quarta-feira, 1 de julho de 2015

A minha filha já me topou o talento inequestionável para as artes

Desenho no quadro mágico dela pequenos símbolos.

Começo por uma árvore e peço-lhe que adivinhe.
Ela lá responde árvore.

Segue-se uma casa.
Ana não me falha.

Desenho um sol.
A Ana responde "uma aranha!".

Insisto com ela: "Não, Ana: é um sol!"
Ela faz-me uma festinha na cara: "Poooonto, mãe, não fiques tiste..."

Olho para ela com ar inquirido. Olha para mim com ar despachado:

"Mas não é um sol: é uma aranha!"

3 comentários:

Rabicha Laricha disse...

Ahahahahah, ela é que sabe!

Rafinha disse...

Vê aranhas? São aranhas.



Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
nao vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!

Inutil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!

António Gedeão

Dulce Campos disse...

Há! Há! Há!

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