quinta-feira, 21 de maio de 2015

No último mês cresci.


A mudança tem sido gradual. Não silenciosa que dou por ela como aquelas dores na parte de trás das pernas quando estamos a crescer. Dói mas tu sabes que vais passar e que, quando passar de doer, vais estar mais alto, mais desenvolvido, melhor.
De repente começas a pensar numa série de coisas de senso comum, óbvias e que sempre estiveram lá, mas que não são prática comum. E apetece-te experimentar, deixar de ter medos, arriscar e tentar fazer diferente. E depois vês que assim és mais feliz, que entre ter que estar sempre certo ou fazer certo, preferes a última, e que a paz tem um valor incalculável. Que na vida nem tudo tem que ser competição, que as tuas vitórias não podem estar dependentes da derrota dos outros, que as tuas vitórias são mais vitórias quando há outros de quem gostas e que ganham contigo, comemoram contigo e que as diferenças devem ser celebradas. Que se duas pessoas pensam igualzinho, têm a mesma opinião, então uma delas é dispensável à discussão, que os diferentes pontos de vista fazem-te chegar a sítios onde, sozinha, nunca conseguirias chegar.
No último mês decidi que ia construir uma missão, uma visão e valores para a minha vida. Caramba, se as empresas precisam disso para as orientar, para saberem onde querem chegar, como o vão fazer para alcançar os seus objectivos, com que princípios se devem reger, porque não transportar esta visão para a minha vida. Fi-lo.
Não é um mantra (não acredito muito em mantras). Não é uma verdade absoluta (deixei de as ter). E- provavelmente- não é nenhuma receita universal para os outros. Mas é a minha missão:-é onde eu quero chegar, é o que eu quero ser:
"Ser a pessoa que a minha filha espera à porta quando nos reencontramos no final de cada dia".

Tanto e tão pouco.

1 comentário:

Sérgio disse...

Tanto e tão pouco não.
Isso é tudo.

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