quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ele tem deficientofobia. Já eu tenho grotescofobia.




"A tolerância, do latim tolerare (sustentar, suportar), é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moralculturalcivil ou física.
Do ponto de vista da sociedade, a tolerância é a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo. Numa concepção moderna é também a atitude pessoal e comunitária de aceitar valores diferentes daqueles adotados pelo grupo de pertença original." in Wikipedia 

Não acho que deva haver tolerância para com as pessoas com deficiência. A tolerância vem de tolerar, suportar, aguentar. A tolerância abre um fosso entre duas partes e coloca uma das partes numa posição de poder sobre a outra: tolerante e tolerado. 
As pessoas com deficiência não precisam de tolerância. Precisam de respeito, precisam de ser garantida a sua igualdade de direitos e deveres, precisam de ver resolvidas as questões de desigualdade, precisam de pertencer a um todo e não serem incluídos nele à força. Precisam que o Mundo celebre a diversidade ao invés de insistir em tolerá-la ou aceitá-la. 
O meu amigo Luis assume que "não deveria existir uns jogos paraolímpicos porque nós não somos "para" coisa nenhuma... deveria haver uns jogos olímpicos onde as categorias de deficientes estivessem inseridos". Deveria. Deveria, da mesma forma que há provas masculinas e femininas atendendo às diferenças significativas e biológicas de cada género. Acontece que não há. E não havendo o que se espera é que as pessoas com deficiência não fiquem fora do maior espectáculo do Mundo, dando os seus testemunhos de força, vigor, ritmo, velocidade, energia, trabalho em equipa,  disciplina, concentração que é disso que o desporto é feito. E como bónus, testemunhos de superação. 
E para isto- a que este senhor chama de "espectáculo grotesco" e "número de circo"- não se pretende tolerância nem aceitação. Apenas respeito. E no melhor dos cenários, com a inteligência que não se espera de todos, celebração da diversidade. 
Porque grotesca é só a intolerância. A imbecilidade de  procurar eco e validação externa com likes de acéfalos da mesma espécie. Porque grotesca é a não aceitação. E, sobretudo, o desrespeito. . Ou cretinice, vá...

4 comentários:

Gorduchita disse...

É mesmo isso! Haja respeito pela diferença, ponto!

Filomena Silva disse...

Este homem além de ser um imbecil acéfalo quer é que falem dele. Está feliz com a quantidade de comentários que a publicação teve.
Ele coitado nem para o circo presta, nem para o circo dos horrores.

Diana Gomes disse...

Cara Filomena Silva, o seu comentário, ao não respeitar a opinião daquele senhor, insultando-o como faz («imbecil acéfalo», «nem para o circo presta»), também mostra a sua pouca tolerância com as posições dos outros.
Se não concorda com ele, poderia fazer como a escritora deste blog, que o contesta sem o insultar de modo primário e mostra qual é a sua posição.
A senhora não mostra, com o seu comentário, uma atitude tolerante, respeitadora e reflectida.
Desculpe, mas é mais fácil insultar gratuitamente do que pensar sobre o que ele diz, avaliar as suas razões e tomar uma posição adulta, pensada, e assim mostrar, como infiro, ser capaz de «servir para o circo e ter cérebro». Cpts.

S disse...

Esse fulano está é ressabiado por não haver JO para acéfalos.
É que era lá que ele brilhava...

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