sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O pico do Pico



Aterrar no Pico.

Enfiar-nos num táxi e rezar para ainda apanharmos a ligação de barco para São Jorge e chegarmos ao cais e o barco a levantar âncora. Suspirar e pensar que oportunidade boa de visitar a ilha preferida da minha filha.

No outro dia perguntaram-me o porquê de eu não rentabilizar o sucesso do blog. Não sei o que as pessoas entendem por sucesso mas parece-me que tem sempre que ver com recebimento de produtos, patrocínios de marcas e dinheiro. 

Para mim o principal ganho que este blog me trouxe é e será sempre as pessoas. 

Neste caso, a Laura, leitora do blog há mais de uma década e que só conhecia do fb e do PPC. A Laura picarota a quem enviei uma mensagem a perguntar por alternativas de barco e nos ofereceu a alternativa mais generosa de todas: uma visita guiada à ilha, no seu carro e mostrando os lugares que não vêm nos roteiros nem na internet, a Laura que nos contou histórias de adegas, da casa da Montanha, das bananas do Pico e nos levou à lagoa mais rústica e castiça que já conhecemos e de caminho nos trouxe o rosto e os olhos azuis da Vera, outra leitora de mil anos. 

Não são leitoras do blog: eram amigas que ainda não conhecíamos de cheiro.

A Laura que nos devolveu ao barco da noite depois de nos ter enchido os olhos e a alma da ilha mais fofa do arquipélago e a Vera que nos coagiu a voltarmos na próxima quinta às festas das Lajes.

Ao contrário de muitas terras que já conheci, o melhor dos Açores serão sempre os açorianos!

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