quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Com todo o respeito pelos Nélsons Mandelas e Samoras Machel deste Mundo

Há uma história que se conta, de forma divertida, na minha família.
Eu deveria ter uns 6 anos e voltava para casa pela mão da minha mãe. Na minha rua havia um quartel de militares e, nesse dia, a bandeira estava a meia haste. Curiosa e observadora como sempre, indaguei a minha mãe acerca da razão da bandeira não estar içada.
A minha mãe respondeu-me que tinha morrido Samora Machel, o presidente de Moçambique e, em sua homenagem  e para mostrar que Portugal estava triste com a sua morte, todos os sítios que ostentavam bandeiras as colocavam a meia-haste. 
Lembro-me de pôr a mão na anca, dedo em riste, ar indignado, lembrando-me da nossa vizinha do lado que tinha sucumbido a um cancro havia uns dois meses:

- "Mãe, está mal; a menina Ana, aqui ao lado, morreu no outro dia e aqui no quartel ninguém pós a bandeira no meio ..."




Quase trinta anos depois, morreu Nadir Afonso, meu vizinho, pai do Augusto. Um dos melhores pintores de que haverá memória. 

8 comentários:

cantinho disse...


A ternura e a irreverência da infância.

Fozeira disse...

Mas tu és de Chaves?! Estou hoje por cá...:)

Concordo contigo :)

miadosantos1 disse...

tive a honra de o conhecer há uns três ou quatro anos atrás, aqui prós lados onde vivo, estava presente numa exposição de sua autoria. um senhor... não há mais nada a dizer!

SN disse...

Verdade!

IsaMar disse...

É a vida. Uns valem mais que os outros, mas também se assim fosse a Bandeira estava sempre ameia haste.

Pimpas disse...

Falaram muito dele na rádio Antena 2.

Pimpas disse...

Falaram muito dele na rádio Antena 2.

Pimpas disse...

Falaram muito dele na rádio Antena 2.

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