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sábado, 26 de janeiro de 2019

#shorthairdocare




Sempre usei cabelo comprido. I mean: sempre. Nunca me lembro de ter usado cabelo curto, aliás, houve dois momentos: um no fim da faculdade e outro quando me separei, estava o meu avô doente e achou que estava pavorosa. E quando digo "cabelo curto" refiro-me ao comprimento da melena sempre abaixo da linha dos ombros. Também houve um episódio triste em que, antes de engravidar, fui com a minha melhor amiga ao cabeleireiro fazer franja e, à custa de um remoínho que quis desprezar e que tenho desde que nasci, fiquei com uma espécie de palmeira plantada na mona até a miúda nascer. 
Tirando isto sou muito conservadora no que toca ao meu cabelo: já experimentei ser ruiva e não gostei e acho que com cabelo castanho fico mortiça e sem salero, de forma que acabo sempre loira. E, obviamente, com o cabelo comprido. Um tédio, bem sei. 
Em 2018 ano tive aquele ano do caraças que já aqui falei e com as prioridades todas alinhadas com a questão clínica caguei um bocado nas coisas mundanas, entre as quais as idas ao cabeleireiro. Ora, o meu cabelo cresce a uma velocidade vertiginosa a modos que, nas fotografias de Roma, agora em Janeiro, constatei que parecia uma sócia da Sandália Moreira de forma a que, na última sexta, arranquei cheia de coragem e fui ter como meu cabeleireiro. 
Mal entrei no atelier o estupor Bruno estava a atender uma outra cliente de tesoura na mão. Disse boa tarde, alegremente, ainda de casaco vestido e mala na mão e queixei-me do comprimento do cabelo dizendo à toa qualquer coisa como "desta vez podes cortar o que quiseres, que isto está uma miséria!". Depois aconteceu tudo muito rápido: ele disse-me qualquer coisa como "vira-te lá para ver quanto é preciso cortar!", eu virei-me na posição de pé em que estava desde que chegara há 50 segundos e ele avança um "olha, tens que cortar mais ou menos isto!" e quando me virei para ver o gesto da medida que era necessário cortar, o que vi foi o carrasco da Maria Antonieta, com quase 60 cm de cabelo nas mãos que não percebi, de imediato, que eram os meus. 
A seguir ia desfalecendo. Literalmente. 
A Ana, mámen e a minha mãe que estavam a estacionar quando me deixaram à porta do atelier há 2 minutos entraram no dito cujo e eu estava de cabelo curto. Curtinho. Um bob ou lá que porra vem a ser esta. A minha mãe nunca me tinha visto de cabelo curto e a Ana ficou com os olhos muito, muito arregalados. Mámen começou a rir-se mas acho que era dos nervos. 
O resto já se sabe. Têm sido dias difíceis: ora porque vislumbro o meu reflexo nas montras e não identifico de imediato que sou eu,ou porque ponho um litro de shampoo para lavar o cabelo e fico com dois terços de litro por usar, ou porque não tenho pontas onde pôr o amaciador porque as pontas são o que me resta de cabelo ou porque sinto, pela primeira vez na vida, frio no pescoço e é estranho ou porque não me sinto mesmo eu. 
O meu cabelo nunca alinhou em modas: é mesmo uma questão de identidade. E sinto-me diferente-menos eu- com o cabelo curto. Apesar da maioria das pessoas achar que pareço mais miúda, sinto-me mais adulta (faz sentido, uma vez que uso cabelo comprido desde pequena e prolonga de forma contínua essa sensação de infantilidade). E,apesar de não precisar porque isto penteia-se em três escovadelas e está sempre com bom ar, uso muito mais o secador e a escova alisadora porque é tudo muito rápido e fácil. E uso mais brincos para ver se encho um bocadinho este espaço que ficou por preencher sobre os ombros. E maquilho-me mais, não sei porquê, ou porque me sinto mais adulta ou porque a cara está menos escondida e precisa de um toque de cor. 
Os dias passam e ainda estou numa capilar-nostalgia, um hair blues, uma coisa parva. Tenham paciência e partilhem comigo que também se sentem assim para não me sentir tão solitária e drama queen. 

A modos que é isto: sansona. 

É assim que- por enquanto- estou. 



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O consolo de se saber que tudo passa

Relógios da Swatch. Sapatos altíssimos. "Sexo e a Cidade". Vinho tinto. Contas da Pandora. Cupcakes. Cocktails. Sushi. Danças latinas. Risotto. Fotografias de pés na areia. Implantes de silicone. Comporta. Lipoaspiração não invasiva. Homens depilados. Ser freelancer. Escova marroquina. Fotografias de mãos a imitarem corações. Macarrons. Extensões. Unhas de gel. Desafios, selos e correntes blogosféricas. Starbucks. MRP. Keep Calm _______ (preeencher com a expressão a gosto). Foto-depilação. Não comer carnes vermelhas. Fotografias de cotos com vista para o mar. Gelinho. Saias curtas à frente e com cauda de grilo atrás. Homens despenteados. Croissants do Careca. "Epifanias". Fotografias bonitas dos anjos da Victoria's Secret. Wink. Nutella. "Nunca mais é Verão". Depilação a laser. Tróia. Pães de Deus da Padaria Portuguesa. Littas. Sementes de chia e bagas de goji. Comprar kits de preservação de células estaminais por questões de saúde. Overnight Oats. As maravilhas da maternidade. Fotos de família de fotógrafo profissional, todos de branco e calças de ganga a rebolar na relva, descalços e felizes. PCF. Alisamento japonês. Sumos verdes. Lx Factory. Dieta dos 31 dias. "Procrastinar". Beber ou não beber leite de vaca? Granola. Dieta dos 31 dias. Mercadinhos. Péu. Zumba. Extensão de pestanas. Selfie - sticks. Papas de aveia. Workshops. "Odeio segundas feiras". Mercado da Ribeira. Gin. PTs. Fotografias a correr e a suar. Ténis coloridos. Ser mãe a tempo inteiro. Banhos públicos. Coaching. Brunch. Pensão Amor. Não dar vacinas às criancinhas por questões de saúde. Os horrores da maternidade. Selfies. Corridas. Beleza real. Homens com barba. 21 dias sem açúcar. Uber. Mantras. Paleo. Tatuagens. Rooftops. Adidas Stan Smith. 

Suspiro*

Extensões de pestanas postiças a fazerem concorrência às moças do lugar às novas do Finalmente. Aquilo das unhas compridas e bicudas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A irmandade incarrapitável já elegeu o seu livro de auto-ajuda de cabeceira

Resultado de imagem para a toupeira que queria saber quem lhe fizera aquilo na cabeça

[Obrigada pela dica, minha Rita Maria]

Frente popular das incarrapitáveis anónimas



Ana

Ana

Ana

Daniela

Andreia

Márcia

Carolina

Johnny

Paula

Cristina

Vera

Márcia

Sílvia

Lurdes

Amém, sisters!

[A propósito disto]


Gezellig is the new hygge

"Its meaning includes everything from cozy to friendly, from comfortable to relaxing, and from enjoyable to gregarious.
According to Wikipedia, “A perfect example of untranslatability is seen in the Dutch language through the word gezellig, which does not have an English equivalent.
Literally, it means cozy, quaint, or nice, but can also connote time spent with loved ones, seeing a friend after a long absence, or general togetherness.”
However, to the Dutch it goes way beyond ‘cozy.’"

Daqui (e por recomendação da minha amiga Luna- uma das melhores bloggers de todos os tempos -e com regresso agendado para breve- e que conhece a nossa família como poucos.)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Pólo Norte também tenta ser trendy em questões fashion-coiso

Tudo o que é miúda gira nesta internet com carrapitos no alto da pinha cocuruto.

Eu: "ai que lindo, ai que giro, também quero..."

Elas:

Resultado de imagem para carrapito trendy





Eu:

                  Resultado de imagem para isabel silvestre

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A caminho do Porto

"Olá! Vê se trazes roupa quente. Está um frio do caneco aqui em cima. Depois avisa-me a hora de chegada para te ir apanhar..". Sms enviada pela minha amiga do Porto.




Morcões: vou a caminho!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Uma aventura no meu primeiro evento blogosférico

Há uns dias, fruto das hormonas pós-parto, acedi, pela primeira vez, a um convite para um after hours enquanto blogger. Como o mesmo tinha lugar num hotel em Cascais e perto de casa, lá fui. 

Difícil escolher uma roupa que não tivesse bolsada (o leite azedo, mesmo depois de ir à máquina, deixa umas ligeiras nódoas que são um must!). A Ana arrota-me sempre em cima do ombro, pelo que, estou a ver se crio a tendência "enchumaços" debotados. (Hey fashion bloggers, diz-se "enchumaços"?). 

Como a estupora da miúda estava rabugenta tive que a levar para a casa de banho enquanto tomava um duche (ao que cheguei, senhoras!) e quando saí pensei secar o cabelo. A gaja odeia o barulho do secador e berra que nem uma vuvuzela, pelo que, não me restou uma alternativa senão apanhar o cabelo molhado numa trança. Entretanto, chegou a baby-sitter e eu apanhei boleia do homem da casa, decidida a maquilhar-me em frente ao espelho do carro para parecer menos uma esfregona e dar um ar de gente à minha tromba. 

Dentro da mala um babete, umas Uggs cor-de-rosa (ela odeia estar calçada e descalça-se em todo o lado), tampas de chucha, um gorro e a bomba do ranho. Tudo, menos a porra da bolsa de maquilhagem! "Olha que se foda!"- pensei- "Aquilo deve estar lá montes de gente, entro de fininho, fico anónima a comer um croquete e a beber um drink e espaireço um bocadinho". 

 Pois. Eu devia ter desconfiado quando na recepção do hotel respondem à minha pergunta "Boa tarde, sabe dizer-me onde é o evento after hours?" com "Ah, acho que são aqueles senhores que ali estão a conversar". Resumindo: eram as altas patentes da marca em questão, um fotógrafo, a RP e duas raparigas muito simpáticas da agência de comunicação. Convidadas bloggers? Eu e uma fashion blogger de 19 anos, devidamente maquilhada, giríssima num outfit com padrão leopardo (oh, saudades dos tempos do meu macacão leopardo!), com um soutien push up, claramente com "enchumaços" ("Hey fashion bloggers, diz-se "enchumaços"?), muito carismática e mega eficiente, que logo me estendeu o cartão do blog (wow!) e me apresentou o fotógrafo que a acompanha SEMPRE. 

 Conversa de marketing e tal (a esta hora só me questionava se estaria a cheirar a azedo do leite, que dentro da mala tinha um babete bolçado...) e a pergunta "qual a estratégia dos V. blogs?". Estratégia? Wtf? A moça (19 anos, atentos!) super proactiva "Eu faço-me à vida, contacto as marcas!" e eles a dirigirem-se a mim:  "E você, Pólo Norte?". As respostas que sempre denunciarão que eu nunca deixarei de ser plebe na blogosfera "Ah, eu faço-me à vida: trabalho das 09h às 19h todos os dias, mesmo!". 

 Aquelas altas patentes todas a falarem-me sobre a marca, um barman para nos ensinar a fazer cocktails (e ela, com 19 anos, a comportar-se com classe e devidamente, a colaborar, a tirar fotografias), enquanto eu, burgessa, a justificar a minha falta de entusiasmo com "ah, eu quero mesmo associar a palavra cocktail ao Tom Cruise, deixem lá isso! Colaboro, bebendo!". Cara de esfregona, discurso de proletária e atitude de alcoólica, oh céus! 

 No fim, ofereceram-me uma massagem de pedras quentes que, prometo usar para atirar à minha própria cabecinha, tal a figura triste que ali fui fazer porque "quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré!" 

Neste caso, lagartixa com cheiro a leite azedo, para piorar. 


 (Quanto à marca, não se apoquentem! Se vier a falar dela não só vos aviso que me refiro a este post, como será para dizer, como sempre, a minha opinião sincera porque não me vendo por uma massagem. Ainda que me aqueçam as pedras...)
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