quarta-feira, 6 de julho de 2016

Querida Mónica...

A intervenção social faz-se de pontes, de gente que acredita nas vantagens de se articular, de trocar sinergias, do poder do trabalho em rede ao invés de de se criarem capelas e muros, quintais e biombos.

A intervenção social faz-se de pontos que se unem como nos grafismos que fazíamos quando éramos pequenas na expectativa de no final vermos formar, ponto a ponto, um desenho bonito feito pelas nossas próprias mãos. 

A intervenção social faz-se de gente que faz o bem sem olhar a quem, que faz porque fazer é sempre o melhor, que sabe as motivações que o movem e não precisa de se justificar. 

A intervenção social não se faz de vozes, velhos do Restelo, opiniões, alcoviteiras à janela, críticas, juízos de valor e mimimis de quem gosta de opinar de braços cruzados e rabo sentado na almofada do sofá: faz-se de mangas arregaçadas, de manhãs em que se acorda cedo e se investe tempo em pegar em rolos e tintas, em pedidos a marcas e parcerias em que não se fala de responsabilidade social mas se faz uso daquela coisa chamada consciência social. 

Faz-se de gente que concretiza.

A intervenção social faz-se porque existem pessoas como tu: que sonham, trabalham, concretizam e fazem acontecer.

De fazedores.

(Obrigada. Sempre obrigada.)

 

O Bairro do Amor e a ASBIHP parabenizam o Mini-Saia pelos seu 10º aniversário e agradecem às Tintas Barbot pelo essencial patrocínio e apoio e a todos os voluntários envolvidos e que juntos fazem, sempre, a diferença.

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