segunda-feira, 14 de julho de 2014

Da fé e da crença que eu tenho como minhas

Há dias fui convidado a almoçar na casa de uns paroquianos que fizeram questão de acrescentar Traga o seu sacristão. Fiquei imensamente feliz por levá-lo comigo. No final da refeição, já não sei a que propósito, o Carlos manifestou o bem que eu lhe fazia. Ouvi e emendei, na frente de quem ouviu. Carlos, por mais que eu lhe faça bem, isso nunca será tanto como aquilo que me tem feito de bem. O que lhe tenho dado é muito pouco comparado com o que ele me tem dado. Ele calou, mas eu aproveitei para pensar. E pensei que a solidariedade não pode ser olhar o outro com pena, como um coitadinho que eu ajudo. Não. Não é ver o outro como um coitadinho. Não é vê-lo de cima. Mas vê-lo de lado, ou melhor, de frente. Com o Carlos isto é até mais fácil do que com os outros pela admiração de fé que lhe tenho. Mas a solidariedade para ser autêntica não pode ser feita de cima para baixo, mas de frente."

Do Confessionário no seu "Confessionário dum padre"

3 comentários:

Filipa Catarino disse...

Já tinha lido, mas não me canso de reler! ADORO este Sr. Padre, que não sei quem é, mas tenho a convicção de que o encontrarei um dia destes, por aí....

Este Blogue precisa de um nome disse...

Como católica, como voluntária, como pessoa, não podia concordar mais com estas palavras. E tal como diz este Padre, acho que me dão mais a mim do que eu a elas.

:-)

Confessionário disse...

Obrigado pelas vossas palavras

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