quarta-feira, 1 de junho de 2016

Soneto à Primavera

A espirrar vai para o trabalho
 Pólo Norte, pela verdura;
vai ranhosa e nada a cura.



Leva na garganta a tosse,
 e ranho não é de menos,
 sintomas de febre dos fenos,
 na pele uma certa micose;
Uma carraspana que é dose
mais gosma que um caracol
Fartinha de Panadol
Anti-histamínicos que dão moca
Na máquina de vapores só falta água benta
Está tão queixosa que ninguém a aguenta
Com lenços mais húmidos que pele de foca
Tão rouca que ninguém a ouve
Tão doente que Deus a louve!
Não tem graça nem formosura
Há mais de quinze dias que esta porra dura!

1 comentário:

Berta Dinis disse...

ahhhhhh como te compreendo!

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