Com um dos nossos casais de amigos preferidos e respectiva filha. O meu amigo propõe a alternativa da Xana Toc Toc ao invés do Zoo e a minha querida amiga salva-nos com um:
"Damos "tocs" nos macacos e andamos no troliférico, pá!"
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Ao final da terceira semana acho que as educadores de infância deveriam ter uma das profissões mais bem pagas do Mundo (e um obrigada à querida educadora da Ana de quem sou a maior fã!)
"UM BREVE RECADO PARA AS EDUCADORAS DE INFÂNCIA
Elas chegaram agora junto de ti.
Elas pensavam que o mundo cabia inteiro nas paredes da sua casa, e que quem lá vivia eram os seus únicos habitantes. Terás de mostrar-lhes que não é verdade.
Elas têm poucas palavras para nomear o que as rodeia. Terás de as ajudar a encontrar as que faltam.
Elas vão ver o mundo com as cores que tu puseres em cada som e em cada gesto.
Elas vão olhar para ti, aprender o teu nome, chamar-te por tudo e por nada, geralmente por nada. Que é sempre tudo.
Vais mostrar-lhes como se vive com os outros, como se aceita quem não é igual a nós, tal como se aceita um desenho pintado com todas as cores do arco-íris.
Vais aprender a ter de lhes dizer muitas vezes “ não”, sem te deixares levar pelo seu beicinho irresistível.
Mas vais também dizer-lhes muitas vezes “sim” e sentir que é para ti que elas sorriem e estendem as mãos.
Vais levá-las ao jardim quando há sol, vais empurrar baloiços que chegam ao céu, vais assoar narizes cem vezes ao dia, vais fazê-las aprender a gostar de sopa, vais ler-lhes histórias e ensinar-lhes que todas as meninas têm direito a ser princesas, e todos os meninos têm direito a ser piratas das Caraíbas.
Elas vão ser, naquele pequeno universo diário, os filhos que tens em casa, ou na escola, ou não tens, ou esperas vir a ter mais tarde.
E por vezes podes sentir uns ligeiros remorsos por teres para elas o tempo que não tens para os teus.
Elas levam-te nos olhos quando à tarde as vêm buscar. E esperas que te levem também no coração.
Elas vão acreditar em ti como acreditam nas fadas e no Pai Natal.
Elas vão pôr-te os nervos à flor da pele e fazer-te esquecer, por vezes, o que aprendeste, e perder a paciência que sempre julgaste inesgotável.
Elas vão fazer-te suspirar pela hora do regresso a casa, vão fazer-te levar muitas vezes as mãos à cabeça e proferir intimamente palavras impronunciáveis. Porque elas são crianças. E porque tu és humana.
Resumindo: elas vão-te fazer feliz para o resto da tua vida."
Alice Vieira
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Querida TAP, querida SATA, a culpa é vossa que me habituaram mal
Estou a recuperar do choque de assistir ao pessoal de bordo da Ryanair tentar impingir raspadinhas aos passageiros.
Glup!
Glup!
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Eu sou a Miss Bean de Deus
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Obrigada por me teres escolhido para ser mãe de uma filha tua. Nossa.
Acordas a miúda com beijinhos pequeninos. Depois fazes-lhe cócegas. E ela só dá aquelas gargalhadas contigo. Preparas-lhe o pequeno-almoço enquanto eu a ajudo a vestir. Às vezes enquanto eu me preparo tentas adiantar as tarefas e decides penteá-la. Chamas-me sempre para acabar de o fazer. Não tens jeito com elásticos e eu gosto disso. Porque de resto tens jeito para tudo o que lhe diz respeito. És mesmo o melhor pai do Mundo e nunca te conseguirei agradecer sê-lo de uma filha que também é minha. Ajeitas-lhe sempre o degrau para a ajudares a chegar ao lavatório. És tu quem a encaixa na cadeirinha auto. Fazes coro connosco na viagem de carro. Sabes todas as músicas dela de cor. A meio da manhã ligas-me para saber se não há novidades da escola. No news, good news. Quando regressas do trabalho ela corre para o teu abraço. És firme com ela mas com uma meiguice que só reconheço em ti. Deixa-la pisar-te os peitos dos pés e transformas-te em andas para ela andar. Ensaiam a valsa que tu esperas um dia dançar com ela. Rodopiam ao som de gargalhadas. Nas tuas cavalitas ela chega ao "céu cá de casa". Quando eu a pego ao colo e desço as escadas tu corres a perseguir-nos e dizes "vou-vos apanhaaaaar!". A Ana diz "pára, dragão, pára!" até tu continuares a fazeres "graaaauuuuuu" e acabares a abocanhar-lhe a barriga. Ela ri-se muito, quase sempre que está contigo. Na sala sentam-se os dois, lado a lado, no chão a ler livros e eu gosto de vos ver assim. Zangam-se sempre que fazem puzzles e isso diverte-me. Quando lhe dás banho chamas-lhe "pirata Ana!" e ela responde "siiim, meu capitão!" e a casa de banho fica inundada graças ao navio em que se torna a banheira porque tu pintas o mundo da cor da imaginação. Quando me ausento em trabalho sei que comem pizza e dormem os dois no sofá e finjo que não sei, para não ter que me zangar. Ela conta-me sempre e diz-me "não te zangues com o pai, mãe! Foi tão divertido!". E quando as pessoas lhe perguntam de quem gosta mais, se de mim ou de ti, e tu reviras os olhos porque achas a pergunta imbecil, páras sempre um pequeno compasso para ouvires a resposta da loura: "gosto dos mãe-pai" e diz "mãe-pai" como se a palavra única, composta, representasse a unicidade com que nos vê, unos e inseparáveis. À noite contas-lhe histórias, fazes vozes diferentes para cada personagem, abres muito os olhos e gesticulas e ela olha-te com aquele jeito admirado e apaixonado, surpreendido e sedutor, frágil e seguro. Depois diz "o meu amor por ti é azul, pai, como os nossos olhos" e tu sorris. Beijas-lhe a testa e perguntas "Podes ser do Sporting, Ana?" e ela responde "Não, pai, por favor. Eu sou do Benfica, por favor!". E fazes um ar desgostoso e ela colmata sempre: "Só hoje, pai, só hoje podes ser um bocadinho do Benfica? Podes? Podes? Vá lá! Por favor!" e tu fazes uma careta e dizes-lhe que sim. Só um bocadinho. E ela adormece feliz, a sorrir. E viras-te para mim e dizes-me "Pelos filhos, um tipo tem que fazer cada sacrifício..." e apagas-lhe a luz. Antes de nos deitarmos vamos, à vez, espreitá-la. Oiço-te sempre a beijar-lhe a testa e a segredar-lhe ao ouvido "Amo-te muito, meu amor!". Nunca te disse que ouço sempre, todas as noites, tu a declarares o teu amor pela filha que partilhamos.
E eu, às vezes, não te digo mas, por causa dela, eu amo-te ainda mais a ti.
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A PROVAR | Pãezinhos de abóbora com nozes do ALDI
O ALDI tem uns pãezinhos de abóbora com nozes de bradar aos céus.
E não digam que vão daqui...
Deliciar-se com pãezinhos de abóbora com nozes
O quê? Pãezinhos de abóbora com nozes
Onde? Lojas ALDI
E não digam que vão daqui...
Deliciar-se com pãezinhos de abóbora com nozes
O quê? Pãezinhos de abóbora com nozes
Onde? Lojas ALDI
A avaliar pelas fotografias do meu feed de facebook acabei de constatar qual o objecto mais comprado para o regresso às aulas da criançada
Quadro A4 de ardósia.
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"Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade." Afonso Cruz in "Jesus Cristo Bebia Cerveja" (Alfaguara)
E peço um desejo baixinho: "Para nós nada menos que um amor assim!"
Am I alone?
Na escola comemorávamos sempre a 21 de Setembro (na escola da Ana também).
Portanto, explicai-me: desde quando o Outono começa a 23 de Setembro?
Portanto, explicai-me: desde quando o Outono começa a 23 de Setembro?
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Querido, cortei o cabelo!
Nunca mais tive notícias da Beatriz, as últimas que tive foi que estaria a cursar Medicina e nem sei se ela ainda lerá este blog mas o exemplo dela, corajoso e altruísta, ficou-me sempre na lembrança.
Sentia-me uma "Sandália Moreira" como tão bem diz a minha amiga Teresa mas ontem foi o dia.
20 cm de cabelo depois e estou feliz.
Em Portugal, devido aos custos inerentes com cabeleiras com cabelo natural, não incentivam as pessoas, neste momento a doar.
Mas o Mundo é enorme. E os "nossos" são todos os outros que precisem.
Aos interessados na matéria, convido a conhecer todos os requisitos para doar cabelo da associação inglesa "Little Princess Trust".
E inspirem-se!
Little Princess Trust Hair Donation
Sheridan House
114-116 Western Road
HOVE
BN3 1DD
(UK)
Sheridan House
114-116 Western Road
HOVE
BN3 1DD
(UK)
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Causas quadripolares
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
A Ana voltou do JI
Hoje foi o primeiro dia de Outono e a Ana, entusiasmada, relatou-nos as descobertas do dia:
"Mãe, mãe, hoje lá na sala vimos bolotas e chouriços* das castanhas..."
(*eram ouriços)
"Mãe, mãe, hoje lá na sala vimos bolotas e chouriços* das castanhas..."
(*eram ouriços)
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A Ana foi para o JI
De manhã entrou-me água para um ouvido no duche e estou surda desde então (há por aí méicos otorrinolaringologistas? isto acontece-me amiúde: aguardam-se dicas!).
Mámen começou a gozar comigo ao pequeno-almoço: "Olha a minha mouca isto!" e "Já viste, Ana, a mãe está mouca!"
A Ana chega ao JI e a primeira coisa que faz é contar a boa nova à educadora: "Sabes, a minha mãe hoje está mosca!"
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(e ao 10º dia nem uma lágrima: yey!)
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Vamos ver as coisas pelo lado positivo...
Sou capaz de ter inventado o "perú tártaro no forno". Ou "sashimi de perú".
(Quando vos dizem meia-hora no forno não levem "a meia hora" à letra. Especialmente se tiverem um forno a gás.)
Aos meus amigos que foram jantar lá a casa na última sexta-feira um agradecimento e uma promessa
Obrigada por fingirem que o peru no forno estava bom mesmo depois de dois rounds no forno.
Prometo que no próximo jantar o cozinheiro será mámen!
Prometo que no próximo jantar o cozinheiro será mámen!
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Eu sou a Miss Bean de Deus
O fim do Mundo está para breve
No próximo fim-de-semana irei assistir a um recital de poesia... japonesa.
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Eu sou a Miss Bean de Deus
sábado, 19 de setembro de 2015
Comer este Mundo e o outro sem engordar? Esqueçam as corridas! O futuro está aqui!
Há que ver as coisas pelo lado positivo: descobrimos que um dos membros do casal tinha lombrigas.
O membro mais magro e que come este Mundo e o outro e não engorda.
Agora a verdadeira questão: nós não precisávamos de desparasitante.
EU preciso é de um parasitante com aquelas espécimes para introduzir no meu próprio organismo, sim?.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Recebemos a recomendação que toda a família deveria adquirir desparasitante. Fomos à farmácia comprar desparasitante. Tomámos o desparasitante. Andamos a observar cocó há dois dias para ver se há sinais das malfadadas lombrigas.
Hoje questionei a educadora acerca do desparasitante.
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Referiam-se a desparasitante capilar.
Isso mesmo.
Para evitar piolhos.
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Referiam-se a desparasitante capilar.
Isso mesmo.
Para evitar piolhos.
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Mãegyver
Uma pessoa quer fazer um jantar de celebração com as amigas do coração e não tem pretexto?
"Inauguração oficial do quarto remodelado da Ana com ante-estreia da nova mesa de jantar".
Evento de FB e tudo para os convivas. Tumbas.
Evento de FB e tudo para os convivas. Tumbas.
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Uma nova tendência newborn
Há quem inscreva os recém-nascidos como sócios de clubes de futebol mal eles nascem.
A última tendência é quadripolarizá-los logo na maternidade: olhem só que coisa mais linda da tia ursa!
A última tendência é quadripolarizá-los logo na maternidade: olhem só que coisa mais linda da tia ursa!
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Religião: polarismo
"Se pudesses levar um homem para uma ilha deserta quem levarias?"- perguntaram-me.
Respondi, de imediato, que era o Albano Jerónimo.
Depois mámen amuou.
E estou há meia hora a explicar-lhe que se fosse uma ilha do Pacífico e como aquilo é propenso a tsunamis levava o homem porque é bué alto e queria safar-me viva para poder voltar para ele, fofinho baixinho da sua ursa.
Continua amuado.
Não percebo porquê.
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Uma tampa para a minha panela
AGENDA QUADRIPOLAR | Planos para domingo
Aliada à Semana da Mobilidade, a Junta de Freguesia do Areeiro em conjunto com a Associação de Comerciantes, Bairro em Movimento, vai desenvolver neste próximo fim de semana as mais diversas e animadas atividades.
Trata-se de uma iniciativa dos lojistas da G. Junqueiro, Av.Roma, Joao XXI, de juntar as crianças num jardim em Lisboa - Jardim Fernando Pessa na Av. De Roma - e oferecer teatro infantil, fantoches, contadores de historias, palhaços, magia, pinturas faciais, baloes, jogos tradicionais, e muito mais!
A GrowUp Eventos - marca de animações infantis - chega oficialmente ao mercado neste domingo, dia 20, num evento de ENTRADA LIVRE dedicado aos mais novos.
A família quadripolar não vai perder! Sigam o evento aqui.
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Agenda quadripolar
Estavamos as duas, literalmente, a esfregar paredes alheias quando ela lá me avisa com aquele jeito doce e ternurento que só ela...
´"Ó minha grande estúpida eu já tenho um novo blog, pá!"
E também tenho inveja de não ser tão boa a fazer limpezas como ela.
Grande estúpida! Já disse que a odeio?
(O blog dever-se-ia ter chamado "bates forte cá dentro" mas acho que a minha sugestão já foi tarde de mais...)
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Blogoseiras,
Seita Quadripolar
A CONHECER| Projecto fotográfico "Amor temos que ir a Viana"
Fotografia na Vogue Itália da autoria de uma talentosa fotógrafa portuguesa- Diana Mota.
"Amor temos que ir a Viana"- comovo-me com a recriação do traje minhoto nesta produção de moda.
Estou maravilhada!
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a conhecer,
Sugestões quadripolares
Aquela semana em que...
... recebemos uma recomendação do Jardim de Infância para todos os pais darem um desparasitante aos filhos.
E tomarmos nós também.
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Qualquer semelhança entre mim e um peixe perguntem à minha filha
Ana (já fresca e fofa) volta ao Jardim de Infância.
De manhã pergunta-me se pode levar a Sara no seu novo aquário inquebrável cor-de-rosa.
Acedo, depois de ter o ok da educadora por sms.
Chegando à escola a educadora faz uma festa ao peixe e pergunta à Ana:
- "Então, trouxeste a Sara para mostrar aos outros meninos?"
Resposta da minha filha (com lágrimas a escorrerem-lhe pela cara abaixo, não de birra, mas de comoção): "Não, é para olhar para ela quando tiver saudades da minha mãe!"
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Mãegyver
Devia ter perguntado se podia pagar com notas a sério ou notas do Monopólio...
Se eu não pagaria a uma mecãnico que me repondesse que o carro anda aos soluços devido a um problema no motor ou na embraiagem mas que esperasse para ver sem me fazer nada ao bólide; porque raios paguei a consulta a uma pediatra que me respondeu que a febre da miúda se deveria ou a somatização devido à entrada no JI ou a uma virose mas que fosse para casa descansadinha que havia de passar?
(E, não, não é a pediatra da miúda, que desta vez não a pode atender mas que nunca se atreveria a dar-me uma resposta assim...)
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
7º dia no Jardim de Infância e voilá
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"Não me deixes aqui, mãe. Nós temos que estar SEMPRE juntas, somos amores para sempre, minha mãezinha. Isto não é fácil. Sentes a minha dor? Sentes? Dói-me muito o ego, estás-me a obrigar!"
"E onde fica o teu ego, Ana?"- pergunta a educadora, num misto de empatia e diversão pelo paleio da drama queen.
"Aqui!"- apontando a zona do estômago- "Mesmo no meu coração!"
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Breve história de um relacionamento entre um telemóvel e a sua proprietária
Perdi o telemóvel.
Fim.
Fim.
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Eu sou a Miss Bean de Deus
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
E- finalmente!- o meu ingresso na vida política deste país
O convite foi irresistível e não tive como recusar.
A minha veia interventiva acusou-se e o facto de não me identicar nem com esquerda-utópica nem com direita-rígida, obrigou-me a procurar alternativas de maior confiança. Na verdade sou ambi-dextra.
Assim, é com um desmedido orgulho que vos anuncio que serei mandatária da candidatura deste grande senhor à Presidência da República.
Ide lá botar o V. like, assinai
A minha veia interventiva acusou-se e o facto de não me identicar nem com esquerda-utópica nem com direita-rígida, obrigou-me a procurar alternativas de maior confiança. Na verdade sou ambi-dextra.
Assim, é com um desmedido orgulho que vos anuncio que serei mandatária da candidatura deste grande senhor à Presidência da República.
Ide lá botar o V. like, assinai
A PARTICIPAR| Fotografar para ajudar
A crise dos refugiados da Síria não deixa ninguém indiferente. Com um país em guerra há mais de quatro anos, as famílias sírias não encontram outra saída que não a fuga desesperada pelo mediterrâneo em direcção à Europa. São milhares que arriscam as vidas, em condições desumanas, não por uma vida melhor, mas sim pela esperança da sua sobrevivência!
Pelas crianças, principais vítimas em qualquer situação de conflito ou crise, um grupo de fotógrafos de família, resolveu unir-se numa acção de angariação de fundos simbólica.
Eles lidam, todos os dias, com famílias e crianças felizes. Por isso, faz todo o sentido poderem usar o seu tempo e trabalho para ajudar, pouco que seja, aquelas crianças que estão a passar por condições impossíveis. Por isso, cada um deles irá leiloar uma sessão fotográfica, em que 100% do valor licitado será doado à UNICEF.
E como é que tudo vai funcionar?
Cada fotógrafo está a oferecer um voucher para:
-Sessão fotográfica (bebé, criança ou família) duração de 1h-1h30
-Entrega das imagens em suporte digital (CD ou USB)
-Validade do voucher: 6 meses a partir da data do donativo
-Base de licitação: 150€
As famílias interessadas em fazer a sessão devem comentar o post do FB de cada fotógrafo identificado com a imagem que ilustra o presente post com o valor da sua licitação.
Terão até ao dia 18 de Setembro para o fazer e, no final, a família que licitar o valor mais alto vence o seu leilão (podem licitar as vezes que quiserem para cobrir o valor anterior; cada nova licitação deverá ter pelo menos um valor de 5 euros superior à mais alta).
Uma vez o leilão terminado, o fotógrafo entra em contacto com a família. Uma nota importante: o pagamento do valor acordado será feito directamente pela família à UNICEF e o comprovativo do donativo enviado ao fotógrafo.
São 30 fotógrafos a participar nesta iniciativa espalhados por todo o país. Juntos e em conjunto com as "suas" famílias, esperam conseguir ajudar a mudar o mundo... nem que seja o mundo de uma criança.
Recomendo que licitem as sessões a serem leiloadas pelo meu top 3 de favoritos:
TÂNIA AFONSO
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a participar,
Sugestões quadripolares
domingo, 13 de setembro de 2015
Para pessoas à procura de quarto e que queiram armazenar comida em barda
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Só desgostos
O melhor fotógrafo do Mundo (ou o mais quadripolar, vá)
Todos os anos (ainda são só três, mas pronto...) fazemos um registo fotográfico à séria, para comemorar o aniversário da nossa filha. Agendamos uma sessão fotográfica, vestimos a miúda com roupa de missa (aguenta-te, Ana!) e deixamos que profissionais façam magia.
No entanto, desde o segundo aniversário, que não abrimos mão do talento e da lente do Ricardo. O Ricardo é querido, descontraído, humilde e tem um talento único. E é sério, muito sério, razão que ainda nos faz gostar mais dele. E tem a Mónica de bónus (aliás, a Mónica, minha soulmate, é que tem o Ric de bónus mas isso agora já são outros quinhentos...) o que torna tudo per-fei-to!
O ano passado o Ricardo fez magia e esta ano foi a loucura. Ele bem que tentou evangelizar a miúda em matérias de burko-laço (aliás fomos os dois que inventámos o conceito num famigerado mercadinho infantil) mas virou-se o feitiço contra o feiticeiro. E acabou assim:
Sigam o Ricardo no instagram aqui.
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AGENDA QUADRIPOLAR | Tenho que ir a Braga rápido, rápido!
Acho mal que com tantos leitores bracarenses deste blog nunca ninguém me tenha notificado que existe uma "Casa Bolas de Berlim".
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Agenda quadripolar
sábado, 12 de setembro de 2015
A ASSISTIR | THE TASTE
Ando viciada no "The taste" da SIC Mulher.
E à pala disso ando com uma galga que só visto...
Assistir a um programa de culinária diferente
O quê? The taste
Onde? SIC Mulher
E à pala disso ando com uma galga que só visto...
Assistir a um programa de culinária diferente
O quê? The taste
Onde? SIC Mulher
Balanço da primeira semana no Jardim de Infância
O primeiro dia foi excelente mas e o segundo também. No terceiro houve
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BE contra-ataca, apresentando o novo reforço em resposta ao cartaz do AGIR
Mais espaçoso, mais étnico, a (verdadeiras) 3 dimensões, onde cabem todos os manifestos políticos que se lhes aprouver.
(Aguentas-te, Jô?!)
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Actualidades,
eleições 2015
Joana Amaral Dias responde à polémica dos cartazes dos partidos políticos
AGIR não precisa de cartazes nem de posters afixados.
A sua candidata dá- literalmente- o corpo ao manifesto.
A sua candidata dá- literalmente- o corpo ao manifesto.
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Actualidades
E a minha carreira blogosférica atinge o auge
Serei mandatária de um candidato a Presidente da República.
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Eu sou a Miss Bean de Deus
Um peixe chamado Sara
- "Ana, anda jantar!"
- "O que é a comida, mãe?
- "Arroz com peixe."
- "Com peixe, mãe?
- "Sim, com peixe, Ana!"
(silêncio)
- "É a Sara?"
- "O que é a comida, mãe?
- "Arroz com peixe."
- "Com peixe, mãe?
- "Sim, com peixe, Ana!"
(silêncio)
- "É a Sara?"
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Mãegyver
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Que espirituoso que anda o mocinho
A Ana acordou com a ideia fixa de que queria um dragão. Enquanto eu fazia o pequeno-almoço e o pai a vestia no quarto, tentou abordá-lo:
- "Pai, compras-me um dragão?"
- "Não posso, filha!"
-"Porquê?"
Passos de mámen e a sua cabeça a espreitar pela porta da cozinha:
-"Como é que eu lhe explico que o mercado de transferências está fechado?"
- "Pai, compras-me um dragão?"
- "Não posso, filha!"
-"Porquê?"
Passos de mámen e a sua cabeça a espreitar pela porta da cozinha:
-"Como é que eu lhe explico que o mercado de transferências está fechado?"
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Assuntos de Família,
Mãegyver
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Reacção de uma criança de 3 anos ao seu primeiro peixe
-"Posso fazer-lhe uma festinha?"
- "Não, não se fazem festinhas aos peixes!"
- "Posso dar-lhe um beijinho?"
-"Não, não vês que está dentro de água?!"
- "Pode vir dormir comigo para a minha caminha?"
-"Claro que não! Molhavas-te toda!"
- "Posso levar amanhã para a escola na mochila para mostrar aos outros meninos?"
-"Não, filha! Os peixes não saem do aquário!"
- "Posso-lhe dar comida da Mimi?"
- "Não, Ana, os peixes não comem comida de gato!"
(silêncio)
- "Posso deitá-lo fora?"
-"Oh filha, 'tadinho do peixe. Não vês que o peixe precisa de água?"
(silêncio)
- "Podemos deitá-lo fora... na sanita?"
(I quit)
- "Não, não se fazem festinhas aos peixes!"
- "Posso dar-lhe um beijinho?"
-"Não, não vês que está dentro de água?!"
- "Pode vir dormir comigo para a minha caminha?"
-"Claro que não! Molhavas-te toda!"
- "Posso levar amanhã para a escola na mochila para mostrar aos outros meninos?"
-"Não, filha! Os peixes não saem do aquário!"
- "Posso-lhe dar comida da Mimi?"
- "Não, Ana, os peixes não comem comida de gato!"
(silêncio)
- "Posso deitá-lo fora?"
-"Oh filha, 'tadinho do peixe. Não vês que o peixe precisa de água?"
(silêncio)
- "Podemos deitá-lo fora... na sanita?"
(I quit)
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A seguir o quê? Um unicórnio?
Depois da gata, a Ana andava a pedir-nos um peixe. A coisa ficou tão grave que, na ausência de um aquário cá em casa, sempre que íamos às compras pedia-nos para ir à peixaria do Continente ver peixinhos. Mortos. Estendidos no gelo. Uma depressão.
Achei que, depois de uma semana de Jardim de Infância que superou as expectativas (ontem houve choro, mas hoje foi perfeito) deveria recompensá-la pelo esforço e ofereci-lhe um peixe dourado, ao qual chamou de Sara.
Acabada de receber o peixe disse "Estou tão feliz, mãe! Dás-me um dragão agora? Dás? Dás?"
...
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Mãegyver
É para o que eu estou guardada...
SMS minha para mámen: "Atrasada. VFNO?"
Resposta dele: "Vai-te Foder Nas hOras. Acertei?"
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Resposta dele: "Vai-te Foder Nas hOras. Acertei?"
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Coitado, pá, o pior é que nem pode fingir que não está em casa!
Mário Soares visitou pela 5ª (repito: quin-ta!) vez o Sócrates.
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Actualidades
Lógica Anesca
A Ana foi dormir a casa da avó. De manhã a avó perguntou-lhe:
- "Então, Ana, quando é que voltas a dormir na casa da avó?"
- "Avó, na próxima."
- "Então, Ana, quando é que voltas a dormir na casa da avó?"
- "Avó, na próxima."
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A PROVAR | Tabbouleh do ALDI
A culpa é da Luna e também deste Tabbouleh, ambos culpados de estamos a ficar viciados no ALDI.
Provar um tabbouleh delicioso
Quem? Tabbouleh
Onde? Lojas ALDI
O Mundo divide-se entre...
... quem, mesmo que não frequente a escola há mil anos, continua com o chip que o ano começa em Setembro e os outros.
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O Mundo divide-se...
São de origem
Salvé o decote da Matilde!
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Actualidades
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Quem ganhou o debate Passos-Costa?
O Paulo Portas.
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Actualidades,
eleições 2015
"O que dizem os teus olhos?"
Acho mal não terem incluído o Daniel Oliveira no rol de entrevistadores.
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Actualidades,
eleições 2015
A escolha do Museu da Electricidade era para isto, não era?
Volts de políticos e calharam-nos estes meios amperes.
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Actualidades
Miscelânea de pensamentos ou O Inferno (não) são os outros
Existe, em Psicologia, um teste chamado "TST- twenty statement test" que serve para medir o auto-conceito. O testo é simples: numa folha branca existe a pergunta "Quem sou eu?" e os respondentes são convidados a preencher 20 linhas numeradas de 1 a 20 com as suas respostas. Regra geral, as pessoas tendem a definir-se segundo 4 grandes categorias: atributos físicos (ex: "sou alta" ou "tenho olhos castanhos"), papéis sociais (ex: "sou mãe") , traços de personalidade (ex: "sou segura" ou "sou impaciente") ou questões existenciais (ex: "sou uma pessoa").
Lembro-me de ter preenchido este teste numa aula da faculdade e lembro-me, perfeitamente, da minha primeira resposta: "Sou um ser humano". Tinha 18 anos, acabados de fazer.
Existe uma pirâmide muito engraçada chamada "Pirâmide de Maslow". Trata-se de uma divisão hierárquica onde as necessidades de nível inferior devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Assenta no pressuposto de que cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. No primeiro degrau está a fome, a sede, a respiração. basicamente, a vida.
Tenho assistido, nessa assembleia da democracia que é o facebook, a muitos argumentos contra o acolhimento de refugiados com a brilhante desculpa de "temos que cuidar dos "nossos" antes de cuidar dos outros". Não sei quem são "os nossos" a que se referem eles. Categorizar em castas o ser humano quando ele luta pela necessidade mais básica- a da sobrevivência dá-me náuseas. Acreditar que a ajuda deve ser dada rateada, que se se ajuda "a" dever-se-ia antes ajudar "b"e que a ajuda é um recurso limitado e que não chega para todos causa-me urticária.
Os recursos materiais e financeiros (e até de tempo) de quem ajuda podem ser limitados e não chegar para todos os que precisam desta ajuda mas a solução não passa por achar que uns merecem mais do que outros e que tem que se canalizar a energia para este ou aquele. Passa por aumentar o número de pessoas que, ao invés de falarem e debitarem lições de moral nas redes sociais, vai para o terreno, mete as mãos na massa e ajuda quem quer. Infelizmente, o que não faltam são pessoas a precisar de ajuda. Chega para todos os bem intencionados.
Diz que o drone da TVI hoje vai estar ocupado a filmar o cocuruto do Costa e os pêlos das narinas do Passos Coelho
Sócratos, 'migo, aproveita: podes mandar vir pizzas à Lagardère!
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Actualidades
E ao terceiro dia ela chorou. E eu lembrei-me da minha mãe e não chorei.
Hoje, pela primeira vez, a Ana chorou. Ou melhor, choramingou. Passada a euforia da novidade e da descoberta, hoje já não lhe apetecia ficar, aliás, preferia ficar comigo.
Pus-me de cócoras para a olhar nos olhos (faço sempre assim quando estamos a ter "conversas de pé de coração") e expliquei-lhe que a escola era uma coisa importante e que todos os meninos que ali estavam queriam brincar com ela, que a educadora estava ansiosa por lhe ensinar coisas novas e que a auxiliar tinha na sua posse a chucha, para o caso dela precisar. Que teria que me ir embora mas que voltaria a seguir ao almoço para a buscar e que depois vamos os três ao parque, só nós, só a família. Dei-lhe um beijo.
A educadora foi uma querida, pegou-a ao colo e afastou-se para lhe mostrar uma brincadeira, não sem antes a ter convidado a despedir-se de nós, desdramatizando.
Fomos embora sem olhar para trás, com ar natural e firme, para que não darmos o flanco, para ela não detectar insegurança ou hesitação nas nossas reacções face a este tema.
A minha mãe telefonou. Notou a minha angústia com a integração da Ana no Jardim de Infância e contou-me ums história como quando eu era pequena, da idade da Ana, e só com histórias percebia algumas coisas:
"Erta uma vez uma mãe que tinha que fazer malas mas não para ir de férias. Eram malas com roupa pequenina, para a filha
Pus-me de cócoras para a olhar nos olhos (faço sempre assim quando estamos a ter "conversas de pé de coração") e expliquei-lhe que a escola era uma coisa importante e que todos os meninos que ali estavam queriam brincar com ela, que a educadora estava ansiosa por lhe ensinar coisas novas e que a auxiliar tinha na sua posse a chucha, para o caso dela precisar. Que teria que me ir embora mas que voltaria a seguir ao almoço para a buscar e que depois vamos os três ao parque, só nós, só a família. Dei-lhe um beijo.
A educadora foi uma querida, pegou-a ao colo e afastou-se para lhe mostrar uma brincadeira, não sem antes a ter convidado a despedir-se de nós, desdramatizando.
Fomos embora sem olhar para trás, com ar natural e firme, para que não darmos o flanco, para ela não detectar insegurança ou hesitação nas nossas reacções face a este tema.
A minha mãe telefonou. Notou a minha angústia com a integração da Ana no Jardim de Infância e contou-me ums história como quando eu era pequena, da idade da Ana, e só com histórias percebia algumas coisas:
"Erta uma vez uma mãe que tinha que fazer malas mas não para ir de férias. Eram malas com roupa pequenina, para a filha
Por exemplo, da nossa casa à da minha tia são dois Let it Go e meio
O namorado da minha mãe ofereceu um CD do Frozen à minha filha
A medida temporal agora para ir de sítio A ao B já não é a dos minutos: é a de quantos "Let it go" demoramos na viagem.
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A medida temporal agora para ir de sítio A ao B já não é a dos minutos: é a de quantos "Let it go" demoramos na viagem.
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Mãegyver
Ouch!
Era uma vez uma pessoa que estava a cuscar o perfil de facebook da nova educadora da filha e, sem querer, na trapalhice, enviou-lhe um convite.
E a educadora aceitou no minuto seguinte, antes da pessoa ter tempo de anular o convite.
Amanhã não tenho cara para ir levar a miúda ao Jardim de Infância: não sei se lhe fale de caimbras nos membros superiores ou do Parkinson precoce nestas manitas que Deus tem.
Vale tudo menos assumir a cusquice seguida da trapalhada.
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Mãegyver
terça-feira, 8 de setembro de 2015
No karaoke é tão lindo...
"We're The World (USA For Africa)"
There comes a time when we heed a certain call
When the world must come together as one
There are people dying
And it's time to lend a hand to life
The greatest gift of all
We can't go on pretending day by day
That someone, somewhere will soon make a change
We all are a part of God's great big family
And the truth, you know,
Love is all we need
[Chorus:]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me
Send them your heart so they'll know that someone cares
And their lives will be stronger and free
As God has shown us by turning stone to bread
So we all must lend a helping hand
[Chorus]
When you're down and out, there seems no hope at all
But if you just believe there's no way we can fall
Well...well...well
Let's realize that a change can only come
When we stand together as one
[Chorus]
When the world must come together as one
There are people dying
And it's time to lend a hand to life
The greatest gift of all
We can't go on pretending day by day
That someone, somewhere will soon make a change
We all are a part of God's great big family
And the truth, you know,
Love is all we need
[Chorus:]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me
Send them your heart so they'll know that someone cares
And their lives will be stronger and free
As God has shown us by turning stone to bread
So we all must lend a helping hand
[Chorus]
When you're down and out, there seems no hope at all
But if you just believe there's no way we can fall
Well...well...well
Let's realize that a change can only come
When we stand together as one
[Chorus]
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Actualidades,
Causas quadripolares
Em 4 estrofes, Sérgio Godinho traduz o que sinto
"Pode alguém ser livre´
se outro alguém não é?
a corda dum outro
serve-me no pé"
se outro alguém não é?
a corda dum outro
serve-me no pé"
in "Pode Alguém Ser Quem Não É?"
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Actualidades,
Causas quadripolares
Selecção natural das espécies
O Mundo divide-se entre os que vêem o outro ser humano- independentemente da sua raça, credo, cor de pele, religião ou outro qualquer rótulo- como semelhante e os cretinos.
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O Mundo divide-se...
Acho que fui a única mãe que não revelou o "kit" primeiro dia de aulas da filha. Aqui me redimo:
Levou uma mochila com uma muda de roupa, uma garrafa de água, uma lancheira vazia que insistiu em levar só porque era igual à mochila com a chucha lá dentro tipo kinder-tupperware-surpesa e um chapéu de chuva.
Esteve sol o dia todo.
Todo o conjunto foférrimo é da Tell me a Store que tem as coisas mais giras para a escola dos mais pequenos.
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Mãegyver
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
MÃEGYVER | MEM (Movimento Escola Moderna) trocado em miúdos (para não dizerem que aqui não se aprende nada)
"O Movimento da Escola Moderna explicado aos
leitores do Quadripolaridades!- por Marta Botelho
O Movimento da Escola Moderna (MEM) é uma Associação Pedagógica de
Professores e de outros Profissionais da Educação, criado nos anos 60, cujo
fundador é o pedagogo Sérgio Niza.
Constituído por mais de dois mil profissionais empenhados na integração dos
valores democráticos na vida das escolas, encontra-se hoje espalhado por quase
todo o país e organiza-se em 14 Núcleos
Regionais, de Vila Real ao Algarve. O Movimento da Escola Moderna tem
profissionais nos vários ciclos de ensino, desde o pré-escolar ao ensino
superior - recentemente tem dado também passos na construção de uma linha
pedagógica para a Creche (até aos 3 anos).
Como é que na
prática o Movimento da Escola Moderna se operacionaliza no Jardim-de-Infância?
“… assumimos, desde
há muito, as atividades escolares como trabalho de conhecimento e de produção
cultural onde, em cooperação, se constroem as aprendizagens curriculares e de
cidadania, criando condutas de projeto que façam avançar novas obras, assentes
em contratos dialogados entre os que partilham o trabalho de apropriação e de
criação cultural.”
Sérgio Niza.
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Mãegyver
A anedota do dia
Uma amiga acabou de me sugerir que resolvesse o problema da fotografia e família para o Jardim de Infância da Ana com uma fotografia do seu baptizado.
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(É reler toda a saga do baptizado aqui e perceber...)
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(É reler toda a saga do baptizado aqui e perceber...)
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Mãegyver
Ana, a pescadora de sonhos
Quando o melhor fotógrafo do Mundo capta a imagem da miúda mais maravilhosa (do nosso) Mundo a magia acontece.
Sigam o trabalho do Ricardo no instagram aqui: https://instagram.com/talesoflight_by_ricardo e digam-me lá se não é o melhor, caramba?
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Mãegyver
Pronto, começamos...
No correio da escola um recado para que a Ana leve amanhã uma foto da família.
O conceito de família para a Ana é a alargada.
Não tenho uma fotografia com todos. Mesmo que queira juntar os meus tios e minha prima que vivem aqui perto não consigo porque a Tidinha da Ana anda a trabalhar 24 horas por dia. Não tenho nenhuma fotografia actual com os meus sogros. Que moram nos Açores.
Só me resta fazer uma montagem com uma fotografia da Ana, minha, do pai, da avó materna, dos tios-avós, de um print-screen do skype com os meus sogros e a minha sobrinha e de outro do facebook da minha prima que só tem fotos sexys.
E toda a gente conhece o meu talento natural no paintbrush... #toufuckinglixada
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Mãegyver
"Ah, essas modernices. No meu tempo os miúdos iam para a creche e não havia mariquices de MEMs e essas coisas"
Fui para o jardim de infância com 3 anos (os mesmos que tem a Ana).
Toda a gente chamava creche ao ensino antes da escola primária. Agora há berçário, creche e jardim de infância. E já nem se diz escola primária (ensino básico, acho que é assim que se chama agora).
Apaixonei-me pela Teresa- a minha educadora- à primeira vista. A minha mãe nunca soube nada do CV dela. Eu sei que a educadora da Ana tirou o curso na Maria Ulrich e sei que é defensora do MEM (Movimento Escola Moderna).
Não havia farda, só um bibe verde aos quadradinhos que cada mãe mandava cortar e costurar à sua vontade, sem restrições de modelo. Na escola da Ana há bata, equipamento de ginástica de Inverno e de Verão, com o logotipo da escola. Nada pode ser personalizado porque a ideia é de que as crianças não encontrem nas roupas, marcas ou etiquetas formas de se diferenciarem e pôr de lado rituais exibicionistas. Não sei se concordo inteiramente com isto (sou pela diversidade e no Mundo real levamos com isto todos os dias) mas aceito,
Na minha creche não havia actividades extra-curriculares assim chamadas. Tínhamos ATLs que chamávamos "tempos livres". Alguns de nós tinhamos ginástica ou ballet mas era tudo no salão paroquial ou no ginásio dos bombeiros, não havia cá mistura. NA escola da Ana há tudo mais um par de botas (mas nesta fase ela não frequentará nenhuma actividade extra e só o fará a seu pedido).
A educadora tirava-nos fotografias, revelava-as e expunha-as nas paredes em registos mensais. Não havia sites da escola, nem páginas de facebook nem espaços nos formulários da inscrição a autorizar divulgação da imagem. Na escola da Ana há isso tudo.
Na altura em que eu fui para o jardim de infância não se falava em pedofilia mas liam-se notícias de abusos sexuais a crianças n' "O Crime". Hoje este é um dos principais medo dos pais (nosso também).
Podíamos levar o cesto com pão de leite com doce e um pacotinho de leite com chocolate e vendia-se bolos na hora do recreio. Na escola da Ana o lanche é providenciado pela escola e igual para todos os meninos, com nuances para os que têm alergias ou intolerâncias alimentares. Os miúdos que andaram comigo no Jardim de Infância não tinham alergias nem intolerâncias, juro!
Podíamos levar bolos de aniversário com cobertura de chocolate e recheio de doce de ovos e só comia quem queria, gostava ou podia. Na escola da Ana hoje cantou-se os parabéns a um menino e o bolo era um pão-de-ló simples, porque só esses bolos são permitidos na escola. A Ana comeu e gostou.
A minha mãe não fazia puto ideia do que tinha sido o meu almoço a não ser que eu fizesse o obséquio de decorar o que tinha comido e lho contar no final do dia. Tenho as ementas semanais da Ana todas na minha caixa de email até ao final do mês. E são assinadas por uma nutricionista.
Talvez estejamos no tempo das mariquices. Mas já não estamos em 1986. Já posso lavar a bata da Ana na máquina de lavar e secá-la na de secar em vez de ser à mão como OMO. Posso aquecer a sua comida no microondas em vez de em banho maria. Fazer-lhe chá na chaleira elétrica. Deixá-la escolher os desenhos animados que quer ver com a TV com fibra óptica sem ter que rezar que ganhem os seus desenhos animados preferidos no "Agora Escolha".
O Mundo oferece, agora, mais opções. Mais escolhas. O Mundo está diferente e também com ele a Educação e as vivências da infância. Quero acompanhar o Mundo. Quero escolher o que sinto ser melhor para a minha filha. Escolhi uma escola que acarreta uma série de regras: com umas concordo mais do que com outras. Mas no cômputo geral é esta a escola que me parece, à priori, a que reúne um conjunto de escolhas que melhor se adequa ao nosso modelo familiar. E a linha pedagógica também (viva o MEM, já disse?!).
Sou uma velha do Restelo em muitas coisas. Não nestas.
Nestas questões eu nunca tive um "no meu tempo isto ou aquilo".
Eu nunca tive um tempo de mãe.
Este é o meu tempo.
Eu nunca tive um tempo de mãe.
Este é o meu tempo.
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Mãegyver
AGENDA QUADRIPOLAR | Contos d'Avó
Chamada às avós do Minho (e não há melhores avós no Mundo que as minhotas)
É verdade… aquele festival que invade casas de avós para contar e ouvir histórias, está de volta para mais uma edição. Não é bem “mais uma edição”… nunca foi “mais uma edição”! O festival reinventa-se ano após ano. Ganha maturidade e reflete sobre a sua pertinência. Contar ou não contar. Ouvir ou não ouvir. Eis uma não questão!
Numa altura em que as palavras passam da boca para a ponta dos dedos, seja através de um som seco e gasto de um qualquer teclado de plástico, seja através de um ecrã tátil de última geração, as palavras e as histórias ocupam cada vez menos lugar nas nossas bocas e ouvidos. É por isso que este festival é cada vez mais pertinente, urgente e insurgente!
Assim, começa esta semana, quinta-feira, dia 10 de Setembro, a 3ª edição do festival itinerante "Contos d'Avó".
O festival realiza-se este ano nas freguesias de Joane, Vermoim e Mouquim no concelho de Vila Nova de Famalicão e fará, como é hábito, as suas já tradicionais sessões de contos nas casas dos avós do concelho.
Os avós Joaquim Vaz, Armanda Vilela, Aida Oliveira, Maria da Silva Faria, Maria de Lurdes Marques da Cunha e Manuel Monteiro, são os avós anfitriões desta 3° edição, abrindo a porta de suas casas aos contadores convidados, vizinhança, amigos, família e público em geral para vários serões dedicados à partilha de histórias e memórias.
A edição deste ano conta pela primeira vez com a participação de um contador estrangeiro, Quico Cadaval, que desce da vizinha Galiza para fechar o festival no domingo, dia 13, numa sessão especial na Quinta da Costa, freguesia de Mouquim, numa sessão em que será lembrada a história verídica da “Fonte Milagrosa”, da qual brotou certo dia uma cruz sagrada e cuja água, acreditava a população local da época, revelava poderes curativos capazes de curar todo o tipo de doenças.
O Contos d’Avó oferece várias e boas razões para se deslocarem esta semana a Famalicão e desfrutar de uma experiência emocional única e intensa.
Não percam! Esta semana, de 10 a 13 de Setembro.
Este ano não há desculpas para não comparecer no festival. Se não aparecerem à tarde, sempre podem vir à noite. Se ao jantar não vos der jeito, façam uma visita à vossa avó!
Contos d'Avó - 2015 from Teatro da Didascália on Vimeo.
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Agenda quadripolar
Porque optou a família quadripolar por uma educadora que segue o MEM?
– baseia-se e proporciona uma prática democrática ;
-a gestão da sala é apoiada pelos registos e avaliação, tais como: mapa de presenças, mapa de actividades, mapa de tarefas, comunicações, plano semanal, lista de projectos e o diário de parede;
– o espaço educativo está organizado por zonas de trabalho de modo a permitir que as crianças realizem actividades previamente escolhidas e por uma área polivalente para trabalho colectivo;
– os materiais encontram-se ao alcance e à disposição das crianças;
– a aprendizagem curricular é feita essencialmente através de Projectos do interesse das crianças que podem ser de produção: “queremos fazer”, de pesquisa: “queremos saber” ou de intervenção: “queremos mudar”;
– é importante a partilha de saberes e de produções culturais das crianças através de “Comunicações” como uma validação social do trabalho de produção e de aprendizagem, ou seja, sempre que um projecto termina existe um momento de comunicação ao grande grupo, e de seguida, um momento de reflexão de grande grupo sobre “o que é que nós aprendemos com este projecto?”.
Estes são alguns dos tópicos principais que definem o modelo pedagógico MEM. Este é um modelo que pode ser usado por si só mas geralmente é usado em complemento com o modelo já referido High Scope. Cabe a cada educador/a entender o seu grupo de crianças e perceber qual o melhor modelo para esse grupo.
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Motivo com justa causa para "desamigar" pessoas no facebook
Tenho duas amigas que são simultaneamente amigas da educadora da minha filha e quero que esta última não deixe de acreditar que eu sou uma mãe muito adulta e certinha.
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1º dia de Jardim de Infância: não chorei!
Não foi tranquila a caminhada até ao dia de hoje. Foi tranquilíssima.
Optámos, ainda durante a gravidez, por deixar a Ana aos cuidados da avó e da tia-avó até aos 3 anos. No primeiro ano de vida acompanhei-a a tempo inteiro. Foi incrivelmente bom e toda a dinâmica correu na perfeição e todos os intervenientes cresceram em conjunto estes três anos, felizes e contentes.
A Ana tornou-se uma menina. Eu cresci como mãe. A minha mãe cresceu como avó. E a minha tia cresceu também como avó, já que foi esse o seu papel que, honoravelmente, desempenhou.
Fomos felizes as quatro. Muito. (O pai também, mas quando falo de mim falo de mim enquanto casal, elemento uno).
A Ana foi mimada até à exaustão (na nossa família o mimo é encarado como algo bom e positivo), cresceu com segurança e confiança, com cuidados cheios de estímulo e amor. Muito amor. Está crescida e esperta, com aquisições fabulosas ao nível da sua área da linguagem e cognição. Adora música e histórias. Representa como ninguém. É tímida nos contactos iniciais mas depois de conquistar confiança ninguém a pára. Tem uma memória prodigiosa e uma imaginação maravilhosa. A nível motor precisa de progredir: é trapalhona e pouco "física". Do ponto de vista geral está uma miúda muito fixe para a sua idade. E feliz. Já disse que a Ana é incrivelmente feliz?
Eu cresci muito nestes últimos três anos. Mas pude crescer como mãe com serenidade, tranquilidade e segurança. Confiar a Ana aos cuidados das pessoas em quem mais confio no Mundo enquanto ela crescia e adquiria competências básicas foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.
A minha mãe e tia tornaram-se pessoas mais felizes porque a Ana existe. Riem mais, têm mil histórias diárias para contar, voltaram a brincar (e sabem brincar melhor do que eu) e chegam ao fim do dia estafadas mas sempre bem dispostas e felizes.
Dizem que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Eu acrescento que basta uma criança para fazer feliz uma aldeia inteira.
Na última semana fomos, muito ocasionalmente, falando deste dia para a preparar para o que aí vinha. Não insistimos muito na conversa nem falámos todos os dias para não lhe dar uma tónica muito formal nem para darmos destaque ao que queremos que seja encarado com naturalidade.
Na sexta-feira passada fomos entregar material na escola e levámo-la. A escola começou na quinta-feira para os meninos que já a frequentam e decidimos em conjunto com a educadora que ela só iria hoje por se tratar do único caso de integração da sala. Deixámos passar os dois dias iniciais, e reencontros entre velhos amigos separados um Verão inteiro, de maior caos e balbúrdia, de reajustamento para hoje integrarmos a Ana na dinâmica do grupo. Sexta-feira passada a Ana conheceu os colegas à tarde, enquanto brincavam livremente num dos parques infantis do colégio. Entrou a medo no recinto mas logo travou amizade com uma menina e nunca mais se largaram. Abençoada! Fiquei lá dez minutos à espera que se quisesse vir embora, depois já era meia hora e uma hora depois a Ana veio ter comigo, que a observava curiosa, e disse-me "Podes ir trabalhar!". Aproveitei a deixa e fui até à pastelaria ali a 100 metros, para ver como ela reagia à minha ausência. Quando cheguei, meia hora depois, chamei-a. Levantou os olhos e suplicou "Mãããeee, só mais um bocadinho". Duas horas depois regressámos.
Ontem à noite dissemos-lhe que hoje haveria novamente escola e que poderia ir brincar com a nova amiga. Foi buscar a nova mochila e meteu lá dentro o chapéu da farda e a sua chucha (que só usa em S.O.S. mas da qual não prescindiu no dia de hoje). Não verbalizou ansiedade nenhuma mas quis adormecer na nossa cama. Deixámos.
Hoje foi o primeiro dia.
Chegámos mais tarde para evitar que a Ana visse a chegada dos meninos da outra sala que estão todos em fase de integração e não fosse contagiada pelo choro. Chegámos uma hora mais tarde e a amiga veio logo a correr acolhê-la. São as duas únicas raparigas da sala e prevejo que o contacto com tantos meninos lhe vá estimular, precisamente, a parte motora que é a sua área menos forte.
Fiquei algum tempo na sala. Sentada no chão a um cantinho para ela sentir que eu estava por perto. Tínhamos combinado com a educadora que eu sairia quando a Ana achasse que era hora de eu sair: sozinha ou na sua companhia. Assim foi.
Estive sempre em silêncio. A Ana começou a explorar o espaço. A amiga seguia-a a ia-lhe apresentando os brinquedos e os diferentes espaços de brincadeira. Vi a educadora a trabalhar e identifico-me com a sua linha pedagógica: o Movimento Escola Moderna. De vez em quando a Ana olhava-me pelo canto do olho, para se certificar que eu ainda ali estava. Depois, sozinha, por auto-recriação, do nada, veio ter comigo: "Mãe, podes ir trabalhar!". Olhei-a nos olhos com atenção e disse-lhe que a voltaria a apanhar antes de almoço, quando descessem para o ginásio. Perguntei-lhe se sabia a quem deveria recorrer se precisasse de alguma coisa. Disse-me o nome da educadora, de forma segura e calma. Não prolonguei aquele momento mas o meu coração batia a mil. Sussurrei um até logo e um "I love you". Virou-me as costas e foi brincar.
Viemos fazer tempo para a mesma pastelaria. Concordámos que das decisões que já tomámos, muitas delas erradas ou desajustadas, esta de a integrar no Jardim de Infância aos 3 anos foi a melhor tendo em conta as características da nossa filha, as nossas e as da nossa dinâmica familiar. A Ana sabe exprimir-se verbalmente bem e pode-nos relatar a sua opinião acerca da escola, do que gosta e do que não gosta, o que fez e como fez. Isso dá-nos segurança. Também já tem noção do tempo e das rotinas e sabe que não lhe mentimos. Não lhe dissemos "até já" ou "já voltamos": demos-lhe indicações precisas de quando a viríamos buscar ("quando forem para o ginásio, os pais voltam para te vir buscar"), o que reduz a ansiedade, não torna o regresso a nós imprevisível e vago e lhe dá segurança que, de facto, controla esse momento do reencontro connosco. E assim foi, quando todos os meninos desceram para o ginásio, para aguardarem a sua vez de entrarem no refeitório, ela viu-nos. Sorriu mas não veio ter connosco. Quando viu os outros dirigirem-se para as mesas para almoçar pediu-nos para os acompanhar. Acedemos.
Voltámos uma hora depois, seguindo instruções da educadora. Obedecemos a todas as instruções dela acerca de rotinas e de estratégias. Completamos as mesmas com indicações acerca de traços de personalidade da Ana para ela as poder ajustar. Somos uma equipa. É isso que sinto: somos uma equipa que quer o melhor para a Ana. Hoje correu muito, muito bem.
Quando voltámos veio para o meu colo. Deu um beijo à educadora e despediu-se com um "I love you". Fiquei orgulhosa! Pediu-me para ir para a casa da avó de seguida (está a ressacar o mimo e a atenção exclusiva).
Acreditamos que este comportamento é capaz de reverter a meio da semana, quando a novidade passar. Um dia de cada vez e, se assim for, pelo menos tenho a sensação de que o será numa altura em que já houve quebra-gelo e está a criar relação com a educadora e os outros meninos, que já não os vê como completos estranhos. E isso torna a situação menos angustiante e mais segura. Para todos nós. Eu só quero que ela continue feliz.
E tu, Liliana? Eu não chorei. Mas, caraças, tive o coração apertado toda a manhã e ainda não desatei o meu nó na garganta. Mas acho que superei o desafio.
Ninguém nos prepara para o crescimento dos filhos. E é tão maravilhoso como angustiante. Ninguém nos prepara para o nosso próprio crescimento, para os diferentes papéis que temos que assumir e os desafios inerentes a cada um deles. Deixei de ser a Liliana, neste contexto. Começou a escola e sou a mãe da Ana.
E não me importo nada, mas mesmo nada. É "formigável!".
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Mãegyver
sábado, 5 de setembro de 2015
Tenho matéria para chantagem à bruta
São umas Vans. Pequeninas. Trazidas directamente de NYC. Estão na minha posse. Para a criatura de uma certa blogger (a minha preferida) que nunca as verá se não reactivar o blog nas próximas 48 horas.
Estou aqui a ver se encolho os chispes da Ana, just in case.
São mesmo giros os estupores dos ténis!
Estou aqui a ver se encolho os chispes da Ana, just in case.
São mesmo giros os estupores dos ténis!
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Seita Quadripolar
O Isaltino saiu magro. O Sócrates bronzeado.
Tenho para mim que precisasse eu de umas mamas novas e praticava já aqui um crime de colarinho branco.
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Actualidades
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Agir: Porto e Lisboa podem juntar-se à equipa quadripolar na ajuda aos refugiados!
Domingo irei trabalhar junto com a equipa de Lisboa do Serviço Jesuíta aos Refugiados.
Nos próximos dias as equipas estão organizadas mas, é quase certo, que mais para a frente sejam precisos mais braços para ajudar.
No domingo precisamos de pintar dois apartamentos T2 e limpar 3 apartamentos (2 T2's e 1 T1) para receber pessoas refugiadas, sendo que dois precisam de limpeza a fundo e o terceiro já foi limpo, mas esteve fechado no mês de agosto, por isso precisará só de passar pano e vassoura/aspirador (existe na casa).
Em termos de material, para pintar precisamos de:
- Fita para rodapés (para 2 T2);
- Diluente (para remoção de tinta que entornou em pinturas anteriores);
- Extensores e rolos (pelo menos 3 de cada; temos 7).
Para as limpezas:
- Panos;
- Esfregões;
- Vassouras;
- Esfregonas;
- Baldes;
- Detergentes vários;
- Limpa vidros;
- Papel de jornal;
- Lixívia.
A mao de obra para esta empreitada esta assegurada.
Conto com todos os que quiserem agir.
Pontos de recolha sábado, 5 de Setembro:
Região de Lisboa:
Loja Móvel Vivo
Horário: entre as 10:30-12:30h e as 14:30-19:00h
Ed. Estoril OfficeEN 6-8 – Av da Republica, 3000B
2649-517 Alcabideche
Nos próximos dias as equipas estão organizadas mas, é quase certo, que mais para a frente sejam precisos mais braços para ajudar.
No domingo precisamos de pintar dois apartamentos T2 e limpar 3 apartamentos (2 T2's e 1 T1) para receber pessoas refugiadas, sendo que dois precisam de limpeza a fundo e o terceiro já foi limpo, mas esteve fechado no mês de agosto, por isso precisará só de passar pano e vassoura/aspirador (existe na casa).
Em termos de material, para pintar precisamos de:
- Fita para rodapés (para 2 T2);
- Diluente (para remoção de tinta que entornou em pinturas anteriores);
- Extensores e rolos (pelo menos 3 de cada; temos 7).
Para as limpezas:
- Panos;
- Esfregões;
- Vassouras;
- Esfregonas;
- Baldes;
- Detergentes vários;
- Limpa vidros;
- Papel de jornal;
- Lixívia.
A mao de obra para esta empreitada esta assegurada.
Conto com todos os que quiserem agir.
Pontos de recolha sábado, 5 de Setembro:
Região de Lisboa:
Loja Móvel Vivo
Horário: entre as 10:30-12:30h e as 14:30-19:00h
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Horário: entre as 10:30 e as 18:00 ( e eu estarei por lá para vos cumprimentar)
Travessa da Mouta, 150
4470-089 Cidade da Maia
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Causas quadripolares
Último adjectivo aprendido pela Ana e usado amiúde
"Formigável!"
Agora, nesta casa, é tudo "formigável"!
Agora, nesta casa, é tudo "formigável"!
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Anita vai para o Jardim de Infância: mãe lê a sebenta
" A partir do momento em que os pais decidirem colocar os filhos na creche, devem visitar várias. Devem colocar todas as questões sobre o espaço, os materiais, as rotinas e as metodologias implementadas com as diversas faixas etárias e, se possível, questionar sobre como é feita a adaptação das crianças.
Por mais criteriosa que tenha sido a escolha, existe sempre o sentimento (legítimo) de que o melhor lugar para o bebé, seria em casa ao lado da mãe.
Principalmente nos primeiros dias de creche, existem demasiadas dúvidas que perturbam os pais. Todas as questões e inquietações são compreensivas e legítimas; no entanto, sem se aperceberem, os pais são os principais transmissores de ansiedade e angústia para as crianças.
É conhecido que os bebés se adaptam com mais facilidade a tudo o que é novo, como novas situações e ambientes, e quanto mais cedo a criança entrar para a creche, mais fácil será a sua adaptação.
Por norma, numa fase inicial, aconselha-se aos pais que nos primeiros dias a criança fique poucas horas na creche. A ansiedade dos pais é grande e reflete-se nas crianças. Uma adaptação feita nestes moldes ajuda a criança e os pais a adaptarem-se de uma forma lenta e gradual, diminuindo a ansiedade de ambos. Se a criança tiver algum objeto que a acompanhe sempre (boneco, fralda de pano, etc) é importante que acompanhe a criança na creche. Será o objeto de transição.
A comunicação aberta e positiva entre pais e profissionais de educação, será um elemento fundamental para o sucesso da adaptação. Não só as crianças sentem que existe um clima de confiança, como os pais sentem que a separação do filho não se torna tão difícil. Conversar diariamente com a equipa que presta cuidados à criança, assim como participar ativamente nas propostas que vão sendo feitas às famílias, de forma a envolvê-las nas propostas pedagógicas, conversar acerca dos hábitos e rotinas que existem em casa, são tudo estratégias de aproximação que criam um clima familiar, evitando que haja uma rutura entre a família e a própria instituição.
Não existe uma forma simplificada para que as crianças e os pais se adaptem à realidade da creche. Cada um tem características específicas que os fazem ter reações muito diferentes a um mesmo problema. Espera-se que creche e pais funcionem como uma equipa. Esta será sempre algo marcante para a criança, pois será aí que ela terá um primeiro contacto com o mundo exterior, ao qual terá que se adaptar.
É aconselhável aos pais:
- confiem na creche escolhida. Esta será a segunda casa do vosso bebé e para que ele se sinta bem, é fundamental que os pais se sintam seguros.
- diversifiquem as pessoas que estão com o bebé algum tempo antes da entrada na creche, permitindo que este se sinta confiante com outras pessoas para além dos pais.
- se o bebé tiver menos de um ano de idade, brinquem frequentemente com ele às “escondidas”, cobrindo, à vez, a cabeça com uma fralda ou um pano e, numa segunda fase, escondam-se mesmo demorando progressivamente mais tempo a aparecer. Estes jogos permitirão ao bebé compreender que, apesar de os pais desaparecerem do seu campo de visão, não deixam de existir.
- se o bebé tiver entre um e três anos de idade, conversem com ele sobre a creche.
- procurem ter algum tempo livre para a adaptação à creche. Aumentem progressivamente o tempo que o bebé aí fica.
- é importante criar uma rotina de separação: enquanto ainda o tiverem ao vosso colo, digam-lhe que vão trabalhar e que depois o vêm buscar. Mesmo que achem que ele não percebe, não deixem de verbalizar que confiam nas pessoas e na creche onde o deixam. Dêem-lhe beijinhos e entreguem-no ao educador, procurando não demonstrar ansiedade. Assim que o vosso bebé estiver no colo do educador, não prolonguem o momento da separação e saiam do seu campo visual.
- procurem levar sempre o objeto de transição que tranquilizará o bebé por ser uma recordação de casa. É natural que o bebé fique a chorar após a separação, uma vez esta é a sua maneira de manifestar desagrado. Na maior parte das situações, parará de chorar com relativa rapidez e, frequentemente, deixará de o fazer aos fim de uns dias."
Raquel Lourenço- educadora de infância
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Anita vai para a escola
Será na segunda-feira que a pequena Ana, no alto dos seus 3 anos, terá o seu primeiro dia de escola.
Não tenho qualquer certeza acerca deste dia mas estou satisfeita com algumas escolhas que fizemos e a torcer para que esta mudança seja o mais pacífica e suave possível.
A decisão foi tomada ainda antes de engravidarmos. Coisas de psicólogos. E cumpriu-se o planeado, porque as circunstâncias várias o permitiram, tendo a Ana ficado entregue aos meus cuidados mãe até completar o seu primeiro ano de vida, depois aos da avó e da tia até aos três, altura em que ingressará no jardim de infància.
Aspectos positivos que comprovámos com a nossa escolha:
Não tenho qualquer certeza acerca deste dia mas estou satisfeita com algumas escolhas que fizemos e a torcer para que esta mudança seja o mais pacífica e suave possível.
A decisão foi tomada ainda antes de engravidarmos. Coisas de psicólogos. E cumpriu-se o planeado, porque as circunstâncias várias o permitiram, tendo a Ana ficado entregue aos meus cuidados mãe até completar o seu primeiro ano de vida, depois aos da avó e da tia até aos três, altura em que ingressará no jardim de infància.
Aspectos positivos que comprovámos com a nossa escolha:
- A Ana quase nunca está doente. É uma miúda bastante saudável, tem passado Invernos sem doenças respiratórias e a pediatra reforça sempre que nós, pais, temos vários créditos a usar com ela se este quadro se alterar, agora com a entrada no JI. Acreditamos que o sistema inumitário está em desenvolvimento até os três anos de idade e que agora ela estará muito mais rija para privar com micróbios e bactérias.
- Só agora a Ana começa a procurar brincar com outros miúdos, nomeadamente, em contexto de grupo. Até aos 3 anos as necessidades dos bebés são muito auto-centradas. O bebé não tem uma consciência do outro desenvolvida e a socialização não é a prioridade da criança até esta idade. Aliás, até esta idade os bebés vêem outras crianças mais como fontes de concorrência e ameaça que como companhia. O ganho numa pressuposta "sociabilização" não é cem por cento válido, e a ideia de que o bebé pequeno na creche se desenvolve muito mais, é muito mais activo e mais sociável é muito discutível, pois o bebé muito pequeno tem que aprender, antes de mais, a brincar ele próprio, sozinho. Nestas idades, do que os bebés precisam mais é segurança, atenção, carinho, mimo e afectos, e não de educação formal e sociabilização (que vêm a precisar mais tarde, por volta dos 3 anos). Acreditamos que a educação emocional e sensorial deve estar na base da estimulação cognitiva e social.
- A estimulação precoce individualizada que um cuidador (mãe, avó e tia) dão a um bebé é incomparável com o acompanhamento que um educador pode dar a um conjunto, ainda que reduzido, de crianças. Se o bebé tiver cuidadores empenhados em estimular o lado cognitivo, emocional e motor da criança, se souberem dizer não na altura certa, estabelecerem rotinas e alimentarem os afectos de forma individualizada, os padrões de segurança e estabilidade que a criança sente, fomentados por aquelas figuras de referência, são claramente superiores nestes casos.
- Pré-requisitos essenciais para esta escolha: Disponibilidade ou predisposição da mãe para fazer uma pausa na sua carreira durante um ano. Há mulheres que, simplesmente, não são felizes paradas profissionalmente durante um ano, por necessidades de valorização do seu papel profissional, necessidade de vida social potenciada pela sociabilização no local de trabalho, de ascensão nas suas carreiras ou por quaisquer outras razões. Se a mulher não quer ou não deseja ficar em casa isso não faz dela uma pior mãe. Como sempre, defendo que cada um deve fazer a escolha que considerar melhor para a sua família sem descurar as suas necessidades individuais. Mas se não houver disponibilidade ou predisposição da mãe para fazer uma pausa na sua carreira durante um ano, o modelo que adoptámos não é exequível. Capacidade financeira. "Ah e tal, poupas na creche." é um facto mas as licenças de maternidade só são pagas até uma determinada fase. Ficar com a Ana até completar um ano acarretou, ainda, alguns meses, de licença sem vencimento, logo, ausência de remuneração. Não é uma realidade possível para todos os agregados familiares. Rede de suporte familiar e social de apoio disponível. Avós disponíveis não são uma realidade como era há 30 anos. No nosso caso, a disponibilidade demonstrada pela minha mãe e minha tia, a boa relação entre elas que permite a articulação de horários e a manutenção das rotinas da Ana são pré-requisitos essenciais para o modelo que adoptámos resultar. Confiança absoluta nos cuidadores e respeito por estes sem abusar. As horas de entrega e recolha da Ana tentam ser respeitadas ao máximo, quer por uma questão de seguran4a para a bebé que conhece as rotinas e consegue encaixar a despedida e o reencontro com os pais a horas certas e numa determinada ordem de acontecimentos do dia, quer por respeito dos cuidadores que precisam de estar libertos para as suas vidas extra-bebé. Há alguma flexibilidade por parte da avó e da tia mas tenta-se que não haja abusos, títulos de excepção repetidos no que diz respeito a atrasos, etc. Para a organização da vida de todos
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E tu, o que viveste nos teus últimos 10 mil quilómetros?
Descubram o que eu vivi na minha crónica mais recente da Lifecooler.
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Há uma fotografia da minha filha...
... de um dia particularmente feliz em que ela e o pai, numa tarde com um sol ameno, uma luz perfeita, uma paisagem envolvente irrepreensível, se enfiaram dentro de uma gigante bola e percorreram o imenso relvado numa brincadeira cúmplice e uterina.
O Mundo está confuso e sinto medo, sinto medo muitas vezes, do futuro, dos dias que poderão vir, com menos sol, menos luz, menos campos verdes. Sinto medo por todos os que amo mas, especialmente, um medo responsável e culpado pela filha que trouxe a este Mundo.
Faço tudo o que está ao meu alcance para a ver feliz. Mas o Mundo está para além do meu poder, do meu alcance, da minha vontade e sinto mais medo.
Hoje olho para esta fotografia e apetece-me saltar para dentro dela, enfiar-me dentro da bola onde ela e o pai partilham cumplicidade e ficarmos lá dentro, fechados e protegidos, para sempre, os três.
O amor deveria trazer airbag incorporado.
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Mãegyver
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