segunda-feira, 28 de outubro de 2013

É um blog? É uma página de FB? Para mim é um FBlog...

E encontrei-me nas palavras de outrém:

Quando eu soube que estava grávida, já lá vão mais de 5 anos, a minha vida parou por uns breves grandes instantes. O bebé tinha sido planeado e antes mesmo de biologicamente se poder saber o veredicto, eu já o sabia. Sabia-o de tal forma que contei a várias pessoas próximas que viria aí um bebé, uns quinze dias antes de fazer o teste. Começava aqui o rol de certezas absolutas sobre a maternidade e ...acabava aqui também. A certeza confirmou-se, e como estava a dizer o mundo parou de girar, e as minhas certezas também. A felicidade é uma coisa estranha. O medo é um ladrão de felicidades. Ainda assim utilizei-o em benefício próprio - ao medo. Há uns dias, sem nenhum porquê em especial, dei por mim a pensar sobre o que leva alguém a querer ter filhos. É que antes de os termos a vida é santa. Depois disso, há algo que nos eleva a um estádio de transe constante, onde só com muito jogo de cintura nos conseguimos abstrair de imagens horrendas que volta e meia insistem em nos vir à cabeça. Atrevo-me a dizer que nem um cocktail de lexotans e xanaxs é capaz de recolocar uma mãe no estado relaxado pré-maternidade. Um filho é algo precioso demais. E o demais extrapola qualquer bom senso. E o que é trabalhoso não é educar um filho. O trabalhoso é gerir uns olhos doces que nos olham com a certeza de que estes mesmos olhos não nos podem dominar o tal do bom senso que entretanto extrapolou. Dizem por aí umas vozes que os filhos não nos pertencem. Mas o filho é meu. E se ele estivesse aqui para falar diria "a mãe é minha". Continuariam a dizer as vozes que os filhos são do mundo. Mas eu também sou filha. Também sou do mundo. É bom saber que nos encontramos no mesmo lugar!"

Obrigada, Mariana!

1 comentário:

Framboesa (uma diva de galochas) disse...

Não sendo mãe compreendo tão bem muito do que aqui relatado, até porque um dos varios motivos para não ser tem mesmo a ver com esta sensação que a minha cabeça ja de si sempre exageradamente ocupada e preocupada nunca mais terá sossego, e do coração nem quero falar...não sei se alguma vez esta condição humana que tanto admiro será para mim.não sei mesmo.

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