domingo, 8 de fevereiro de 2015

A única circunstância em que a liberdade não me interessa para nada



[ Ao R. 

O meu coração não é livre: é teu. 
E é teu sem que o tenhas conquistado, invadido as ameias da minha vida, lutado. É teu porque chegaste e ele reconheceu-te, sentiu-se em casa e quis ficar para sempre, aconchegado e descalço, quente e recostado. 
O meu coração não é livre e não está preso. 
Está de livre vontade nas tuas mãos, sem cadeados nem grilhões, com espaço para correr, voar, sair e não voltar mas, ainda assim, a querer ficar.
O meu coração não tem dono mas pertence-te. 
O meu coração é livre de querer não ser livre.

O meu coração não é livre.

É teu. ]

5 comentários:

Carlota Branco Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
margarida disse...

Tão bonito...
[Parabéns Mamém da Pólo. És um homem de sorte]

Cris disse...

vou partilhar, está bem? é demasiado bonito para ficar aqui sozinho :-)

profundamente simples

Maria das Palavras disse...

Gosto tanto que também estou tentada a partilhar. O meu cantinho já se presta a declarações de amor piegas por entre o meu mar de ironia (é quando eu menos me reconheço, mas ele me revê). E esta, não sendo minha, podia declamá-la todos os dias da semana com verdade.

Maria das Palavras
http://daspalavras.blogs.sapo.pt

disse...

o vosso amor é tão bonito. feito de laços como os que enfeitam os cabelos dourados cor de poeira de estrela da ana, jamais algemas. :)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...