Durante a minha infância, depois de cada cirurgia ortopédica (foram várias, dezenas) o período de recuperação era lento, tão lento quanto o tempo sem mobilidade pode custar a uma criança vivaça como eu era.
O tempo de reabilitação, quase sempre passado no CRM de Alcoitão, era demorado e passado em etapas: as da maca, as da cadeira de rodas (normalmente a etapa mais demorada), a das canadianas e, por fim, novamente a da aprendizagem da marcha autónoma. Eram meses e meses seguidos passados no Alcoitão, a ver sentada a minha infância a passar.
Por isso, hoje, ao ler a notícia do "The Independent" vieram-me as lágrimas aos olhos.
É que eu sei a diferença que isto vai fazer na vida de muitas crianças, desejosas de enfrentar o Mundo de pé, de olharem para a infância de cara e corpo erguidos. E estou mesmo, mesmo feliz.
(link da notícia: aqui)

5 comentários:
realmente, que noticia bonita...
Sónia
Taras e Manias
Realmente, que algo tão simples e tão espectacular. =D
tendo passado por situações problemáticas enquanto miúda, não posso, no entanto saber o que sente alguém com idade para correr e saltar, ver-se "presa" na sua mobilidade. daí que não me admiro da importância desta notícia.
Boa noticia.
viagemdoceviagem.blogspot.com
Benditas as cabeças boas que inventam coisas fantásticas!
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