi um Nokia azulinho com tampinha e já se sabe que não há amor como o primeiro... (Se bem que a Nokia é finlandesa, mas vá, são todos vizinhos e eu até dos vossos vizinhos gosto.);
  • Gosto de homens louros. Há quem os ache imberbes e desenxaibidos mas, vai-se a ver, e é dos louros que eu gosto mais.;
  • No fundo bem lá no fundo Deus queria ter-me feito sueca. Só se enganou no molde da altura e no do tamanho das pernas. ;
  • Sou barra a jogar à sueca. 

A modern family

O meu pai acabou de me pedir no facebook para preencher a aplicação "lembretes de aniversários".

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(But, creep, weren't you there?)

Esta coisa de ser quadripolar

Ganhámos no ano passado (em ex aequo com a minha amiga Luna). Este ano fizemos a dobradinha. No ano passado nem sequer coloquei o selo no blog (uma 'ssoa habitua-se aos selos do Prezado e depois estes não devem muito à estética, que querem?). Não há prémios, nem viagens nem galas para uma pessoa usar outfites da Feira Internacional de Carcavelos.
Então porque ficas tão contente com a vitória, Pólo Norte?
Precisamente por isto, por este falar no plural, por este sentir colectivo, porque quando feita a chamada aos quadripolares a resposta é massiva, porque este blog já não é meu, é de toda uma comunidade quadripolar.
Portanto, pelo segundo ano consecutivo, o "Quadripolaridades" foi considerado o melhor blog do ano na categoria de "Diários de bordo", tal blog tripulante numa arca de noé. 
Posto isto, é altura de comemorar porque:



 I've paid my dues
Time after time
I've done my sentence
But committed no crime

 And bad mistakes
I've made a few
I've had my share of sand
Kicked in my face But
 I've come through

 And we mean I to go on and on and on and on

 We are the champions, my friends
And we'll keep on fighting
'Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions of the world

 I've taken my bows
And my curtain calls
You brought me fame and fortune
And everything that goes with it
I thank you all

 But it's been no bed of roses
No pleasure cruise
I consider it a challenge before
The whole human race
And I ain't gonna lose

 And we mean I to go on and on and on and on

 We are the champions, my friends
And we'll keep on fighting
Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions of the world

 We are the champions, my friends
And we'll keep on fighting
'Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não quero parecer lambona mas era giro fazer a dobradinha



Eu é mais bolos!

Diz que foram já 2 milhões de visitas que o Quadripolaridades teve.
Tenho um header para oferecer a quem me enviar uma imagem em que assuma a sua quadripolaridade. Pode ser no facebook, no instangram, por e-mail, como queiram.
A imagem mais gira ganha o header novo e costumizado. Se nao tiverem um blog e nao precisarem de um header para nada, olhem, criem um!

Comam gelados Camy


Magnum, Magnum, esqueceste-te tu de me pagar pedir para escrever sobre beijos... Pfff!

"Inferno, me espere, que eu vou-lhe usar"

Amiga- Opá, o Mundo está todo louco! Que me dizes daquele comboio intercidades que foi para cima do regional?

Pólo Norte- Acho bem: se uma pessoa paga bilhete mais caro, ao menos que fique por cima...

Oh, não! A minha sogra again...

Quando a minha excelsa sogra esteve cá em casa de férias fomos à feira. Não é que eu seja sádica mas diverte-me ver os olhinhos horrorizados dela com o mulherio a engalfinhar-se em cima de um monte de roupa a remexer em tudo e os cagaços que ela apanha quando passa ligeirinha por um cigano silencioso, este a deixa passar, saca do megafone e apregoa: "É o luxo, é o luuuxo, não é lixo, é luuuuuuuuuuuuuuuuuxxxxxxxxxxoooooooo! Luuuuuxo Gonzalez!"
Dizia eu que fomos à feira e eu, divertida, insisti que a pobre comprasse uns soutiens devidamente apregoados como "a langeri da Cláudia Chifre".Comprou. 
Telefona-me:

_"Ai, Pólo, tu nem sabes o que me aconteceu: estava a apagar o quadro da escola, estico o braço e quando dou por mim o soutien da "Cláudia Chifre" subiu-me até ao pescoço. Uma vergonha!"

(A minha cena imagética é lixada: estou a rir-me, ininterruptamente, há 10 minutos...)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PAPDQEPUAM* (Pessoa ao pé da qual eu pareço um animal monocromático)

"

Olá, eu sou a São João e sou blogger anónima

Uma pessoa é tímida e chega sempre antes do tempo a todo o lado. Uma pessoa tem de entrar num restaurante cheio de gente e abordar as pessoas perguntando se estão à nossa espera, assim estilo alternadeira a ver se saca umas bebidas. Toda a gente responde que não. Uma pessoa tem a noção da figura ridícula que está a fazer. Uma pessoa roga pragas a si própria. Uma pessoa tenta perceber junto da senhora do restaurante que mesas estão reservadas para grupos. A senhora diz que são muitas e que o melhor é dar uma vista de olhos a ver se conhecemos alguém. Uma pessoa percebe que assim também não vai lá. Uma pessoa vem para a porta do restaurante ver se há outras pessoas à espera. Uma pessoa tem medo de parecer uma prostituta sozinha à porta do restaurante. Uma pessoa rapidamente percebe que está de ténis, tem uma mala que parece uma lancheira fluorescente do tempo da escola primária, e acessórios de plástico por isso não é muito provável ser confundida com uma prostituta. Ninguém na rua. Uma pessoa manda mails a perguntar como é que sabe qual é a mesa. Não obtém resposta. Uma pessoa começa a olhar em volta a ver se descobre onde estão as câmaras dos apanhados. Uma pessoa vê um indivíduo de ar respeitável e cabelo grisalho a subir a rua e pensa "vou atrás deste, pode ser que seja um deles". Uma pessoa entra no restaurante e tenta ouvir a conversa dele com a empregada, mas não consegue por causa do barulho. Uma pessoa encosta-se a um canto a ver se tem mails de resposta. Nada. Uma pessoa vê o respeitável indivíduo dirigir-se para a porta e entabular conversa com duas pessoas que acabaram de entrar. Uma pessoa verifica de novo o mail. Nada. De repente fica escuro, alguém faz sombra sobre nós e pergunta lá de cima: "És a São João?". Finalmente o alívio. "És grande." Não estou sozinha. Um gentleman de barba aproxima-se, vê-se que é um homem do norte, uma pessoa de nível. Já somos 4. Passado um bocado aparece uma loira de generosos seios e o sujeito que a acompanha tem uma cicatriz recente na testa. "És igual ao teu boneco!" dizem-me. Daí a pouco aparece mais uma vedeta, desta feita internacional, acabada de sair do cabeleireiro com um look impecável e que trata logo de arranjar uma bandolete luminosa para assinalar a sua presença. "És igual ao teu boneco!" diz-me. Agora expliquem-me uma coisa que eu não cheguei a perceber: a parte de nos mantermos anónimos era como mesmo?"

O meu sábado à noite pelas palavras da SãoJoão*

PAPDQEMSOADIDF (Pessoa ao pé da qual eu me senti o anão da Ilha da Fantasia)*

"

anónimos às 20:46 horas


Três bloggers tímidos têm o azar de chegar a horas. Questionam a sua sanidade mental várias vezes, mas não arredam pé. Um blogger chega e recebe um presente. Duas bloggers chegam atrasadas, mas a festa só começa verdadeiramente com elas. Uma tem a cabeça a piscar e a outra quer iscas de cebolada.
Uma blogger obriga-nos a cheirar um sabonete de alcatrão, e outra, especialmente maldosa, traz uma mala amarela.
Um blogger rabiscou a mesa toda e outro corou até às orelhas quando lhe disseram: “fala-me de ti”.
Quatro bloggers adoram a Escócia, três dizem mal das sogras e dos patrões. Todos fazem comentários inteligentes e perspicazes a respeito das obras literárias escolhidas para discussão. Não há consenso sobre Tolstoi, mas circula pela mesa um Borda de Água muito jeitoso. Diz que Agosto vai ser chuvoso.
Uma blogger foi exactamente o que se imaginava, outra foi melhor que aquilo que prometia e a terceira foi uma surpresa tão boa que ainda não se acredita nela.
Bloggers ausentes são evocados, brindados e cuscuvilhados (mas não muito). Sete bloggers são corridos do restaurante a horas impróprias.
Quatro bloggers resistentes vão à Fabiana e passam o resto da noite a gritar aos ouvidos uns dos outros. Uma blogger vai para casa de madrugada com a bexiga muito cheia. Não tem sono e está muito contente. Tem uma data de amigos novos.
(Anotações feitas sábado passado, às 4:46 da manhã, sobre a primeira reunião anónima de bloggers muy fuera a que assisti)"

O meu sábado à noite pelas palavras da Alexandra*- a grande

" Quem te viu e quem te vê..."

Tornei-me, oficialmente, naquela pessoa que anda com um pacote de toalhitas na mala.

A seguir o quê? Fotografia da filha na carteira? :/

Suspiro*

Ver surgir um novo hate blog, aliás um blog de ironia, ou melhor, um blog de sarcasmo,  blogs

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ontem fui a um jantar de bloggers anónimos...

A minha ideia e a dele era de irmos sem dizer que éramos a Pólo Norte e o Mámen. 
Depois, à entrada do restaurante olhei para ele e disse-lhe "foda-se, ainda se nota a tua cicatriz!". 
E ele respondeu-me: "cala-te, pá, que o teu casaco tem uma réstia de nódoa de bolsado...". 

...

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Gozem com o Armstrong, gozem!

Rapazes: Com drogas ou não, sendo monocolhão e envergando aquela fronha feiosa, a verdade é que ele sacou a Sheryl Crow, ok?

Raparigas: Diz que há drogas que fizeram uma Sheryl Crow muito feliz. E com efeito prolongado.


Tumbas. 

Singularidades de uma rapariga loira

Uma pessoa interrompe um fim-de-semana em família para ir jantar ao Bairro. 
Uma pessoa deixa a bebé com a babysitter, careira que só ela. 
Uma pessoa come, bebe, conhece a São João, a Alexandra- a grande e o Troll of North. 
Uma pessoa diverte-se. 
Uma pessoa repara que o marido duma pessoa trouxe do bolso do casaco (que ficou esquecido no carro) o cartão Continente em vez do cartão multibanco. 
Uma pessoa tem algum cash na carteira e pede o resto emprestado ao Prezado.
Uma pessoa chega ao carro e repara que se esqueceu do cartão multibanco em casa e não no bolso do casaco. 
Uma pessoa não consegue pagar o parque do estacionamento e, consequentemente, tirar o carro. 
Uma pessoa pensa "ah, não faz mal, ligo para o pessoal que ainda prosseguiu na borga e eles vem aqui ter e emprestam-me dinheiro". 
Uma pessoa repara que ficou sem bateria no telemóvel.
Uma pessoa constata que o marido de uma pessoa se esqueceu do seu próprio telemóvel em casa. 
Uma pessoa vai procurar o pessoal para o bairro. 
Uma pessoa não encontra ninguém excepto um ex-coiso com quem acabou em circunstâncias trágicas e que, por isso, não lhe fala. 
Uma pessoa começa a ficar irritada. 
O marido duma pessoa ri-se que nem parvo. 
Uma pessoa faz chorinho ao homem do parque da EMEL (que não se comove). 
Uma pessoa lamenta não ter trazido um decote mais generoso. 
Uma pessoa apanha um táxi para casa e paga 40 euros. 
Uma pessoa chega a casa e paga 50 euros à babysitter. 
A modos que uma pessoa fica deprimida a achar que o jantar saiu caro. 
O marido de uma pessoa volta a Lisboa para ir resgatar o carro.
Uma pessoa bufa, atira com a mala fashion para cima do sofá e ali está ele: o cartão multibanco preso no forro da mala. 
Uma pessoa é loira. 
E burra.

Querida actual namorada do meu ex:

Não sei como te hei-de dizer isto: tu comentas uma vez o meu blog e eu não aprovo o comentário. Comentas segunda, terceira. Eu continuo a não aprovar. Penso que te tocaste. Não. Escreves um post no teu blog a lamentares-te que eu nunca aprovo os teus comentários mas que continuas a gostar do meu blog, que é catita, que torna os teus dias melhores. Que te identificas comigo (!!!).
Querida actual namorada do meu ex, nada contra ti, juro, admiração profunda e real por aturares esse estupor, até poderia interagir contigo, aprovar os teus comentários que até são inocentes (acho mesmo que não sabes que eu sou eu), poderia até responder-te, poderíamos- quiçá?-  ser amigas, partilhar piadas de mau gosto, humor auto-depreciativo, histórias. Tu até me pareces uma miúda fixe, a sério. Mas acho que a nossa quota de partilha esgotou-se. 
Um pénis partilhado é suficiente, boa?



Uma dica- Pergunta-lhe ao jantar se ele lê o blog da Pólo Norte. Se ele se engasgar, praguejar muito, pedir uma amêndoa amarga e lhe apetecer ver um joguinho de futebol americano, sim, é a ti que este post se dirige. Um grande bem-haja!

sábado, 19 de janeiro de 2013

A partir de agora perguntem-me tudo, que a minha resposta será sempre a mesma:



PINK!

(Ando viciada nestas duas miúdas, ide ao youtube e procurem "sophia grace and rosie". Enjoiem!)

Queridas fashion bloggers*

Eu não percebo um boi de moda nem sou fashion mas acho que vos devo algumas dicas de lucidez:

  • Fazer cara de pato não é bonito e vai-vos envergonhar daqui a uns anos quando mostrarem as fotografias aos vossos filhos
  • Aqueles colares-gola podem estar muito na moda mas não deixam de parecer uns babetes
  • Posem com as pernas direitas e sem ser com uma postura de tronco de ladex porque senão parecem uma espécie com uma grave escoliose resultante do cruzamento entre a Carolina Patrocínio e o Corcunda de Notre-Dame.
  • A cabecinha de lado das poses fotográficas não é estética, a sério! Parece só que estão com um torcicolo descomunal.
  • Escusam de dizer que compraram determinada peça no "comércio local". Toda a gente percebe que se trata da loja dos Chineses da vossa freguesia, ok?
  • Parem de tentar ter piada a comentar os trapos da red carpet. A Rititi com os seus "trombolhos de ouro" é a original e, sinceramente, a única que tem mesmo graça. Tudo o que alguém possa escrever a seguir é imitação barata, à laia de lojas do comércio local, topam?
  • Postar fotografias vossas vestidas de jeans com pull-overs e botins que toda a gente usa igual no dia-a-dia não são dicas de moda, é tontice. Ser fashion pressupõe ter pinta não apenas andar com peças de roupa com cores que combinam, ok?
  • Podem ter muita pinta mas cenários na Bobadela como pano de fundo não dá a ideia de street wear, é só medonho (ouviste, prima mais linda?)
  • Pudor. Tende pudor. 

(* excepto a Mónica Lice que é uma querida e pode fazer tudo o que lhe apetecer.)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A crise e o "Preço Certo"

Estava aqui a pensar que os concorrentes que vão ao "Preço Certo" podiam oferecer ao Fernando Mendes batatas, arroz, massas e outros géneros alimentares essenciais. Publicitavam-se talhos, peixarias, mercearias de bairro e pequenos produtores. As juntas de freguesia deixavam de fazer galhardetes e, por muito pouco que fosse, enviariam o dinheiro do custo desses brindes para o programa também. O apresentador em vez de açambarcar aquilo tudo e lhe dar o fim a que costuma dar (palpita-me que distribui por todos os elementos da produção) daria tudo a associações locais de combate à pobreza.
De caminho a RTP poderia dispensar dois dos três assistentes do programa que não é precisa tanta gente para segurar em pequenos eletrodomésticos. Eu voto para que se mantenha o mulato giro.
Assim com'assim uma pessoa está em crise mas sempre se tira os olhinhos da miséria.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Facebookologia

Estou a um passo de criar uma nova tendência: descrever o perfil cognitivo e comportamental dos indivíduos apenas através da análise das páginas que assinalaram com "gosto" no facebook.
 
A avaliar pela experiência que acabei de comprovar com os meus próprios contactos sou imbatível!
 

Estarei velha ou só parva?


Costumava achar que tudo se podia resolver com uma conversa.

Agora acho que nada é tão precioso como um bom silêncio.

Porque é que não tens comentado as polémicas da semana, Pólo Norte?

Ele tem sido a hipotética morte do cão que gera polémica e não a factual do bebé. Ele tem sido o desejo de compra de uma mala que ocupa tempo de antena em telejornais e não pessoas que são julgadas em tribunal por se manifestarem. Ele é o voluntarismo coagido de um potencial dador. Ele são boatos e falar por falar.



Estou cansada.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Aos senhores que fazem os castings para as novelas da TVI

Colocar o José Wallenstein a fazer de gay na novela da noite é uma decisão tão boa como pôr o José Castelo Branco a fazer de Zezé Camarinha na próxima série, ok?

"A minha cidade é mais quadripolar que a tua"- nova rubrica

Tinhamos um aniversário aqui em casa para comemorar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PROGRAMA QUADRIPOLAR | TRÁS OS MONTES

Para lá do Marão, mandam os que lá estão (e nós estivémos)

Somewhere over the rainbow


Podemos ir viver para a Régua? Podemos? Podemos?



Solteeem os prisioneiros! (e nós soltámos)


Museu do Douro


Arroz de fumeiro no "Carvalho" em Chaves. Porque a "Adega do Faustino" estava fechada. Era sábado!


Acontece frequentemente nos sítios onde vou...


Solar de Oura


Solar de Oura


"Será que nos aceitariam como governanta e jardineiro?"


"Casamos-nos?"


Sim, mámen é beto e usa camisas de beto! Muahhhh!


Solar de Oura


Porque foi dia 13...


A terra da Alicia Keys


Chaves


Solar de Oura


Porque foi dia 13. (re) Casámos-nos! ;)



O mundo divide-se...

... entre os homens que dizem "mulher" e os homens que dizem "esposa".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Da cabeça partida aos meus problemas de motricidade fina

Foi um instante: chegámos de viagem, estávamos a tirar as malas do porta-bagagem, eu muito despachada achei que ele já se tinha desviado com a mala dele e kabuuuum, dei-lhe com a porta do porta-bagagem na pinha. Uma traulitada valente e um lanho na mona. 
Subimos, fui mudar a fralda à miúda e ele foi à cozinha. Quando chegou à nossa beira estava a falar normalmente, sem dar conta que tinha sangue a escorrer-lhe pela testa. 
Nas urgências do hospital encontramos uma enfermeira amiga que, sabendo do clubismo esverdeado do bicho, lhe decidiu suturar a ferida com linha encarnada, deixando-o com um humor de cão. No fim, sugere que eu lhe mude o penso dentro de três dias. Mámen interrompe-a, que eu não sou "de fiar", diz ele. 

Questiona ela: "Mas a Pólo não tem jeito para trabalhos manuais?"

Resposta automática do animal: "A Pólo tem jeito é para trombolhos manuais, pá!" 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O que acontece se o Quadripolaridades ganhar, pelo segundo ano consecutivo, o prémio de melhor blog na categoria de "Diarios de bordo" naquilo do concurso do Aventar, Pólo Norte?

Estou indecisa...




That's what friends are for

Para conseguirmos provar que é possível fazer uma refeição interinha a gargalhar.
Para contar historias que se escrevem nos respectivos blogs a alto e a bom som.
Para provarmos que a vida e a crise nao nos corrompe e que seremos sempre uns fixes.
Para deixarmos de ser os três mosqueteiros e passarmos a ser quatro mosqueteiros. E meio.
Para simularmos que pertencemos à máfia.
Para, finalmente, darmos um petit nom que faça juz à Ana, a partir de agora a.k.a. Hope. Raising Hope (é uma sósia, caramba!)




Desejos para 2013

2012? Foi um ano mau para os potugueses mas, no final, eu acho foi um ano, tipo, um ano que confundiu as pioridades dos potugueses. O desempego aumentou logo em Janeiro o que foi, tipo, aquele aperto. Depois- passado o que?-dois meses, a troika veio pa cá entroikar. Temos todos menos dinheiro, é claro, e estamos todos sem subsídio de ferias e de natal, uma coisa que nós não gostamos, uma coisa que não nos da prazer, não estamos a gostar imenso, de todo, e o balanço não tem sido nada positivo.
Em 2012 tamém fomos o país oficialmente mais pobe da Europa, o que não é nada gratificante, sermos reconhecidos como a nova Grécia, e perdermos direitos e a voz. Somos cada vez menos importantes e isso não nos deixa imenso felizes.
Para 2013 desejamos... hum, 2013 pode ser um ano de azar ou de tragédia, nao e? Esperamos que seja só de azar, pouco azar para 2013. Ë o nosso primeiro grande desejo: pouco azar.
Desejamos ter mais tempo para nós, para estarmos com os nossos filhos, mais tempo pessoal mas mais tempo sem ser por estarmos em casa, desempregados. Tempo que nos sobre do escritorio.
Olha, gostava especialmente- sei lá , isto é um desejo quadripolar- de ter um daqueles facebooks com uma rede de contactos que não desse destaque ao desejo consumista de uma Pepa, desejos consumistas clássicos para quem não vive em tempos de austeridade.
Queria ter amigos que se indignassem com isto em vez de apedrejarem a Pepa em praça publica, que tornassem esta noticia viral em vez da mala Channel da Pepa, porque os tempos não estão fáceis, que não tão, mas o que eu queria mesmo para 2013 era portugueses indignados com o que merece, realmente, indignação. (é um link, carregai!)

 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Polemicas da semana

Nao vou comentar aquilo da Pepa, nem da Sumol nem da deputada que foi apanhada em flagrante delitRo, ok?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Aos 9 de Janeiro de 2013, à Ana por ocasião dos seus 5 meses

Quando nasceste, há cinco meses atrás, o meu corpo encaixou-se no teu. Não, Ana, não foi durante a gravidez, foi mesmo no dia em que nasceste, no dia em que te recebi.
As minhas mãos têm o tamanho exacto para engolirem as tuas e as aquecerem quando estão frias. Quando te encostas ao meu peito e te enroscas como um bichinho-de-conta, os meus braços envolvem-te, exactamente, na medida certa. O curvo da tua testa, o arrendondar da tua cabeça pedem-me que levante o queixo e os deixe pousar na curva do meu pescoço, como se fosse um modelo perfeito de uma chave e de uma fechadura. A tua pele tem a temperatura da minha, excepto quando tens frio e o meu corpo te aquece ou quando tens calor e o meu soprar tem a frescura exacta para te refrescar.
O teu sorriso engole, inteirinha, a minha alma, sem deixar nada que sobre, nada que exceda, o teu sorriso é a toca da minha vida, a casa à medida para eu ser feliz.
Quando brincamos, o teu pezinho gosta de me tocar nos lábios e eu engulo-o, num jogo de faz de conta, os dedinhos, o peito do pé e cabes inteirinha naquele jogo de amor. O meu braço esticado tem o comprimento do teu tronco, quando te repouso nele para te massajar a barriga e te afastar a possível dor. Os teus olhos, azuis, são o tecto da minha vida, o sinal de esperança de que o sol sempre brilhará, sem nuvens nem chuva nas nossas almas, sao assim os teus olhos azuis, como o céu num dia de Verão.
O meu colo, ah, o meu colo, Ana! O meu colo foi recortado para ti, ainda bem que foste tu quem aqui chegou, há cinco meses atrás, porque no meu colo não cabe desta forma nenhum outro bebé, costumizado que foi para ti, feito à medida para me tornar mãe. Mãe de ti.
Sabes, Ana, às vezes tenho medo que cresças, que deixes de me servir, que não caibas mais em mim. Mas, filha, acredito que os corpos se adaptam aos filhos, e o meu também crescerá à tua medida, como um puzzle ao qual acrescentam peças e, ainda assim, não se estraga o desenho original, tornando-o ainda mais completo e perfeito. Até ao dia em que seja o meu corpo, velhinho e vivido, que passe a caber todo em ti.

Um beijo da tua mãe

(As cartas para a Ana, a partir deste mês, passam apenas a ser publicadas aqui)

Primeira quadripolarização de 2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E uma lata de chispalhada...

A minha tia trabalha num hospital psiquiátrico. Um dos utentes "apaixonou-se", recentemente, pela minha tia. Abeirou-se dela e propôs-lhe fazerem um piquenique romântico e a minha tia, com o bom humor que a caracteriza, disse-lhe que sim senhor .
E, na continuação da brincadeira, acrescentou que ia comprar sandes, fruta, batatas fritas, sumos, bolachas, croquetes, rissois (e foi enumerando um sem numero de alimentos). Quando parou, questionou o senhor: " e então, parece-lhe bem?", ao que o mesmo respondeu "Parece, sim senhora, e não se esqueça... de uma lata de chispalhada".
A minha tia continuou "ah, e ainda fazemos uns ovinhos mexidos, uma quiche de frango, uns pastéis de bacalhau, que me diz?". Concluiu: "Boa, boa, e uma lata de chispalhada?"
 
Pelo que, esta é a frase do ano da família Norte e sempre que queremos desconversar lá nos sai o "e uma lata de chispalhada".
 
Somos uns românticos, é o que somos! (E uma lata de chispalhada...)

Best of da estadia dos meus sogros

Estou aqui, apoquentada e indecisa, em escolher o top 5 dos melhores momentos da quase interminável prazenteira estadia dos meus excelsos sogros por altura das festas.

Assim em votação:

1- A lavagem das miudezas da minha sogra com o meu sabonete de alcatrão para as calosidades dos meus pés

2- Aquele momento em que o meu sogro pediu vaselina para hidratar os carris do meu roupeiro. Face à minha resposta de "não tenho vaselina, espreite se há algum creme alternativo no armário da casa de banho", ter encontrado o mesmo a besuntar o roupeiro com isto

3- Os gritos da minha sogra, em agonia, a ver o meu sogro pendurado numas escadas de 5 metros, que foi pedir emprestadas ao quartel dos bombeiros (!), para me arranjar os carris dos estendais da varanda da cozinha. Sem corda de protecção nem arnês, mas com um belíssimo cinto de cabedal a prender a presilha das jeans à corda de aço

4- A sobrinha a resmungar à meia-noite no reveillon face aos desejos de  "Boas entradas" com um indignado: " Outra vez? Mas já não íamos nas sobremesas?"

5- A sogra confidenciar-te que tem sonhos eróticos com o vocalista dos UHF

6- O momento em que fomos todos em família para uma volta na roda gigante em Cascais e que os gritos da sogra se ouviam de tal forma que passada apenas a primeira volta pararam a roda gigante e nos convidaram, amavelmente, a sair

7- A cara do namorado da minha mãe em resposta aos piropos "a minha comadre ainda tem um pernão que faz inveja a muitas miúdas de 20 anos" por parte do meu sogro

8- O encontro da minha sogra com o Manuel Luis Goucha no Cascaishopping, o pedido de fotografia da praxe, o pedido de beijinho às netas (minha filha incluída) e o desabafo do "Ai, se eu não fosse casada..."

9- O pedido de desconto a todas e quaisquer operadoras de caixa de lojas, supermercados, cafës e afins com quem o meu sogro se cruzava

10- O pedido da sobrinha na mesa da consoada "Tia, pode-me dar um pratinho de cuspo de camelo, por favor?"

Agora? Agora escolha!

Queridas pessoas que me enviaram um postal de Natal

Esta semana, gradualmente (porque parecendo que nao tenho mais coisas para fazer) vou actualizando no meu instangram

Sabes que és boa pessoa, mesmo boa pessoa quando...

... uma alminha que escreve noutro blog te azucrina o juízo, tenta tirar-te do sério, aborrecer-te, chatear-te, mostrar a sua raivinha dos dentes e faz campanha publica contra ti, ofendendo-te e difamando-te, faz isto tudo, esquecendo-se que, a propósito do PPC, te enviou por e-mail a sua morada de casa e, depois disto tudo, ainda assim, percebes que és mesmo boa pessoa pois ainda não lhe foste cagar à porta.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita...

Era só eu que quando era pequena dizia "vamos cantar as asneiras" em vez de "vamos cantar as Janeiras?" :/

Reacção de mámen ao regresso dos pais à ilha

Deixa-me a mim e à miúda a dormir e vai levar a família ao aeroporto. 
Regressa a casa, não diz nada, senta-se no cadeirão, ar apático, fecha os olhos. Fico solidária com isso de se ter os pais longe, com alguma pena do bichinho, abeiro-me e pergunto-lhe se está triste.

Resposta: Shiiiuuuu! Deixa-me mazé curtir o silêncio...


...

...

...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ideais que se m'alembram

Se há uma kidzania para os putos não poderia haver uma Oldzania para os sogros?

Experimentavam diferentes lares de idosos para ver com o qual se identificavam mais, treinavam receber as suas reformas nos postos dos correios, brincavam aos hospitais, os homens distraiam-se com filmes pornográficos e faziam concursos de quem aguentava mais Viagras de chofre, as mulheres faziam misses em cabelos ralinhos e workshops de pontos de tricot. 

Eu sei que os meus só têm 54 anos mas, sei lá, era assim uma simulação real. 
Uma projecção catita para o futuro. 

Pior que as sete pragas do Egipto....

Seis e meia da manhã. Sogros despedem-se com lágrimas (da neta, claro). Adeus, adeus, até Abril, se Deus quiser.

Pólo Norte levanta-se, trata da bebé, senta-se ao computador para terminar uns relatórios de avaliação psicológica. De cuecas, claro está. Finalmente home alone!!!

Nove da manhã mámen põe a chave à porta.

Pólo Norte- Então, muitas lágrimas no aeroporto?

Mámen- Hummm, como é que te hei-de dizer isto? Os meus pais perderam o avião...

Pólo Norte- Ah, brincalhão! Ahahaha. Deixa de ser parvo!

1 segundo depois uma cabeça com bandolete cor-de-rosa a espreitar pela porta da entrada:

"Oláááá, tia!"


(Eu mereço?)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A partir de 2013 o Quadripolaridades é um blog "baby free"

Porque criei o Mãegyver, só para assuntos baby fofis coisos.

Espreitam?

O mistério do sabonete de alcatrão

Comprei há tempos um sabonete de alcatrão que uso para lavar os pés. A ideia do alcatrão é servir de esfoliante natural contra as calosidades dos presuntos. 
Aquilo é áspero, arranha e não cheira particularmente bem. Mas é eficaz.
Na saboneteira por cima do bidé jazia o sabonete viçoso. No entanto, de há uns tempos para cá, o sabonete tem vindo a encolher. A ficar cada vez mais gasto. 
Questionei mámen se ele tinha usado o MEU sabonete. Respondeu-me que não, que horror, que uma vez tinha experimentada e que aquilo era nojento (homens, pfff!). 
Fiquei com a pulga atrás da orelha. 
Ontem, a minha sogra saiu da casa-de-banho e eu fui lavar as mãos logo de seguida. O sabonete ali, estava, ainda molhado e, obviamente, mais pequeno. Questionei-a, incrédula. 

"Ai filha, tenho-me andado a lavar por baixo com ele. Aquela marca de sabonete é mesmo boa, hás-de dizer-me onde se compra aqui que lá nos Açores não se vende no hiper..."

...

...

...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O primeiro "O mundo divide-se" do ano

O Mundo divide-se entre as pessoas que dizem dois mil e treze e as que dizem dois mil e treuze.

No próximo ano (13 desejos para 2013)

1- Fazer uma escapadinha que inclua uma prova de vinhos a dois
2- Andar de balão
3- Assistir à primeira palavra da Ana
4- Voltar a Ponte de Lima
5- Fazer toda a praia que não fiz em 2012
6- Aprender uma nova língua
7- Baptizar a minha filha e celebrar no império dos pescadores das Velas
8- Fazer o circuito de spa no Zmar com mámen
9- Redecorar a minha casa
10- Organizar, em grande, a festa de um primeiro aniversário
11-Tirar mais fotografias
12- Fazer um workshop de escrita criativa
13- (é segredo)

A tradição ainda é o que era

Tenho a boca a saber a papel de música.
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