quarta-feira, 25 de junho de 2014

O Isaltino saiu em liberdade: avé Isaltino?

Eu até considero que posso falar sobre este tema com moderado conhecimento de causa pelas razões validíssimas que passo a apresentar:  fui filiada no PSD de Oeiras, o meu progenitor trabalhou directamente com o senhor e o senhor em causa é meu "amigo" de Facebook. Para além do mais vivo em Cascais, concelho "assim" (imaginar gesto dos dois dedos indicadores a esfregarem-se um no outro) pegadinho ao de Oeiras, portanto, muito dado a fenómenos de entrosamento multi-concelherial, tendo imensos amigos a viverem sob a batuta da Câmara Municipal de Oeiras. Em último lugar, mas não menos importante: sou fã de homens de farto bigode. ´
Estou, portanto, mais ue apta para arrotar a minha posta de pescada sobre esta matéria. 
Hoje não irei falar do Isaltino de Morais (ou "Tininho" como lhe chamam os mais chegados. Pelas costas, claro.)
Hoje é dia de falar dos Oeirenses (a maioria expressiva que votou no Isaltino e que o defende).
Os Oeirenses estão para o grupo de munícipes de Portugal como as vítimas de violência doméstica estão para o grupo generalizado de mulheres.
Muitas vítimas de violência doméstica estão convencidas que é normal serem agredidas. Que todos os homens são iguais e, "assim com'ássim", a este que lhes bate já lhe conhecem as manhas. Algumas, até, consideram que têm que se submeter a esse tipo de comportamento. Há ainda quem acredite que o agressor só lhes bate porque gosta delas, porque se importa, caso contrário, tratá-las-ia com indiferença. E (pasmem-se!) há quem normalize de tal forma o comportamento que estranha quando o agressor muda de registo e pára de as agredir.
Muitos Oeirenses estão convencidos que é normal terem um Presidente alegadamente corrupto. Alguns, até, consideram que todos os Presidentes são corruptos e, "assim com'ássim" ao menos este deixa obra feita (o maravilhoso SATU é prova disso). Alguns, até, consideram que não há outro voto possível que não o voto neste Presidente, estando lá o digníssimo Paulo Vistas quase por procuração, a fazer a vez de..
E (pasmem-se!) há quem normalize de tal forma o comportamento que nem projecta outra alternativa viável ao senhor, jurando a pés juntos que nas próximas autárquicas tudo voltará ao "normal" com o Isaltino (mais e outra vez) à frente. É caso de denúncia à APAV ou não?
Aguardemos. E enquanto tal não acontece e preocupada que estou com como se irá ocupar o Dôtor até às próximas autárquicas sugiro que comece a escrever um livro de auto-ajuda para o emagrecimento com o regime alimentar e o exercício que praticou durante a sua estadia na Carregueira.
Sugiro o título de "A Dieta dos 426 dias" e antevejo um sucesso de vendas. É que esta tem resultados a olhos vistos e sem falcatruas, caramba!

4 comentários:

Angela disse...

Passa-se em Oeiras o mesmo que na Madeira...

Anónimo disse...

O comentário da Angela já ganhou!

São João disse...

Típica Síndrome de Estocolmo. E eu moro em Oeiras. Já o vejo em casa à secretária a fumar charuto e a fazer festinhas ao gato enquanto telefona ao Paulo Vistas para dar "dicas".

Este Blogue precisa de um nome disse...

E o bronzeado do gajo, pá? Não se admite :-)

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