"Faz hoje 17 anos. Às primeiras horas da manhã ligam-me do hospital a dizer que o meu marido tinha morrido. Fiquei parada, sentada no chão ao pé do telefone sem saber o que fazer. O meu filho vivia em Inglaterra, a minha filha estava como eu--salvou-me o meu irmão que foi logo para o hospital e tratou de tudo.Escolheu fato, sapatos, tudo. Mas no meio daquilo tudo esqueceu-se de ver os bolsos do casaco. E no meio do velório um telemóvel desata a tocar. Estava no bolso do casaco dele. Corro para lá, tiro-o e olho a ver quem estava a telefonar.Um velho amigo nosso,que já não ligava há imenso tempo. De seu nome José de Deus. Mas que o Mário tinha, na sua lista de amigos, apenas como "Deus". Eu olhei, sorri e murmurei : "Já lá chegou".
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quinta-feira, 17 de outubro de 2019
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
terça-feira, 1 de outubro de 2019
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Food for thought...
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
X
"Talvez seja isto o que significa, de facto, ficar velho. Quando aqueles que são as nossas referências começam a desaparecer, e damos por nós, que sempre insistimos em nos manter modernos e facilmente adaptáveis, a sentirmo-nos como uns velhos do Restelo, cada vez mais sozinhos no mundo.
Isto a propósito das mortes de Belmiro de Azevedo e de Zé Pedro. Figuras tão distantes, mas igualmente tão presentes na minha, e provavelmente, na história de alguns de vocês. (...)
O Zé Pedro. O Zé Pedro foi a minha adolescência. E juventude. E um bocado idade adulta. Esteve em todas as minhas Queima das Fitas enquanto estudante académico. E foi por ele que continuei a ir à Queima das Fitas enquanto adulto, mesmo tendo de pagar o preço de putos bêbados a vomitar-me nos pés.
Mas o Zé Pedro “conheci” em 1988, com 12 anos de idade e acabado de chegar ao ensino secundário. Eu era o menino que nunca tinha tirado um Bom, apenas Muito Bons. Aterrei na Escola Secundária Rainha Santa Isabel, nunca percebi porquê. Uma escola que servia maioritariamente a zona de Campanhã, São Vítor e Fontainhas. Perdi todos os contactos anteriores e dei por mim numa turma com dois miúdos de… 18 anos. O Paulo e o Jonas (que é feito de vocês?). Cedo fui adotado mascote. Não vos contar o que aconteceu às minhas notas a partir daí. Lembro-me das tardes em casa do Paulo, algures em S. Vítor. O pai do Paulo era polícia, lembro-me da foto na sala. E lembro-me dos cigarros esquisitos com cheiro a resina que eles fumavam e nunca me davam. E lembro-me de eles desaparecerem para os quartos com as namoradas e eu ficar sozinho na sala, a fumar SG Ventil e a ouvir o “Circo de Feras”. O Zé Pedro era o rock. Era o punk. Era o farol e o SG Ventil de um puto que se precisava integrar. Eram as letras dos Xutos que serviam as cartas para as namoradas.
E agora? As figuras políticas são o que são, já não há (poupem-me as críticas) Álvaros Cunhais, Ramalhos Eanes (ok, ainda respira), Mários Soares ou Sás Carneiros. Agostinho da Silva já ninguém sabe quem é. Mário Cesariny, idem. Mais um Outono ou dois, e o Miguel Esteves Cardoso também vai com as folhas. O MEC, quem eu no final da década de 80 devorava a “Causa das Coisas”. Eu não sei se todos eles partem cedo. Sei que viveram a vida 10 vezes. No fim, talvez só isso importe.
Claro, mas e agora? Quem fica? Todas estas referências vão sendo substituídas por outras, a quem não conseguimos reconhecer estofo ou talento. Um millenial saído de um websummit, ou um guru da psicologia positiva que por muita atenção e benefício da dúvida que dermos à mensagem, sempre nos soa a produto para atrasados mentais e/ou desequilibrados emocionais. Isto, pela consciência do seu potencial significado, assusta-nos e questiona a nossa atualidade e validade.
Nesta tormenta, vamos ansiosa e desesperadamente buscando as exceções, como pão para a boca, e agradecendo os amigos antigos, que nos aliviam a sensação de estar perdidos num sítio onde não era suposto estar.
E damos por nós com a letra do Manel Cruz, em Pluto, a ecoar-nos na cabeça: «Estranho quando dou por mim num mundo bizarro. E mais ainda quando lá o mais bizarro do mundo sou eu.»"
Do meu amigo Raul Pereira na sua página de facebook retratando tudo o que sinto
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Taliqualmente
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sábado, 1 de julho de 2017
Maya, Carolina Deslandes e a minha vénia às palavras da Inês
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sábado, 28 de janeiro de 2017
Izzizinha mais espectacular de sua amiga: cá abracinho!
"
É uma chatice, que é
Quando a realidade me vem dar razão.
Isto a confiar na palavra de outros bem melhores e mais sabedores.
Isto a confiar na palavra de outros bem melhores e mais sabedores.
Izzie no seu brilhante "Carências Afectivas"
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
A Helena é que sabe!
"Por estes dias, uma amiga minha comentou que estava a resistir à tentação de fazer piadinhas sobre a aparência física do Trump. Sugeri-lhe que não o faça, lembrei o velho ditado "não lutes com um porco: vocês os dois vão acabar sujos de lama e o porco vai adorar".
Sou óptima a dar conselhos aos outros... Mas, pelo meu lado, se penso na cerimónia de tomada de posse do Trump que vai ter lugar amanhã, deparo-me com um terrível impulso de Schadenfreude. Rebbeca Ferguson é convidada para cantar na cerimónia de tomada de posse de Trump, e responde que só o fará se a canção escolhida for Strange Fruit, hihihihi, embrulha essa, Trump. A única estrela que vai cantar a solo é Jackie Evancho, uma miúda de 16 anos que se revelou no "America's got talent" a cantar "o mio babino caro". Hihihi, foi o melhor que se arranjou para cantar o hino nacional à frente do Trump, hihihi, uma miúda de 16 anos. Para o Obama, foi a Aretha Franklin. Hihihi. E o baile, hehehehe, quero ver quem arranjam para cantar no baile. Quero ver se quem canta também se comove profundamente como a Beyoncé (quem não se lembra?), imagino o casal Trump a dançar na terrível exposição daquele palco: nos antípodas da graça, do à-vontade, da harmonia, da sensualidade e da alegria do casal Obama. Quero ver, hihihihi. Por falar em casal Trump: a Melania. Hihihihi, a Melania, coitadinha da Melania, hihihihi.
Portanto, é este o gelo fino sobre o qual corro o risco de avançar: pensar mal da Melania por causa do marido dela. Desclassificar a Jackie Evancho (cuja alegria e naturalidade em tempos me enterneceram) só porque ela vai cantar o hino nacional na cerimónia de tomada de posse. Sujar o debate das ideias políticas com incursões na área do aspecto físico de uma pessoa e da sua vida privada.
"O Trump liberta o filho da puta que há em ti", dizia há tempos o Lutz Brückelmann, falando do contributo de Trump para a aceitação e até o elogio de discursos públicos à margem da decência e da humanidade, agora vistos como sinal de corajosa frontalidade. Mas a acção destruidora do fenómeno Trump vai mais longe: como descubro também em mim, faz vir à tona os piores instintos de quem se queria pessoa civilizada. Isto está a correr muito mal. Tenho de meter os travões a fundo: pensar, escrutinar os impulsos, pensar de novo.
Tempos difíceis, estes, quando me sinto desapontada comigo própria, e suspeito que aqueles com quem mais me identifico ideologicamente também não estarão muito seguros dos seus valores.
Por exemplo: será que a ausência de estrelas do mundo do espectáculo na tomada de posse do Trump é realmente sinal de protesto de cada uma delas? Ou há algumas que só não foram porque temeram ser marginalizadas ou perseguidas pela máquina da qual dependem? Será que está em curso uma espécie de controlo de "actividades antiamericanas" entre pares? Outra questão preocupante: a independência do nosso pensar. Temo o dia em que o Trump diga algo sensato, e muitos desatem a contradizer apenas por reflexo condicionado.
Corremos o risco de nos afastarmos dos nossos melhores valores de tolerância, generosidade, respeito pela liberdade alheia. Estamos cada vez mais separados uns dos outros - "deploráveis", uns; "elitistas arrogantes", os outros.
O mais perigoso eixo do mal é esse que marca a distância intransponível entre nós e os outros - e é ele o mais eficaz vector de destruição da nossa sociedade. Por muito antagonizados que estejamos, vamos ter de arranjar maneira de nos reencontrarmos e entendermos. A nossa democracia tem de ser um lugar de coexistência pacífica na diferença. E não se trata de aprender a indiferença e o cinismo, não se trata de aceitar passivamente. Trata-se do trabalho difícil e exigente de encontrar as palavras certas para o diálogo.
A Jackie Evancho, a tal miúda de 16 anos que amanhã vai cantar o hino nacional americano, pode tornar-se um símbolo desse desafio. Ela - a única artista que aceitou actuar a solo na tomada de posse do Trump - tem uma irmã mais velha que nasceu com corpo de rapaz, e se empenha na defesa da dignidade dos transexuais. Na mesma família, uma pessoa colabora com Trump e a outra é perseguida por muitos dos eleitores deste presidente. Se eles conseguem o amor, o entendimento e o respeito, nós também havemos de conseguir."
Sou óptima a dar conselhos aos outros... Mas, pelo meu lado, se penso na cerimónia de tomada de posse do Trump que vai ter lugar amanhã, deparo-me com um terrível impulso de Schadenfreude. Rebbeca Ferguson é convidada para cantar na cerimónia de tomada de posse de Trump, e responde que só o fará se a canção escolhida for Strange Fruit, hihihihi, embrulha essa, Trump. A única estrela que vai cantar a solo é Jackie Evancho, uma miúda de 16 anos que se revelou no "America's got talent" a cantar "o mio babino caro". Hihihi, foi o melhor que se arranjou para cantar o hino nacional à frente do Trump, hihihi, uma miúda de 16 anos. Para o Obama, foi a Aretha Franklin. Hihihi. E o baile, hehehehe, quero ver quem arranjam para cantar no baile. Quero ver se quem canta também se comove profundamente como a Beyoncé (quem não se lembra?), imagino o casal Trump a dançar na terrível exposição daquele palco: nos antípodas da graça, do à-vontade, da harmonia, da sensualidade e da alegria do casal Obama. Quero ver, hihihihi. Por falar em casal Trump: a Melania. Hihihihi, a Melania, coitadinha da Melania, hihihihi.
Portanto, é este o gelo fino sobre o qual corro o risco de avançar: pensar mal da Melania por causa do marido dela. Desclassificar a Jackie Evancho (cuja alegria e naturalidade em tempos me enterneceram) só porque ela vai cantar o hino nacional na cerimónia de tomada de posse. Sujar o debate das ideias políticas com incursões na área do aspecto físico de uma pessoa e da sua vida privada.
"O Trump liberta o filho da puta que há em ti", dizia há tempos o Lutz Brückelmann, falando do contributo de Trump para a aceitação e até o elogio de discursos públicos à margem da decência e da humanidade, agora vistos como sinal de corajosa frontalidade. Mas a acção destruidora do fenómeno Trump vai mais longe: como descubro também em mim, faz vir à tona os piores instintos de quem se queria pessoa civilizada. Isto está a correr muito mal. Tenho de meter os travões a fundo: pensar, escrutinar os impulsos, pensar de novo.
Tempos difíceis, estes, quando me sinto desapontada comigo própria, e suspeito que aqueles com quem mais me identifico ideologicamente também não estarão muito seguros dos seus valores.
Por exemplo: será que a ausência de estrelas do mundo do espectáculo na tomada de posse do Trump é realmente sinal de protesto de cada uma delas? Ou há algumas que só não foram porque temeram ser marginalizadas ou perseguidas pela máquina da qual dependem? Será que está em curso uma espécie de controlo de "actividades antiamericanas" entre pares? Outra questão preocupante: a independência do nosso pensar. Temo o dia em que o Trump diga algo sensato, e muitos desatem a contradizer apenas por reflexo condicionado.
Corremos o risco de nos afastarmos dos nossos melhores valores de tolerância, generosidade, respeito pela liberdade alheia. Estamos cada vez mais separados uns dos outros - "deploráveis", uns; "elitistas arrogantes", os outros.
O mais perigoso eixo do mal é esse que marca a distância intransponível entre nós e os outros - e é ele o mais eficaz vector de destruição da nossa sociedade. Por muito antagonizados que estejamos, vamos ter de arranjar maneira de nos reencontrarmos e entendermos. A nossa democracia tem de ser um lugar de coexistência pacífica na diferença. E não se trata de aprender a indiferença e o cinismo, não se trata de aceitar passivamente. Trata-se do trabalho difícil e exigente de encontrar as palavras certas para o diálogo.
A Jackie Evancho, a tal miúda de 16 anos que amanhã vai cantar o hino nacional americano, pode tornar-se um símbolo desse desafio. Ela - a única artista que aceitou actuar a solo na tomada de posse do Trump - tem uma irmã mais velha que nasceu com corpo de rapaz, e se empenha na defesa da dignidade dos transexuais. Na mesma família, uma pessoa colabora com Trump e a outra é perseguida por muitos dos eleitores deste presidente. Se eles conseguem o amor, o entendimento e o respeito, nós também havemos de conseguir."
Helena no seu "2 Dedos de conversa"
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Uma das mais belas estórias sobre uma das mais belas histórias de amor
Dali, seguiram para casa da Tia Aldinha, irmã solteirona do avó Lalau, no Largo da Ribeira Velha, fronteiriço com a Luisa Todi, precisamente na casa sobre o arco, um primeiro andar com sobreloja. O caminho é curto, devem-no ter feito a pé. Não deve ter chovido durante o percurso, mas a ausência de fotografias no adro da Igreja faz-me pensar que talvez tenha chovido, embora as roupas dos convidados apareçam sempre enxutas nas fotos. Só existem fotos no interior da Igreja e em casa. Só as da partida para a lua-de-mel na rua. O Avô um charme irresistível de galã. A Avó de olhar triste: “Ia pela primeira vez para longe dos meus pais”.
Na mesa da casa de jantar, vejo os cestos de nougat recheados com fios de ovos. É a única coisa que vejo por cima da mesa quando fecho os olhos, recordado de cor, as fotos. Não há foto da corbeille, como há das irmãs da Avó. Mas houve presentes, que chegaram até nós. O pós-guerra, as senhas de racionamento, a dificuldade em encontrar linho para os lençóis bordados podem ter ditado o comedimento na ostentação. Nada mais resta do vestido de casamento, que se estragou com o tempo. Sobejam as flores de laranjeira em cera que culminavam o bolo de andares, qual cereja, que, tal como o lunch, foi servido pelo restaurante do Hotel Esperança.
Há onze anos, também num mês de Janeiro, não chovia. “- A Mãe é melhor não ficar à frente, vai custar-lhe mais.” “- Eu fico até ao fim! Até ao fim!” E ficou. O som do caixão a cair na terra, a terra a cair no caixão.
A Avó ficou até ao fim. Há dois anos. O corpo mutilado, cadavérico mas inchado dos fluídos que a apodreciam por dentro, mas ficou. A morte já rondava quando lhe dei a última refeição. Nunca agradeci à minha Mãe por mo ter pedido para fazer, apenas o agradeci por dentro. Entre duas colheradas, perguntou-me algo que não lhe consegui responder, nem uma mentira piedosa. Ainda hoje não sei responder porque teve de passar por todo aquele sofrimento final. Na manhã seguinte, já não dava acordo de si. “Vais ter de cancelar o que tens esta semana”. “- Eu sei, logo se vê”. Um diálogo entre mim e a Mãe, diante do seu olhar, que não estava lá. Sussurrei-lhe um gosto muito de ti e pensei para mim que não precisava de lutar mais. Não sei qual das duas ouviu, mas deixou-nos poucos minutos depois.
Do meu grande crush blogosférico Pedro Urbano no seu blog pessoal
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
É tudo isto
"Não luto comigo. Se me torna feliz, aprendi a não lutar. Se me dá prazer, nem pergunto porquê. Deixo andar. Não faço da congruência um valor absoluto. Não me aflige nada gostar do preto e daqui a um ano descobrir que o cinzento é melhor. Só não muda quem é burro. A vida é isso, mudança. Se alguém chegar à minha idade a pensar rigorosamente o que pensava aos 20, há alguma coisa errada. Ou então não viveu. A coerência é um valor, mas muito mais importante é a busca da felicidade"
Helena Sacadura Cabral
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domingo, 27 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
"Sexta-feira preta"- disse ele
"Sexta feira preta
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Mulher séria tem ouvidos, sim!
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016
"Eu não quero ser bonita, eu quero ser respeitada."
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Ah 'migos,
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sábado, 13 de agosto de 2016
A sorte que eu tenho em ter amigas como a Vera
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sexta-feira, 15 de julho de 2016
Je suis ce que je veux
"Lá vem esta gente outra vez. Com a sua pseudo superioridadezinha moral a impor-nos por quem é que devemos sofrer, quem deve vir primeiro nas nossas preces, etc. etc. Eu sofro por quem quiser e não sou melhor nem pior pessoa por isso. Esta coisa de alguns quererem obrigar a equalizar os níveis de empatia com os que morrem e sofrem, irrita-me solenemente. Há inúmeras razões para me chocar muito mais o atentado de ontem no passeio dos ingleses, onde estive algumas vezes, naquele mesmo dia do ano, também a ver o fogo de artifício, do que o o que aconteceu em, sei lá... NInewa. E não, não é porque uma vida humana valha mais num sítio do que noutro, ou pelos mortos serem de uma raça ou outra. E estes je ne suis pas nice (que título vergonhoso) que por aqui andam, não são melhores do que eu por lançarem o seu manto choroso pelo mundo inteiro. Óbvio que todos os atentados são horríveis e condenáveis. Mas eu sinto muito mais por quem podia ser eu e vice-versa, lamento. Eu, e todos nós, vá, admitamos. O resto é hipocrisia bacoca, travestida de uma espécie de bondade ecuménica panfletária e, por vezes, um niquinho anti-ocidental. Não: não somos maus por não chorarmos os mesmos centímetros cúbicos de lágrimas por todos, pá, somos apenas humanos."
Sofia Vieira na sua página de facebook
Sofia Vieira- a melhor blogger de todos os tempos. E a mais saudosa.
Sofia Vieira, a quem orgulhosamente chamo de amiga.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Por coisas cá destas continua a ser o meu blogger-gajo preferido...
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Do nojo geral
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quinta-feira, 9 de junho de 2016
"Parentalidade sem cromices."
Mafalda Anjos in "Revista Visão"
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