sábado, 21 de dezembro de 2013

Pois que é isto

Aqui entre nós: o video das advogadas insinuantes, que desencadeou tanta polémica na rede, e fora dela (já chegou à Ordem dos Advogados em queixas formais), e que podem ver aqui, pode ser deontologicamente duvidoso. Lá isso pode. Mas interessa-me pouco essa apreciação, porque me interessa mais o efeito e os resultados que quer obter. Ora, se bem percebo, aquele video (e o site do escritório, claro) pretende atrair clientes, ganhar massa critica, promover o grupo de advogadas. Foi para ganhar fregueses que o pensaram e produziram…… Receio, porém, que mesmo sem esta repercussão mediática, um video deste tipo não atraia clientes - pelo contrário, afugenta e assusta quem procura o rigor, a seriedade e “a sabedoria das leis” que a imagem dos advogados nos devolve. Pode ser preconceito, admito - mas não entregaria um caso relevante da minha vida nas mãos de quem se promove desta forma. Admito que um trolha da Arrentela, aflito com um despedimento, ou um construtor civil de sexta linha, em Mafamude, sem saber como pagar uma divida, possam sentir o apelo pouco racional de contactar as advogadas de saia justa e salto alto a caminhar pelas ruas de Lisboa - mas duvido que haja, entre as milhares de pessoas que precisam, em qualquer momento, de um advogado, quem se sinta motivado a contactar a versão “Sexo & Arrabaldes” da clássica “Sexo e a Cidade”…Dito isto, espero que o assunto caia e morra por si, sem processos nem Ordem dos Advogados nem coisa alguma. É perder tempo por conta de quem, sem ajuda, já deu o tiro no seu próprio pé. Uma lição para os que querem comunicar e fazer marketing sem consultar quem sabe da poda.Além disso, faz lembrar a história do escorpião e da rã: nada muda a atitude de quem tem uma marca de identidade na sua natureza."

E o PRD escreveu o que eu penso.

2 comentários:

Prezado disse...

Acho que está certo no ponto do "Dito isto, espero que o assunto caia e morra por si, sem processos nem Ordem dos Advogados nem coisa alguma.". Achas que alguém se lembra daquilo daquilo daqui a 2 meses?

Quando vi o video também achei "ah, este plano aqui está a mais. este não é muito súbtil. Aquele devia ter sido feito de outra forma.". Mas depois pesei tudo e tava certo. Não podia ter sido feito de outra forma: elas são humanas ( leia-se mulheres ) e sem aqueles planos, ninguém ia dizer nada do video. Não havia nada, eram só miudas a andar na rua.

Ana Chagas disse...


Bom dia!

E eu concordo totalmente!
A minha área é publicidade. Quando vi o vídeo pela 1ª vez pensei que estava ao nível de um qualquer exercício visual que poderíamos ter executado no 1º ano de curso, com a maturidade própria dos 18/19 anos, de quem começa a explorar e a aprender a coisa.
Agora, como produto para o mundo real, profissional, fica muito, mas muito aquém.
Não faço ideia se as sras são óptimas profissionais. Até podem ser as melhores advogadas do mundo, mas o vídeo não passa essa imagem, longe disso. Este parece viver do pseudo-glamour que as séries de tv construíram em redor da profissão. Os planos em que se focam os decotes, as saias, os saltos altos podem servir para alimentar o ego das protagonistas. A cada 10 segundos foi aumentando a distância entre o conseguido, e a transmissão de valores como o rigor, profissionalismo, sapiência, seriedade e dinamismo que, por lógica, seria o objectivo da comunicação de qualquer empresa na área do direito. Digo eu... ;)

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