segunda-feira, 3 de novembro de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paulo (1)

Estava à espera do Paulo no aeroporto.
Nunca vira o Paulo antes mas já gostava dele há muito como se a presença fossse um mero acessório na nossa história. De facto, é.
A primeira vez que ouvi falar do Paulo foi em 2012 numa das iniciativas mais gira já promovidas a propósito deste blog: a organização de recolha de possíveis dadores de medula óssea em todos os Distritos do País. Foi overwhelming!
O Paulo ficou responsável por dinamizar um determinado distrito do país e foi o maior sucesso. E foi logo ali que fiquei fã da sua proactividade, generosidade, capacidade de acção e dinamismo.
Ao longo deste tempo fomos conversando amiúde, comentando status um do outro, picando-nos com o mesmo tipo de humor “fininho” e corrosivo, politicamente incorrecto e despreocupado. Há uma certa excentricidade que me une ao Paulo, um certo "i don't care" caprichoso, uma atitude anti-herói que nos une.
Depois o Paulo ajudou uma das pessoas para quem eu pedi ajuda. E há uns tempos desafiou-me para avançarmos com a associação. E agora, quando lhe disse que gostava de ajudar a Mariana, retirando o valor necessário para a cadeira do montante que ele me tinha disponibilizado para o arranque da associação surpreendeu-me com a oferta desse valor para a compra da cadeira da Mariana.
O Paulo é o herói mais anti-herói que eu já conheci. Tem o coração do tamanho do Universo mas diz palavrões. Ajuda sem olhar a meios e não é bonzinho. Tem uma generosidade ímpar mas reclama muito. E não quis fazer discursos, nem tirar fotografias nem nada. Só abraçar, assim meio sem jeito, a Mariana.
Viajar para os Açores com o Paulo, recém-conhecido em carne e osso ali, no terminal de partidas do aeroporto, foi um privilégio. "Mas tu vais viajar para os Açores quase num blind date?"- perguntaram os meus amigos.
É difícil explicar que, mesmo sem ter visto o Paulo antes, já o conhecia muito bem.
O Paulo é um herói anti-herói, uma das melhores pessoas que já conheci e, por isso, provavelmente a única pessoa com quem eu poderia embarcar numa aventura como a que aí vem.
Obrigada, "Mr. Fantastic"!


[Obrigada Paulo por esta amizade que começámos agora e que promete muitas e boas aventuras.
Vou apertar o cinto! E treinar as gargalhadas.]

4 comentários:

K disse...

Obrigada Paulo!
E, será o princípio de uma bela amizada com as poletes também...
muahhhhhhhh

CoriscaRuim disse...

Sabes, os melhores heróis são aqueles que dividem um café connosco. Até o Super Homem, nas horas vagas, é o Clark Kent.

Um bem haja ao Paulo e a pessoas como vós.

Amigo Imaginário disse...

Para além da generosidade, toca-me o facto de ser anónima. O Paulo é mesmo "só Paulo". Não é o Paulo Qualquer-Coisa, o Sr. Coisa-Qualquer ou o Dr. Outra-Coisa. E isso é muito bonito. Bem-haja, Paulo.

mãe disse...

Aquece-me o coração saber que ainda há anti-heróis assim. Mesmo. Gosto especialmente de saber que diz palavrões e reclama muito. São qualidades indispensáveis para um bom anti-herói. Reclamar muito, especialmente contra o que é injusto e estúpido. E dizer todos os palavrões possíveis até se conseguir resolver um problema.
Obrigada ao Paulo, por ser um anti-herói.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...