quarta-feira, 3 de maio de 2017

Fui a Aveiro e contaram-me histórias daquilo que eu não vi



                            

É sobejamente conhecido o meu amor por Aveiro. Se Cascais é a minha vila porque nasci a amá-la, Aveiro é a cidade que o meu coração escolheu para amar, assim,conscientemente e racionalmente, sem deixar de ser pela paixão arrebatadora que se renova de cada vez que volto. 

Aveiro tem luz e pessoas luminosas, tem ria e mar, tem bicicletas com gente de todas as idades penduradas como se fossem feitas de nuvens em vez de matéria orgânica, tem tripas de ovos moles e bolachas americanas e tem o Casablanca e a Vagueira de todas as memórias felizes da minha infância, palco do meu primeiro beijo. 

Usualmente presa ao passado, desta vez decidi que era altura de conhecer as novidades, de me render ao novo e desconhecido, de me embrenhar nesta Aveiro cosmopolita e urbana para lá das casas riscadas da Costa Nova do Prado e do meu coração.

O Histórias por metro quadrado não é um hotel nem um hostel: fica ali no meio, entre o luxo e o design instalado e o pitoresco e o caseiro improvisado. Diria que é um boutique hotel de charme e design, pequeno em número de quartos mas grande em comodidades, com uma equipa de colaboradores feliz e bem disposta e que se nota que lá gosta de trabalhar, o que é indício de que fizemos a escolha certa para pernoitar. 

A localização, a 5 minutos dos canais e a 1 minuto a pé da Praça do Peixe, é soberba. O edifício- um antigo armazém da alfândega restaurado- com personalidade e ADN. Os quartos pequenos e elegantes, diferentes e clean, responderam o minha resistente onda hygge. 



À noite ainda tivemos tempo para ir beber um chá à charmosa Casa de Chá Arte Nova, numa noite de Primavera que parecia de Verão ou talvez o sol estivesse em mim, tão feliz que sou sempre que ali volto. E antes de dormir ainda cedi ao capricho de uma tripa de ovos molos, ali na Praça do Peixe. Tudo isto sem andar mais que 100 metros, caramba, que delícia!

                       

Mas a surpresa estava reservada para o pequeno almoço caseirinho e pouco tradicional no retaurante com uns murais maravilhosos e um ambiente colorido e energético e que foi o factor "wow" da estadia. Mais não conto, deixo-vos com as imagens. 

                      

   

Um beijinho para todo o staff que tão bem nos recebeu, em especial para a Maria João e para a Flávia- distinta pólete que me falou do espaço- e que poderão conhecer caso se desloquem à Histórias por metro quadrado e pedirem um arroz árabe à moda quadripolar. 

Ela saberá o que vos responder.

[Querem saber mais? Aqui.]

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