sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Das resoluções de ano novo


Em 2014 não fiz resoluções. Foi consciente e deliberado. Uma forma de fugir à frustração. Eu sou assim: quando sei que posso não ser bem sucedida não gasto energia sequer a tentar. Tenho muito respeito pela minha força anímica: não a gasto quando não acho que a vou desperdiçar, em tarefas que podem ser inglórias, em pessoas que não valem a pena, em situações de frete. Às vezes isso pode ser confundido com preguiça mas não é: é uma espécie de sobranceria. Valorizo demais o meu tempo e a minha energia para os gastar em vão.
Por isso em 2014 não fiz resoluções, não me comprometi com intenções que dependem de estados de humor, de contingências e contextos externos, dos outros, que não dependem exclusivamente de mim.  Ter decidido não fazer resoluções em 2014 foi uma forma de não falhar, desinvestir antes de começar, não arriscar quando há hipótese de fracassar.
Foi um ano morno, muito por causa desta decisão. Um ano de contemplação, mais apático, menos bélico, mais morno, sim.
Em 2015 decidi que ia mudar. Fiz uma única resolução: ser mais organizada. Organizar melhor o meu tempo, o meu espaço, os meus dias, os meus planos, os meus projectos, as minhas estratégias, as minhas contas, a minha conta de email, as minhas obrigações, os meus sonhos. 
O meu destino pode não depender (inteiramente) de mim mas, caraças, (pelo menos este ano) vou tentar organizar ideias para chegar a bom porto não no que posso não alcançar, mas no caminho que percorro para lá chegar. 

1 comentário:

Anabela Dias disse...

Eu encontrei este site há pouco tempo:
http://vidaorganizada.com/organizacao/como-se-organizar/
Tem dicas muito úteis e que me tem ajudado a ser mais organizada. Espero que ajude!
Anabela

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