quarta-feira, 28 de junho de 2017

Síndrome do bom aluno no peido do Salvador Sobral

                                      Foto de Quadripolaridades.



Sabem os bons alunos- especialmente os de áreas não científicas em que a subjetividade na avaliação dos seus conteúdos é possível- que independentemente do texto livre que escrevam, independentemente do quadro e da técnica que pintem, independentemente do resultado final que apresentem têm sempre boa nota?

Sabem os pintores e artistas consagrados que, independentemente, dos borrões que atirem para a tela, dos esquissos manhosos que apresentem estão sempre diante de uma obra prima?

Sabem as fashionistas que independentemente dos carrapitos em formas de fecalomas em cima dos toutiços, das saias  de grilo falante da Disney curtas à frente e com causa atrás que tenham usado em 2012, dos sapatos a imitar botas ortopédicas em 2011 e agora das calças com buracos na ganga que usem estão sempre bem e sempre na moda?

Sabem os músicos consagrados que por mais marteladas nas teclas que lhes apeteça dar, acordes que falhem, desafinações que cometam,  são sempre espectaculares e geniais?

Sabem a Joana de Vasconcelos... Ah, espera! A Joana Vasconcelos podemos criticar- porque somos todos especialistas nos processos criativos e conhecedores de artistas plásticos a rodos- e assim como assim lá por ser conhecida e famosa, não significa que tudo o que faz seja brilhante...

Sabem aquela coisa do "mais fama que proveito" e "à mulher de César não basta ter, deve parecer"?

O rapaz não quer que o tornem numa "vaca sagrada": é este o ponto do Salvador Sobral. 
Mas em "peido" menor. 
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