sexta-feira, 31 de maio de 2013

Para quando um Big Alcabideche, senhores da TVI?

Vizinha toca-me à porta agora mesmo: " Está com algum problema na televisão? É que eu estou. Não estou a conseguir ver o canal do Big Braga..."

Quando a beleza e a tristeza se tocam


"Após cinco meses de oficializar a relação com sua noiva, o fotógrafo americano Angelo Merendino descobriu que a mulher que havia escolhido como parceira para toda a sua vida estava doente. Jennifer Merendino havia sido diagnosticada com um brutal câncer de mama e teria que começar imediatamente o tratamento de quimioterapia e radioterapia.
Desse a fatídica notícia em diante, o fotógrafo resolveu registrar todos os dias da luta de sua amada contra a doença. Primeiramente, as fotografias seriam apenas para o uso familiar, mas, poucos dias antes de morrer, Jennifer pediu que divulgasse as imagens a todos com o intuito de alertar as mulheres na prevenção contra essa terrível doença."








Mais aqui

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ana- a sobredotada

Os dois, na estrada do Guincho, de carro. Final da tarde, miúda na cadeirinha no banco traseiro. Fim de tarde e luz solar bucólica.

Pólo Norte- Olha para a luz do pôr do sol, olha para o céu!

Mámen (ar instrospectivo) e Pólo Norte (ar assustado) ao mesmo tempo:

Mámen- Agora desciam peruanos dum ovni a tocar pan pipes...
Pólo Norte- Agora descia do céu a Nossa Senhora e os pastorinhos!


(silêncio de 1 segundo)

Ana dá uma gargalhada (supostamente) do nada.

Já chegámos à NASA ou quê?


Já!
Obrigada e um granda beijo ao Zé Miguel. <3

(acompanhem a cruzada de quadrievangilização aqui)

Se tiver um rapaz chama-o de quê? Bobi ou Snoppe?

Estava a pagar na caixa do supermercado e mámen no talho que fica da parte de fora. Com a Ana ao colo, percebi que o talhante se ria muito para a Ana, fazia carinhas para a miúda e tagarelavam os dois, muito alegremente. 
Aproximo-me e oiço o fim da conversa:

Talhante brasileiro- Eu assim qui conseguirr terr vou-lhe chamarrr de "Estrela", "Lindjinha" ou "Princesa". 

Eu (a querer entrar na conversa, simpaticamente)- Ah, nós agora também temos um Simão. Mas é bebé e ladra muito, ainda não o fomos buscar...

.Silêncio. 

Mais silêncio. 

Mámen paga e arrasta-me para fora do supermercado. 

Mámen- Estávamos a falar de filhos, ó chica esperta!





Dúvidas alimentares

Alguém me sabe explicar porque raios se diz "esperto como um alho"?

Os alhos são espertos? Ahn?

Musas inspiradoras # a Marina

Foi na altura do "Todos por um". No meio de um batalhão de gente boa que se quis associar ao evento por nós organizado que me apareceu a Marina. 
A Marina, assim que me disse a sua ideia de contribuição, foi logo apelidada como assumidamente "quadripolar". A Marina não tem jeito para cozinhar e não podia fazer bolos. Também não a vejo amiga de costurices ou de lavores. A Marina queria dar o trabalho de um dia do estúdio de tatuagens do seu namorado (granda beijo, Sérgio!) e que o total de receitas revertesse para o Rodrigo. E assim foi. 
De armas e bagagens, cadeiras, merchandising, tintas e agulhas e- sim!- com um élan do caraças a Marina, o Sérgio e (mámen, tapa os olhos!)  o outro rapaz giro como tudo montaram um estúdio na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa. E angariaram, num só dia, perto de 500 euros para o Rodrigo. 
"E porque é que a Marina te inspira, Pólo Norte? Com tanta gente que vos ajudou porque é que destacas a Marina?"- perguntam-me vós.
Porque uma semana antes, nada mais nada menos, precisamente uma semana antes amputaram a alma à Marina. Porque uma semana antes a Marina viu morrer a sua irmã, vítima da mesma doença a que ela agora, naquele sábado, tentava pregar uma rasteira através da sua contribuição para o Rodrigo. Porque passada uma semana de ficar orfâ de irmâ (como é possível que não tenham inventado uma palavra que traduza esta perda?), a Marina decidiu não alimentar a dor, levá-la a passear como a um cão raivoso. Porque a Marina açaimou a dor, silenciou-a e foi, de sorriso para louvar os que ainda vivem, ajudar o Rodrigo, numa prova hérculea de força que me vai inspirar para sempre. 
Porque a Marina era a irmâ da Silvina.  Porque, numa família de heroínas, afinal a Silvina passou a ser a irmã da Marina.  E eu queria muito ter tido uma irmã assim.
Porque sou pequena, minúscula, ao pé da coragem desta mulher que me inspirará para sempre. Porque as minhas musas inspiradoras são assim, humanamente reais. 

São cada vez mais frequentes as vezes em que lamento não viver no Porto...



A Marisa Barroca, a pessoa que esteve por detrás da organização do Todos por Um, no Porto não falha. Dotada de uma generosidade ímpar, altruísmo que deixará de herança à sua Mia e uma genica que só se encontra nas mulheres do Norte, decidiu promover uma grande celebração do "Dia do Vizinho", levando a cabo um encontro de gente, vizinhos, parceiros e amigos no mesmo espaço onde ocorreu o "Todos por Um- Porto".
Eu sou pelos vizinhos, sou pelos dias em que nos juntamos aos outros, que fazemos dos desconhecidos  parceiros de gargalhadas e dos vizinhos amigos. 
A Marisa precisa de ajuda para os últimos preparativos, ainda hoje (contactem-me se quiserem ajudar que eu reencaminho-vos para esta minha amiga). Precisa de quem queira levar um bolo, uns salgadinhos, um pacote de chá, uma chícara de açúcar, como fazem os vizinhos. Para a festa poder ser ainda mais rica e melhor. 
E precisa, especialmente, que apareçam as pessoas. Sábado, no Porto. 
'Bora?

A (não) nostalgia da Expo'98

Devo ser a única pessoa que não faz um ar de tolinha quando ouve a frase "passaram 15 anos desde a inauguração da Expo'98". 
Epá, não tenho saudades nenhumas! No Verão de 1998 tive que comer com os exames nacionais do 12 ano, com a incógnita e o stress de esperar para saber se tinha entrado ou não no curso que queria e não foi um Verão particularmente descontraído. Tive a minha primeira negativa (a Química) e um mau feitio de tal forma que não fui ao jantar de final do secundário. Queria-me ver livre das parvas das colegas do liceu e hasta la vista nunca mais, babes!
Gostava de um rapaz que eu achava que não gostava de mim, meu melhor amigo da altura, e vai na volta ele gostava e pensava que eu gostava mesmo era do namorado que tinha na altura- o Gil, que também era o nome da mascote da Expo. O Gil era muito giro e barmen no Tamariz, o que deu jeito durante aquele Verão inteiro mas eu gostava era do outro, do João, o tal que era o meu melhor amigo. 
À custa do desvaire amoroso tive um distúrbio alimentar e, apesar de elegantérrima, as minhas unhas andavam muito desgastadas de tanto puxarem o vómito e, ainda assim, continuava a achar-me gorda. Já disse que gostava do João e ele de mim e o santo padroeiro das exposições mundiais não fez nada por nós?
Havia também o Sérgio, meu ex-namorado, que nesse Verão voltou a aparecer para me chatear a mona. Cada vez que ia à porra da Expo cruzava-me com ele e gozava com o seu ar de totó, de passaporte ranhoso em punho, a coleccionar carimbos como se fossem cromos. À pála da vergonha alheia não fiquei nem com um passaporte de recordação. Mas o meu pavilhão preferido era o de Macau. 
Nesse ano usavam-se os padrões animais e, volta e não volta, apresentava-me com o célebre fato de macaco leopardo ou, em alternativa, com o vestido de zebra. Um must! Os Take That tinham voltado à ribalta e o meu escritor preferido era... o Pedro Paixão. :/
Tinha um bip que não servia para nada e fazia colecção de cartões telefónicos ("credifones") que juntava porque passava a vida em cabines telefónicas a mandar bips para o João, o tal que gostava de mim mas esqueceu-se de me dar um sinal. Grande estupor!
Ainda tinha algum acne que ter 18 anos não significa que as hormonas estivessem em sintonia com o alcance da minha maioridade. Vivia ainda em casa dos meus avós e tinha que dar satisfações e horários a cumprir. Achava que trabalhar era muito bom e estava farta da escola. Era táo parvinha, benza-me Deus!
Sim, é um facto que não havia crise, era tudo luxo e ostentação mas para mim, 1998, foi somente o ano em que, apesar dos tempos auspiciosos, eu não deixava de usar no pulso um Swatch azul. De plástico. 
Em 1998 não havia sushi. E- já disse!- o outro não me ligava um chavo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A Oeste nada de novo

Quando era miúda de cada vez que ouvia uma palavra nova e sonora fazia questão de arranjar pretexto de a empregar, com pertinência, no meu discurso. Foi assim com o "intrépida" e com o "concomitante". 

Já não sou miúda mas pouco mudou. Ando "exaurida" ao almoço, "exaurida" ao lanche e "exaurida" ao jantar. Já não me posso ouvir!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ninguém escreve sobre coisas importantes

Foi no ano passado na Feira do Livro. Agendámos ir visitar a feira num dia em que os ídolos literários de cada um estavam lá a autografar os respectivos livros, na mesma tarde.
Ali me enfiei, gravidíssima de mil semanas, debaixo de um sol do catano na fila para o António Lobo Antunes me autografar o seu último livro. 
O escritor, olhou-me de soslaio, ainda achei que me ia incitar a passar à frente na fila, mas não, continuou a fumar, cigarro atrás de cigarro, enquanto eu esperei uma boa meia hora pela minha vez. A fila era enooorme. 
Quando chegou a minha vez pedi-lhe que autografasse com uma dedicatória para mim e para a Ana, que era o bebé que carregava no ventre e, depois de me atirar um bafo de fumo nas trombas, e a contrafeito, acabou por o fazer. Sorri, falei-lhe da minha obra preferida dele mas, naquele dia, a diva não estava para aí virada. Ok, era muita gente e estava sol e calor- desculpei-o. 
Ainda dentro do espaço Leya, Mámen tagarelava, alegremente, com o seu escritor de eleição. Ouvi-o perguntar a mámen qual a sua obra preferida da sua autoria e a discutir uma personagem. Aproximei-me, tímida, e ele chamou-me. Acariciou-me a barriga ( eu deixei) e pediu, de volta, o livro que tinha autografado há segundos a mámen para, por sua livre iniciativa, acrescentar na dedicatória o meu nome. E o da Ana. 
A verdade é que a fila para um autógrafo daquele autor era mais pequena e devia estar menos cansado. Também estava mais habituado ao calor e ao sol, afinal, era africano. Tudo serviu para desculpar o Lobo Antunes. 
Mas hoje, quando soube, não pude deixar de sorrir ao ver a alegria de mámen: o Mia Couto ganhou o prémio Camões. 
E nós estamos felizes por e com ele. Como naquele dia de Junho do ano passado ele esteve conosco. 

Sogra quadripolar: o regresso

Os meus sogros estão a ser anfitriões de uns amigos emigrados há muitos anos na América. 

A minha sogra, mulher muito dada a línguas (à má língua, especialmente), exclama hoje ao telefone com o filho:

- Ai, estamos aqui a jantar rátoques!


(Quem adivinha?)

Nas praias como nas mamas

Para uma pessoa que vive em Cascais convidarem-na para ir para a praia artificial de Mangualde tem a mesma pertinência que lhe oferecerem implantes de silicone tendo já uma copa D.

Obrigada, mas passo.

A VISITAR | Termas das Caldas da Felgueira (Caldas da Felgueira)








domingo, 26 de maio de 2013

Reciclo-questão

As páletes estão para o mobiliário giro como as cápsulas nespresso estão para a bijuteria, certo?

sábado, 25 de maio de 2013

O lado "m" da ursa


O "MâeGyver", o meu blog de coisas de maternidade, mudou de morada. Conheçam-no aqui.


O header mais fofo dos mummy-blogs by Paula Runa

Para quem lhe apetecer, há uma página de facebook mesmo, mesmo "m.m.".  O"m.m." é de "mamã"? Não, de Mãe Maluquinha!

O header mais giro das mummy páginas de facebook by Catarina Assunção

Uma ida à praia em duas eras: a.A. (antes da Ana) e d.A. (depois da Ana)

a.A (antes da Ana): - Queres ir à praia?
- Bora!
- As coisas?
- Já temos o fatos de banho e os calções vestidos, enfia as toalhas no porta-bagagem!

d.A (depois da Ana)- Queres ir à praia?
- Bora!
- As coisas?
- Já temos o fatos de banho e os calções vestidos, enfia as toalhas no porta-bagagem!
- As coisas da Ana?
- Já tem o fato de banho vestido!
- Besuntaste-a toda de creme protector?
- Vou já!
(5 minutos depois)- Bora?
-  E o chapéu de sol?
- Ai, vou buscar à arrecadação! Espera lá!
(5 minutos depois)- Levamos uma t-shirt para a cobrir caso fique fresco?
- Um minutinho! Vou lá eu buscar ao quarto!
- Trazes a mala dela?
- Sim.
- Vai buscar à despensa uma garrafa de água de reserva para a hidratar!
(3 minutos depois)- Acho que agora temos tudo!
- Dá-me um instante, que precisamos de levar uns brinquedinhos para ela se entreter na areia.
- Ok. 
- Só uma curiosidade: o creme protector com que a besuntaste é o mineral?
- Que é isso? Não é tudo a mesma porcaria?
- Não, não ouviste o que a pediatra disse?
(mais 5 minutos a ler as indicações do creme protector)
- Vou desbesuntá-la e besuntá-la outra vez!
(10 minutos depois)
- Está aqui, puxei-lhe o lustro de tal forma que parece uma enguia!
- Ê desta que vamos?
- Vai descendo para o carro e deixa-me só ali ir buscar os óculos de sol e a fitinha para os prender, senão arranca-os num instante! (pousando a miúda)
- Trás também um panamá para a cabeça!
(Chegando ao carro, onde ele já prendeu muito bem os novos estores para tapar o sol e o calor para os vidros traseiros)
- Pronto temos tudo! Arranca!
- A Ana?

(subindo as escadas ambos a correr para ir buscar a Ana esquecida 2 minutos no parque)

(gargalhadas com a Ana ao colo)- Caramba, estou cansado!
- Ainda queres ir à praia?
- Vamos antes à tarde, pode ser?





sexta-feira, 24 de maio de 2013

Na verdade, é uma pontinha de inveja o que sinto. Quando tiver 70 anos quero cagar nas convenções fashionistas como ela.

O dia em que Carolina Herrera experimentou o look pirata à Camões por via da bandolete da Paulinha

Depois do do Cláudio Ramos, estou viciada no blog da Paula Bobone. 

Teoria da conspiração trendy-coiso

Acredito, piamente, que esta moda das madeixas californianas foi inventada por uma fashionista qualquer que se descuidou e deixou passar algum tempo, ficando com raízes barracosas, e depois naquela de se desculpar disse que era uma nova tendência.


Pink Day- o debriefing

Estou determinada a ser menos anti-social na minha vida bloguística e este ano, acedi em comparecer ao Pink Day na Rua Castilho. 
A minha amiga Sandra, que me esperava à frente da loja que me endereçou o convite, ia-me enviando sms a dar conta do ambiente que se vivia neste glamouroso evento. 
Eu, ainda em casa e atrasada, deparava-me com uma discussão conjugal: queria levar a miúda vestida à contra-corrente, com umas jeans giras e uma túnica cool. Estava assim vestida a Ana com umas jeans com animal print estampadas quando mámen chegou. Começou a pândega: que não a levava assim vestida, que não a queria a "destoar" das outras crianças que por lá haviam de estar, que não queria a miúda ser discriminada socialmente aos 9 meses e patati patatá. Eu a bater o pé, que tínhamos que provar que para se ser fashion não era precisa vestir igual a todos os outros, que a moda era só a norma estabelecida por uns criadores cocaínados, que era para o que lhes dava na telha, agora queres lá ver que se se voltar a usar saias da lambada, eu lá vou deixar a miúda fazer as mesmas figurinhas tristes que eu fiz" e o Diabo a quatro. Nisto fomos interrompidos pela minha mãe com uma prenda: um vestido todo chique para a Ana levar ao Pink Day. Tenho para mim que eles estavam combinados, aquarianos de um raio, mas acabei por ceder que não tinha tempo para aquilo e ainda queria chegar a tempo da Paula Bobone se andar a bambolear na Castilho. Fomos. 
A meio do caminho mámen olhou para o meu outfit, um vestido à Pólo Norte, meio hippie, um dos meus preferidos (estou-me a cagar para se estão na moda ou não, a minha moda dito-a eu!) da Promod de há quatro estações atrás e exclamou: "mas tu vais assim vestida?". Olha que merda cocó, han, querem lá ver, mas como é que o homem queria que eu fosse? De colar-babete com missanguinhas e sapatinhos de compensação para quem tem uma perna mais curta que a outra, vulgo, Litas? Não. O tipo estava era espantado por eu não obedecer ao dress code: "mas se é o pink day, não devias ir vestida de cor-de-rosa?". Pronto, estamos bem um para o outro, só se estraga uma casa, moda é um assunto que dominamos tanto quanto a alimentação dos dromedários. Moda e eventos. 
Por falar nisso: "e que se faz num evento numa rua da capital?"- perguntam-me vós. Percebi isso quando cheguei à Castilho. Anda-se. Pronto, é o que se faz. Anda-se, desfila-se, passeiam-se os modelitos. E o que faz quem se borrifou para os outfits e foi com o vestido Promod Primavera-Verão 2009-2010? Análise sociológica. 
Então a reter algumas regras:
  • Começa-se numa ponta da rua, de preferência de cima para baixo, e vai-se seguindo os balões cor-de-rosa. Tentar não parecer agressiva e neurótica quando alguém nos oferecer um balão para a miúda e não desatar a correr dali para fora como se se tivesse o Diabo no corpo. Explicar, depois de se afastar dois metros, que somos alérgicas ao látex (sim, eu sei, poupem-me as piadinhas que já estão gastas...)
  • Aproveita-se a alcatifa que jaz na calçada para se andar confortavelmente. Sem intelectualizações. Não se demora mais que cinco minutos a ter uma discussão conjugal sobre ácaros em alcatifas numa rua pública, desconversando de tal modo que se acaba a cantar a música do genérico do "Era uma vez a vida".
  • Cumprimenta-se as pessoas que nos riem e nos acenam na rua como se nos conhecessem. Não se dá o ar barrasqueiro de quem sem está num evento pink pela primeira vez e não se responde "deve estar equivocado, nós não nos conhecemos!" (que querem? uma pessoa foi tão fofa e fresca no passado que tem que estar sempre na defensiva, sempre a provar a seu esposo que não se conhece aquele rapaz fashion doutros carnavais, não vá o Diabo tecê-las e o homem ficar encasquetado...)
  • Deve-se rir e acenar a pessoas que não conhecemos mais gordas e que nos vão cumprimentar, de forma educada, na mesma. Dá aquele ar social e popular. 
  • Se houver um senhor fashion que decide passear o seu cavalo cão de porte grande durante o evento para dar nas vistas porque o cão tem que se exercitar, não começar a desejar, baixinho, que o cão alce da perna numa das alcatifinhas rosinhas com ácarozinhos fashion.
  • Não se deve levar uma amiga que diz "esfola" depois de nós dizermos "mata" (cá beijinho, Sandrinha!). Agora usam-se calças daquelas foleiras brilhantes de ciclista e nós fizemos um jogo de "onde está o Wally" versão "onde estão as calças medonhas?". Não deve ter sido simpático para gente fashion séria ter que levar com gargalhadas sentidas, cá do fundo, cá do povo. 
  • Ser fashion é dar nas vistas. Só isso justifica que uma apresentadora de televisão, elegantérrima e gira, que dá nas vistas mesmo que vestida de burka, tenha decidido espetar um laçarote tamanho XL rosa choque na pinha, a fazer pandant com uma malinha da mesma cor. Rosa fluorescente, rosa pimba, rosa música popular portuguesa. 
  • Fazer o percurso rua acima, rua abaixo mais do que uma vez. Aproveitar as bebidas gratuitas que oferecem à porta das lojas. Perceber que é por isso que as fashionistas estão magras: enchem o bandulho de álcóol e fazem cama para a alface. 
  • Fazer o percurso rua acima, rua abaixo mais do que uma vez. Aproveitar os bons músicos que tocam no meio da rua sem sentimos obrigação de dar uma moeda que aquilo não é a rua Augusta: é a Castilho!
  • Dar só um beijinho a toda a gente. Assim com'ássim pode-se correr o risco de alguém ficar pendurado. Mas nunca nós. 
  • Não fazer compras. Fashion que é fashion aparece, dá um ar da sua graça mas não compra. Toda a gente sabe que os sacos das lojas não combinam com os outfits. 
  • A fazer compras, colocar as alças dos sacos de papel fashion a tira-colo, como se fossem malas. Muitas alças de preferência, como se fosse uma canseira tanta compra, tanto VISA, tanto frissón.  
  • Não pensar que se é a mais mal vestida do evento. Afinal, we´ll always have Paula Bobone. 

Boas notícias

Voltou à blogosfera a minha mui querida Teresa.

Gracias a la vida!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Não há coincidências

O Mark devia-me contratar para ser eu a disparar aquelas sugestões do facebook.



I'm a Single Lady seria a banda sonora deste post












...

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(Sai uma matrícula para o giro do ginger-ale!)

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Homens que eu gostava que criassem um blog a.s.a.p.*

José Fidalgo
Ricardo Carriço
Rogério Samora
Nuno Lopes
Gonçalo Waddington
Laurent Filipe
Paulo Pires
Gonçalo Teixeira
Filipe Duarte
Vitor Baía


(* é que para o ano voltamos à carga com o BILF award...)

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que já comeram leite condensado às colheradas e os outros.

21 razões para se ser adepto do FCP

Na minha família do lado materno toda a gente, à excepção da minha prima caçula que já influenciada por mim está no caminho do bem, é adepta do benfica. Toda, sem excepção, repito. 
Na família do meu pai um dos primos do meu avô foi alto dirigente do sporting e é tudo lagarto. Lagarto ferrenho. 
Quando era pequena compraram-me um equipamento do Benfica (há fotografias que o comprovam, se as descobrir espeto-as aqui para verem que não minto) e tentaram a todo o custo avermelharem-me. Já o meu pai, sempre com a mania das grandezas, desde cedo me tentou converter para o "sentir" elitista sportiguista. Nada, sempre fui torta. 
Lembro-me de ainda experimentar ser do Vitória de Setúbal, tinha para aí uns 6 anos, mas não gostei. É oficial: a margem Sul e eu nunca fomos muito à bola. Literalmente. Depois fui do Estoril, até à adolescência em que, por decisão própria e sem qualquer influência externa, decidi o meu próprio caminho futebolístico: ser adepta do dragão. E desde então nada me dissuadiu: nem as tentativas de suborno dos meus tios, nem os picanços dos amigos nem sequer o facto de ter partilhado a carteira do liceu com um jogador do plantel do Benfica. Nada. 
Há dias encontrei o meu diário da adolescência (sim, eu era dessas!) e nela constava a lista das 20 razões para eu nunca me esquecer que ser adepta do FCP era um caminho para a vida. Nada contra os benfiquistas ou os sportinguistas (quando ganham a outras equipas, que não ao Porto, fico contente porque tenho toda a gente cá em casa feliz, ok?!) mas cada um torce pelo clube com que mais se identifica. 
E aqui a partilho porque se mantém actual (até a parte do Vitor Baía que é como o vinho do Porto e está cada vez melhor!)


1- O FCP ganha tudo
2- O FCP tem o presidente mais carismático de todos os clubes de futebol do Mundo
3- O Vitor Baía 
4- O FCP ganha tudo
5- O FCP não culpa os outros (presidentes, árbitros, equipas) pelas suas derrotas
6- O Vitor Baía
7- O FCP ganha tudo
8- O FCP tem adeptos de todos os gostos e feitios, não pertence a uma elite, os seus adeptos não têm sexo, idade ou cor. O FCP é das peixeiras do Bulhão e dos meninos da Foz, é de todos!
9- O Vitor Baía
10- O FCP ganha tudo
11- O FCP é o elemento agregador de uma cidade, não é como Lisboa que tem que ter dois clubes para agradar ao povo e aos betos
12- O Vitor Baía
13- O FCP ganha tudo
14- O FCP é um clube místico e tem como símbolo um dragão, não um pássaro ou um miau
15- O Vitor Baía
16- O FCP ganha tudo
17- Ser adepto do FCP em Lisboa requer muito estofo e coragem para aturar os outros adeptos. Ser adepto do FCP em Lisboa não é ser anti-benfica ou anti-sporting, é ser tão somente do Porto. 
18- O Vitor Baía
19- O FCP ganha tudo
20- O FCP não é uma imposição, uma obrigação porque o papá nos inscreveu quando nascemos, um gosto colectivo, O FCP não é um clube, é uma paixão!
21- Já falei no Vitor Baía?

Já disse que ganhámos o tricampeonato este ano? :P

Perca 1000 calorias num segundo. Pergunte-me como.

Acabei de deixar cair ao chão e entornar inteirinha uma lata de leite condensado.

Votações para o BILF encerradas


Amanhã divulgo o grande vencedor (quem sabe, sabe, peço que não se chibem que estou a preparar uma surpresa!)



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vaqueiro, torna tudo mais apetitoso. Pólo Norte, torna tudo mais desastroso.

Findo que está o World Baking Day (gostei muito, obrigada pelo convite!) e depois do desafio que foi aceite por 17 maravilhosas, intrépidas e loucas quadripolares, eis que chegámos à difícil tarefa de eleger a participação mais quadripolar.

Assim, e como a decisão estava difícil, a Vaqueiro mais linda ofereceu outro voucher e escolhemos duas vencedoras: a Teresa Cardoso com o vídeo mais non-sense e quadripolar e a Leonor Noronha, cuja fotografia captou melhor a essência, entre o chá com a ursa, um bolo bonito e o logo do WBD.

Desta forma, iremos agendar para breve o curso Vaqueiro onde iremos participar as três, esperando que elas se safem melhor na cozinha que eu para salvarem a honra à pátria quadripolar. Quanto aos cursos (mámen, amor, penico voador, não é por mim, bem sabes que eu nem sou dessas coisas...) estamos inclinada para este, vá-se lá saber porquê...

Obrigada a todas por participarem! Sois as maiores!

(Em breve post sobre o ménage à trois quadripolar na Academia Vaqueiro.)

World Baking Day ( para fechar com chave de ouro)


                                     
Raquel Lourenço



Daniela Braz
Vânia Fernandes



Beatriz Noronha


Sandra Teixeira

                             
                                                                     Patrícia Antão

Filipa Cardoso
Teresa Martins
             
                                                                 Teresa Cardoso

Leonor Noronha

domingo, 19 de maio de 2013

World Baking Day (na continuação...)

Solana

Ângela Ferreira

Raquel Silva



World Baking Day (ainda a procissão vai no adro mas...)

Titá Negrão

Marta Fernandes


Ana Filipa Corrêa

Nota mental II

Lá porque te convidaram como embaixadora do World Baking Day abaixa a crista e para a próxima confirma se há placas de lasanha coladas umas às outras sob pena de fazeres um mil folhas de massa com vegetais em vez de lasanha vegetariana. 

Agradecida. 

Pólo Norte (e mámen, coitado...)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Instituições são piores que adopções por homossexuais?

Quero agradecer à Maria Teixeira Alves, a fascizóide que escreveu contra a adopção por casais homossexuais, por ter perdido uma leitora, ainda que ocasional, do blog Corta-Fitas. A partir de hoje   não contam com um minuto do meu tempo a ler o vosso blog.
Quero também dizer que quando a democracia deu liberdade de imprensa a acéfalas, deu-lhes uma voz vazia e oca e não estava a pensar no cidadão comum, sedento de opiniões inteligentes, informadas e racionais que tem o direito de poder ser informado e de ler factos, textos e opiniões com inteligibilidade.
E inteligibilidade NUNCA comporta opiniões de uma pessoa estereotipada, preconceituosa.

E a família biológica NUNCA são dois pais e duas mães, NUNCA. Porque será? (A Natureza é tão homofóbica!). E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal. Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas familias biológicas. Ali não são violadas, nem mal tratadas. Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais. P.S. Escusam de vir aqui insultar-me que eu não dou cobertura a insultos.
"Há pessoas medíocres que se limitam a reproduzir clichés mas não contentes com isso, se dão ao trabalho de acusar todos os outros medíocres como eles de imitação, de falta de originalidade e de plágio."

Marrocos? Checked.


Em Marraqueche, o Abdul, do Riad 144.

Obrigada, Sara!


(Aos poucos conquistaremos o Mundo. Vejam os países já quadripolarizados aqui!)

Aprovada a lei da coadopção por gente que gosta e quer assumir responsabilidades parentais junto dos filhos do seu parceiro...


... e que, por acaso, pertencem a um núcleo familiar constituído por casais do mesmo sexo. É disto que se trata: estender-se o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adoptante) ao cônjuge que ainda não o possui em relação à criança.
Ainda não foi aprovada a Lei da Adopção plena mas o caminho faz-se caminhado.
"Ah, é contra-natura!"
Contra-natura é viver sem amor, sem carinho, sem colo. Contra-natura é, numa infelicidade, o progenitor biológico morrer e o seu companheiro ser impedido de continuar as suas responsabilidades parentais porque a Lei não deixa. Contra-natura é impedir que duas pessoas adultas e conscientes adoptem uma criança, obrigando- a viver institucionalizada. Contra-natura é a homofobia.
"Ah, vão chamar Pai e Pai? Vão oferecer prenda a quem no dia da Mãe? Vão desenhar no desenho da família duas mulheres?"
Trabalhei com alunos internos na Casa Pia de Lisboa. Não me recordo de nenhum caso em que as crianças não preferissem ser amadas, incluídas numa família, pertencerem a uma dinâmica familiar ao invés de viverem num colégio, com diferentes figuras de referência, educadores sociais a educarem por turnos, monitores a trabalharem num clima de elevada rotatividade e amor aos retalhos, misturado com profissionalismo. Tudo o que crianças querem é chamar a si alguém que as ame, que cuide delas, que tome conta, que defenda, que dê colo. Independentemente das orientações sexuais, clube de futebol ou religião que tenham à partida.
Triste não é um desenho da família com dois pais do mesmo sexo. Triste é um desenho de uma família com uma criança dentro de uma casa/lar/colégio. Triste não é ser filho de x e x ou de y e y. Triste é ser orfão. Triste não é chamar pai ou mãe a duas pessoas. Triste é não ter ninguém a quem chamar.
Do que as crianças precisam é de amor. Tal como quando temos um filho a questão do seu sexo acaba por ser indiferente (quantas vezes ouvimos " o que interessa é que venha saudável!"),  na espera de pais, a orientação sexual caminhará para a mesma indiferença- o que interessa é que venham com muito amor e competências parentais. "Perfeitinhos"!

Aprovada a lei da coadopção por gente que gosta e quer assumir responsabilidades parentais junto dos filhos do seu parceiro...


.. e que, por acaso, pertencem a um núcleo familiar constituído por casais do mesmo sexo. É disto que se trata: estender-se o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adoptante) ao cônjuge que ainda não o possui em relação à criança.
Ainda não foi aprovada a Lei da Adopção plena mas o caminho faz-se caminhado.
"Ah, é contra-natura!"
Contra-natura é viver sem amor, sem carinho, sem colo. Contra-natura é, numa infelicidade, o progenitor biológico morrer e o seu companheiro ser impedido de continuar as suas responsabilidades parentais porque a Lei não deixa. Contra-natura é impedir que duas pessoas adultas e conscientes adoptem uma criança, obrigando- a viver institucionalizada. Contra-natura é a homofobia.
"Ah, vão chamar Pai e Pai? Vão oferecer prenda a quem no dia da Mãe? Vão desenhar no desenho da família duas mulheres?"
Trabalhei com alunos internos na Casa Pia de Lisboa. Não me recordo de nenhum caso em que as crianças não preferissem ser amadas, incluídas numa família, pertencerem a uma dinâmica familiar ao invés de viverem num colégio, com diferentes figuras de referência, educadores sociais a educarem por turnos, monitores a trabalharem num clima de elevada rotatividade e amor aos retalhos, misturado com profissionalismo. Tudo o que crianças querem é chamar a si alguém que as ame, que cuide delas, que tome conta, que defenda, que dê colo. Independentemente das orientações sexuais, clube de futebol ou religião que tenham à partida.
Triste não é um desenho da família com dois pais do mesmo sexo. Triste é um desenho de uma família com uma criança dentro de uma casa/lar/colégio. Triste não é ser filho de x e x ou de y e y. Triste é ser orfão. Triste não é chamar pai ou mãe a duas pessoas. Triste é não ter ninguém a quem chamar.
Do que as crianças precisam é de amor. Tal como quando temos um filho a questão do seu sexo acaba por ser indiferente (quantas vezes ouvimos " o que interessa é que venha saudável!"),  na espera de pais, a orientação sexual caminhará para a mesma indiferença- o que interessa é que venham com muito amor e competências parentais. "Perfeitinhos"!

Lembram-se do meu périplo culinário?

Primeiro fiquei preocupada, depois cumpri o designado e dei o meu melhor (sim, são dois links para vos relembrar do que falo). 
Entretanto, criaram um ranking do desafio mundial e colocaram o meu bolo em 49 lugar, pelo grau de dificuldade. Ali no meio,porque no meio é que está a virtude. 


Desafio: no dia 19 de Maio- World Baking Day- todos os quadripolares podem inspirar-se e fazer o seu próprio bolo de bolacha "Ceci n'est pas un gateau" , seguindo a receita da minha mãe. 
A Vaqueiro ofereceu-me dois vouchers de cursos de uma sessão como prenda por eu ter alinhado na ideia do "World Baking Day". Como mámen /as minhas amigas/a minha prima/a minha mãe ok, como ninguém, quer passar o vexame de ir fazer o curso comigo, tenho um desafio:

Vou oferecer o voucher ao quadripolar que, no próximo domingo, confeccione o bolo e me envie, até à meia noite, a evidência mais original (fotografia/vídeo/whatever) de que confeccionou o mesmo (é importante que apareça o bolo para atestar a veracidade da coisa, ok???). 

Bem combinadinho, se morar em Lisboa ou estiver predisposto a vir até Lisboa, combinamos fazer o curso juntos. 
Não garanto uma experiência gastronómica espectacualar comigo mas de gargalhadas não se safam!

"E onde é que eu encontro a receita direitinha?", perguntam-me vós.

Aqui (mas usem Vaqueiro em barra e não líquida, please!):


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Primeira orientação vocacional feita à Ana

Das duas uma: ou teremos substituta para o "Senhor do Adeus" ali para o Saldanha ou teremos figurante bate-palmas para programa da tarde da TV. 

(Anda a treinar compulsivamente para ambos...)

Eu cá não tenho BILFs de eleição...


Escolher um BILF award não é tarefa fácil. Para eleger um BILF estão em jogo vários critérios: qualidade da escrita, originalidade do avatar, o header ser giro, a fonte da letra dos posts não ser Comic Sens (sons de ohhhh)  e, não menos importante, a capacidade do autor fazer as leitoras e os leitores gay desejar andar no reboleixo com ele. Reboleixo badalhoco, que não é de se fazer o amor que é feito este prémio. 
No entanto, tendo em conta os anos anteriores, este anos gostava de imprimir uma conotação mais séria ao certame. Mais digna de uma autora mãe de família, mãe de Ana, pronto, mas uma filha já é uma família... Um evento que não me envergonhe junto das outras mães amiguinhas da criatura ("Ah, mãe brincalhona, estava a brincar não estava? Sabe que o meu marido trabalha na Comissão de Crianças e Jovens em Risco?!"). Prosseguindo...
Para este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), gostava que constassem no plantel dos nomeados alguns ilustres e prezados bloggers da praça cujo nome a ética e a imparcialidade não me permitem referir. Idealmente, gostava de conferir um tom mais sério a esta competição, sei lá,  que fossem mesmo nomeados bloggers "piu-pius e pipocos", bem apessoados, meninos da mamã, charmosos e distintos.
No entanto, a experiência de 4 anos de BILFalhada me diz que isto vai descambar para um certo estereotipo de blogger, amplamente apreciados pelo público feminino: o blogger blasé, dandy, com ar de patife, de pulha, de bom sacana, de toni dos bifes, que gosta de sandres de courato, tunnings e pistons, Gostava de ter bloggers com nomes bem como Pedro, André e Lourenço mas vou acabar por ter que contar votos para o Simão ou o Juvenal, que é para o que eu estou guardada.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF príncipe e vou acabar com um BILF troll, queria um blogger que calçasse sapato de imitação cara de pele de  crocodilo (que fosse atento a causas e à ecologia e isso) e vou acabar por ter um com sapato de pele de jibóia cega. Queria um BILF confiante e cheio de moral, que vestisse outfits feitos à medida por um qualquer alfaiate lisboeta e vou acabar por eleger um com ar desajustado e aflito,  que usa todos os dias factos de treino. . 
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF à séria, não queria freaks, nem artistas, nem Alfs uma coisa do outro mundo, nem Johnny Guitars, nem barcos naufragados que nem Tolan,  nem tão pouco  anões gigantes. 
Este ano queria um BILF sério e procriadeiro, com um bom ego e, se pudesse ser, de moustache. Para o deboche mas o deboche fofi, o deboche badalhoco entre paredes e um ar benzoca na rua.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF que para além de bilfável, de altamente fodível, que também servisse para casar. Queria um Mámen.

(Em resposta a isto)


Juri do BILF chamado à recepção!

Tendes até hoje, quinta-feira, ao meio-dia para me apresentarem as vossas nomeaçóes (dois BILFs p.p.). A poll sairá logo de seguida!

Esclareço que o plantel das boas foi reforçado com a inclusão da Leididi
Dêem prioridade à prenha, sff!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

A minha família (a propósito do Dia Internacional da Família)

A minha família não é pequena nem nuclear, nem a que consta na declaração de IRS ou no boletim do CENSUS. 
A minha família é a de origem, é tão a minha mãe, mulher da minha vida, força da natureza, vento e ondas num dia de Verão. É a minha tia, tranquila e calma, sol de final de tarde de Primavera. O meu tio Nato, cabisbaixo e outonal e o meu tio Necas, Inverno em flor. É o meu tio Chico que veio ensinar que não há sangue por afinidade e que a família pode ser consolidada com felizes escolhas. A minha prima, ainda no outro dia bebé, às vezes chamo o seu nome à Ana, acto falhado de prima mais velha. 
A minha família são os meus avós, mortos no Mundo, vivos em mim. A minha avó a puxar o carrinho das compras, coluna muito direitinha, antes do AVC a matar devagarinho antes dela ter, efectivamente morrido. O meu avô, a contar anedotas e a comer amendoins como quem folheia um livro, olhos pequeninos e visão tão grande. 
A minha família é mámen, homem da minha vida, escolha minha, sangue que se partilha. 
E é a Ana, cereja no topo do bolo, quarta geração de nós, bebé comunitária. 
Porque a minha família é nossa, mãe, quatro estações, mortos que não deixamos morrer, Minho e Açores, cheiro de bebé, uma comunidade, tão única e singular na primeira pessoa de um plural que somos "nós". 

Pânico da escritora de fitas

Mantra da negação

Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. Sábado não vou a uma benção das pastas. 

TLC on

*Sou a Teresa, sou medium e comunico com pessoas que já atravessaram..."- diz a loira platinada do separador. 

Eu, que já não vejo o TLC desde que estava grávida pergunto: atravessaram o quê e para onde?

terça-feira, 14 de maio de 2013

Nota mental

Pólo Norte:

Da próxima vez que fores a uma reunião importante na Avenida da República e parares no maravilhoso Choupana Caffe para  "matar o bicho" certifica-te que não pedes uma arrofada cheia de côco e açúcar pulverizado sob pena de parecer que estiveste a dar na coca e, sem querer, largaste um espirro, cagando sujando a camisola e o blazer todos. 

Também não decidas remendar a borrada com água. Açorda de glacé no mamaçal não é uma imagem bonita. 

Agradecida. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Porque hoje é dia 13


Ainda sobre moda e a moda da moda

Parece que está demodé referirmos-nos às peças de roupa em português. É muito mais blasé dizer

Tal mãe, tal filha


Gostava de ser daquelas bloggers que usa sapatos de salto alto todo o dia, com cara de anúncio de penso higiénico- weeee e tal, que confortáveis que são estes stilleto (nem sei escrever a palavra, valha-me Deus!). Que usa sapatos altos para ir à piscina, para uma caminhada na serra, na calçada portuguesa a correr para não perder o autocarro. Sempre com ar fresco e fofo, que bom que é ver o mundo dos meus saltos altos e tal. Isso e de usar camisolas de gola alta, que elegante e esguia que fica a figura, que esbelto o tronco, que gira e distinta. Outra coisa que também me pelava era de não gostar de comer, de comer por obrigação- ai que já estou há cinco horas sem meter nada à boca, que até me esqueço de comer com o stress, vou ali buscar uma bolachinha de água e sal (partindo-a ao meio e comendo-a aos bocadinhos, como se fosse uma maçada de se comer, tanta bolacha para mastigar, minha Nossa Senhora!).
Gostava que a minha filha fosse daquelas filhas de bloggers que não precisa de babetes. Que não se baba, não se emporcalha e não encharca a roupa com baba. Ou que usasse camisolinhas com gola à Camões, cheias de folhinhos, e não reclamasse, tentando arrancar a golinha.  Isso e que não gelasse das pernas, dispensando as collants e usando só meias finas até ao joelho e sandália inglesa, que distinta, que elegante a bebé. Também seria feliz se ela aguentasse laços do tamanho do próprio pulso na cabecita, com um ar de espanholita que sai na "Hola!", que querida, que fofa. 
Mas não, a última vez que usei saltos altos foi no baptizado da cria e os três centímetros de salto lixaram-me completamente os costados e esfarraparam-me o pé, que tinha acabado de ser submetido a uma cirurgia. Foi lindo, parecia que se tinha feito a matança da própria vaca da alcatra do menú do baptizado em cima dos meus pés. Uma lindeza que só visto! Camisolas de gola alta fazem-me espécie no pescoço, dão-me coceira, falta de ar, calor, começo a somatizar e a arfar- Ai que aflição, vai-me dar um fanico, dêem-me Zyrtec ou algum comprimido para a menopausa, que é um mau estar tipo afrontamento com asma, um horror! Gosto de comer até não haver mais, de enfardar- ah que satisfeita que estou!- não se deixa comida no prato porque desde pequena me ensinaram que os meninos em África têm tanta fome e nós a desperdiçar comida, nada disso, come para dentro, miúda! Normalmente, como com galga, com larica, com vontade, com fome. Se estou contente apetece-me comer, se estou triste vingo-me na comida, uma canseira. Nunca por obrigação, sempre, sempre, por prazer. 
Já a miúda produz mais baba que um camelo no deserto, corre em fio- ah é dos dentes?, desculpas de pobre, porque as filhas das outras têm dentes e não babam assim, é o que é!. Usa, por isso (e também porque é badalhoca e se lhe dou metade de uma bolacha Maria para a mão faz um bolo de bolacha em cima do peito, com pão nem se fala, é confrangedor o ar de miúda barracosa com que fica, cheia de migalhas e açorda de pão com baba em toda a extensão da sua roupa) babetes.. A única vez que lhe experimentei uma daquelas camisolas à Camões- para não fazer desfeita à amiga dondoca que ma ofereceu- enfureceu-se de tal forma que começou a tentar arrancar a gola da camisola. Não contente, tentava mordê-la, parecia um cão com raiva, tal e qual. E assim que o sol espreitou e fui a um evento em que a minha filha era a única a usar collants (vá lá, que naquele dia eram novos e não tinham borbotos), não quis provar o amargo sabor da exclusão materno-social, e pu-la de pernoca ao léu, com meias pelo joelho mas tinha as coxas tão geladas e a pele a ficar arroxeada de frio que desisti na hora. Laços à espanholita no cabelo são o trauma da miúda, que tem um cabelo lisinho, lisinho, fininho que dói e que aguenta os ditos 1 minuto e meio (já cronometrei) antes de escorregarem como lêndeas nos pentes que trazem as embalagens de Quitoso. Cheguei a vê-la com um laço a cair para o olho o que, juntando às camisolinhas de gola à século XVI, me fizeram ter declamado durante meia hora todos os cantos dos Lusíadas para adormecer a miúda, tamanha birra a que tinha. 

Não sei se fique triste porque nunca seremos uma mãe e filha dignas de um fashion blog; se alegre por perceber que a genética é uma coisa 

Descubra as diferenças









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