sexta-feira, 10 de junho de 2016

A vida que fica depois da morte

Fez , por estes dias, oito anos que o meu avô morreu.
2008 foi o ano horribilis da minha existência e o início de um ciclo mau que não sei se já terminou. Em 2008 tive um desgosto de amor, separei-me, morreu o meu avô, mudei para um trabalho que se provou vir a ser um pesadelo. Tudo correu mal em 2008 mas nada foi pior que a morte do meu avô, a primeira morte em mim.
Quando nos morre alguém, pela primeira vez, entramos num beco escuro e gelado. Não reconhecemos aquele lugar. Sentimos o frio e o escuro e não sabemos se algum dia voltaremos a sentir calor e luz. Demora muito tempo essa travessia

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