Foi no início desta semana. Fui buscar a Ana a casa da minha mãe e a Rita também estava na casa da mãe dela, ali ao lado. Com a Maria ao colo, um mês de gente.
De repente senti-me esquisita. Ali entre os dois quintais, o meu e o dela, onde tantas vezes gozámos a infância, cirumba riscada a giz no chão, postes onde pendurávamos o elástico para saltarmos ao mesmo tempo, o muro onde batia a bola do jogo dos"sete" e, onde hoje passa a estrada, era na altura um descampado cheio de malmequeres do campo e erva azeda. Apanhávamos flores e dançávamos ao som dos Onda Choc.
No Verão dávamos mergulhos na piscina de plástico no quintal dela e no Inverno íamos para a arrecadação da minha avó- o "quartinho"- fazer bolinhos com farinha e água. Casávamos as Barbies com os Kens, eu tinha o vestido de noiva mais bonito de todos, que a minha tia me tinha mandado da Inglaterra, e por causa disso, de cada vez que víamos um avião a rasgar o céu, dizíamos-lhe adeus.
Isto foi ontem, caramba! Memórias ainda tão frescas. E depois, naquele dia, quando nos vi às duas, com as filhas nos braços, senti-me esquisita como se, de repente, ainda fossemos as mesmas miúdas e aquelas mães ali, com a Ana e a Maria nos respectivos colos, não pudéssemos ser nós.
3 comentários:
deve ser uma sensação mesmo estranha :s senti uma coisa parecida no casamento da minha prima (que quando eramos pequenas eramos unha com carne, tipo irmãs...) :s
é do caraças!
Ehpah, também brincava a isso tudo! Eu e uma amiga tínhamos barbies iguais e eram a gémea boa e má!eheheh. O tempo voa....
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