"Olá Liliana!
Já queria ter enviado esta mensagem, mas as palavras teimam em não aparecer. Pelo menos, as palavras certas. O problema é que não há palavras certas, quando falamos de morte.
A minha amiga morreu! Tinha 42 anos e morreu!
Adorava viver, mas morreu!
Uma bactéria tomou conta dela e, depois se uma semana de luta, partiu! A minha amiga tinha uma menina e um menino gémeos com quase 4 anos.
A minha amiga não estará cá para os ver orgulhosamente a crescer. Eles não terão a mãe 'mel' que adoravam!
Eu perdi uma das minhas melhores amigas. Mas a perda deles é a maior de todas!
A minha amiga gostava de gostar de pessoas. Gostava de muita gente.
Gostava muito de ti. Falava de ti, ainda eu não sabia quem era a 'ursa'. Ela vibrava com as tuas 'loucuras'. Gostava da tua forma de vida
A minha amiga levou-me até ti. E ainda bem!
Quis ir ao primeiro aniversário da Ana;), mas a vida não permitiu. Não para ser dadora, porque isso já ela era (imagina que foi contactada para uma possível doação quando estava grávida! Não pode ajudar!). A minha amiga morreu dia 28 de Abril!
Teria estado comigo na Maia no dia da Francesinha Solidária. E no sábado eu fui. Pelo Bairro do Amor mas sobretudo por ela. Eu levei-a comigo.
O cartaz que te entregaram foi um acto simbólico que eu tinha de concretizar.
A Z. morreu!
A minha amiga morreu!"
Um grande beijinho, minha querida. Para ti, para todos os amigos, para a família e os filhos e, sobretudo, para a Z. a quem já não fui a tempo de dar um abraço bem apertado! Desejo- muito- que o céu exista e que ela receba este xi-coração demorado.
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