segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

No último ano (adeus 2015)


Comecei o ano na companhia de um dos meus casais preferidos no Mundo. Fui aos Açores e diverti-me muito nos Açores. Comprei 10 quilos de queijo-ilha. O queijo-ilha estava a 8 euros/quilo. Suicidou-se uma pessoa da minha família. Descobri que o amor não salva tudo. O amor nem salva o próprio amor. Fui Charles. Fui tudo o que me apeteceu. Os supermercados começaram a cobrar-me sacos de plástico. Recebi convite para o casamento da minha amiga Rita no México. Pintei o cabelo várias vezes. Cortei-o. A minha primirmã arranjou o seu primeiro emprego. A Ana começou a falar que se desunha. Não se cala um minuto. Arranjei um trabalho muuuito longe de casa. Morei sozinha numa cidade que (ainda) não me diz nada. Voltei para a minha casa. Percorri milhares de quilómetros. Conheci a minha Marta Tex num workshop no IAC. Comi ovos moles à colherada. Tomei como minha causa a luta pela celebração da diversidade. Mascarei a Ana de Branca de Neve. Vi As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Conheci o (meu) Luce. Pisei o palco do Tivoli. Desejei voltar a ter a minha Nikon. Não comecei a correr. Ministrei mais de 500 horas de formação.  Escrevi crónicas para a Lifecooler. Um dos meus tios esteve à porta da morte. Acompanhei o outro a algumas sessões de radioterapia.  Voltei à Tocha e conheci a Vera, a Neuza, a Clara e a Bárbara. Fui a 4 formações de Socorros Pediátricos e Suporte Básico de Vida. Tenho para mim que se alguém se finar ao meu lado terei um ataque de pânico. Conheci a Cristina Roquete e gosto tanto dela. Tive medo que morresse o bebé de uma amiga minha. Conheci a Alice Vieira e tive aí, provavelmente, o melhor dia deste ano. Voltei a visitá-la na sua casa, meses mais tarde. Fui professora convidada numa universidade e dei cabo da cabeça dos alunos. Fui ao Porto mais de uma dezena de vezes. Apanhei uma moca involuntária à custa de Valium. A minha filha esperou-me à porta sempre que me atrasei. Atrasei-me muitas vezes. Levei a Ana, pela primeira vez, ao cinema. Juntas vimos a Cinderela. Fui ao Mercado do Bom Sucesso mas apaixonei-me pela Lionesa. Dormi na mansão de Francelos da Flávia.  Perdi muitos comboios. Provei os éclairs da Leitaria da Quinta do Paço e fiquei fã. Fui convidada para ir ao "Moda Lisboa". Não fui. Tive menos tempo para tudo, incluindo para escrever no blog. Bebi margaritas com a Marta, o Filipe e o Luis. O Bairro do Amor, os seus voluntários, as suas actividades e as pessoas que dele beneficiaram comoveram-me muitas, muitas vezes. Senti muita raiva de quem não era a favor do acolhimento dos refugiados. Apanhei Maios. Fiz uma viagem de comboio de longo curso com a mãe da Maria e do Miguel e gostei mesmo, mas mesmo mesmo, foi da Vera.  Organizei uma caça aos ovos da Páscoa para a Ana. Fui a um sábado de manhã fazer compras numa cestinha de verga ao mercado das Caldas da Rainha. Namorei numa rede debaixo de estrelas na Casa do Moleiro. O Bahaus fechou para sempre. Não aderi à corrente dos 21 dias sem açúcar. Não comecei a correr. Comi tripas com ovos moles em Aveiro. Chorei ao oferecer à minha filha um colar de pinhões igual aos que a minha avó me fazia. Emocionei-me ao ver a minha filha e o meu marido dentro de uma bola gigante no Clube do Vimeiro. Lançámos um projecto que me continua a apaixonar por celebrar a diversidade: "O Mãe Decide". Conheci a minha querida Marta Pereira e nunca mais a larguei. Descobri onde se come a verdadeira francesinha (café Inovador, na Maia). Deixei de beber leite. Reencontrei a Ana Póvoas, a Ana Santos, a Titá, a Bárbara, a Ângela, a Elisabete e conheci a Teresa e a Ana Tavares. Reencontrei, inesperadamente, o Padre Cruz e senti-me em paz. Assisti à festa de bodas de ouro dos meus tios. Apareci nas páginas centrais de um jornal. E foi vestida. Passei uns dias espectaculares na Casa da Meia Lua em Vilamoura. A Ana sentiu saudades minhas todos os dias. E eu da Ana. Petisquei ao final da tarde numa esplanada da Galeria de Paris. Voltei à Lello e não paguei entrada. Dormi no sofá da Teresa em Rio Tinto. Dei um minúsculo contributo para que o Francisco tivesse um novo andarilho e voltasse a andar. Morreu a tia Nina da minha amiga Catarina. Contei com a Mafalda e as duas gerações anteriores à Mafalda para o filme do Bairro do Amor. O Home e a Marge dos Simpsons estiveram para se divorciar. Continuei a ter problemas com telemóveis. Voltei a S. Martinho do Porto com a minha amiga Catarina. O Jorge Jesus foi para o Sporting. Comemorei 35 anos numa festa de aniversário intimista e muito aconchegante. Em 24 horas os meus amigos ajudaram-me a angariar dinheiro suficiente para levar dez pessoas a uma colónia de férias. E com o dinheiro que sobrou organizámos um baptismo de surf. A Inês prescindiu de um iPhone para se juntar à causa. O Quaresma despiu-se para uma capa de revista. Dei formação a mais de 500 pessoas. Escolhi o Jardim de Infância da Ana. Apresentei a A. à Inês e sei que elas farão história nos direitos das mulheres. Ajudei a pintar paredes de uma sala especial da Polícia Judiciária. A Ana teve um traumatismo craniano e eu pensei que ir morrer de aflição. A minha MEP aturou-me mais do que o suportável (obrigada, chouriça!). Vi pessoas a lutarem pelos direitos dos caracóis. E miúdos a fazerem jogo simbólico em Portalegre brincando aos motins. O Cavaco decidiu pôr crianças a bater continência no Palácio de Belém. Nunca deixei de me sentir grata pela vida que tenho.  Improvisei na organização de festas de aniversário e dei o meu melhor para ver a minha filha feliz. Preparei gelatina azul. Brindei com a Bé, a Rosa e a Rossana num final de tarde em Agosto. Mataram o leão Cecil. A Ana comemorou 3 anos. Dei sangue. Fui prelectora numas jornadas científicas. O Ricardo fez a sessão fotográfica mais mágica do Mundo com a minha ilha. Conheci a livraria Dejá Lú (e fiquei fã). Morreu a Maria Barroso. Fiz limpezas e ajudei a pintar casas que passaram a ser o lar de pessoas refugiadas de guerra. Voltei ao Zoo. A Ana entrou no Jardim de Infância e isso foi muito importante para nós todos. Viajei na Ryanair e ia tendo uma apoplexia. A Joana Amaral Dias despiu-se numa capa de revista e fez ela muito bem. Bebi uma bjeca à frente da praia mais carismática do mundo com o Ricardo e a Mónica. Enjoei-me da Elsa e da Ana. Fui ao pão por Deus com a Ana. Ainda não aprendi a dançar. Nem a fazer ponpons. O Passos Coelho foi Primeiro-Ministro. O Passos Coelho deixou de ser Primeiro-Ministro. o António Costa é o Primeiro-Ministro. A Ana aprendeu a nadar. Criámos A SEITA. Andei de balão de ar quente e foi uma das experiências mais fantástica do ano (obrigada Andreia!).  Falhei o Festival da Castanha de Marvão mas abracei a Catarina em robe. Fui feliz em Benavente e em Samora Correia. Fui a spas e não foram suficientes. Assisti a um espectáculo de ópera. Experimentei comida libanesa. Namorei à sucapa em Tavira. Houve atentados terroristas em Paris e temi pelo meu amigo Rúben. Continuei sem pêlos graças à Dora. Fiz de ponte entre a Vera e a Joana e tive uma manhã de véspera de Natal quentinha. Fui apanhar sol com a Rita e o Luis  ainda sem rampa mas com a ajuda do Luis da Marta. Ajudei a organizar uma festa de Natal e a angariar 50 cabazes para 50 famílias bem como brinquedos para os miúdos da ASBIHP (obrigada Rosa, Paula e Lego!). Cozinhei aletria e mexidos em homenagem à minha avó. Senti a falta dela e do meu avô todos os dias. Todos. Congeminei com a São João o melhor presente de Natal de todos os tempos. Ganhei um aspirador robot. A minha Bimby continua avariada (o preço do arranjo é pornográfico!) e já me ajeito com os tachos e as panelas. Levámos a ASBIHP à televisão. Vi o Bairro do Amor organizar o evento mais espectacular do ano graças à Marta e suas martetes: a Children Street Store. Fui jantar à Vila Presépio com a minha trupe bairrista. Assisti à primeira festa de Natal da minha filha. Comovi-me por a Ana acreditar no Pai Natal. Decidimos onde vamos renovar os nossos votos de casamento. Matei saudades de Aveiro. Não corri nem um metro. Bebi vinho quente no Xmas Club.  Ainda não provei bagas nem sementes. Acabei o ano a ouvir discos de vinil numa festa de garagem com as mesmas pessoas com que  o comecei. Coleccionei estes momentos todos. Fui feliz.

2014 foi assim
2013 foi assim
2012 foi assim

5 comentários:

Melancia disse...

E fico feliz por fazer parte do teu ano! parte do Bairro e de outras coisas não bairristas, mas também de quem se sente vizinho.

Joana Sousa disse...

Nada mal! E que 2016 seja melhor!

Jiji

ccstylebook disse...

Um ano que passa pelos Açores só pode ter sido bom :P
Que continues a ser feliz como só tu sabes ser.

Suspiro disse...

Espero que consigas bater isso! 2016 será ainda melhor! Beijinho

mysupersweettwenty disse...

"Vi pessoas a lutarem pelos direitos dos caracóis."
Deixei passar muitas notícias da actualidade, mas esta foi tão... "boa"? xD que tive de a comentar...

Que 2016 seja ainda melhor :)

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