domingo, 26 de janeiro de 2014

As praxes no Mundo de Sofia

Deixariam de ser permitidas associações, reuniões, manifestações relacionadas com praxes, ilegais como as dos cabrões dos nazis cabeças rapadas (e não me venham com a merda do direito à liberdade de expressão e de associação que espeto-vos já na tromba com seis mortos no meco, ao mesmo tempo que podem enfiar a Constituição pelo dito acima, para uma melhor sensação). Qualquer manifestação pública de humilhação idiota, mesmo que consentida (lá está), como aquelas que vejo durante meses (meses?!) nos jardins do Campo Grande, como prostações, elevações, calhamaços nos braços, orelhas de burro, gritos de guerra et all, punida como crime público, para não obrigar a queixas por parte dos praxados, caso em que estariam obviamente fodidos para a vida, que esta gentalha não brinca em serviço e anda há muitos anos a virar frangos.

24 comentários:

Violeta disse...

"Ah pois e não sei quê, eu quando entrei para o curso de remador em banheiras fui muito bem tratado, a praxe foi gira, levaram-nos a conhecer as instalações e a cidade, fizemos piqueniques nas salas de aula, o meu protector ajudou-me imenso... Isto, meus amigos, não é PRAXE".
Terei que discordar. Só por acaso, isto é, de facto, Praxe. Aquilo que vemos relatado nos media é que não o é.
Posso até dar um exemplo do que é Praxe: Praxe é pegar nos caloiros e levá-los a andar pela cidade, em busca de placas escondidas em locais emblemáticos, como numa Caça ao Tesouro e, em cada sítio, ensinar-lhes o contexto histórico que o envolve. É pô-los, durante esse percurso, a pedirem chouriças e pão nos talhos e padarias, a troco de bolachas integrais, assarmos essas mesmas chouriças no final do dia, no largo da estação da cidade, e vê-los a comerem o produto daquela tarde divertida. Se podiam ir passear e conhecer a cidade sozinhos? Claro que podiam, mas a verdade é que uma esmagadora maioria não o faz sem que haja alguém a marcar um dia e uma hora. Se podiam levar eles o lanche em vez de andarem a pedir em talhos e padarias? Claro que podiam, mas acho que concordarão que é muito mais interessante ir a um talho, oferecer bolachas integrais, cantar uma serenata à dona, dar duas de letra com um velhote que lhes diz "as minhas netas também são estudantes" ou "ai, que saudades de quando eu era da vossa idade", com um sorriso no rosto, e assar tudo na rua. É claro que eles podiam fazer isto sem terem ninguém a pedi-lo, mas, francamente, quem teria a lata de pedir chouriças num talho fora de um contexto destes?
Mais um exemplo do que é Praxe: Praxe é pegar nos caloiros e levá-los para um dos jardins mais bonitos da cidade, organizar grupos e vê-los a divertirem-se a jogar jogos tradicionais.
Praxe não é sujar caloiros, pô-los de quatro ou a fazer flexões. Quando Praxe surgiu, ninguém punha os caloiros de 4. Aliás, até aos anos 90, ninguém o fazia. O problema é que há sempre idiotas com sede de poder e com prazer em humilhar que usam o nome da Praxe para fazer mais do que integrar e brincar com o caloiro. Vejo-o todos os dias na minha faculdade. Mas isso, minha gente, NÃO É PRAXE.
Posto tudo isto, alguém consegue dizer-me que é contra a Praxe, da forma que eu a apresentei? Hum, não me parece.

Cátia Soares * disse...

WTF I just read!? --'

Cátia Soares * disse...

Eu quando li o título pensava tratar-se de um texto inteligente, mas mal li a primeira linha desisti logo, devido a tamanha estupidez!

Nalinii disse...

Eu, sinceramente, não sei o que se passou no Meco. Se foi praxe ou se foi uma estupidez de jovens que se lembraram de ir para um local perigoso como tantos outros e estavam trajados. Se foi praxe, que sejam punidos os culpados - se assim os houver, que sejam criadas regras, limites para quem não os sabe estabelecer por si.
Sou adepta de praxe, mas é a minha que é que eu conheço e vivi. Sei bem que há pessoas na praxe que não a representam na sua essência e que, por isso, não a orgulham.
Abolir as praxes, não faz sentido. Nunca deixará de haver praxes por isso mais vale que a haja às claras e com segurança. Que as faculdades permitam a praxe nos campus, para que os reitores possam facilmente controlar o que se passa. Abulir as praxes é levar a que haja situações encobertas, a que haja a possibilidade de ocorrer mais situações destas - caso esta seja uma delas o que ainda não se sabe.
Sou adepta da praxe e estou triste. Porque morreram 6 pessoas. Porque há pessoas que estão de luto, colegas, familiares.
E quanto ao texto, não somos, nem de perto nem de longe, assim. Orgulho-me de ser praxista, mas acima disso, sou estudante. Estou no 3ºano, com a minha 3ºmatrícula, tenho todas as cadeiras feitas e hei-de fazer, se tudo correr bem, o curso no devido tempo. Generalizar este assunto como está a ser feito, é triste e não deve ser feito. A praxe, a minha que é a que eu falo, não é humilhar. É sim um excelente método de quebrar o gelo e de criar memórias. E eu fazia-a toda outra vez.

Fiona disse...

Belo post, sem dúvida! Ainda que tudo o que aconteceu tenha trazido novamente a lume a problemática das praxes e que deveria ser olhada de uma forma completamente diferente daquela como é vista, infelizmente é mesmo assim: muitas sãs as formas de recurso disponíveis para os caros advogados que existem por aí. Basta haver dinheiro para os pagar e ninguém sairá responsabilizado por toda esta tragédia. É mesmo o País que temos, infelizmente...

margas disse...

Há tanta barbaridade e estupidez escrita neste texto que nem consigo quantificar. E generalizando como esta Srª o faz também poderia dizer que ela nem bebesse toda a inteligência do Mundo por uma palhinha lhe entrava no cérebro...(só mesmo para seguirmos a mesma linha de associações e generalizações parvas)!

Anaa disse...

Não podia concordar mais. Finalmente alguém que escreve alguma coisa de jeito sobre o tema.

ShadowMaster disse...

Eu até gostava de ter visto um post com alguma coisa construtiva e inteligente. Mas...infelizmente o que vejo é uma carrada de insultos.
Um conselho ao que escreveu, se queres que as pessoas mudem de opinião sobre certas coisas da sociedade e da sua maneira de ser, não as insultas. Insultar só vai levar a que elas se protegam dos insultos, entricheirando-se no que conhecem.
Tenta antes disso dizer coisas que as façam pensar.
Mas...como já te deves ter apercebido, dizer coisas que façam pensar as outras pessoas, só é possível a pessoas que pensam também em vez de insultar tudo e todos.

ffiffas disse...

Concordo com o primeiro comentário! Humilhação e agressão e que não é praxe!!! É uma visão detorpada da praxe!
Sinceramente poderia até ser um bom post não fosse cheio de bases falsas!
E quando fala em comparação com o Nível de álcool no sangue entre um português franzino e um ucraniano!!! Até da vontade de rir... Cocerteza um ucraniano de dois metros com 1,5 terá bebido mais que um português, e sintetizou de forma diferente o álcool, mas se tem 1,5 terá as mesmas condições de conduzir que o outro.

Framboesa (uma diva de galochas) disse...

Eu gostei das praxes, divertiram-me.Não praxei mas as minhas foram divertidas.E não vim da terrinha.E por acaso tirei Direito.Embora tivesse certamente a mesma opinião se tivesse tirado curso de remador de banheiras.
Dizer automaticamente que se é contra as praxes por causa da violência é o mesmo que se dizer que se é contra o casamento por causa da violência.

rosa do deserto disse...

Sou completamente a favor da praxe. Não de coisas estúpidas e parvas mas da praxe. Não vou especificar nada porque iria alongar-me muito e isso daria um post maior do que este texto.
Só quero referir que não concordo com nada do texto, há muita coisa descontextualizada e tomada como generalidade (e há coisas que não podemos generalizar) e finalmente muito ressabiamento e muito trauma na autora do texto.
Acho que nós (todos os que estamos de fora da situação do Meco, ou seja bastantes milhões) devíamos ter muito cuidado quando apontamos o dedo ou opinamos acerca da situação. Só os intervenientes sabe o que realmente se passou, não acho bonito as pessoas julgarem em praça pública uma coisa de que não fazem a mínima ideia dos contornos. Toda a gente tem telhados de vidro mas nestas alturas esquecem-se e é tão fácil culpar os outros...

Fernanda disse...

Sem papas na língua! Clap, clap, clap!

Sofia Santos disse...

Olha, acreditas que estive para aqui a responder aos comentários, a rir com o que escrevia e de repente quando vou tentar postar desaparece-me tudo???
Escusado será dizer que não vou voltar a escrever, mas obrigada, minha querida: tinha tantas saudades da selvajaria ofensiva dos comentários, como nos velhos tempos! A sério. Bem hajam, todos.
E beijos para ti, rainha dona e
senhora desta merda toda. <3

Pólo Norte disse...

Sofia,

Escrevi no facebook quando linkei este post e reitero: "As mulheres mais inteligentes da blogosfera são minhas amigas.

Tooooomem!"

Onisa disse...

Ora cá está um tópico quente nos dias que correm e em que (aparentemente) não existe um meio termo. O problema é que a opinião sobre a praxe é muito pessoal e intransmissível e depende, quase na sua totalidade, da experiência individual de cada um que, por seu lado, é dependente do tipo de praxante e praxe a que essa pessoa foi sujeita. Eu sou a favor da praxe e digo-o sem medo, da mesma maneira que digo que não gosto de ir à sessão da meia noite no cinema. O problema é que existe muita gente que não faz ideia do que a praxe significa e a concretiza pelos motivos errados e depois também exite gente que acha que toda a gente que enverga um traje e praxa é um frustrado e mentecapto, sem qualquer tipo de inteligência ou senso comum. Menos minha gente, menos. Nem eu sou frustrada, nem passei anos a fio na universidade nem abusei ou humilhei os praxantes a ponto de ser insultada. Brinquei enquanto praxada e praxante, participei em actividades da minha academia, fiz amigos prá vida e imagine-se só, acabei o curso no tempo certo considerando-me uma pessoa inteligente e informada. Que crimiminalizem alguns actos (que de praxe têm pouco) acho bem, nem tudo pode ser classificado como "praxe" e isso é o que faz o povo ter tão má opinião das praxes, mas julgar o todo pelo mau exemplo e exercicio de alguns é mau, é muito mau.

Sophia disse...

Sem querer ofender ninguém, sinto.me eu ofendida :s
Quem não sabe o que é a praxe não deveria falar dela.
Eu vivi a praxe tal como a Violeta a descreve no primeiro comentário, eu andei nas praxes e acabei o meu curso a tempo e horas, tenho uma pós graduação e um mestrado.
Eu andei nas praxes e não sou nenhuma psicopata ou sociopata.
Acho sinceramente que desde sempre há quem veja as praxes como um bicho de sete cabeças quando não o é. Se há gente que distorce as praxes? Há e haverá sempre, tal como este grupo de jovens que foi para o Meco e tal como tantos outros grupos de jovens. Mas não vamos colocar um rótulo nas praxes só porque meia duzia de palermas não as sabe respeitar.

Vanda Pereira disse...

Vinha aqui comentar, algo indignada. Depois li o comentário da Violeta, que disse quase tudo o que vinha aqui dizer. Quem não conhece a realidade da Praxe que não venha barafustar assim... (E só para adicionar, a PRAXE ACADÉMICA é, segundo o código de Praxe da UC - e é deste que falo porque é a realidade que conheço- o conjunto de usos e costumes tradicionalmente existentes entre os estudantes.) Diferencie-se ainda a Praxe das "praxes" que tantos idiotas teimam em fazer. Mas a culpa é SÓ desses idiotas, não da Praxe. (Não, não sou cega e sei bem que há por aí muitas coisas a passar por Praxe quando não o são.) Mas agora diz-me, Pólo, os seis que morreram no Meco (pois, coitadinhos deles, blah blah, é certo) eram todos maiores de idade. Assume-se que todos tivessem capacidade crítica algo desenvolvida, como a idade já o exige. Quem é que no seu perfeito juízo se põe na zona da rebentação, à noite, com ondas enormes? A culpa é, afinal, da Praxe ou de um bando de idiotas que não soube medir as consequências?

Cristina Oliveira disse...

Este post é um exagero!
O outro lado da moeda, mas bem extremo!
Fui praxada e adorei. Nunca fui insultada, agredida ou humilhada, mas sim cantava, dançava, brincava, inventava histórias, conhecia a universidade e a cidade, etc. E isso é q é verdadeira praxe, sem as barbaridades q alguns cometem.
Este post associa a praxes académicas actos bárbaros que nada têm a ver com as mesmas!

Maria Saudade disse...

Pólo, quem trata tudo como se fosse farinha do mesmo saco e generalize é sem dúvida uma pessoa sem noção. Há gente boa e há gente má. Há abusos do poder, como em todo o lado.

Tanto ódio para quê?
A primeira vez que me falaram mal eu pus a pessoa no lugar. Nunca mais me levantou a grimpa. A primeira vez que me sugeriram algo que eu nao quis fazer, não fiz. E disse que não.
E sim, também ja tive amigos a irem para o mar. Porque quiseram. Chamaram-me. ''Oh vai ser divertido''. Mas eu não fui. Tinha noção do perigo. Não me sujeitei. Felizmente correu bem.


E espero que leias isto: mas pela praxe eu cheguei a ir fazer a ronda dos sem abrigo no Porto. Distribui comida, distribui agasalhos. EM praxe. Com trajes. COm caloiros.
Vendi ovos de páscoa e com esse dinheiro (uns quase 500€( ajudamos uma instituição (quantos jornais noticiam isto? Nenhum!)
Só convém falar do mau. Em todo o lado há bons e maus praxistas. Acabemos com os maus.


E sabes que mais, ontem na reportagem da UM, meteram imagens da UP. Porque? Porque são maus jornalistas. Porque procuram forçar uma verdade.
Há bons e maus jornalistas. E eu nao ando por aí a dizer ''acabemos com o jornalismo'' só porque eles têm feito más reportagens.


E essa gente que se vira contra a praxe não sabe que existe um código que infelizmente não é aceite pelos juristas. Porque o objectivo era aplica-lo a todas as faculdades. E como nao é legalmente aceite há estas variações. De instituto para instituto. onde os maus praxistas aparecem. Onde os institutos abusam, contornam e fazem estas idiotices. E são sempre os mesmos. Acabemos com a praxe? Não. Acabemos com os maus praxistas. Os maus politicos e os maus jornalistas. Por aí fora.

È como em todo o lado. Há abusos do poder. Mas agora a praxe é o bode expiatório.


Para quem escreveu o texto: pôr a policia atrás dos estudantes? Voltamos ao antigo regime é?
Numas coisas somos a favor da liberalização e tudo prá frentex, para outras é persegui-los com a policia, com a lei, com sanções.
`palmas* é sem dúvida de génio esse tipo de ambiguidades.

Inês E. disse...

Bem...eu fui praxada e praxei. Como muitas e muitas pessoas. E acabei o meu curso, como muitas e muitas pessoas. Não me vejo como psicopata ou manipuladora, não humilhei nem traumatizei, assim como muitas e muitas pessoas não se vêem ou revêem no perfil psicológico dos que praxam.
Não me considero nem burra e nem estúpida, assim como muitas e muitas pessoas.

Meg disse...

Polo, desta vez, eu que concordo quase sempre contigo, tenho que discordar. Muito. Veementemente. Com oalguém já aqui disse, a Sofia tem os conceitos trocados: praxe é exatamente o que a Sofia acha que não é. Crime é aquilo a que se anda a dar o nome de praxe. Eu, que fui praxada e da Comissão de Praxe de um curso que não de remador de banheira (a sério?), fico triste ao ler uma pessoa inteligente escrever tamanha monstruosidade. Crime é crime. Praxe é praxe. Inconsciência é inconsciência. Cada coisa tem que ser chamada pelo nome e não pode ser misturada com coisas que o não são. A vida não é preto e branco, infelizmente. E este texto, profundamente amargo e raivoso, é um espelho daquilo que as pessoas têm guardado em si: raiva, necessidade de culpa, extremismo de colocar tudo no mesmo saco e "acabem-se as praxes mesmo que elas sejam só cantar uma cenas à porta da faculdade!". Fico triste. Estava realmente à espera de ver algo mais inteligente aqui...

Infinitiva disse...

Eu podia dizer muita coisa, mas a Violeta já o disse, e muito bem. :)

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rititi disse...

GANDA SOFIA!
E sim, uma das mulheres mais intelgentes da bloga nacional.
Mas claro, nao é para todos, eu percebo.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...