A Mariana é capaz de se arrepender dessa opinião. Mas eu fico aqui no meu canto a assistir ao desenrolar desta palhaçada.
Não, não acho que os professores não têm direito à greve. TÊM! Mas acho que há muitas maneiras de lutarem pelos seus direitos, sem, eventualmente, atrasarem a vida de milhares de alunos.
Isto só demonstra que claramente esta miúda não pensa pela própria cabeça mas sim pela cabeça dos professores que por sua vez caminha pelo trilho apontado pelos sindicalistas! Se os professores quisessem fazer uma greve como deve ser e defender os seus direitos então façam-no como deve ser! Recusem-se a leccionar durante o ano lectivo e não aniquilem o direito dos alunos a concluir o Secundário! Com que moral é que os professores lutam pelos direitos deles aniquilando os direitos dos alunos! E é bastante grave uma aluna que foi prejudicada com esta situação estar de acordo com isto! Atenção que eu concordo com os motivos da greve, não concordom é com o egoísmo com que está a ser feita a greve seguindo o caminho mais fácil, em vez do caminho correcto!
A greve dos professores aos Exames Nacionais até pode não levar à negociação entre sindicatos e MEC, mas tem servido para perceber o que pensa a opinião pública acerca do tema da atualidade. Quase todos concordam com a greve, muitos não concordam com os meios, porque se retira o direito de os alunos concluírem o Ensino Secundário, como se os professores tivessem esse poder...podiam recusar-se a lecionar durante o ano letivo, podiam, mas se não dessem aulas não estariam também a impedir a conclusão do Ensino Secundário? Não tendo aulas os alunos não corriam o risco de pensar pela cabeça dos outros. Os professores ao que parece são uns manipuladores de consciências...que maus!!!!
Já ando há 2 anos na universidade, mas, nunca me vou esquecer de uma professora do secundário.
A Bebiana, é professora de História e Cultura das Artes, lutou no 25 de Abril e tem uma veia muito feminista.
Não foi apenas uma professora, foi uma educadora, uma amiga, um apoio, e, um poço de valores.
Durante 3 anos sempre nos transmitiu a importância da luta pelos nossos ideais. E acredito que seja por isso que hoje lutamos por nós, pelo menos, a maioria. É sem dúvida uma referência e um exemplo. É uma professora que todos os alunos deveriam ter.
Hoje agradeceu aos alunos pelo apoio e - como lhe disse - hoje não poderia estar mais orgulhosa dela por lutar por si.
Pois, com mãe professora... Não poderia pensar de outra maneira... Mas engana se se pensa que os professores estão a pensar nela, eles olham é PArã os seus interesses. pergunto: sabe ela há quantos anos os dirigentes sindicais não são uma aula?
Tal como diz a mariana, havia alunos a chorar por não ter realizado o exame. Mas, de certo, não seria por não o realizarem hoje, antes seria porque viram que um simples acto egoista pode custar-lhes o futuro. Os professores têm os seus direitos, e, repito, deveriam ser os melhores amigos de qualquer aluno (como sempre foram, no meu caso) e não era esta a maneira a mais correcta de demonstrar a sua "amizade". Estou triste pelos meus colegas, triste por perceber que poderia ser eu e ver o meu futuro ensombrado pela guerrilha entre governo e os meus supostos melhores amigos que, por amor ao ensino, resolveram ensinar o que sabiam, transmitir-nos valores e, hoje, resolveram começar a cortar as asas aos que, ainda, se preocupam em ser alguém. Enfim, é o país que tenho.
Quando os transportes fazem greve, acontece o quê? Ah, pois é adiantamo-nos!!! Quando é que se pensa que apesar de " o melhor do mundo são as crianças" elas não são os únicos seres do mundo? Têm muitos direitos, mas os adultos também!
O facto de ser filha de uma professora - e o destaque que dá à possibilidade de a mãe ficar sem emprego - não poderá ter uma ligeira influência nesta "mente brilhante"? Nem 8, nem 80...
Mariana, tens a certeza que essa tal "luta" garante que amanhã a tua mãe não ficará sem emprego? Tens a certeza de que o facto de hoje não teres feito exame (e teres, por isso, sido prejudicada por esses a quem tanto queres ajudar) garantirá um futuro melhor à tua mãe?
Eu gostava muito que a greve não fosse durante os exames nacionais. Era sinal que as propostas de lei tinham sido apresentadas a tempo e horas de serem discutidas e não à pressa, em Maio/Junho. Caramba, não são os professores que decidem o timing das medidas do Governo! Ou acham que a greve foi agora porque sim??
Por favor, escolha outro exemplo... Quando o barco - o meu transporte diario - faz greve, eu vou de comboio ou de autocarro [levanto-me mais cedo para NÃO ME ATRASAR]. Agora quando não me deixam fazer exame, não tenho outra alternativa senão ATRASAR-ME, sem querer.
Que comentário tão redutor e distorcido. Sou defensora dos professores, da sua classe e da sua importância na sociedade. Acho que são mal pagos, em relação a outros profissionais, não têm apoio na mobilidade, etc, etc. Sendo a educação a base da sociedade, devíamos,sim, dar outros incentivos aos professores, para que fossem uma classe distinta e afastar quem não interessa e não tem qualidade, para exercer esta profissão.Não concordo com estas greves, muito menos com os profissionais da greve e sindicalistas. Acho uma fraude, mais, acho que esta menina e talvez a sua mãe não entendem que esta greve não vai fazer com que a sua mãe perca o trabalho... Muito do desemprego que vai surgir e existe nesta classe deve-se à mudança de muitos factores o mais importante o demográfico. É certo que há muita coisa que se pode fazer, mas também é um trabalho que compete não só ao governo, mas também aos professores. Tudo mudou, os trabalhos não são para a vida, a realidade mudou, no privado sempre houve despedimentos, vão começar a existir no público, não conseguimos pagar uma estrutura megalómana quando não há trabalho que justifique. Façam análises mais coerentes, lutem, mas com respeito pela razão da vossa existência, os ALUNOS.
Margas, Em momento algum eu disse concordar, ou não, com os sindicatos. Não quero saber do Mário Nogueira nem se ele dá aulas todos os dias ou não. Eu QUERO saber se os meus professores faltam porque já não aguentam mais, se um aluno lhes bateu ou se o mandou à senhora que o pariu. Eu não me sinto prejudicada com o facto de não ter feito exame. Não o fiz, mas vou fazer dia 2 de Julho, e NÃO É por isso que não vou entrar na Universidade. A Margas não deve saber muito bem do que fala se diz que me estão a dar cabo dos meus direitos. Eu tenho direito à Educação, da mesma maneira que TODOS têm direito à greve e à dignidade (que é algo que muitos papás ensinam aos filhos a tirar aos professores). Se um professor se recusar a dar aulas ao longo do ano letivo, pela sua perspetiva, eu ia ficar prejudicada, porque o professor não me ensinava a matéria que poderia sair no exame.
Morango com Açúcar, Os professores pensam nos seus interesses, claro, têm esse direito, mas também pensam nos filhos que são, pois está, o futuro do país, a par comigo e com tantos outros estudantes. Mau era que um pai só pensasse em si e não nas suas crias! Agora, se prefere um professor que é agredido e desmotivado a dar aulas aos seus filhos, be my guest...
Nêta, A minha mãe pode ir para o desemprego, mas pode dizer que lutou para ter melhores condições de trabalho. Ninguém está livre de ir para a rua do nada, mas na minha opinião é melhor ir para a rua tendo tentado ficar, do que ir para a rua queixar-se, mas nunca ter feito nada acerca da maneira como é/foi tratado. Agora, explique-me: se eu sou a primeira a dizer que NÃO me sinto prejudicada por não ter feito exame, porque é que toda a gente decide bater no ceguinho e dizer que fui? Não compreendo.
Isto é absurdo. Eu fiz ontem o exame, mas estou revoltada com esta situação. A mariana tem toda a razão quando diz que não ficou melindrada por ter estudado e não ter feito o exame. Teria de estudar de qualquer forma e assim já tem o trabalho adiantado. Contudo, isto está errado na mesma. E já nem quero por em causa o problema que a alteração de datas nos coloca, o facto de termos de nos reorganizar. Não é o fim do mundo. Agora, não me lixem, isto é uma grande injustiça! Além de – e desculpem-me lá se ainda acreditavam no contrário – isto não ir retundar em qualquer benefício para os professores, já que a democracia é só uma palavra bonita sem qualquer significado neste país, não tinham o direito de nos prejudicar desta forma. Porque sim, prejudicam e não é pouco. Basta pensarem na falta de equidade dos exames. Quer queiram quer não, os exames NUNCA terão o mesmo grau de dificuldade. E isso para vocês não faz diferença? Para nós faz. Não me parece minimamente justo sermos avaliados através de exames diferentes, quando a entrada ou não na faculdade não vai ter em conta estas diferenças na nossa avaliação. Há muita gente a depender destes exames e, como devem saber, as décimas contam. Os professores têm todo o direito a manifestar-se e a fazer greve, mas não é por terem o presente deles em risco que têm o direito de meterem o nosso futuro em causa.
Na minha empresa existem centenas de cartazes em folhas A3, espalhados por vários corredores e por todos os departamentos, com esta inscrição: "O Mundo mudou. O mercado mudou. E você, já mudou?" Infelizmente, muitas pessoas ainda não perceberam isto...
Mariana, parabéns. Parabéns porque é capaz de ver mais além. Descanse, estes defensores acérrimos dos exames "naquele" dia, porque se for um dia depois, "meu Deus, somos prejudicadíssimos. Até já nem vamos para a Universidade", o que será que vão dizer quando, depois da licenciatura destes alunos, alguém importante lhes vier dizer : "emigrem" ou ainda melhor "arranjem-se, requalifiquem-se. Um "canudo" não significa nada Os Mundo mudou. O mercado mudou. Mude você também!" Ah, eu, pessoalmente penso que os professores deviam fazer greve nas férias, pois aí não prejudicavam ninguém. Melhor: devia proibir-se a greve aos professores. Malandros a prejudicar os alunos. Os alunos jamais podem ser prejudicados (só depois de deixarem de ser alunos, ora então. Logo na hora a seguir já não tem problema).Pela mesma ordem de ideias, proiba-se a greve aos médicos porque prejudicam os doentes; nos transportes porque prejudicam os passageiros; na justiça porque prejudicam os criminosos e as vítimas; nas fábricas porque prejudicam os consumidores, and so on, and so on..,. Numa palavra: como a greve prejudica sempre alguém (senão para que serviria a greve?) proiba-se a greve e, já agora, ressuscite-se Salazar e instaure-se uma ditadura! Pelos vistos faria a felicidade de alguma gentinha!
não costumo comentar politiquices, mas sinceramente... chega desta ditadura moderna onde vivemos todos com medo do amanhã nesta porcaria de presente. se não se fizer nada, nada muda. nunca nada é preto no branco e aqui ninguém tem 100% razão! mas há direitos além dos deveres e há um futuro além de um exame: há valores.
Patrícia desculpe-la mas os exames da primeira fase e da segunda também não são diferentes? O grau de dificuldade também não é diferente?
Então foram realmente prejudicados em que sentido?
Acredito que tenha de haver uma reorganização, mas, quando entrarem na faculdade vão estar constantemente a fazê-lo. Vão passar por situações realmente injustas e os professores estão se a cagar para para aquilo que vocês acham.
Eu este ano só acabo a faculdade no final de Julho e nesse mesmo mês tenho 4 testes, 3 exames, trabalhos para entregar, e, ainda algumas horas de estágio para realizar. As notas dos 3 exames vão ser as notas finais das cadeiras mais importantes do curso. Os professores só se lembraram a semana passada dos trabalhos e pouco querem saber se temos muito trabalho ou não. Temos de fazer e acabou.
Não sejam tão dramáticos em relação ao assunto. Se estavam preparados pouco interessa o grau de dificuldade.
Sarinhas, O grau de dificuldade entre a primeira e a segunda fase é diferente, obviamente, a diferença é que a segunda fase não é obrigatória. E tem desvantagens (indo à segunda fase do exame, só nos podemos candidatar à universidade também na segunda fase, correndo o risco de já não conseguir uma vaga). Por isso, não há qualquer tipo de justiça em fazerem dois exames diferentes, especialmente numa disciplina como português, que é tão subjectiva. Só a obra que sair no exame já é determinante, visto que se for uma pela qual tenhamos preferência, é imediatamente mais fácil interpretá-la
mcf96, isso da 2ª fase é mito. Podemos-nos candidatar à 1ª fase, mas com a nota da 1ª fase do exame. Eu tinha essa mesma dúvida e foi uma professora minha que passou uma aula inteira a explicar as dúvidas que muitos alunos tinham.
Mariana Reis, se não fizeres exame na primeira fase (só na segunda), só te podes candidatar à segunda fase. Por isso, o que disseram não é assim tão mito.
25 comentários:
you go girl!!!
Boa Mariana.
Não tenho nada a acrescentar.
A Mariana é capaz de se arrepender dessa opinião. Mas eu fico aqui no meu canto a assistir ao desenrolar desta palhaçada.
Não, não acho que os professores não têm direito à greve. TÊM! Mas acho que há muitas maneiras de lutarem pelos seus direitos, sem, eventualmente, atrasarem a vida de milhares de alunos.
Isto só demonstra que claramente esta miúda não pensa pela própria cabeça mas sim pela cabeça dos professores que por sua vez caminha pelo trilho apontado pelos sindicalistas! Se os professores quisessem fazer uma greve como deve ser e defender os seus direitos então façam-no como deve ser! Recusem-se a leccionar durante o ano lectivo e não aniquilem o direito dos alunos a concluir o Secundário! Com que moral é que os professores lutam pelos direitos deles aniquilando os direitos dos alunos! E é bastante grave uma aluna que foi prejudicada com esta situação estar de acordo com isto! Atenção que eu concordo com os motivos da greve, não concordom é com o egoísmo com que está a ser feita a greve seguindo o caminho mais fácil, em vez do caminho correcto!
A Mariana é uma mente brilhante!
A greve dos professores aos Exames Nacionais até pode não levar à negociação entre sindicatos e MEC, mas tem servido para perceber o que pensa a opinião pública acerca do tema da atualidade. Quase todos concordam com a greve, muitos não concordam com os meios, porque se retira o direito de os alunos concluírem o Ensino Secundário, como se os professores tivessem esse poder...podiam recusar-se a lecionar durante o ano letivo, podiam, mas se não dessem aulas não estariam também a impedir a conclusão do Ensino Secundário? Não tendo aulas os alunos não corriam o risco de pensar pela cabeça dos outros. Os professores ao que parece são uns manipuladores de consciências...que maus!!!!
http://www.lavarcabecas.blogspot.pt/
Nem mais Mariana.
Já ando há 2 anos na universidade, mas, nunca me vou esquecer de uma professora do secundário.
A Bebiana, é professora de História e Cultura das Artes, lutou no 25 de Abril e tem uma veia muito feminista.
Não foi apenas uma professora, foi uma educadora, uma amiga, um apoio, e, um poço de valores.
Durante 3 anos sempre nos transmitiu a importância da luta pelos nossos ideais. E acredito que seja por isso que hoje lutamos por nós, pelo menos, a maioria. É sem dúvida uma referência e um exemplo. É uma professora que todos os alunos deveriam ter.
Hoje agradeceu aos alunos pelo apoio e - como lhe disse - hoje não poderia estar mais orgulhosa dela por lutar por si.
Pois, com mãe professora... Não poderia pensar de outra maneira... Mas engana se se pensa que os professores estão a pensar nela, eles olham é PArã os seus interesses.
pergunto: sabe ela há quantos anos os dirigentes sindicais não são uma aula?
Tal como diz a mariana, havia alunos a chorar por não ter realizado o exame. Mas, de certo, não seria por não o realizarem hoje, antes seria porque viram que um simples acto egoista pode custar-lhes o futuro. Os professores têm os seus direitos, e, repito, deveriam ser os melhores amigos de qualquer aluno (como sempre foram, no meu caso) e não era esta a maneira a mais correcta de demonstrar a sua "amizade". Estou triste pelos meus colegas, triste por perceber que poderia ser eu e ver o meu futuro ensombrado pela guerrilha entre governo e os meus supostos melhores amigos que, por amor ao ensino, resolveram ensinar o que sabiam, transmitir-nos valores e, hoje, resolveram começar a cortar as asas aos que, ainda, se preocupam em ser alguém. Enfim, é o país que tenho.
Para a Lia
Quando os transportes fazem greve, acontece o quê? Ah, pois é adiantamo-nos!!!
Quando é que se pensa que apesar de " o melhor do mundo são as crianças" elas não são os únicos seres do mundo? Têm muitos direitos, mas os adultos também!
O facto de ser filha de uma professora - e o destaque que dá à possibilidade de a mãe ficar sem emprego - não poderá ter uma ligeira influência nesta "mente brilhante"? Nem 8, nem 80...
Mariana, tens a certeza que essa tal "luta" garante que amanhã a tua mãe não ficará sem emprego?
Tens a certeza de que o facto de hoje não teres feito exame (e teres, por isso, sido prejudicada por esses a quem tanto queres ajudar) garantirá um futuro melhor à tua mãe?
Eu gostava muito que a greve não fosse durante os exames nacionais. Era sinal que as propostas de lei tinham sido apresentadas a tempo e horas de serem discutidas e não à pressa, em Maio/Junho.
Caramba, não são os professores que decidem o timing das medidas do Governo! Ou acham que a greve foi agora porque sim??
Para a Celeste.
Por favor, escolha outro exemplo... Quando o barco - o meu transporte diario - faz greve, eu vou de comboio ou de autocarro [levanto-me mais cedo para NÃO ME ATRASAR]. Agora quando não me deixam fazer exame, não tenho outra alternativa senão ATRASAR-ME, sem querer.
Que comentário tão redutor e distorcido. Sou defensora dos professores, da sua classe e da sua importância na sociedade. Acho que são mal pagos, em relação a outros profissionais, não têm apoio na mobilidade, etc, etc. Sendo a educação a base da sociedade, devíamos,sim, dar outros incentivos aos professores, para que fossem uma classe distinta e afastar quem não interessa e não tem qualidade, para exercer esta profissão.Não concordo com estas greves, muito menos com os profissionais da greve e sindicalistas. Acho uma fraude, mais, acho que esta menina e talvez a sua mãe não entendem que esta greve não vai fazer com que a sua mãe perca o trabalho... Muito do desemprego que vai surgir e existe nesta classe deve-se à mudança de muitos factores o mais importante o demográfico. É certo que há muita coisa que se pode fazer, mas também é um trabalho que compete não só ao governo, mas também aos professores. Tudo mudou, os trabalhos não são para a vida, a realidade mudou, no privado sempre houve despedimentos, vão começar a existir no público, não conseguimos pagar uma estrutura megalómana quando não há trabalho que justifique. Façam análises mais coerentes, lutem, mas com respeito pela razão da vossa existência, os ALUNOS.
Margas,
Em momento algum eu disse concordar, ou não, com os sindicatos. Não quero saber do Mário Nogueira nem se ele dá aulas todos os dias ou não. Eu QUERO saber se os meus professores faltam porque já não aguentam mais, se um aluno lhes bateu ou se o mandou à senhora que o pariu.
Eu não me sinto prejudicada com o facto de não ter feito exame. Não o fiz, mas vou fazer dia 2 de Julho, e NÃO É por isso que não vou entrar na Universidade. A Margas não deve saber muito bem do que fala se diz que me estão a dar cabo dos meus direitos. Eu tenho direito à Educação, da mesma maneira que TODOS têm direito à greve e à dignidade (que é algo que muitos papás ensinam aos filhos a tirar aos professores). Se um professor se recusar a dar aulas ao longo do ano letivo, pela sua perspetiva, eu ia ficar prejudicada, porque o professor não me ensinava a matéria que poderia sair no exame.
Morango com Açúcar,
Os professores pensam nos seus interesses, claro, têm esse direito, mas também pensam nos filhos que são, pois está, o futuro do país, a par comigo e com tantos outros estudantes. Mau era que um pai só pensasse em si e não nas suas crias!
Agora, se prefere um professor que é agredido e desmotivado a dar aulas aos seus filhos, be my guest...
Nêta,
A minha mãe pode ir para o desemprego, mas pode dizer que lutou para ter melhores condições de trabalho. Ninguém está livre de ir para a rua do nada, mas na minha opinião é melhor ir para a rua tendo tentado ficar, do que ir para a rua queixar-se, mas nunca ter feito nada acerca da maneira como é/foi tratado.
Agora, explique-me: se eu sou a primeira a dizer que NÃO me sinto prejudicada por não ter feito exame, porque é que toda a gente decide bater no ceguinho e dizer que fui? Não compreendo.
Ursa,
I love you!
Isto é absurdo. Eu fiz ontem o exame, mas estou revoltada com esta situação.
A mariana tem toda a razão quando diz que não ficou melindrada por ter estudado e não ter feito o exame. Teria de estudar de qualquer forma e assim já tem o trabalho adiantado. Contudo, isto está errado na mesma. E já nem quero por em causa o problema que a alteração de datas nos coloca, o facto de termos de nos reorganizar. Não é o fim do mundo. Agora, não me lixem, isto é uma grande injustiça! Além de – e desculpem-me lá se ainda acreditavam no contrário – isto não ir retundar em qualquer benefício para os professores, já que a democracia é só uma palavra bonita sem qualquer significado neste país, não tinham o direito de nos prejudicar desta forma.
Porque sim, prejudicam e não é pouco. Basta pensarem na falta de equidade dos exames. Quer queiram quer não, os exames NUNCA terão o mesmo grau de dificuldade. E isso para vocês não faz diferença? Para nós faz. Não me parece minimamente justo sermos avaliados através de exames diferentes, quando a entrada ou não na faculdade não vai ter em conta estas diferenças na nossa avaliação. Há muita gente a depender destes exames e, como devem saber, as décimas contam.
Os professores têm todo o direito a manifestar-se e a fazer greve, mas não é por terem o presente deles em risco que têm o direito de meterem o nosso futuro em causa.
Eu, como aluna do 12º ano que também não fez exame, concordo plenamente!
Na minha empresa existem centenas de cartazes em folhas A3, espalhados por vários corredores e por todos os departamentos, com esta inscrição: "O Mundo mudou. O mercado mudou. E você, já mudou?" Infelizmente, muitas pessoas ainda não perceberam isto...
Mariana, parabéns. Parabéns porque é capaz de ver mais além. Descanse, estes defensores acérrimos dos exames "naquele" dia, porque se for um dia depois, "meu Deus, somos prejudicadíssimos. Até já nem vamos para a Universidade", o que será que vão dizer quando, depois da licenciatura destes alunos, alguém importante lhes vier dizer : "emigrem" ou ainda melhor "arranjem-se, requalifiquem-se. Um "canudo" não significa nada Os Mundo mudou. O mercado mudou. Mude você também!"
Ah, eu, pessoalmente penso que os professores deviam fazer greve nas férias, pois aí não prejudicavam ninguém. Melhor: devia proibir-se a greve aos professores. Malandros a prejudicar os alunos. Os alunos jamais podem ser prejudicados (só depois de deixarem de ser alunos, ora então. Logo na hora a seguir já não tem problema).Pela mesma ordem de ideias, proiba-se a greve aos médicos porque prejudicam os doentes; nos transportes porque prejudicam os passageiros; na justiça porque prejudicam os criminosos e as vítimas; nas fábricas porque prejudicam os consumidores, and so on, and so on..,. Numa palavra: como a greve prejudica sempre alguém (senão para que serviria a greve?) proiba-se a greve e, já agora, ressuscite-se Salazar e instaure-se uma ditadura! Pelos vistos faria a felicidade de alguma gentinha!
não costumo comentar politiquices, mas sinceramente... chega desta ditadura moderna onde vivemos todos com medo do amanhã nesta porcaria de presente. se não se fizer nada, nada muda. nunca nada é preto no branco e aqui ninguém tem 100% razão! mas há direitos além dos deveres e há um futuro além de um exame: há valores.
Patrícia desculpe-la mas os exames da primeira fase e da segunda também não são diferentes? O grau de dificuldade também não é diferente?
Então foram realmente prejudicados em que sentido?
Acredito que tenha de haver uma reorganização, mas, quando entrarem na faculdade vão estar constantemente a fazê-lo. Vão passar por situações realmente injustas e os professores estão se a cagar para para aquilo que vocês acham.
Eu este ano só acabo a faculdade no final de Julho e nesse mesmo mês tenho 4 testes, 3 exames, trabalhos para entregar, e, ainda algumas horas de estágio para realizar. As notas dos 3 exames vão ser as notas finais das cadeiras mais importantes do curso. Os professores só se lembraram a semana passada dos trabalhos e pouco querem saber se temos muito trabalho ou não. Temos de fazer e acabou.
Não sejam tão dramáticos em relação ao assunto. Se estavam preparados pouco interessa o grau de dificuldade.
Sarinhas,
O grau de dificuldade entre a primeira e a segunda fase é diferente, obviamente, a diferença é que a segunda fase não é obrigatória. E tem desvantagens (indo à segunda fase do exame, só nos podemos candidatar à universidade também na segunda fase, correndo o risco de já não conseguir uma vaga).
Por isso, não há qualquer tipo de justiça em fazerem dois exames diferentes, especialmente numa disciplina como português, que é tão subjectiva. Só a obra que sair no exame já é determinante, visto que se for uma pela qual tenhamos preferência, é imediatamente mais fácil interpretá-la
mcf96, isso da 2ª fase é mito. Podemos-nos candidatar à 1ª fase, mas com a nota da 1ª fase do exame.
Eu tinha essa mesma dúvida e foi uma professora minha que passou uma aula inteira a explicar as dúvidas que muitos alunos tinham.
Mariana Reis, se não fizeres exame na primeira fase (só na segunda), só te podes candidatar à segunda fase. Por isso, o que disseram não é assim tão mito.
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