sábado, 20 de setembro de 2014

Das ideias que tenho esperança que um dia sejam projectos



Já tentei "vender" esta ideia em alguns sítios que a podiam contextualizar, formalizar, dar-lhe um tom menos amador mas invariavelmente, tentam dissuadir-me. Ou porque não é exequível, ou porque não vou arranjar voluntários que alinhem num projecto de continuidade, ou porque vão haver questões fiscais para resolver (que vão, logo, trataremos delas), ou porque os utentes não vão conseguir ser autosuficientes ou, ou... 
Neste momento, vou por conta própria porque acredito que a ideia se possa vir a tornar um projecto e mudar a vida de algumas pessoas. Basta-me uma que seja, aquela em cuja casa estou neste momento a sonhar em conjunto com a mudança que pode vir a acontecer. 
Ao longo do meu trabalho tenho-me cruzado com algumas pessoas portadoras de deficiência em situação de grave isolamento social. Tipo, pessoas que não saem de casa há três anos porque têm vizinhos que não autorizam que se coloque uma rampa que permita que as suas cadeiras de rodas as libertem de quatro paredes ou pessoas que não conseguem arranjar emprego porque há um preconceito nas áreas envolventes às suas aldeias e todos os conhecem como "os aleijados" (citando). A minha ideia é fazer com que amigos artesãos (pessoas que façam bijuteria, que saibam fazer licores artesanais, compotas fazer velas, sei lá, vale tudo menos tirar olhos...) se voluntariem para serem tutores destas pessoas, formando-as, ensinando-as e ajudando-as a montar pequenos negócios caseiros, exequíveis de serem feitos a partir de casa e que possam trazer algum dinheiro extra a estas pessoas. 
 Tenho, neste momento, uma rapariga que adoooooora bijuteria e que gostaria de criar o seu negócio online. Já escolhemos o nome da loja virtual (e é tão giro, caraças!) e ela está super entusiasmada para ser a cobaia desta ideia. 
Agora preciso de um match, de alguém que queira oferecer o seu tempo para vir aqui durante os dias que forem necessários para a ajudar a pôr de pé o seu negócio (zona da Amadora). 
Aceito inscrições de voluntários, aceito ideias e também aceito ânimo que já estou farta de gente que só coloca entraves em vez de apontar soluções.
Seguimos em frente?

2 comentários:

Júlia Meireles disse...

GRANDE!!!!!

:)

PS: cuidado só com a estigmatização também do "artesão" nem só desse tipo de trabalho podem eles produzir
toda a gente pode ser tudo desde que assim queira e tenha oportunidade...sim entendo que é mais fácile rápido e onde estarão excelentes pessoas para oprojecto
mas é bonito é!!!

Filomena Silva disse...

Seguimos em frente sim. Logo à noite já vou ao teu face e partilhar nos grupos de artesãos a que pertenço, quem sabe não aparece alguém com força e vontade de ajudar.
Hajam pessoas como tu, para dar asas a tantos sonhos. Bem hajas Polo Norte.

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