quinta-feira, 10 de julho de 2014

Há algum médico dentista a bordo?*

Bom dia ursa!

 Sei que ajudas imensa gente e hoje, ao receber um pedido de ajuda de uma formanda que se tornou amiga e, ao não ter condições financeiras para a poder ajudar, recorro a ti.
 Sei que através do blog tens realizado vários campanhas para ajudar e possivelmente tens contactos que poderiam ajudar a Madalena.
 A Madalena vive numa pequena vila no Alentejo, Vila Nova de São Bento, tem vários problemas de saúde oral (poucos dentes, abcessos no céu da boca e por aí fora...), está desempregada há alguns anos e a família não a apoia.
 A Madalena escreveu a carta que envio em anexo e iria enviá-la para o Manuel Luís Goucha numa tentativa de conseguir o auxílio que tanto necessita mas os filhos impedem-na dizendo que sentem vergonha que a mãe se exponha dessa forma.
 Sei que deves receber imensos pedidos de ajuda por dia e não poderás responder a todos mas, se de alguma forma poderes dar um apoio nesta situação, agradeço-te imenso.
 Beijinhos, Helena"

Aqui está a carta:

"Olá, eu sou a Madalena, nasci numa aldeia do Baixo Alentejo, pode até dizer-se que em “berço de ouro”, uma vez que a situação monetária em que meus pais se encontravam nessa altura era bastante estável mas descambou devido à esclerose múltipla que foi diagnosticada à minha mãe.
Estou a contar esta parte da história para vos dizer que foi assim que a minha mãe perdeu a saúde mas ganhou 30 anos (em tempo) para criar as suas poesias que tanto gostaria de ter visto e sabido reconhecidas pelo maior número de pessoas.
Chegou o dia em que findaram sofrimento, dor, sonhos, vida…
No seu próprio funeral, eu prometi que faria tudo o que estivesse ao meu alcance para tornar real esse desejo de fazer conhecer as suas poesias…
Adquiri um gosto especial por declamar e sei que não tenho condições financeiras para publicar um livro com parte da história de vida de minha mãe e com todas as suas poesias. Então, gostaria muito de subir a palcos e declamar para que todos ouçam e sintam a poesia da minha mãe… para que todos saibam que há algum tempo atrás viveu entre nós uma poetisa que nos deixou um pequeno espólio poético digno de reconhecimento.
Acontece que o tempo e as suas marcas lutam contra mim e não me sinto em condições de subir ao palco e falar para plateias devido ao estado em que me encontro. E é aqui que tenho que “engolir” a vergonha que sinto por ter de pedir ajuda porque um sonho e a vontade de cumprir uma promessa feita na hora da derradeira despedida se tornam muito maiores do que o orgulho. A minha boca encontra-se num estado lastimoso. Eu encontro-me desempregada há já alguns anos e sem possibilidade de recorrer a dentistas.
Por tudo isto vos peço que após lerem a minha carta ponderem a minha situação e desempenhem de alguma forma o papel de anjos e me ajudem.

Muito grata desde já e para sempre,


Madalena"


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