terça-feira, 21 de abril de 2015

Se a Celine cantar se calhar comove-nos mais?

Daqui a uns anos, talvez, se faça um filme hollywoodesco acerca do naufrágio no Mediterrâneoo e do flagelo que passam, nos tempos modernos, uma série de imigrantes ilegais que tentam sair das terras que lhes couberam em sorte.
Talvez nesse filme as pessoas as pessoas não tenham vestidos bonitos, nem haja bailes nem glamour, nem casais telegénicos que se apaixonam a bordo, Damas e Vagabundos, copos a tilintar. Talvez a Celine já não cante a banda sonora e talvez não tenha todos os ingredientes necessários para ser um êxito de bilheteira por vir a ser cruel, real, triste e sem pinga de romantismo.
Mas talvez, nessa altura, as pessoas se comovam verdadeiramente e se questionem, por que raios, no distante ano de 2015 a sociedade civil da época era tão apática, afinal.

1 comentário:

Framboesa (uma diva de galochas) disse...

Há mais de 20 anos atrás fiz um cruzeiro e durante a travessia recolhemos cubanos em destroços q estavam a fugir de Cuba.Mulheres, crianças, e bebes, todos amontoados,aterrorizados.Ali ao vivo e a cores.Nunca mais me esqueci.E fiquei sempre com a ideia que Cuba devia ser um lugar horrivel.

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