sábado, 1 de março de 2014

Soneto das máscaras falecidas

Não me peçam nazarenas com sete saias nem Pierrots 
Nem lavadeiras, nem africanos de peruca com carapinhas... 
Escusam de sonhar com fantasias de astronautas ou robots
Muito menos máscaras de bebés com uma chucha e sardinhas

Ninguém se mascara à índio nem à palhaços
Máscaras de novelas da Globo estão demodê 
Ninguém quer ser uma odalisca nem usar enchumaços 
E ninguém sabe quem era o Alf mais giro da tevê 

Charlôs, Sevilhanas e Emílias do Sitio do Pica Pau
Punks com cicatrizes feitas de lápis dos olhos num traço mau  
Meninas vestidas de rancho com trajes a misturar-se. 

Hoje...  material reciclado substitui a purpurina
Já não há cabelos penteados com gel com brilhantina
Mudaram-se os tempos, mudou-se o disfarce! 

1 comentário:

t disse...

logo à noite serei uma colombina :)
***

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...