sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sim, muito bom haver hospitais amigos dos bebés. Para quando hospitais amigos das mães?

Uma grande amiga pariu um bebé com uma cardiopatia grave. 
São do Funchal e às 37 semanas disseram-lhes que o bebé tinha uma mal formação cardíaca e uma renal. Vieram de urgência para Lisboa não sem antes a companhia aérea ter feito o maior banzé em que como não a queria transportar e os médicos fazerem o maior banzé em como não tinham recursos para operar o bebé no pós-parto no Funchal. 
Na MAC a médica, com uma sensibilidade e presunção fabulosas, disse-lhe que "para a próxima ela teria era que vir fazer ecografias em Lisboa que, caso o tivesse feito, não estava nesta situação nesta fase adiantada da gravidez". 
Com tanto banzé, a minha amiga ficou cheia de contrações e pariu o pequenino às 37 semanas na MAC, em Lisboa, longe de toda a gente. 
O bebé foi transferido para o Hospital de Santa Marta, acompanhado pelo pai. A minha amiga ficou, sozinha, sem marido e sem filho no colo, na MAC. 
Fomos fazer-lhe companhia todo o tempo da visita hoje... numa enfermaria cheia de mães felizes com bebés ao colo a chorarem e uma caminha vazia ao lado da cama da minha amiga. 

Puta que pariu este sistema!

11 comentários:

Maggy disse...

Estou com vontade de dizer $$%% ##$% $#$#%! Isto não é maneira de tratar nada, nem ninguém!

AL disse...

Melhor só mesmo mulheres que perderam os bebés ao lado das que tiveram os filhos.
E sei de casos "recentes", já deste milénio...

AL disse...

Que ela possa recuperar depressa para se unir à família.

Placa Central disse...

Vou partilhar aqui do meu estaminé da Madeira. Isto anda tudo louco!

Sandra disse...

Eu tb fiquei sem o meu filhote a nascença. Ele foi para outro hospital mas no são Francisco Xavier fiquei num quarto com uma menina que tb não tinha o filho com ela. A sra do quarto ao lado pediu-me desculpa porque a bebé dela chorava imenso. Tirando uma auxiliar toda a gente foi muito atenciosa. O meu filho foi levado sem eu lhe poder tocar para a Dona Estefânia para ser operado de urgência, nos cuidados intensivos estava quem tivesse vindo da MAC ( inclusive quem trabalhasse lá) mas estava ali devido ao péssimo serviço da MAC e a "simpatia". Nunca me esqueço que não passei dias com o meu filhote e não tenho aquelas recordações bonitas que as mães tem, graças a Deus o meu filhote está bem mas o que passei e o que vi nos cuidados intensivos de neonatologia serviu de lição para toda a vida.

Miss Golden Cage disse...

:-(
Fechar a Mac não era só por questões monetárias. Aquele edifício não tem condições em muitas valências. As enfermarias são um horror. E temos a Magalhães Coutinho fechada...
Que a partir de agora o rumo seja diferente.

sushi disse...

tendo eu um bebé com 3 semanas só posso dizer que nem imagino o que a tua amiga está a passar......força para ela! vai passar rápido e o bebé vai ficar bem, de certeza!

coisasquetaiseafins.blogspot.pt

Tónicha disse...

Infelizmente sei bem o que essa tua amiga está a passar. Também eu à 9 meses atrás passei por essa situação. Felizmente o meu filho nasceu no hospital de Cascais onde fui muito bem tratada e acompanhada após o meu filho ter sido transferido para o hospital D. Estefânia. Nada faria prever este desfecho e eu ao contrário da tua amiga fui completamente apanhada de surpresa. No hospital de Cascais foram super compreensivos com toda esta situação e deixaram que a minha mãe ficasse comigo durante todo o internamento,num quarto só meu e de onde só saía quando já todos estavam a dormir para não ter de me confrontar com outras mães com os seus bebés. Foram tão compreensivos que me deram alta um dia antes para que pudesse ir ter com a minha família. Tudo isto para dizer que nem todos os hospitais são inimigos das mães, à equipa do hospital de Cascais só tenho a agradecer.
As melhoras para a tua amiga e para o bebé dela. Vai tudo correr bem.

Nina Mota disse...

GRANDE LATA!!!!!! Isso q lhe disseram é um ABURDOOOO!!!!! Eu vivo em Portugal, em Leiria, e advinha.... A minha filha nasceu e só no dia seguinte, sim no dia SEGUINTE é q perceberam q algo não estava bem com a minha Pirriquita. Mas o q me diziam era que tudo era NORMAL!!! Transferiram a pequena para Coimbra, só ai é q descobriram q ela tinha uma cardiopatia extensa!!! Quando finalmente pude estar junto da minha menina, perguntei o pq de não ter sido dectetada antes, disseram-me q se calhar não tinha feito ecos suficientes, aí respondo q isso era pura mentir, pois como era uma gravidez de gémeos fiz ecos TODOS os meses!!!! Disseram-me, entã que quem as fez, não fez um bom trabalho!!!!
Portanto não é culpa de ela estar no Funchal, a culpa é dos medicos q nos despacham num ápice, pq o q lhes importa mais q uma vida é o dinheiro q pagamos pela consulta!!!
Desculpa o testamente Ursa, mas esta falta de sensibilidade dos nossos medicos, enfurece-me!!!
Muita força para a tua amiga, ela vai precisar de todos mimos do mundo e diz lhe para ter fé, vais correr tudo bem com o bebé, bjs

Nês disse...

Fico triste ao ler um post destes. Nenhuma mãe deve ter passar por isto, ser confrontada com um berço vazio, tendo o seu recém-nascido longe. Não sou mãe, mas fui estudante a realizar estágio nesse serviço da MAC, sei que existem bons profissionais de enfermagem, mas nem sempre são tidos em conta todos os pormenores, o que consegue fazer a diferença, principalmente nestes casos. Penso que a culpa não é do profissional em si, em não querer fazer o que pode para garantir às puérperas o melhor conforto e permanência. Apesar de não ser desculpa, a maior carga de trabalho e horária dos enfermeiros não lhes permite por vezes dar o seu melhor, personalizando assim os cuidados prestados.
Desejo a maior sorte para a sua amiga e para o bebé!

Bri disse...

Vivo no Alentejo mas por várias circunstâncias o meu filho viria a nascer na maternidade Magalhães Coutinho, há cinco anos. Apesar de por protocolo médico não poder ser considerado prematuro, ele era imaturo: não sabia comer, de vez em quando esquecia-se de respirar e o batimento cardíaco também não era certo. Desde as primeiras horas que senti que algo não estava bem. As enfermeiras bem se esforçaram para o fazer comer e para me animar, quando diziam que os bebés pequeninos demoram mais tempo a se habituar a viver cá fora. Estive(emos) 8 (OITO) dias na maternidade, a ver entrar e sair mães com bebés chorões e saudáveis e eu parecia que tinha parido um boneco: não chorava, não se mexia, não reagia e quase nem abria os olhos. Durante esse tempo, não dormi com medo que lhe acontecesse alguma coisa enquanto eu dormia, chorei e desesperei tanto que algumas enfermeiras já se sentiam constrangidas quando se aproximavam de nós, por não terem respostas.
Só oito dias depois surgiu alguém naquele quarto nº 2 e vendo o meu estado de autêntico farrapo humano deu indicação para o bebé voltar a ser visto por uma médica fantástica (Dra. Teresa, hei-de agradecer-lhe o resto da vida) e colocaram-nos entretanto num quarto privado. Acabámos por não ficar lá muito tempo que ele foi encaminhado para os cuidados intensivos e eu fui obrigada a ir para casa dormir.
Felizmente acabou por correr tudo bem, mas foram três semanas de desespero que mudaram para sempre a pessoa que sou hoje. A tua amiga que tenha força que irá correr tudo bem.

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