sábado, 25 de junho de 2016

Voltámos da Bobadela!

Fomos em trabalho e tínhamos o fim-de-semana tooodo ocupado com uma agenda carregada. Chegámos sexta à noite (voámos numa nova companhia low cost- a Wizz- e, pelo que percebemos, mete quer a Ryanair quer a Easyjet a um canto) e fomos direitos ao hotel que, btw, não recomendamos (noutro post, lá iremos). 
A Ana ficou, pela primeira vez, um fim-de-semana inteiro longe de nós e foi uma espécie de mixed feelings: soube-nos bem a rapidez com que nos despachámos em todo o lado, o tempo a render-nos mais, a capacidade de podermos improvisar sem termos que pensar no bem-estar e no conforto dela, a cumplicidade a dois (quase vinte anos depois ele continua a ser o meu melhor companheiro de viagem), as refeições com a conversa em dia sem milhões de interrupções e o sono profundo numa cama de hotel tamanho XL sem termos que estar de vigília para o caso dela chamar a meio da noite para pedir água, xixi, acordar de um pesadelo ou vir infiltrar-se na nossa cama; por outro lado, lembrávamo-nos dela amiúde, sempre que víamos coisas que ela gostaria reiterávamos que voltaríamos para lhas mostrar e parecia que nos faltava sempre qualquer coisa, o peso do seu corpo no colo enquanto andávamos, as mãos livres sem a dela a segurar a nossa enquanto caminha ao nosso lado, a voz como música de fundo. 
No sábado começámos a trabalhar logo de manhã
e os trabalhos estenderam-se até às quatro da tarde, pelo que, assim que acabou o dever metemos os pés à estrada e fomos conhecer Peste tanto quanto nos foi possível (tivemos sorte que estava um tempo belíssimo e anoiteceu tarde). Três experiências muito giras neste dia: assistimos a parte do jogo da Hungria numa praça rodeados de adeptos da selecção húngara, assistimos a parte do jogo de Portugal num bar típico de Budapeste e, finalmente, acabámos a noite a ver um espectáculo musical "Here you must live and die" na Heroes Square. Foi é-pi-co!



No domingo, na loucura, acordámos às cinco da matina e decidimos ir explorar Buda em tempo record porque às nove teríamos que voltar ao hotel para recomeçarmos os trabalhos. Assim foi; visita relâmpago a todos os monumentos fechados e visita a uma Budapeste a acordar com ruas praticamente desertas. Malucos que somos, não vimos nenhum monumento por dentro mas andámos sozinhos de funicular, passeámos pelas ruas de Buda de mãos dadas sem ninguém à vista, cometemos um pequeno delito e, ignorando a corrente que interditava a passagem, subimos ao Fishermann's Bastion e regozijámo-nos com uma das vistas mais bonitas do Mundo.


Domingo trabalhámos toda a manhã e à tarde partilhámos táxi com os nossos colegas espanhóis e turcos directos ao aeroporto, felizes e cheios de saudades da Ana, e certos que voltaríamos.
E voltámos. Passadas umas três horas, mais coisa menos coisa. Pois o secretariado enganou-se na marcação dos nossos bilhetes e marcou-nos viagem de regresso para... o dia seguinte. Todo um filme no aeroporto (pela nossa experiência os húngaros são o povo mais antipático e hostil com quem já lidámos) e voltámos à base.
Já dizia o Lavoisier: nada se perde, nada se cria e tudo se transforma. Aproveitámos o resto da tarde para ir a banhos no Széchenyi Bath e logo fizemos as pazes com a cidade.

(não levámos telemóvel para os banhos termais portanto comem com uma da internet, tá?)

No dia seguinte, decidimos passar a manhã a explorar a ilha Margarita e demos por terminado o nossa speed-date com Budapeste!
Houve aventuras (muitas!) que contarei amiúde, houve novos amigos (dos sítios guardarei sempre as pessoas), houve souvenirs (uma não típica colher de pau), houve uma espécie de cumplicidade de casal reforçada (de que continuamos os mesmos que em 2000 fizeram a sua primeira viagem juntos de mochila às costas) e a certeza de que voltaremos com a Ana.
Não tão em breve. Que isto uma pessoa tem que ter cuidado com o que deseja...


(A reportagem quadripolar está toda no instagram do Quadripolaridades: aqui)

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