quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Prontos para o ano novo? Nós... errrr... sim?

O ano passado ficámos por casa, tios, sogros e bebé pequenina, coisa caseira e sem potencial quadripolar nenhum. O que aconteceu a seguir ficou no segredo dos Deuses desde há um ano para cá. 
Dia 1 de Janeiro, 09h da manhã, tocou o telefone. A namorado do meu tio (carinhosamente tratada por nós por "a tia fofa" pois trata o nosso tio de 60 anos por "fofo" o que dá matéria para gozo familiar há coisa de dois anos) do outro lado da linha.Dizia que estavam no hospital e o tio tinha tido um "problema de coração" (citando). 
Corri para o hospital, eu a sobrinha-galinha, aflita e com o coração nas mãos, haveria perdido a minha avó de ataque cardíaco um ano antes, uma agonia que só visto. 
No hospital a tia fofa chorava. Que se tinha comemorado o reveillon a dois, que se tinham "deitado" e que passados 15 minutos ele se tinha começado a sentir muito mal, com graves arritmias, uma aflição. Que se tinham metido no carro e dirigido aos bombeiros (oi? wtf? Então o hospital fica a meio caminho entre a casa deles e os bombeiros e eles foram para o quartel? Está bonita, esta inteligência de hortaliça...). 
Entretanto, passa por nós o médico e eu fui abordá-lo. "Que o seu tio não pode tomar certo tipo de medicamentação tendo em conta o historial de doenças cardíacas que já tem e tal... Há que ter cuidado! E a auto-medicação e beca beca" e eu sem perceber nada da conversa. "Mas vai melhorar? Qual o prognóstico?- insistia eu. "Que se tinha que esperar que o efeito da medicação passasse" e eu sem perceber patavina. Passasse ou fizesse efeito? "Que passasse, que passasse..." e um ar encabulado, e a tia fofa a tentar manobras de distracção e eu feita taralhouca ali no meio.
Vesti a bata e entrei na sala isolada onde estava o meu tio, todo entubado e com um volume numa certa zona do corpo para a qual eu não queria olhar mas que era impossível não reparar. E começámos o ano assim, em alta mas não em grande, que a minha família se não existisse, tinha que ser inventada...

Conclusão: se tens mais de 50 anos e problemas cardíacos, se tens uma namorada fofa, um reveillon para comemorar e não queres traumatizar uma sobrinha para todo o sempre, faz todas as fofices que te apetecer e toma comprimidos de todas as cores. Excepto os azuis, sob pena de começares o ano de tenda montada e quase a morreres do coração. Agradecida.

6 comentários:

Susana S' disse...

opa AHAHHAHAHAHHAHA
se a tua família não existisse, tinha MESMO que ser inventada xD

Vendedora de Opiniões disse...

Não te zangues com o tio fofo. É danadinho para a brincadeira.

Isa disse...

Olha ri-me tanto que até chorei!!!

Tânia disse...

Ahhhhhhhhhhh a tia fofa dá cabo dele!!!

Mg disse...

He's the man!

Filomena Silva disse...

Ai oh pá!!! Vim atualizar-me, pois já há uns dias que não te leio, e dou com isto. Só a Polo Norte para me fazer rir e tirar deste buraco negro onde de vez em quando (mais que isso mas pronto) vou parar.
I <3 POLO NORTE.

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