quarta-feira, 2 de julho de 2014

À Ana, num dia comum, numa data não especial, no intervalo de uma directa a trabalhar

[Desde que tu nasceste eu sou uma pessoa, infinitamente, mais feliz. E ser mais feliz acarreta uma série de coisas boas como se o teu nascimento fosse um Euromilhões emocional e, felicidade gera felicidade, desde que tu nasceste, para além de eu ser, infinitamente, mais feliz, todos os dias, ininterruptamente, faço tudo para não baixar os níveis de felicidade no meu corpo: deixei de me importar com coisas que não têm importância, dedico o meu tempo ao que me dá genuíno prazer, deixei de fazer fretes, dou gargalhadas mais sonoras, ando mais vezes descalça, não me escuso às coisas boas da vida, permito-me aos luxos da minha essência, deixo-me viver com prazer. 
Hoje dei por mim a pensar que, desde que tu nasceste, não houve um só dia em que não tenha beijado e abraçado alguém (especialmente a ti), não houve um só dia em que um gesto, um olhar ou uma gracinha tua não me tenha feito sorrir com ternura, não houve um só dia em que não me tenha sentido, um segundo que seja, de forma racional e consciente, genuinamente feliz. 
Não sei como o fizeste mas conto que continues a fazer-me sentir assim: pateta, maternal e feliz. Infinitamente feliz. Tenho em mim que antes de me rasgares o corpo para conheceres o Mundo, esticaste o bracinho pequenino e deste um high five ao meu coração, meu pega-monstro de amor sem fim. Obrigada Ana, minha filha, meu amor.]

9 comentários:

D. disse...

Sabes o que comento p'raqui? Que é simplesmente lindo este texto e este sentir.

Isa Maria disse...

Bonito.

ann.dorinha disse...

Oh pá... escreves cada vez melhor.

E eu, que fui mãe há 5 meses, emociono-me tanto porque é isto. É isto mesmo que sinto.

Beijinho

SN disse...

Que bonito!

Susana disse...

E assim se começa o dia a comer torradas e a beber lágrimas. ..

Mãe Sabichona disse...

É tanto isso <3

Débora Nóbrega disse...

"Tenho em mim que antes de me rasgares o corpo para conheceres o Mundo, esticaste o bracinho pequenino e deste um high five ao meu coração, meu pega-monstro de amor sem fim. "

Perfeito!

Purpurina disse...

É isso mesmo que sinto com a minha bebé de 3 meses. :) Parece que ganhei um euromilhões emocional. E isso é ainda mais real quando se passaram por dificuldades antes dela nascer. Lembro-me de lhe estar a mudar uma fralda cagadíssima e me sentir como se estivesse a passear, num dia de verão ao fim da tarde, num sítio lindíssimo. Ai as hormonas. :)

Rosa Negra disse...

É isto, é mesmo isto. Todos os dias.(sorriso enorme)

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