quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Fajã das almas
Fomos até à fajã das almas.
As fajãs são o que diferencia esta ilha de todas as outras: pequenos promontórios que invadem o mar não percebemos se bocados de terra que arrombam o mar ou se pedaços de mar que violam a terra.
As fajãs são esta luta entre o mar e a terra ou a terra e o mar, tanto faz. No campo de batalha as pessoas fixam pequenas casas de basalto negro e rebordos pintados de branco: corvos assentem em pequenas nuvens. Cagarros em algodão doce. E descem-se encostas de montanhas na vertigem dos declives e deleitamo-nos sobre o mar. N
a fajã das almas fiquei sem bateria no telemóvel e esqueci-me da máquina.
Aproveitei -com um desplante anti-tecnológico - o dia: a minha filha a baptizar-se neste mar abençoado por Deus, o meu marido com os olhos a fazer pendant com o céu extraordinariamente azul e eu a sorver tudo, fotografando na minha memória estes momentos felizes.
Quem precisa de objetivas?!
Dizem que estas são as ilhas da Bruma. E eu aposto todas as minhas fichas como são ilhas verdadeiramente mágicas.
E nenhuma fotografia lhes conseguirá fazer justiça.
Só a da minha memória.
Etiquetas:
Açores
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