domingo, 27 de outubro de 2013

É como quando vemos um quadro abstracto e interpretamo-lo com muita profundidade e depois vem o pintor e nos diz que entornou tinta na tela à toa e que a pintura é somente um borrão ao calhas. E sim, as nuvens são só nuvens não são castelos no ar.


Quando me enviaram esta imagem lembrei-me do vestido do aniversário da Ana, um arco-íris maravilhoso, que não significava nada senão um arco-íris, aquele fenómeno da natureza, sabem? Mas logo me aplaudiram os acérrimos defensores das causas homossexuais, radiantes pela mensagem implícita de apoio aos gays e lésbicas num simbólico vestido de primeiro aniversário de uma criança. 
Não que não vá incutir à Ana o respeito pelas opções sexuais de cada um, pela liberdade- que vou, está implícito no dia-a-dia, na educação que lhe dou!- mas, por acaso, ali era só um vestido simples e colorido e não uma bandeira metafórica. 
Mas depois lembro-me que há gente que lê nos meus posts aquilo que gostava que eles retratassem e não, exactamente, o que lá está escrito e desisto de explicar.
Pronto. Está bem.

3 comentários:

Fuschia disse...

Discordo, os surrealistas não eram nada aleatórios, apesar daquilo que fumavam antes de pintar :P Isso faz-me lembrar aquela malta que fica muito preocupada pela criança só pintar com vermelho e depois descobrem que era a única cor na caixa.

Ana disse...

acho que querias dizer abstracto :x

mas anyway, só para que conste ensinam-nos isso na faculdade:
prof.: «então o que querias dizer com isto?» ("isto" aka pintura, escultura, fptografia, etc.)
aluno: «nada... isto é mesmo só isto.»
prof.: «não, isto é algo mais tu é que ainda não sabes»

e depois vem a parte em que nos fazem escrever sobre a "obra" e temos forçosamente de inventar algo para parecermos mais intelectuais.

desabafosemrodape disse...

interpretar pode ser um exercício tão tramado...

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