Vencidos os preconceitos da primeira eliminatória (sim, combato todos os dias os meus próprios preconceitos) predispus-me a acompanhar melhor os movimentos do Salvador Sobral (de quem me lembrava de um daqueles concursos de talentos de há mil anos). Movimentos não à letra, tá?
Fui revisitar as actuações dele no Ídolos. Relembrei-me do ar "beto". Fui pesquisar o seu percurso pós-ídolos, o trajecto entre diferentes países, as influências de jazz que (agora) notamos que estão lá.
Revi a primeira eliminatória. Li as notícias que justificavam as roupas largas, a cirurgia de urgência pós emissão. Pensei melhor. Ouvi mais vezes: de olhos fechados, abertos, a trautear baixinho a melodia, a acompanhar já com a letra decorada.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Ouvi ao vivo e auto-puni-me violentamente. Salvador Sobral- como dizia a Catarina Fonseca numa caixa de comentários de uma amiga comum: " tem de ser todo ele diferente. Se é diferente num lado e igual no outro, passa só a ser um quase-igual."
Caramba, era mesmo aquilo!
Salvador tem bossa nova, jazz, Jobim, Caetano e- claro!- Luisa Sobral na voz. É único e sublime. E deixa-nos com uma música que sobreviverá ao festival da canção, ao concurso e aos votos, aos points e aos concorrentes macarrónicos, proeza já não vista há mais de 20 anos.
Sabem que mais? Se em Kiev ganharmos, ganhamos bonito.
A vantagem é que-desta vez- se perdermos- caraças- também perdemos bonito.
Caramba, era mesmo aquilo!
Salvador tem bossa nova, jazz, Jobim, Caetano e- claro!- Luisa Sobral na voz. É único e sublime. E deixa-nos com uma música que sobreviverá ao festival da canção, ao concurso e aos votos, aos points e aos concorrentes macarrónicos, proeza já não vista há mais de 20 anos.
Sabem que mais? Se em Kiev ganharmos, ganhamos bonito.
A vantagem é que-desta vez- se perdermos- caraças- também perdemos bonito.
Se um dia alguém
Perguntar por mim
Diz que vivi
Para te amar
Antes de ti
Só existi
Cansado e sem nada p’ra dar
Meu bem
Ouve as minhas preces
Peço que regresses
Que me voltes a querer
Eu sei
Que não se ama sozinho
Talvez devagarinho
Possas voltar a aprender
Se o teu coração
Não quiser ceder
Não sentir paixão
Não quiser sofrer
Sem fazer planos
Do que virá depois
O meu coração
Pode amar pelos dois
4 comentários:
Bravo bravo bravo!
Não acompanhei o festival, não ouvi as outras canções e também ainda não tinha ouvido esta, mas acho-a fantástica, sublime! E sim, este "miúdo" tem isso tudo no corpo e na alma.
Ele é fantástico!
Faz-me lembrar a irmã a cantar, mas com mais expressões.
Grandes dois artistas, os dois estão de parabéns!
Deu gozo vê-lo a exprimir-se em palco, aquilo sim, é Amor à Música!
É, sem dúvida, uma interpretação, um todo que embala, enleva e emociona. Um jamais vu��
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