Fui convidada pela Lifecooler para ser uma das cronistas residentes. O tema que escolhi foi "viagens de barcos" e estou com um bloqueio criativo.
A primeira ideia que tinha era homenagear Aveiro e falar dos moliceiros da minha infância. Mas depois senti que estava a trair os barcos rabelos e que havia tanto para contar sobre o Porto. Depois pensei que estava a ser uma lisboeta traidora e que não podia preterir os cacilheiros. Também pensei logo nos barcos-casa onde já pernoitámos na barragem do Alqueva e pelos quais nos apaixonámos. Por fim, mámen piscou-me o olho e pediu-me que escrevesse sobre os barcos que fazem os cruzeiros inter-ilhas dos Açores e onde já fomos tão felizes.
Ainda bem que não foi aprovada aquela ideia da regionalização. Ser portuguesa é ser este todo, esta manta de retalhos, este Atlântico, rios, ribeiros e afluentes com tantos barcos que nos conduzem o sentir.
E agora? Bah!
16 comentários:
Tem de ser em Portugal? Lembrei-me logo dos barcos casa em Amesterdão.
Começa por cima e vem por aí abaixo apanhando os barcos todos. Uma crónica de cada vez. A menos que os temas sejam sempre diferentes de crónica para crónica.
Tem que ser de Portugal, sim,Heidi.
Os temas são sempre diferentes de crónica para crónica, Leididi... :(
Olá Ursa :)
Acho que respondeste à tua própria questão.
Tendo Portugal 1.8 milhões de quilómetros quadrados de território marítimo (uau não é?!), é tão bom que existam diferentes formas de o percorrer e vivenciar.
Abraço
E porque não falar de todos, se todos são importantes, e cada um marcou uma fase da tua vida ?!?!
E começar pelo botes baleeiros dos Açores?
Não podes simplesmente falar de todos??? hummmm
Acho que já a escreveste.
Eu lembrei-me de outros barcos que não têm nada a ver com esses de que tens de falar, e que hão-de interessar muito pouco à Lifecooler, como os barcos feitos de folhas de jornal que ora se metiam a correr rio abaixo, ora serviam de chapéus.
Lembrei-me das jangadas e do mito dos náufragos e de como em criança o meu sonho era andar numa jangada feita de varolas para descer o Tejo do Ribatejo até ao Tejo que morre no mar.
Tantas coisas que me lembrei em menos de um segundo que não têm nada a ver com os barcos que procuras.
Lamento a minha falta de contributo mas desejo a maior das sortes. Sei que esse artigo há-de sair 5 estrelas.
é atirar ao ar...a que cair em cima da cama, ganha.
Moliceiros da Veneza de Portugal,Aveiro :)
Biodiversidade rules!
Se quiseres uma crónica bem disposta, só podes falar dos barcos inter-ilhas que avariam dias, mulher, deixando os passageiros a viverem aventuras inesperadas na ilha errada...que acaba sempre por ser a certa, sabe-se lá porquê. Diz que se chama destino, sei lá...
...Isso e os golfinhos e as baleias que acompanham os barcos, pregando-nos um cagaço de morte em simultâneo com uma lagrimazita de emoção...
Que me perdoem as outras pessoas, mas um inter-ilhas será sempre um inter-ilhas, à laia de interRail, só que em versão açoriana e com gente bem mais simpática e hospitaleira...E golfinhos e baleias :p
Açores, sim.
É o que dá ter um País tão, mas tão bonito como o nosso! :) Voto em todos, também... arranja lá espaço para todos na tua crónica, que mesmo não conhecendo todos, estou certa que todos merecem!
Fala da Transtejo, pá! Para Porto Brandão! Fogo! Tenho de ser eu a fazer tudo?
Enviar um comentário