sábado, 31 de agosto de 2013

Rúben Patrick, o meu amor está p'ra Norte...



Foi o Ruben Patrick que tirou. Casa de Grieg, em Bergen. O meu honey bunny Pipoco, quadripolarizou a Noruega. 



terça-feira, 20 de agosto de 2013

A SATA no meu coração!

Assim, a recolha de sangue da SATA, no dia de anos da Ana foi, de facto, um verdadeiro sucesso e contou com a colaboração de cerca de 52 funcionários e familiares. No final do dia, a SATA contribuiu com 17 litros de sangue para o banco de sangue do Hospital do Divino Espírito Santo (cerca de 37 pessoas conseguiram doar)!
E sim, a Ana não é continental-muggle, é half-azorean-blood, pelo que toda a família ficou tocada com a generosidade da companhia área e dos seus colaboradores. Agora promovidos a quadripolares sata-honorários!
Obrigada, coriscos mal amanhados e beijinhos da família pataca-falsa!

Imagens gentilmente surrupiadas à Corisca Ruim que juntamente com a Carlinha foram as embaixadoras SATA na festa da Ana. 

Imagem da tela testemunha da generosidade dos colaboradores da SATA, gentilmente gamada à Corisca Ruim

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Falha minha, auto-flagelação e tentativa de remissão

A Cláudia, autora do e'ventar foi uma peça essencial na organização da festa da Ana, membro do núcleo duro desde o dia 1, só não pode estar presente porque valores mais altos se levantaram: teve que ir beber um kima, com o pretexto de compromisso laboral, directamente a S. Miguel!

Obrigada, Cláudia! Do coração.

(E tem um blog tão giro, e é tão gira e magra e bronzeada e desportiva e em forma que a seguir aos agradecimentos largo já um: falece!!!)

sábado, 17 de agosto de 2013

A festa da Ana serviu para angariar cerca de 300 doações de sangue e de potenciais dadores de medula

Serviu para perceber a amizade que as pessoas me dedicam. Para me emocionar com a dedicação e o empenho e a energia e a força de trabalho da Sandra, da Bé, da Laura, da Catarina e da Sílvia. Para dar um beijo emocionado à minha Luisinha e mãe que vieram de Guimarães para a festa. Para conhecer o Zouk, o melhor DJ do Mundo, um tipo tão fixe que nem dá para vos explicar o quanto. Para ficar com lágrimas nos olhos quando vi a Zia, o Guilherme, a Matilde e o Manel que vieram do Porto. Para ver o ar cansado da Niki a fazer algodão doce, como se não houvesse amanhã, numa mãquina caseira mas sem nunca perder o sorriso e a boa disposição. Para conhecer a Laia pela mão da Paula. Para ficar fã dos tipos do Mecanismo Criativo, o grupo de teatro mais cool de que há história. Para saber que a Paula apoia sempre a família quadripolar. Para dar um abraço e mil dedos de conversa com o Luis da Confraria da Empada. Para ser reconhecida pelo colar de arco-íris oferecido pela Bé e não por ser a loira com o maior mamaçal da festa. Para ficar enternecida com o spot da Olga, tão mimoso e querido, complementado pelas almofadas oferecidas pela tia Laura. Para elogiar a saia fashion da Rute do Alentejo que trouxe toda a família e espetadas de fruta. Para passar a ser fã da SATA. Para matar saudades da pronúncia micaelense com a Corisca e a Carlinha, vindas directamente dos Açores. Para dar um abraço apertado à Teresinha. Para gostar ainda mais de Aveiro, por conta das 3 metades mercearia. Para saber que conto sempre com a Alexandra-a Grande, o Troll of the North, a Mónica Lice, a Ana do Pedagogia do Terror, a Marta do Dolce Far Niente, a Niki Ansiedades, a Patrícia do Bicharocos Carpinteiros. para ver mámen enfardar batatas fritas da Dalimar que nem um esfomeado. Para rever a Sofia Sengo. Para gostar mais da Zon que da MEO, que nos deu pipocas. Para beber um gin escondidinha com a Silvia do Clube VII. Para dar dois dedos de conversa animados com o casal porreiraço que veio em representação da Padaria D'Avó. Para matar a sede com o melhor granizado de limão do Mundo da Blueberry. Frozen Yogourt. Para perceber que a Ana e esperta e só vai para o colo de mulheres com fibra como a Filipa Catarino. Para que a Cozinha Verde me sensibilizasse para a inclusâo das crianças celíacas e dos convidados vegetarianos nas festas de aniversário. Para ver a Carla Rocha da RFM a arrumar o estaminé no fim da festa. Para saber que Mámen, Pedro, Mário, Samuel (da Olga), António, Andrea, Rui Charroque e marido da Ilze (não me recordo do nome) são os tipos mais fixes da história dos tipos fixes. Para- finalmente!- experimentar as tãos famosas Bolas de Praia. Para ficar embevecida com o abraço da Inês Pessoa. Para fazer uma festinha (consentida!) na barriga da Cláudia só para cutucar a Maria Catarina. Para confirmar que a Dânia é cá da malta. Para me deliciar com os bolinhos caseiros da Clarisse. Para me comover com a dedicação da Ana da Miau Cookies que fez 500 bolachinhas para oferecer aos convidados da festa, Para constatar quem é que escreve que sim e promete mundos e fundos e quem é que, efectivamente, aparece e faz acontecer. Para- estúpida!- não reconhecer ai vivo a Sofia Franco, a Leonor Fernandes e a sara Félix. Para ajudar nos preparativos de casamento da Rossana, que veio do Algarve por nós. Para dar uma gargalhada com a pintura dos olhos da Ângela Vilhena, a Mary Poppins mais gira da festa.  Para perceber a grávida pieguinhas que fui a admirar a Rosália a ajudar freneticamente num dia de quase 40 graus com uma Maria Clara a encher-lhe a barriga. Para ficar com inveja da boa da Ana Para gostar ainda mais da desbocada da Lina, da Rita e da Joana. Para rever sempre, com o mesmo gosto, a minha Leonor. Para abraçar o pequeno João, que comemora nestes dias também um ano sem quimioterapia e gostar tanto da Sandra e da mana, a quem cravo já um post para o mãegyver. Para perceber que a Liliana Para perceber que o destino se encarregou (e bem) de decidir que a Rosa era a madrinha ideal para a Ana. Para me divertir a ver a minha mãe fazer uma coreografia de zumba com a neta ao colo, para delírio da plateia. Para rever a querida Tehur, sempre pronta, sempre disponível, com um sorriso de lua cheia. Para ver a Neuza emocionada por me conhecer, quando eu sou apenas uma rapariga que tem um blog. Para conhecer o Presidente da Junta de Freguesia das Cardosas, de Arruda dos Vinhos. Para ver o bolo de aniversário mais imponente do Mundo confeccionado pela Lourdes, Paulinha, Carla, Cláudia, Elsa, Raquel, Dânia, Telma, Isabel, Sílvia e Joana. para ficar triste pelo motivo que afastou a Sara desta festa. Para sentir que a causa é importante o suficiente para várias pessoas terem interrompido as suas férias e terem arrancado em direcção ao Clube VII, como a Ana e a Teresa Martins. Para beber limonada da H3 como se não houvesse amanhã. Para conhecer ao vivo póletes da Margem Sul (elas existem!) como a destrambelhada da Inês. Para ficar com um nó na garganta quando vi a Fátima e toda a sua maravilhosa prole, entre os quais a pequeníssima Mafaldinha que aguentou, estóicamente, uma viagem do Algarve a Lisboa só para estar na festa da Ana. Para assistir à formação de uma equipa de pessoas que poderia mudar o mundo que, não se conhecendo, geriu toda a parte dos comes e bebes com uma eficiência admirável, liderada pela Ana Santos, Ana Correa, a Susana , Para receber a visita dos meus amigos de cheiro, muito admirados por ouvirem pessoas chamarem-me de Pólo, mas que ali foram para provar que estão connosco em todos os contextos (obrigada Laurinha, Margarida, Paulo, Rita, Marta, Tiaguinho, Manelita, Jorge, Débora, Vicente, Cláudia, João, Sofia, Rui, Afonso, Cristina e Zé Miguel mano!). Para perceber que a minha amiga Luna é tão fixe que leva com duas estuchas seguidas de festas de anos infantil por nossa causa. Para ver a minha tia e a minha prima, tão distantes do mundo cibernáutico, a conviver com pessoas que eu só conhecia virtualmente. Para curtir milhões o ar despachado das meninas dos patins (Lisboa Troopers Roller Derby sois as maiores!). Para ficar um bocadinho invejosa por não ter uma irmã e ser tão próxima e cúmplice como as manas Maximino (Patrícia e Joana, obrigada!). Para dar um abraço à Raquel dos tererés e sentir que já a conhecia. Para ver que há pais que continuam a tarefa de educar os filhos para o altruísmo, quando vi a Francisca e a Mariana a trabalharem na festa a servir gelados de iogurte, numa missão de toda a família. Para ficar embevecida com a minúcia e preciosismo dos detalhes da decoração feitos pela Joana do Valor Fuschia. Para sorrir com o senhor grandalhão, cujo nome não decorei, que ao lado de uma senhora magrinha e com ar frágil, desmaiou a dar sangue. para ter um orgasmo de paladar a provar os suspiros com doce de ovos da Party's & Cookies Para dizer vernáculos quando a médica do IPS me recusou como dadora de sangue porque tinha uma borbulha no sobre-lábio, alegando que poderia ser herpes e ignorando as minhas explicações de que era reacção a todo o chocolate e doces que havia comido na véspera, na festa de casa da Ana.  Para oferecer kimas às pessoas e vê-las entusiasmadas com a pequena garrafinha verde. Para achar que o Andrea, homem de uma generosidade tal, será um verdadeiro PaiGyver para a Maria Clara que aí vem, em breve (e para, por causa dele, passar a gostar só um bocadinho de escoteiros). Para ser fâ de toda a família dos Bicharocos Carpinteiros. Para admirar a dedicação da Teresa que foi para a festa de máquina de costura em riste para coser gotinhas de arco-íris para enfeitar a festa. Para conhecer a menina que estava na porta a acolher os convidados e que, com um passado de leucemia, estudo actualmente medicina para poder servir os que passarão pela mesma situação no futuro. Para conhecer a Tânia, cuja vida foi irónica e trouxe para perto um caso de cancro infatil, já depois de se ter voluntariado como fotógrafa da festa da Ana. Para reafirmar que a Sacolinha é a melhor pastelaria do Mundo.Para me espantar como alguém em Angola consegue ajudar de forma tão próxima (um grande beijo Liliana Delgado!). Para dar um beijinho às meninas dos Moínhos de Maneio que ofertaram kilos de framboesas. Para ver ao vivo a barriga da Sally cuja notícia de gravidez eu acompanhei em directo através do facebook. Para babar com a Ana vestida de arco-íris, obra da mestre Rita Cutxie Cutxie. Serviu para ficar mega fã do Clube VII. Para admirar a capacidade de mobilização da Regina.Para delirar com cada fiada de bandeirolas que me chegava via CTT nos dias que antecederam a festa, obra de mais de 30 habilidosas costureiras. Para dizer à sobrinha da manelinha Colaço, a viva voz, que tem a melhor tia do Mundo. Para conhecer, finalmente, a Mac e babar com os sete bolinhos de gomas que nos preparou. Para comer à socapa uma bolachinha "Keep Calm" da Mo's Sweeties. Para relembrar que o destino foi um fixe quando colocou o Pau, a Sofia (e, sim,a conterrânea Carolina) nos nossos caminhos. Para ver muitas crianças felizes, às gargalhadas, a correr, a sujar-se, a divertirem-se. para ver pais com os olhos a brilhar com a alegria dos filhos. Para receber montes de palavras bonitas e abraços apertados e uma reprimenda de uma senhora mais velhota ("gosto muito de ler o seu blog, às vezes farto-me de rir, outras de chorar, devia era dizer menos asneiras!"). Serviu para fazer felizes as crianças da "Fundação- o Século" para onde foi toda a comidae bebida que sobrou da festa. Para perceber que estou rodeada de gente boa, que faz de mim muito, mas muito pequenina quando comparada com todos e com cada um. Para sentir que eu e mámen estamos em sintonia e numa felicidade sem fim partilhada. Para comprovar que a Ana veio ao Mundo com uma missão: espalhar "anor". Serviu para se fazer história nas nossas vidas. E fazer de mim uma pessoa que tenta ser, todos os dias, um ser um bocadinho melhor. 

Obrigada a todos!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aos 9 de Agosto de 2013, à Ana por ocasião do seu primeiro aniversário

A vida, minha filha, pode ser como o arco-íris um fenómeno óptico mas, aceita-o, Ana, a vida às vezes é mesmo uma ilusão. Dizem que o arco-íris resulta da separação da luz solar no seu espectro contínuo quando o sol se reflecte sobre gotas de chuva. É assim a vida, Ana, por vezes temos que a dividir em momentos, categorizá-la em emoções, deixar que a luz de dias felizes brilhe sobre as lágrimas que escoam dos nossos olhos, os teus azuis para te lembrar que as lágrimas são apenas ondas de um mar maior, imenso e infinito, que o teu olhar-barragem-oceano é sempre maior e mais valente. 
Eu sei que todos te dirão que o arco-íris, como a vida, se vê, mas eu peço-te, minha Ana, que caminhes mais longe: escuta-o, toca-o, lambe-o, respira-o, vive-o.  Olha-o. de frente, e lembra-te de que cada cor existe para te lembrar do essencial:

Encarnado- cor do coração. Nada vale mais na vida que o amor: o amor que há um ano só me dedicavas mim, que hoje sentes pelo teu pai, avó, tias.  O amor pelo incerto do futuro que pode ser o que tu quiseres, filha, basta só isso: quereres! O amor do Jobim, numa bossa nova ouvida numa noite de Verão enquanto contas estrelas cadentes e um homem que a vida te reservará te sopre uma dessas estrelas nos lábios. como quem pede um desejo. O amor pelo próximo, pelo outro sem que saibamos quem é, o amor pelo igual a ti, o amor desinteresseiro só porque a tua missão é tão banal e especial: fazer do Mundo um lugar melhor.

Laranja- cor do fogo. Na vida, o calor das emoções faz-nos agir. Sente muito, Ana: sente medo, sente ansiedade, sente borboletas na barriga e tremores na voz, sente nós na garganta, sente lágrimas a quererem evadir-se, sente gargalhadas que não consegues silenciar, sente sorrisos involuntários, sente o calor do rubor da face, a voz a querer-te falhar, sente dormente do corpo, sente sismos no coração, sente os pés doridos do bom que é caminhar a descobrir pedaços do Mundo. Sente a vida, filha, nada temas. 

Amarelo- cor do sol. Permite-te ao Verão, não desconfies quando a vida te der sol, fecha os olhos e transforma-te num girassol de Van Gogh, encara-o de frente, sente o calor a bronzear-te a alma, sem que precises de creme protector emocional. Junta-lhe sal, sal de um mar aqui tão perto, o mar de tua mãe, o mar do teu pai, tão diferentes mas o mesmo Atlântico. Sol e mar, sol e sol, sol como quem torna a vida bronzeada e divertida. Solarenga. 

Verde- cor dos pastos dos Açores, cor dos campos do Minho. Rega, todos os dias, o amor pelo passado que eu guardei embrulhado em memórias ternas para te oferecer, devagarinho, como quem oferece uma caixa de bombons que deve, lentamente, ser saboreada. Conserva as memórias do teu bisavô que, todos os dias, percorria metade de uma ilha de piratas, para acender um farol. Conserva as lembranças do teu bisavô a trabalhar, duro, na pedra, risos nos lábios, a tocar realejo, a entrançar vime para os cestos, pés descalços- Conserva as memórias da tua bisavó e os brincos de princesa, no quintal e nas orelhas, o cheiro  a pão aquecido nos bicos do fogão, vou tentar reproduzir para ti, minha filha, o calor do seu corpo junto ao meu em noites de doenças chatas, o cafuné, o embalar, conserva-as através de mim, Ana, vou-tas dar de herança, prometo. Conserva as pronúncias cantadas das ilhas e do Norte. o brilho do ouro dos piratas saqueadores do Atlântico e dos fios nos peitos fartos das dançarinas de rancho, o negro do basalto e das vestes das noivas do Minho, o verde da caldeira e do Gerês.

Azul- cor do mar. Sempre que a vida for dura, Ana, lembra-te de respirar fundo e lembra-te da maior lição que o teu pai nos deu: o mar é já ali.

Anil: a náo-cor- Desconstrói tudo o que dás como certo. Afasta-te do evidente e vê-o de longe. Relativiza. Não queiras saber todos os truques por detrás das ilusões. Não aceites verdades absolutas. Desconfia de quem tem mais respostas que perguntas. Ama Magritte. 

Violeta- cor das flores na beira da estrada. O melhor na vida é o mais simples: um abraço de um amigo, um festinha das mãos enrugadas da tua avó. ligares o rádio ao calhas e estar a passar a tua música favorita, adormeceres numa cama com lençóis lavados, perfumados e esticadinhos, o cheiro da maresia pela manhã, reconheceres o perfume de alguém que ames num desconhecido que passa, beberes água fresca da fonte num dia de muito calor, a tua mãe, eu. a preparar-te de surpresa o teu prato favorito, viajar sem destino, o colo do teu pai mesmo que aches que já não cabes nele, fazer um novo amigo sem contar com isso, o cheiro da lareira numa noite fria de Inverno, chegar a casa e descalçar os sapatos. 

E no fim dos dias, Ana, quando já souberes todas estas lições de cor, minha filha, e não te restar mais nada senão procurar o pote de ouro no fim-do-arco-íris, não deixes de o procurar mas, lembra-te que, tal como o poeta fez com a sua estrela, assim poderás fazer com o pote de ouro da tua vida: põe-no, tu,  lá! 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que nunca receberam uma declaração de amor por blogo-procuração via Quadripolaridades e a Marta.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

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