terça-feira, 6 de maio de 2014

Socorro, tenho uma prima hipercondríaca!

Ela pode estar a morrer com 50 graus de febre, com cólicas menstruais que fazem chorar as pedrinhas da calçada, a tossir os 5 pulmões que não toma remédios nenhuns. 

Diz que aguenta, que não se quer encharcar de químicos e que se começa a tomar medicamentos por dá cá aquela palha quando precisar MESMO, depois os sacanas não fazem efeito. Os farmacêuticos iriam à falência com ela, a minha prima hipercondríaca, valente dos dois costados.

Mas veio uma maldita dor de dentes. Diz que os sizos têm que ser arrancados, uma dor profunda, um abcesso horripilante. Foi ao dentista que (claro!) lhe receitou um antibiótico. 

Acabei de a ver ler a bula do medicamento e a exclamar com ar indignado que não o toma. Pergunto-lhe porquê.

"Aqui nos efeitos secundários não diz que pode causar morte. Ora, se não dá para quinar, também não é eficaz suficiente para me fazer passar as dores..."

Novo provérbio nesta família: "Quando o efeito secundário é pequeno, a hipercodríaca desconfia..."


3 comentários:

Rui Pi disse...

Qual dos dois casos o pior: a hiper ou a hipo?
A minha avó tem uns laivos sérios de hipocondríaca. Se, por um lado, há sempre assunto de conversa a cada telefonema (porque há sempre uma coisa nova que está errada), há sempre o problema de desconfiar dos médicos porque lhe receitam coisas para fazer bem a um mal, mas que pioram um outro... e depois não toma... e depois admira-se que o primeiro mal não passa.
Uma vez disse-lhe: "Ó vó, não achas que és hipocondríaca?". Resposta: "Olha que já pensei nisso..."

Cristina disse...

Conheço 2 casos, de duas senhoras que andam constantemente doentes: ora é uma gripe, ora é não-sei-o-quê na garganta, ora pois que sim, senhor agora é mesmo caso para falecer...

Estes dois casos não se conhecem, no entanto, tiveram a mesmíssima conversa comigo: que não iriam tomar o remédio XPTO, porque nas contra-indicações diz que poderia provocar o aparecimento de tumores. E por mais que explicasse que essa possibilidade só poderia ser considerada se o tal medicamento fosse tomado anos a fio, de forma recorrente... e que não era por 5 dias de toma que iriam morrer de cancro nada as demoveu. Continuaram doentes, porque se recusaram a tomar o sacana do antibiótico, ou o raio, que, de certezinha, as ia matar.

Cisca disse...

Como eu a percebo! Antes assim certo? ;p

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