quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Orgulho nacional! A capital de Portugal é a quarta cidade mais bonita do Mundo. Orgulho nacional? Herrr..

Conceito de flash mob na Austria:

   

 Conceito de flash mob em Portugal::

Se fosse eu, processava o Mark do Facebook...

Aqui vai a minha solidariedade a todos os meus amigos que fazem anos dia 29 de Fevereiro e que estão a ser alvo de facebook-jacking hoje, com votos de parabéns antecipados, porque a rede social conclui que, em ano não bissexto, estas pessoas comemoram o aniversário no dia antes ao do seu nascimento. 


A polémica do momento # último

Substituir bimba por bimby. É só uma ideia...

 

A polémica do momento # 1

Cuidado, fashionistas:  agora só poderão dizer que compraram a mala na "Bimba  Pessoa com gosto duvidoso & Lola", ok?


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Para uma gala dos Óscares e naquele contexto, o outfit não era, de facto, o expectável e o mais adequado, estamos entendidos?

Já aqui contei a lição que aprendi com um professor de Educação Física que me deu a primeira negativa da minha vida. A história é simples e conta-se rápido: eu sempre tive problemas ortopédicos e, embora fosse uma aluna com muito bom aproveitamento, naquele ano o professor deu-me um 9 no final do primeiro período. Não tinha currículo alternativo e, numa perspectiva de comparação inter-pares, eu merecia a nota mais baixa da turma. Portanto, ou eu alinhava em aceitar ser avaliada num currículo alternativo que tivesse em conta as minhas diferenças ("e para, isso, menina, tem que aceitar que é diferente neste campo, doa o que lhe doer!") e seria avaliada de uma forma justa, tendo em conta os meus recursos ou, se continuasse a fazer negação, então ele faria também e avaliar-me-ia com os mesmos critérios que os demais. 
Eu sabia que o 9 era merecido se olhasse para o desempenho dos meus colegas. Lá no fundo eu sabia. Mas, por outro lado, também sabia que não queria ser tratada de forma diferenciada e o currículo alternativo lembrar-me-ia da minha diferença. Sabia que não era igual aos outros e não era justo ser comparada com eles e avaliada dessa forma. Mas também não queria ser diferente. No meio disto tudo, achei que estava a ser discriminada. Discriminada por aquele 9. 
Achei que o professor podia ser mais benevolente, mais sensível à minha diferença, fazer de conta que eu era igual aos outros no trato mas avaliar-me de forma diferente, beneficiando-me na nota. 
A questão do currículo alternativo era uma ofensa para mim, que queria tanto minimizar a minha diferença. O que eu queria era um 18 a Educação Física, um 18 para não destoar das outras notas em que eu era, claramente, melhor aluna que a grande maioria dos meus colegas, um 18 para tornar simétrico o meu desempenho escolar. Eu queria o 18 que não merecia. Eu queria ser discriminada positivamente. Era confortável. Sei até que, alguns professores pressionaram o professor Rodrigo, no final daquele primeiro período, para me dar uma melhor nota, "por favor". Não deu. 
No meio de toda a raiva, tive que sacar de toda a inteligência emocional que os meus 15 anos me permitiam, e aceder a ter um currículo alternativo. Assumir a diferença para ser tratada de forma justa. 
Entretanto cresci. A diferença mantém-se. 
Faço uma vida normal. Saio de casa todos os dias. Sou julgada pela opinião de terceiros como toda a gente, como a estrambólica que vai de chinelos no metro, a outra do cabelo cor de rosa debotado ou o miúdo com calças a escorrerem-lhe pelo rego. Vivo neste mundo.
Há dias em que acordo com uma cara péssima. Que visto roupas que não lembrarm ao menino Jesus. Que digo bacoradas. Não vivo numa redoma de vidro e tenho consciência de que tomo atitudes passíveis de ser criticadas. Assumo-o. 
Não me importo que digam que estou com cara de peido choco. Que pareço uma maltrapilha, ai filha como é que saiste de casa assim, tens uma nódoa de bolsado, pareces uma badalhoca. Que quando me ouvem dizer merda da boca para fora me digam que sou estúpida que nem uma porta. 
O que me faria confusão é que enquanto alguém me julga pelo que vê, ouve (ou lê) levasse uma cotovelada do vizinho do lado, um abrir de olhos e um "não a julgues porque ela tem uma deficiência física!". Porque, apredi com o professor Rodrigo a primeira lição para estes casos: não há nada mais injusto que a discriminação positiva, a condescendência, o tratar com peninha. 
A segunda grande lição aprendi-a com o tempo: a vida não tem currículos alternativos. Peito para fora, barriga para dentro e ... sentido de humor é preciso!

(E, sim, isto é bonito e trata-se de superação mas não é de génio. E, sim, também continuo a achar que os postais pintados com a boca por tetraplégicos não têm, regra geral, ponta por onde se lhes pegue! E que a miúda não ia vestida a preceito para um evento daquela envergadura.)

A parábola do nosso amor na história de outros (ao mámen)

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver. 23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse... e foi assim."- Maeve Jinkings

Dom Camilo e o seu pequeno Mundo


*Aos berros com Deus


Desci as escadas zangado. Antes de pisar o primeiro degrau estivera a dizer umas quantas coisas ao lá de cima. Acabado de descer o último degrau, deparei-me com uma paroquiana de rosto fechado. Esbocei um sorriso largo e ela também. Olhei-a nos olhos e ela fez-me o mesmo. Sorrimos ambos como se quiséssemos fazer de conta que nada se passava. E o padre foi o primeiro a quebrar o sorriso. Então, dona Teresa, que se passa? Não sabia que fazer da vida e não entendia porque Deus não agia na vida dela como ela precisava. Nem a propósito, disse eu. Ainda agora estive a ajustar umas contas com Ele. A dona Teresa abriu o rosto de admiração, e disse, Olhe que às vezes apetecia-me berrar com Deus. Sosseguei-a respondendo que não havia mal nisso, e que eu berrava com Ele muitas vezes. Mais vale dizermos aquilo que pensamos. Afinal Ele já sabe e nós ficamos aliviados. Eu acho até que pode ser uma interessante forma de oração."

in "Confessionário de um Padre" (e a falta que fazia na blogosfera um blog escrito nesta perspectiva e desta forma?)

Decepcionada que estou pelo facto das almôndegas suecas do IKEA conterem carne de cavalo

Sempre apostei que ali não entrava cavalo.

Só rena.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Eu gostava de me enganar no juízo que faço sobre a maioria das pessoas. Mas depois... we'll alwavs have Vasco Galvão Teles

Depois distodisto e disto, isto:

(imagem da )


(Pólo Norte: inspira, expira, ufff)

A Oeste nada de novo


Eu acho bem. 

Palhaços por palhaços, estes ao menos são capazes de diistribuir licor Beirão e cantorias nas respectivas campanhas. 

Que de beijinhos (e facadas nas costas) a malta já está farta!

O inconsciente é tramado

Recebo, quase diariamente, pedidos para divulgar animais para adopção. Não querendo correr o risco de transformar este blog na página da união zoófila, vou partilhando alguns dos casos que me chegam com os amigos e na minha página de facebook pessoal.
Abri uma excepção uma vez aqui no blog com uma gata. E, há dias, abri outra, divulgando uma pequena ninhada de cães para adopção na página de facebook do blog. 
Não sei porquê a fotografia daquele cachorrinho não me saia da cabeça e sentia que a este, a este específico, tinha que ajudar a encontrar um dono. 
O Mr. Big - assim apelidado por ser o maior da ninhada- depressa foi adoptado por dois donos quadripolares (beijos Erica e Zé!) e eu fiquei comovida que só visto. Inexplicadamente comovida. 
Ontem, recebi uma fotografia do meu novo "afilhado" e e algumas notícias dele, entre as quais, que, na volta, o mesmo é arraçado de rafeiro alentejano. 

Créditos da fotografia: Célia Lopes

Como comentar quadripolarmente a gala dos Óscares # Lição 5- Assumir a sua identidade quadripolar

A saga da chouriça oscarizada- primeiro acto

Participação especial de mámen que "gravou" a cerimónia toda

Ursos ao poder!

Já a pensar como sermos nomeados para os Óscares do próximo ano

A saga da chouriça oscarizada- segundo acto
Dilemas quadripolares quem os não tem?

...
....
.......
Status postado mais ou menos 25 horas depois do término dos Óscares. Mais hora menos hora.



Como comentar quadripolarmente a gala dos Óscares # Lição 4- Escolher uma diva

(Bicos do fogão acesos I)
(A surpresa)
(Todos os museus que vos vier à cabeça)

(Bicos do fogão acesos- II)





Como comentar quadripolarmente a gala dos Óscares # Lição 3- Perceber tanto de moda como o Goucha de classic suits

(No Carnaval mascarei-me de passadeira)
(Solidariedade de recém-mamã)
(a esta será que as da seita fodem a cabeça?)

(é aproveitar enquanto há SNS)
(ao menos não se sujeita a levar multa se tiver que trocar um pneu)
(Já não lhe bastava ser gozada na escola por causa do nome...)

(aka Halle Bera, ex- Halle Berry)
                        
(Esta pediu factura em nome do Passos)


Como comentar quadripolarmente a gala dos Óscares # Lição 2- Não perceber um boi quem são os intervenientes


(aka apresentadora loura cantora country cujo nome não sei)
(aka Suraj Sharma de "A vida de Pi")
(aka Suraj Sharma, ou Pito Shoarma, como quiserdes)


(aka Nicole Kidman)

(a propósito da acompanhante do George Clooney)
 
                                     




Como comentar quadripolarmente a gala dos Óscares # Lição 1- Não ver nenhum filme










domingo, 24 de fevereiro de 2013

Óscares versão quadripolar-Pólo Norte apresenta o seu vestido para assistir à gala


Óscares versão quadripolar- sinopse

Estamos assim, 41 pessoas, tipo Ali Pólo Norte e os 40 ladrões num grupo fechado de FB a fazer o debriefing da gala dos Óscares. 

O regabofe vai começar. 

Acabou de acontecer

Mámen- Fazes-me uma massagenzinha nos pés?

Pólo Norte (com ar de WTF e a pensar como o mandar dar a volta ao bilhar grande sem usar vernáculos): Grândoooooola, vila moooreeeena, terra daaaa fraternidaaaaade...

Esta coisa de se pedir factura em nome do primeiro Ministro

Já há um grupo de facebook. Os NIF's dos nosso políticos circulam por todo o lado nas redes sociais. 
Não obstante não ser ingénua ao ponto de achar que isto vai ser uma maçada para o Passos Coelho (depois do circo mediático em torno desta iniciativa ninguém vai auditar as contas ao primeiro ministro, certo?) acho que o protesto tem imenso sentido de humor. Acho eu e acha o Financial Times.
No entanto, há uma coisa que conseguirá, de certezinha, maçar o Coelho: a Laurinha. 

Pelo que proponho que os utentes dos seguintes locais peçam a respetiva factura em nome do Peter Steps Rabbit após o devido "consumo":

Requinte Motel

(estes são os que eu conheço em Lisboa, façam o favor de partilhar mais com os respectivos links aí na caixa de comentários)

Os leitores deste blog são melhores que os dos vossos #8

Há dias escrevi aqui no blog sobre o Isnaba. Num instante apereceram-me muitas pessoas a oferecerem-se para ajudar: uns ofereciam o CPU, outros o monitor, outros o rato, uns tinham 2 ou 3 computadores avariados e prontificavam-se a juntar peças e construir um funcional, uma leitora ofereceu-se para pagar uma pen com Internet até ao fim do ano, outra prontificou-se para dar a sua password da ZON fon e outro, ainda, para nos ensinar como "roubar" net da vizinhança. :) Uma leitora ofereceu o seu portátil usado.  E uma figura pública escreveu-me a dizer para não aceitar ainda nada, porque ia mover esforços para conseguir um pc novinho em folha com internet (e skype!) para o rapaz. Aguardo desenvolvimentos para ver se em Março abrimos o Mundo para o Isnaba!

Anteontem a minha amiga Madalena falou-me da necessidade de se adoptar três cãezinhos. Coloquei as suas fotografias na página do facebook do Quadripolaridades e a Erica enviou-me uma mensagem. Tinha receio de adoptar o cão e angústias, medo, especialmente medo, de não ser a melhor dona para o bicho, o maior da ninhada, pelo qual, sem saber racionalizar, já se tinha apaixonado. Sem pressões, facultei os contactos à Erica da Filipa e da Madalena e deixei-a pensar no assunto. 


Há minutos, abri a minha conta de facebook. O maior da ninhada- agora chamado de Mr. Big- afinal, escolheu-o a ela.
E eu lacrimejei. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Também estava a pensar ir à Seaside comprar umas sandalitas para a cerimónia, ó se estava...

Mas se a Rita Pereira.- que é a Rita Pereira-compra umas no número acima e ainda tem que usar pensos nos calcanhares, nem me atrevo...


Há a numeração romana. E há a coloração romana.

Desde a gravidez que não pinto o cabelo. Está da minha cor natural um loiro escuro. Tinha-me decidido a voltar a fazer umas madeixas agora para o baptizado da Ana.
O Nuno Markl trouxe ontem, até mim, a luz. Ou melhor, as trevas. 


Obrigada, Nuninho. Se a coisa do ""Homem que mordeu o cão" não resultar como as "Traquitanas" tens toda uma carreira como fashion-adviser à tua frente.

(E aquilo é uma permanente? Ou faz-se trancinhas com o cabelo molhado à noite, e de manhã desentrança-se e fica-se assim? Contem-me tudo!)

I hate Starbucks

Vamos começar pela premissa básica: o único sítio onde o Starbucks é bom é no estrangeiro. E não é no estrangeiro todo. Excluam Colômbia, Etiópia e mais alguns países produtores de café.
O problema do Starbucks é todo o imaginário em torno da marca: o glamour daquela cena do "Diabo veste Prada" em que a gaja do "Diário da Princesa" pede o copo de café, empiriquita-se nos stiletto e vai entregar o café à megera da Meryl Streep, lá na Vogue. Aqui interessa tudo: as roupas da Anne Hathaway, o glamour da Vogue, a coragem da chiquitita estagiária que passa de mosca morta a fashionista ao fim da primeira meia hora da película (é apanágio desta actriz ou é de mim? Não sei porque não a aproveitaram para o Anjo Selvagem em vez de à Paula Neves...), o ar cascavel- jararaca da Merylzinha. Interessa tudo. Menos o café.
Aliás é esse o truque do Starbucks: todo o aparato cénico em torno da marca. Entre o Caffè Americano,o Caffè Mocca, o Caffè Latte, o Caramel Macchiato, o Frappuccino, mais o "como é que se chama? Saiii uma mocca para a Apólo!" mais a bolacha "amaricana" mais o "não quer levar uma caneca do Starbuks da Bobadela, isto agora substitui as tichartes do Planet Óliude, sabia?" mais "quer a password do nosso wi-fi gratuito?", são várias as manobras de diversão para nos desfocarem do essencial: o café. 
O problema do Starbucks é que aquilo pretende ser a feira popular dos cafés. E eu quando vou beber café não quero viver uma "experiência". Quero só beber café: forte, quente e curto. Café.
O problema do Starbucks é a missão e a cena da responsabilidade social. A única responsabilidade social que eu quero do Starbucks é que não contamine a boa bica portuguesa, o cimbalino em chávena escaldada, a italiana, o garoto, o pingado, o galão, o café com cheirinho e afins. A única missão que eu quero do Starbuks é que continue a existir. Em Espanha, principalmente em Espanha. E em Inglaterra , na Bélgica, na Alemanha e nos States. Excepto, claro está, nas cidades onde haja comunidades portuguesas que aí podem missionar para outro lado onde a bica não seja rainha.
O problema do Starbucks é que é um conceito burro como as misses americanas. Instala-se ali em Belém para começar, olha-me que  desplante! Mas alguém, de juízo perfeito, vai enfardar uma bolacha "amaricana" com um Frappuccino com natas de vacas peludas da Escócia em vez de uma bica curtinha e um pastel de nata? Isto deveria ser crime público. Tentativa de burla aos estrangeiros que só conhecem aquilo e, às páginas tantas, torcem o nariz à porta da Fábrica dos Pastéis de Belém.
Ah, mas também lá vão Portugueses. Pois, está certo. deve ser logo a seguir a irem buscar o panito à padaria-cujo-nome-não-posso-pronunciar-porque-senão-cometo-mais-uma-pani-heresia.
O problema do Starbucks é que é um negócio pouco inteligente: que tenta ser amigo à força chamando-me pelo nome e não percebe que a maioria dos clientes diz que se chama "Adolfo Dias" ou "Óscar Alhinho", just for fun.
O problema do Starbucks é que, em Portugal, as pessoas espertas não querem ser a Paula Neves da América a servir de empregada de mesa para a editora da revista Activa, passeando de copos de papel cheios de café enquanto tentam tirar o salto que ficou preso nas pedras da calçada portuguesa. As pessoas querem uma bica, em chávena de porcelana, ao balcão ou à mesa, curta, forte e sem borras no fundo da chávena. Os clientes não querem ter que apresentar o nome completo para beber um café, que já nos basta termos que pedir factura. Os clientes não querem ser buddies nem essas "mariquices nem amaricanices". Querem café. 
O problema do Starbucks é o Starbucks.

Disclaimer: piada seca com piada seca se paga

Sintonizados na gala dos 20 anos da TVI, tipo viciados em junk TV, ouvimos a anedota da Marisa Cruz:

- Onde é que vivem 2 patos?
- Num "patamento"!

Olhamos um para o outro com ar "dahhh". Acrescento eu:

- Esta deve estar com 'patite...

(Estamos a rir há meia hora. Com lágrimas e tudo.)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Serviço público

Vão verificando, de vez em quando. Espero que um dia destes tenhamos todos uma (agradável) surpresa. 

(sim, é um link)

A pani-herege do ano # 2


(Rest my case)

Orgulho ISCTENIANO!



Porque na minha faculdade as manifestações não se fazem nas redes sociais, no facebook, no insulto a páginas pessoais, faz-se com presença física, cânticos e palavras. 
Faz-se com muitas e sérias palavras. 

Iscteniana até morrer!

A pani-herege do ano # 1

Foi o descalabro. Dizer o que penso sobre "A Padaria Portuguesa" foi uma heresia. Ele há quem goste, quem se sinta muito ofendido, quem me chame de "Velha do Restelo".
Vamos lá a explicar: eu não sou contra a inovação. Eu aplaudo o conceito da cadeia de lojas "H3", por exemplo. Gosto muito, comida boa (hamburguéres a saber a carne, quase, quase tão bons como os melhores da linha, ali no bar dos "Gémeos", em Carcavelos), ideias inovadoras de acompanhamentos e entradas para o menu, empregados fardados em consonância com a ideia de modernidade das lojas, despretensiosismo. Assumidamente um conceito que pretende fazer diferente. 
Reitero, eu não sou contra a inovação. Aplaudo-a. 
O que me irrita é a descoberta da pólvora depois da guerra. O "vamos reinventar o pão". Senhores, não se reinvente o que já é bom, não se reinvente a padaria portuguesa (substantivo e adjectivo sem maiúsculas, que não é marca) que é provavelmente- atrevo-me a dizer- das melhores e mais variadas do Mundo. Em qualidade e diversidade. Pior, não se chegue ao contra senso de se colar a nova e inovadora marca ao estandarte do antigamente com slogans como "Venha redescobrir o verdadeiro sabor do pão" ou "Redescubra o pão quente". Nós não precisamos de redescobrir nada. Nós precisamos é de preservar o que já foi descoberto há séculos. Nós precisamos é de consumir nas padarias tradicionais, de bairro, para que elas não entrem em insolvência e, aí sim, tenhamos que redescobrir. 
A grande diferença dos conceitos da "H3", por exemplo, e da "Padaria Portuguesa" é que a H3 não quer redescobrir nada. Não quer colar-se à imagem de antigamente. Quer fazer hamburguers, bons, de qualidade num conceito novo. Não quer o pretensiosismo de trazer das trevas a carne como-deve-de-ser de antigamente. Não quer ser o D. Sebastião das carnes.
Na "Padaria Portuguesa" se o pão é bom ou mau, isso caberá a cada um decidir. No meu caso, não é sequer uma opcão alternativa ao pão da minha padaria de bairro. Porque tenho, de facto, alternativa. Espero continuar a tê-la, assim os consumidores não as troquem pelas "Padarias Portuguesas" deste país.
Se não percebem algo tão simples como isto condenem-me à fogueira. Ou, neste caso ao forno. Mas como último pedido tragam-me um pãozinho estaladiço e quentinho ... da padaria típica do bairro, boa?
Comigo é assim: "pão-pão, queijo-queijo"!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estaciono o carro. Guardo o tablet- cujo GPS me orientou até aqui-  depressa na mala, não vá ninguém estar a ver-me e ainda ser assaltada. O prédio, no bairro social com má fama, não tem varandas. Fico sem fôlego a subir as escadas até ao terceiro andar.
Bato à porta, nervosa. Relembro-me do horror das "visitas domiciliárias" que era obrigada a fazer enquanto trabalhei na Casa Pia. Não gosto de ser invasiva mas a enfermeira que me acompanha pediu-me ajuda. Irá fazer o penso ao rapaz que tem uma escara no pé. Das feias. Seria importante eu conhecê-lo, diz ela. Voltei a ser psicóloga social. 
Lá dentro o Isnaba abre-nos a porta. A casa imaculada e limpa tem poucos móveis, importante para que o Isanaba se consiga mover à vontade, na sua cadeira de rodas. 17 anos, cor de chocolate, grande, extraordinariamente bonito. Recebe-nos com um sorriso. 
Olha-me nos olhos, não me teme. Foi atropelado na província, lá na Guiné e ficou paraplégico. Ri perante as minhas tentativas de arranhar o crioulo, que a minha amiga Catarina me ensinou. Veio para Portugal tentar voltar a andar, o pai morreu entretanto e o tio paterno prometeu fazer tudo por ele. E fez. Trouxe-o para Portugal, mudou toda a sua vida para perseguir o desejo do sobrinho voltar a andar, trouxe a mulher, depois as filhas, a mais velha chegou há um mês. Já não via os pais há muito tempo mas sabia que os pais vieram fazer o que tinha que ser feito, ajudar o primo, porque a família é responsabilidade de todos. A mãe do Isnaba e os irmãos ficaram lá na Guiné, telefonam-se quando há dinheiro.
O Isnaba não se queixa. Adora o tio. Serve de skate humano para a prima pequenina, que se põe em pé no seu colo, enquanto ele faz deslizar as rodas da cadeira. São oito pessoas agora lá em casa para três quartos. Um é só para o Isnaba, os outros membros da família desdobram-se entre beliches, esteiras no chão e um sofá de pele corcomida que lhes ofereceram. Nunca se queixam. "Quando eu começar a andar vai valer a pena o sacrifício de todos. Vou compensá-los". 
O Isnaba não vai à escola desde que saiu do hospital. As enfermeiras do centro de saúde têm-lhe feito o penso ao domicílio. Sente falta de ver gente diferente, sorri o Isnaba e pisca-me o olho, galanteador. "Às vezes- todos os dias- venho aqui para a janela e vejo a vida lá fora. Tenho saudades da chuva. Na Guiné chove muito, sabe?". A Câmara Municipal está a tentar encontrar um apartamento num rés-do-chão para a família do Isnaba, em que uma simples rampa possa ser a ponte para o mundo, ainda que um mundo sobre as rodas que, dificilmente, abandonará. 
Entretanto, faz-me um click: um computador. Preciso de um computador com ligação à Internet. Um computador que lhe traga notícias do Mundo, vídeos da Guiné, quem sabe a integração num projecto de tele-escola. Preciso de um computador que lhe traga um facebook, poder reencontrar os ex-colegas da enfermaria do hospital, novos amigos. Preciso de abrir o Mundo para o Isnaba, ainda sem chuva, ainda que abrindo-lhe apenas mais uma janela. 
O Isnaba não sai de casa há meses, um ano talvez e os seus 17 anos fazem-no crescer e um dia o Mundo talvez não lhe caiba. Preciso de um computador para lhe devolver, devagarinho, o Mundo. Um computador. Para começar.

Invoicebusters

Agora, que estou concentrada na minha missiva de me tornar uma "Invoicebuster" (ao longe a música do genérico: nananana nananananana nanana na na Invoiiicebuster) as minhas próximas missões são:


  • Máquinas de vending 
  • Senhores que vendem bolas de berlim nos areais das praias
  • Máquinas de diversão em que os putos se sentam em cima para dar uma voltinha
  • Senhores que vendem imperiais com máquinas de pressão às cavalitas nos festivais de  verão
  • Sítio onde se vendem as velas no Santuário de Fátima
  • Slots machines do Casino do Estoril
  • Fontes dos desejos para onde se atiram moedas
  • Senhor que recolhe as esmolas e oferendas durante a missa de domingo
  • Arrumadores de carros
(em actualização)

Olha que de repente não me parece má ideia...

O Papa, agora resignado e de volta ao mercado de trabalho, podia concorrer para Presidente do Sporting. 

É que é possível que tenha uma network com Deus, os santos e os anjos fazedores de milagres divinos e afins, que era capaz de dar jeito...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Amor (muito amor) é...

... dar por bem gasto o balúrdio de euros empregues numas botas horrorosas de marca, que parecem daquelas de compensação para pessoas que têm uma perna maior que a outra, só porque isso vai deixar a prima fashionista, e hoje aniversariante, feliz. 

(No jantar de aniversário de mais logo juro que fotografo as ditas para vocês poderem gozar à vontade!)

(Parabéns, caçula!)

I hate "A Padaria Portuguesa"

Irritam-me as "Padarias Portuguesas". Ah e tal, o conceito é muito bom, o pão de Deus é fabuloso e os croissants parecem os do "Careca". Já ouvi de tudo. 
Enerva-me o conceito, para começar. É uma pastelaria com um bom design de interiores, um bom marketing, uma cara famosa por detrás da marca e a ideia de que se pode ter de volta a magia das antigas padarias portuguesas. Eu não quero ter uma nova padaria que me lembre as antigas, ok?
Eu queria mesmo é que as pessoas que vão às novas padarias porque lhes lembram as antigas, sejam espertas e procurem nos seus bairros as antigas padarias. As verdadeiras. Essas mesmas com senhoras anafadas a atender ao balcão de mármore, paredes caiadas, sem mesas ou com mesas de madeira velhas e consumam os produtos de lá. 
Eu queria mesmo é que as pessoas que vão às novas padarias porque lhes lembram as de antigamente vão à "Panisol", à "Sacolinha" e que não tivessem deixado falir as "Luas de mel", porque as antigas, as tradicionais, as que os outros querem imitar, são mesmo essas. Eu queria que as pessoas frequentassem as padarias dos seus bairros, as que nem sequer pertencem a nenhuma cadeia de padarias, como aquela que há ali na Av. D. Carlos I, em Santos, cá em baixo ao pé da Farmácia e que, de manhã, tem pão quente e fresco, pão estaladiço que sabe a pão.
Eu queria que as pessoas fossem espertas e não quisessem o novo glamouroso a imitar o antigo rústico e simples, que não quisessem padarias com lettering xpto, fardas desenhadas por um estilista famoso e pães a imitar os de outros tempos. Queria que as pessoas procurassem as padarias de balcão de mármore e madeira, empregados de branco a atender, clientes com sacos de pano a irem buscar o seu pão do dia em vez dos sacos de papel reciclado maricas. 
Queria que as pessoas não deixassem morrer as padarias que cheiram a pão e cujos balconistas têm que pôr ordem aos clientes que quase lutam pela sua vez como um "Vamos lá ver se nos entendemos, mau maria, temos pão que chegue para todos!" em prol das padarias portuguesas com cheiro a ambientadores da Zara Home e com civilizados dispensadores de senhas. 
Os Pães de Deus são de comer e chorar por mais? E têm pão de sementes de papoila e de 364 cereais?  Oh, filhos, nunca experimentaram as merendinhas de chouriço da Panisol, é o que é.  Nem os papo-secos, daqueles que sabem mesmo a pão, aqui da mercearia do João Aires, sabem? Pois, são capazes de não saber...
Deixem-se de modas parvas!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que acham aquelas bolachas que parecem esferovite objectivamente nojentas e as que as comem.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Querido Universo...

... se quiseres brincar ao "vai e vem" com meteoritos e planeta Terra, deixo-te aqui ideias de alvos:
  • Assembleia da República
  • Casa do Alberto João Jardim 
  • Assembleia da República
  • Cordas vocais do André Sardet
  • Assembleia da República
  • Massamá
  • Assembleia da República
  • Fábrica onde se produz merchandise da Hello Kitty
  • Assembleia da República
  • Mãos do técnico das "Novas Opertunidades" que assinou a equivalência ao nono ano ao Jorge Jesus
  • Assembleia da República
  • Salão de manicure onde a Maya coloca as unhas de gel (num dia em que a Maya lá esteja)
  • Assembleia da República
  • Boca do Paulo Coelho de cada vez que ele apregoa que o Universo connnnsssspira
  • Assembleia da República
  • Mãos da Margarida Rebelo Pinto de cada vez que pega numa caneta, que tecla ou que faz qualquer coisa que implique produzir um texto
  • Assembleia da República
  • Qualquer café Starbucks em Portugal
  • Assembleia da República
  • Cordas vocais dos tipos dos Azeitona
  • Assembleia da República
  • Engenheiros de som, técnicos de som e homens que prendem os microfones dos programas da Júlia Pinheiro e da Cristina Ferreira
  • Assembleia da República
  • Embaixada dos Estados Unidos da América em Lisboa (a de Sete-Rios, não a da Lapa)
  • Assembleia da República
  • Sítios onde o Daniel Oliveira faz entrevistas de cada vez que ele perguntar o que dizem os olhos das pessoas
  • Assembleia da República
  • Qualquer meio de transporte que leve a Carolina Patrocínio a viajar (nem que seja a carreira 59 para Chelas)
  • Assembleia da República
  • Estúdios onde se grava o Dr. Phil
  • Assembleia da República
  • Qualquer loja da "Padaria Portuguesa"
  • Assembleia da República
  • Palácio de São Bento
  • Assembleia da República
  • Sítios onde se reúnem as mães das concorrentes do Toddlers & Tiaras (sem as miúdas lá, claro!)
  • Assembleia da República
  • Restaurantes chineses que decidiram confeccionar sushi
  • Assembleia da República
  • Estúdios onde se grave qualquer "pograma" onde entre a Daniela Pimenta
  • Assembleia da República
  • Ateliers de estilistas onde se desenham modas de saias com cauda, botas para gente com pernas descompensadas litas e cabelos com raízes à badalhoca madeixas californianas. 
  • Assembleia da República
  • Arquitectos que projectaram o mamarracho Edifício novo onde era o antigo hotel Estoril-Sol
  • Assembleia da República
(em actualização)

Proponho um intercâmbio

Mandamos os manifestantes que foram indignar-se na Assembleia da República cantando o "Grândola vila morena" para a Rússia e pedimos ao meteorito que caia na Assembleia da República, boa?

Ideias para bandas sonoras de manifestações na Assembleia da República (o "Grândula vila morena" is so 1970...)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Mundo divide-se ...

... entre as pessoas que ao ouvirem os primeiros acordes desta música trauteam " Ó Leonilde love" e as pessoas que cantam "All you need is love".

Francisco José Viegas faz mais pelo Dia de São Valentim que qualquer campanha de marketing romântica-coiso-fofa

Sim, vá, ide todos tomar no cú!



(Levar não que "levar" é à bruta. "Tomar" que é coisa fina, assim como quem toma chá!)

Haverá alguma relação entre a Diana da Cacharel e as mortes causadas pela Diane-35?

Todas as pessoas que eu conheço e que vêem declarações de amor na Internet  afirmam, sem hesitar "ah isso é mentira, foi ideia de uma marca qualquer."

Obrigadinha Cacharel!

Baby-eco-evangelização

Na fila da ZON, com a Ana pendurada no marsúpio, abeira-se uma senhora de nós:

Senhora frita: Oiça lá, você acha bem trazer a bebé para o shopping?

Pólo Norte (confusada): Ahn? Por acaso, acho! Tenho contas para pagar e ela ainda não fica em casa sozinha...

Senhora frita (indignada): Nestes tempos, com esta poluição, com este ar saturado, não se pode trazer as crianças para aqui, com o sol lá fora, já respirou o ar do shopping hoje, por acaso, já? Já?

Pólo Norte (a revirar os olhos)- Ah, se o argumento é por aí não se apoquente que hoje, especialmente hoje, o amor está no ar!


Pólo Norte- 1    Senhora frita- 0

A todos os haters do dia de S. Valentim:


Com amor,

Pólo Norte & Póletes

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Chato era se tivesse "sido" aqui em Lisboa porque foi à hora em que eu estava a pintar as unhas...

Vamos lá a ver: quer queiram, quer não, amanhã é 14 de Fevereiro, dia dos coisos, e pombinhos e hearts e tal.

Não precisam de se armar em "drama queens", sentirem-se "abalados" e com "tremores", ok?

Fiteiros!

Porque hoje é dia 13 (e agora somos 3)...



Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

(Refrão x2)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Qual o prazo das hormonas pós-parto servirem de desculpa?

Sim, tenho uma mente porca


Sou, finalmente, feliz!

Primeiro passei a fase tenho uma pequena palmeira plantada na pinha.

Depois a fase, tenho folhas de ananás a pulularem-me na testa. 

Um ano e meio depois (!) consigo fazer um rabo de cavalo como deve de ser, apanhando todas as ganipas de cabelo. 

Finalmente, livrei-me da puta da franja!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Enquanto não se vislumbra fumarada branca, todos juntos:

A blogosfera "adultiza-se"*

Depois daqui da própria, a notícia veio da Leididi

Depois da Mariana

Depois deste senhor. Agora do Tolan

É esperar que este aqui anuncie que vai ser avô e podemos todos pensar numa residência sénior para ilustres bloggers. 






(*Porque já houve um tempo em que se "adulterizou". )

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O descanso da muuurreira


Vaca açoriana.

Vaca. Sai à mãe (não havia de cabra, humpft!).
Açoriana. Da parte do pai.

(O pai diz que é uma "guexa", seja lá isso o que for.).

Ah, a puta da velhice!

Cá em casa estamos mascarados de gajo-com-uma-carraspana-que-não-se-mexe-mas-extremamente-giro e de tipa-absolutamente-fabulosa-com-anginas.

A miúda foi comemorar o Carnaval vestida a rigor.

Com a avó...

É Carnaval, isto está tudo mal

Ainda não percebi porque é que os fabricantes de fantasias de Carnaval fabricam roupas finíssimas, óptimas para as crianças se constiparem e depois vemos princesas com ar deplorável, semi cobertas por kispos do Continente e piratas infelizes com gorros e luvas de lã do Pão de Açúcar.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Guimarães- capital quadripolar 2013


"Pólo,

As monissimas quadripolarizaram o berço da nação!! Guimarães está já conquistada ;)

Beijinhos,"

Beijinhos às Moníssimas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Vem, Sean Penn, vem! (tudo a partilhar!)

Matrioshka de mim (à minha mãe, por ocasião da comemoração dos seus 53 anos)


Porque hoje é o teu dia queria-te agradecer tudo o que me ensinaste e ensinas.
Ensinaste-me tudo o que de importante preciso para a vida. 
Ensinaste-me os códigos de linguagem sem palavras, só com a força do olhar. 
Ensinaste-me o conforto de um colo, o calor de um beijinho em cima de um dói-dói. O sacudir as mãos quando se cai e o continuar a correr.
E o que é aquele frio na barriga que sentimos quando se aproxima a hora de acontecer uma coisa que desejamos muito, como o primeiro dia de escola primária, o bater da meia-noite na véspera de Natal ou o dia em que nos programam uma cesariana e nos descosem a barriga, cuja bainha coseste tu há muitos anos atrás.
Ensinaste-me o cheiro da erva azeda a caminho de casa e o equilíbrio do jogo da macaca sem se pisar o giz. 
Que o amor se pratica todos os dias e não se adia. Que a infância é feira de memórias banais, é feita da recordação de se apanhar o autocarro num fim de tarde de Inverno para se ir comer um cachorro quente numa tenda ambulante com vista para a baía de Cascais. 
Que o dinheiro pode estar contado mas deve haver sempre alguma na bainha das malas para se acorrer a uma urgência de hospital. Que nos ombros das mães se consegue ter pé até mais longe em alto mar. 
Ensinaste-me que as fantasias de Carnaval mais bonitas não se compram mas custam horas de sono e picadas de agulha nos dedos de uma mãe. Que a vida custa, que o sacrifício de horas e horas de trabalho e a abnegação de se prescindir de um casaco mais quente podem ser moeda de troca para se proporcionar uns primeiros sapatos bonitos a uma filha. Mas que é importante não se deitar fora as botas ortopédicas, para não se perder de vista o que fomos e o que conseguimos alcançar.
Que o amor cresce, cresce e nunca tem fim. Que é feito todos os dias e noites, na presença, sempre na presença. No provar, no concretizar as palavras, no cheiro, no toque, na pele.
Ensinaste-me que liberdade pede responsabilidade. Que as mães são como clientes e têm (quase) sempre razão.
Que temos que ser rijos e que não podemos fraquejar. Que a auto-comiseração não é solução e que se acreditarmos podemos não ser capazes, mas pelo menos tentámos. E que a tentativa e o erro são a chave para se alcançar os sonhos. 
Ensinaste-me que se pode ser mãe sem pai. Não que se pode ser mãe-pai mas que se pode ser mãe e que isso, por si só, em si só, pode ser suficiente para se fazer um filho, tremendamente, feliz. 
Ensinaste-me que superação é tão importante como se ser o melhor. Que as vitórias custosas são as mais saborosas. Que os recovers de algumas músicas podem unir gerações. 
Que dormir em conchinha é a coisa mais gostosa do Mundo. E que colo de mãe é como pastilha elástica, estica sempre em proporção ao tamanho de um filho. De mim. 
Que ser feliz está ao meu alcance, é só ajustar as premissas, os objectivos e manter o foco que o importante reside, sempre, nas coisas simples. 
Ensinaste-me a generosidade do amor, o altruísmo, o gostar de ver os outros felizes, porque, afinal, a felicidade é sempre em espelho. Que o melhor do Natal é a família e que o passado se deve honrar com tijelas de aletria e mexidos. Que os mortos só morrem se os matarmos em nós.
Que o amor é um contrato sem termo, para a vida, sem férias nem folgas, uma jornada contínua, sem descanso mas com a melhor retribuição do Mundo. Que quando nasce um bebé que tu geraste ele não é teu, é de todos os que amas, do Mundo e que ser avó deve ser (ainda) melhor que ser mãe. 
Ensinaste-me, mãe, que ninguém morre de amor. Que o amor não mata. Mas que se pode viver assim, alimentado para sempre, de um amor umbilical, embrionário, vitalício. 
Ainda bem que nasceste, há 53 anos atrás. Para me ensinares o bom que é seres tu a minha mãe. Para me ensinares, também a mim, a ser mãe.
Feliz aniversário, minha mãe. Matrioshka de mim. 



E vou ser tia again...



... finalmente de um bebé com eles no sítio!



She wore Blue Velvet 
Bluer than velvet was the night 
Softer than satin was the light 
From the stars 

She wore blue velvet 
Bluer than velvet were her eyes 
Warmer than May her tender sighs 
Love was ours 

Ours a love I held tightly 
Feeling the rapture grow 
Like a flame burning brightly 
But when she left gone was the glow of 

She wore Blue Velvet 
But in my heart there'll always be 
Precious and warm a memory through the years 
And I still can see Blue Velvet through my tears 

(Instrumental) 

She wore Blue Velvet 
But in my heart there'll always be 
Precious and warm a memory through the years 
And I still can see Blue Velvet through my tears 

She wore Blue Velvet 
But in my heart there'll always be 
Precious and warm a memory through the years 
And I still can see Blue Velvet through my tears 
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