quinta-feira, 6 de junho de 2013

A Vanessa. O Rodrigo. Eu. E a (minha) Ana. E as mosqueteiras que o Rodrigo meu deu.

Ontem foi um dia mau. O início de Junho é sempre mau para mim, sou má de Junho, já um dia escrevi aqui.
Junho traz o ar fresco do fim da Primavera, as andorinhas nos beirais, as ervas azedas que povoam as memórias da minha infância no caminho para a escola, os breves dias dos jacarandás em flor.
Junho traz os dias a espreguiçarem-de, lentos e demorados, as noites mais estreladas e o chilrear dos pássaros nas árvores, Junho traz a reboque o Verão do sol, da praia, do mar salgado, dos lábios enrugados por não se querer sair do mar.
Junho não devia ser um mês em que se morre. Ninguém deveria morrer na Primavera.
Talvez não faça sentido o que aqui escrevo mas ontem, como desde que soube do caso do Rodrigo, eu confundi-me com a Vanessa, de repente, eu sou a mãe da Ana, do Rodrigo, mãe de todas as crianças que precisam de ajuda, eu sou humana, pessoa, igual a todos os que sofrem, responsável por estender a mão ao próximo que, afinal, também sou eu.
Eu fui, muitas noites em silêncio, a Vanessa em pensamento, a imaginar a sua dor, o seu medo, o pânico da iminência de se perder o ganho que era suposto a vida nos dar para sempre. Um filho não é para morrer. "Parto" é substantivo, nestas coisas da maternidade. "Parto" não pode ser uma forma verbal no que diz respeito a um filho, sujeito que nunca deveria ser neste verbo. 
Eu fui, muitas noites, em silêncio, a Vanessa, sem mámen, sozinha com dois filhos, vinte e poucos anos, mãe coragem, mãe real, a quem nada mais resta senão lutar pelos filhos sob todas as circunstâncias. Mãe que é mãe.
Eu fui a Vanessa, e antes de ser mãe nunca o conseguiria ter sido, a dor nunca poderia ser imaginada sob este prisma tão próximo e tão real. E perguntam-me, muitas vezes, se me morreu alguém de cancro, de leucemia, porque raios me envolvo nestas causas que têem que ver com esta doença e respondo que não. E relembro que sou mãe e que o que mais temo é a aleatoriedade desta doença, o "pimponeta pitapita pitucha" com que escolhe as vítimas e que, uma vez a Ana cá fora, preciso de sentir que todos juntos podemos não dar tréguas a este cancro, idiota e nojento, podemos tentar combatê-lo, lutar contra ele, para os filhos dos outros que, nestes casos, passam a ser tão proximamente nossos, afinal. 
E uns dizem-me egoísta porque só despertei para a causa agora que sou mãe. Que antes já havia cancro e que, só depois da Ana, é que acordei para a vida. Que "preciso" de ajudar porque agora sou mãe, como se quisesse meter na conta de Deus as coisas boas que tento fazer, moeda de troca para ajustar contas com Ele, caso um dia a tragédia me bata à porta. Eles não sabem nada. 
Parir a Ana trouxe-me, apenas, a consciência de um amor imensurável, maior, para sempre. Um amor que não se explica, que sufoca o peito, que o faz transbordar, que se expande de dia para dia. Ser mãe trouxe-me esta capacidade de empatizar, tanto e tão só, de ser mãe da Ana, da mesma forma aleatória com que poderia ter sido a mãe de qualquer criança. Do Rodrigo. 
Ontem, ao entrar na casa mortuária e deparar-me com a cabeça do Rodrigo deitado num pequeno caixão, o coração estrangulou-se de dor. Da dor da Vanessa, que poderia ser eu. Da dor de uma mãe que fica apática, inerte e vazia perante a morte de um filho a quem se deu a vida, que agora a puta da doença roubou. 
Ontem, ao entrar na casa mortuária o coração parou-me, um segundo. Projectei a minha filha ali, o seu remoínho naquela cabeça inerte. Os seus peluches em vez da girafinha do Rodrigo. A minha mãe, naquela avó, a aconchegar o neto sem vida, como o faz sempre que deita a Ana no seu bercinho. Momento dilacerante para se perceber, de forma mais cruel, o significado da palavra empatizar.
E sei que o Rodrigo morreu, que já nada posso fazer por ele. Mas farei a causa perdurar, no que de mim depender, a causa de inspirar-te a ti que não és mãe, a ti que já o és, a ti que tens um sobrinho da idade do Rodrigo; a causa de te alertar para levantares o rabo do sofá, de adiares o primeiro dia de praia, de fazeres um desvio no trajecto de casa para te inscreveres como possível dador de medula óssea. 
Eu sei que o Rodrigo morreu, que já nada posso fazer por ele mas, no que de mim depender, tentarei que menos mães sejam a Vanessa, amanhã e depois, que menos mães passem por esta dor, esta amputação da alma. Porque a vida não é uma merda, como ouvi dizer ontem. Merda? Merda é a morte caramba! E eu não lhe vou dar tréguas. 
Porque a única maneira de honrar a memória do Rodrigo é não deixarmos a sua esperança morrer. 


(Um beijo de amizade- sim, agora é amizade, não se livram!- à Sónia, à Sandra, à Sofia, à Selma, à Erica e à Filipa por terem permitido que a vida nos aproximasse, por terem colaborado neste encontro projectado por esta espécie de destino. Sou grata, mas tão grata, pelo Rodrigo nos ter juntado, pá! Vocês são das pessoas mais inspiradoras que tenho conhecido na vida, caraças! Grande xi-coração.)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

À Vanessa, mãe do Rodrigo.

                                   

Estou gorda (que nem uma porca)!

A verdade, verdadinha é que não estou cheinha, mais gordinha nem mais "fortinha". Estou gooorda (tipo quando o Hérman dizia "Ó GOOOORDA vá para a cozinha fazer scones". É esse tipo de gorda.)!
E já estou em depressão pré-aniversário (sim, é para o mês que vem), pelo que, a partir de hoje comecei oficialmente a fazer dieta. 
Entre as várias sugestões que me deram no facebook do Quadripolaridades, estou tentada a adoptar a "Dieta dos 30 dias" da Dra. Iágata Roquette. Ainda não me decidi.
Enquanto isso estou a encharcar-me de Drenafast Intense que a Biocol., muito fofinha, me decidiu oferecer. Sabe bem (tem um travo booom a anis) e coloquei a mistura do produto dissolvido na água no frigorífico, pelo que, a esta hora já bebi quase o litro diário que recomendam. A ver...
Preciso que partilhem comigo as vossas experiências dietéticas, se fazem favor. Das que resultam, já agora!

Rir da desgraça (não) alheia

(Contextualizado aqui.)

Ontem encontrámos um casal de amigos no shopping. Elogiam a Ana e perguntam-nos, com ar embevecido:

Amigos:  Então, e o que ofereceram à Ana no seu primeiro Dia da Criança?

Pólo Norte:  Um salto de queda livre grátis!

Hoje foi um dia triste, avô.

Sabes, avô, acho que foi de ti que herdei o bom humor. Somos uns bem dispostos nós, os C. Tu rias com os olhos e os lábios, tu rias com a voz e as palavras. Tu rias com o corpo e a alma. 
Nunca perguntei a ninguém mas acredito que foste tu quem me ensinou a rir. 
Mas hoje estou triste, avô, porque por mais que teime racionalmente em não celebrar ou honrar aniversários da vossa morte, faz hoje cinco anos que me morreste. 
Sabes, avô, hoje estive triste. Às vezes penso que passou uma eternidade desde aquele dia de Junho, enublado e terrivelmente frio, não sei se lá fora, cá dentro, sim. Outras parece que foi ontem que o som das tuas gargalhadas ainda ecoavam lá em casa e que os teus olhos brilhavam assim que me vias empurrar a porta pesada da entrada. O tempo sem ti, meu avô, é confuso e mais triste, mesmo que agora haja a Ana que me mandaste do céu só para mim. 
Podia dizer que as saudades se apaziguaram e que não tenho lágrimas a quererem regar-me a cara e um nó de marinheiro na garganta, que nunca se desata quando penso em ti. Mas não, avô. E penso todos, rigorosamente, todos os dias em ti. Em vós. 
Hoje foi um dia triste, avô, e eu queria fechar os olhos e lembrar-me da sensação do vento a bater-me na cara enquanto me transportavas na parte de trás da tua bicicleta, molas da roupa a segurarem-te as perneiras das calças para não se enrodilharem na corrente, o amor de quem transporta uma neta adolescente até ao liceu (secundário) porque lhe doem os pés, o amor de quem responde de forma mal educada aos colegas que troçam deste quadro quando se chega ao liceu, o amor daquelas viagens de bicicleta que mantivemos até muito tarde, tão boas, tão nossas. Mas hoje não me lembrei do vento feliz das nossas viagens de bicicleta a dois mas do vento gélido do dia em que a terra engoliu o teu corpo, e silenciou as tuas gargalhadas, meu avô. 
Sinto saudades todos os dias, em cada dia, um a seguir ao outro, que passa a minha vida sem ti aqui. Queria voltar a sentir o vento à boleia da tua bicicleta, meu avô. Estou triste.
Beijo-te à distância daqui até ao céu que (estou certa) se enche de gargalhadas tuas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os Deuses (do facebook) devem estar loucos


...

...

...

O Mundo divide-se...

... entre quem teve uma cama com alçado em criança e os outros.





(A minha tinha luz e rádio incrustados, tomem!)

Caga-lume mágico

Vamos começar logo pela premissa básica deste post: odeio o Pirilampo Mágico, enquanto boneco. É feio como tudo!
Quando surgiu o pirilampo mágico, era eu uma miúda, a coisa pegou nos dois primeiros anos, vá. Era colorido (com cores ainda básicas) e tinha uma antena que brilhava no escuro. Para além do mais a campanha era sempre iniciada com uma música gira, ao género do "We're the World" mas em versão Luis Represas, Rão Kyao e aquele cantor tipo índio de cabelos pretos compridos de quem agora não me lembro o nome. Era o regabofe pirilampolar. 
Mas, para aí no terceiro ano, os pirilampos coleccionados numa prateleira do alçado da cama (quem não teve camas com alçado nos anos 80 é uma banana podre!) começaram a encher-se de pó e ácaros e foram parar a uma gaveta. Fechada. 
Na adolescência, enquanto voluntária da CERCICA, fui vender pirilampos para uma banca no Cascaishopping com a minha amiga Joana Pureza. Olhávamos de soslaio para os bichos e percebemos, muito rapidamente e a olho nú, que eram uma espécie de pacman meets Manjerico dos "Amigos de Gaspar". Em versão feia. Caramba, o boneco é mesmo feio!
Vénia feita à causa, que é meritória, e para a qual contribuo com todo o gosto anualmente- há que salvaguardar este facto. Mas reinvente-se o pirilampo! Faça-se um jogo com um pirilampo animado, digital, em que se pague o download da coisa e as receitas revertam para as CERCIs. Faça-se um pirilampo que passa para um livro de colorir, uma história infantil com o pirilampo (eu ofereço-me se me quiserem!), uma música do pirilampo, um livro de receitas do pirilampo. Mas por favor, reanimem (e modernizem) o pirilampo. 
Tirem-lhe aquele ar impróprio para asmáticos, dêem-lhe uma função para além de ornamento de tabliers de táxis lisboetas e televisões com náprons em lares de idosos, livrem-no de ser mote de piadas hermanescas ("Não pirilamparás a mulher do próximo?) e insultos de engate ("Filho, ando eu a comprar pirilampos para depois só me calharem na rifa gajos como tu...). 
Livrem-se do síndrome da quermesse das rifas ("Ah, eu dou o dinheiro que custa o bicho mas não preciso de levar para casa o pirilampo, fiquem com ele e voltem a vendê-lo!). As pessoas gostam da causa do pirilampo mas já ninguém aguenta as variações do "pantone" do objecto em si que, esgotadas as cores normais, variam agora entre o verde-mostarda-de-dijón-com-uma-pitadinha-de-ranhoca e o castanho-burriés-do-nariz-em-cama-de-cocó-de-recém-nascido. 
Reinventem a ideia do pirilampo, senhores das CERCIs, que a pessoa gosta da ideia do caga-lume mágico mas paga para não levar para casa o boneco, correndo o risco de muitas vezes os olhos estarem desalinhados por estarem amarfanhados no saco e a antena estar num estado de... 
Ok, eu calo-me. Mas a expressão acabava em "precoce". 

A propósito, o que é feito do Rão Kyao?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A VISITAR | Monte Novo Montargil (Montargil)

Depois de uma manhâ de sábado agitada, rumámos a Montargil para um fim-de-semana inesquecível. Houve barragem, houve lapas grelhadas, houve cegonhas pelo caminho, houve gargalhadas de criança, houve migas de espargos com entrecosto, houve espalhos, houve histórias regadas a vinho verde e a vinho tinto (também houve minis), houve birras, houve uma vista de cortar a respiração, houve brincos feitos com cerejas e pulseiras feitas de florinhas, houve mais que uma vez a conversa de "podíamos não voltar e ficar a morar aqui para sempre", houve caldeirada de atum e morcela frita com ananás, houve muitos mergulhos na piscina, houve sesta, houve amigos a rirem-se e houve a noite com o céu mais lindo e estrelado de que tenho memória. 



Bijuteria eco-friendly. 


Alentejo: tumbas!












Pãozinho alentejano na Terra e Deus Nosso Senhor no céu



O verso da miúda mais linda do Mundo


Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)



Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)



Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)





E houve amor.




(Beijinhos à Sandra, ao Pedro, ao Francisco, à Inês e à Maria. Um xi-coração à Selma e ao Hélder.
Obrigada especial cheio de carinho à Virgínia.)




Adormecer aos pés de uma barragem

Quem? Monte Novo Montargil
Onde? Estrada Nacional nº 2, 7425-000 Montargil
Reservas: Pelo telefone 915 347 236 
Saber mais? http://portugalbestholiday.com/alentejo-villas.html



São (só) piadas, senhor, são piadas!

Aconteceu no facebook da Leididi que, caso ainda não tenha nunca aqui dito, é uma das minhas bloggers preferidas. A Leididi fez uma piada que falava da Bibá Pitta e da filha dela, a Madalena, que tem Trissomia 21. 
Obviamente que o que mais se tem ouvido por aí são piadas que falam da Bibá Pitta mas tendo-se nomeado a deficiência da filha foi uma miséria franciscana e toda uma seita (afinal há mais para além das fundamentalistas da amamentação!) se insurgiu, desejando morte na fogueira à rapariga. 
Eu, por acaso, acho que se pode fazer piadas com quase tudo. Nomeadamente, com a deficiência. O meu avô, doente de Parkinson, e já num estado avançado da doença não conseguia deixar de ter a capacidade de rir quando eu lhe dizia : "não posso pedir que me segures um copo de coca-cola que passados dois segundos lá se vai o gás". 
A minha mãe- que é só a mãe de uma pessoa portadora de deficiência mais desempoeirada que conheço- ria-se quando, olhando para a minha testa alta, as pessoas diziam que era uma característica que "saía" a ela ou ao meu pai. Ria-se e acrescentava que o tema "nunca gerava consenso porque aquele "trem de aterragem" saía mesmo a um episódio de hidrocefalia que eu tive quando nasci e que me deformou a estrutura da cabeça" (Nota: vocês pensavam que a minha chanfradice era só adquirida? Não! Não! O destrambelhamento é mesmo mal formação à nascença, pá!). 
Cresci rodeada de pessoas portadoras de deficiência: companheiros de quarto de hospital, colegas de colónias de férias, amigos da associação que defendia os interesses da minha patologia. Tantos que, no dia do meu casamento, havia uma prole de convidados cadeirantes e com canadianas e quando alguns convidados da parte do noivo olhavam, com ar de admiração, havia sempre um deles preparado a responder. A responder, com humor, obviamente: "Ah, está a ver-nos a todos coxos, não é? Foi um acidente de autocarro, numa camioneta do Barraqueiro, ficámos todos assim, uma desgraça! A Pólo Norte, que era a única que não levava cinto de segurança, foi cuspida da carreira e, ainda assim, foi a que ficou melhor. Está a ver como são as coisas: o incumprimento da Lei compensa". 
O meu amigo Emanuel, que tem uma perna mais curta que a outra uns bons centímetros e, por isso, coxeia, quando se aproxima de nós vem, invariavelmente, a cantarolar: "Está fundo? Está raso? Está fundo? Está raso? Está fundo? Está raso?". 
A minha amiga Rita- que usa canadianas para andar- uma vez no banco de trás do carro comigo, e a sermos conduzidas por uma amiga nossa de cerca de 80 anos ( e que conduz mal para caramba) ao ver a minha expressão de medo sussurrou-me: "Vês a vantagem de eu usar canadianas e tu andares bem? É que se isto resultar num acidente, eu, pelo menos, coxa já não fico... ".
A deficiência não tem que ser uma coisa séria.  A deficiência instaura uma diferença e reacções nas pessoas, regra geral. E há dois caminhos a tomar: o de alimentar o tabu da deficiência, batendo continência e curvando-nos perante a seriedade da coisa; ou o de desmistificar a deficiência, mostrando a aceitação plena através do humor, tornando o assunto uma coisa "normal", tão "normal" que é passível de ser tema para uma piada. Eu, honestamente, prefiro o segundo caminho. 
Numa dada altura, numa colónia de férias em que fui monitora, durante uma caça ao tesouro nocturna, o Luis- biamputado- achou que as próteses lhe estavam a atrapalhar e sacou-as. Fez a prova e quando a concluiu, restou-nos a tarefa de, no meio do escuro, andarmos à procura das próteses perdidas. Estava a ajudá-lo nesta tarefa quando passa um outro monitor e pergunta-lhe onde vamos. Responde o Luís: "Não me digas nada, pá! Perdi as minhas pernas e ando à procura delas!" O monitor acrescenta "Menos mal, hoje já não vai cheirar a chulé na camarata dos rapazes!". 
Desatei-me a rir com aquele discurso e o Luis vira-se, a fazer-se de virgem ofendida para mim: "Goza, goza! Eu sou o gajo mais sortudo desta colónia! Na vida anterior pedi a Deus: "Deus, na próxima reencarnação faz-me nascer com uma pila até ao chão." E Deus atendeu-me, ahn! Ok, eu também não me fiz explicar bem... E o Tipo vai... e cortou-me as pernas!".


(E sim, Leididi, cá neste burgo aceita-se o humor sem fronteiras. Esta fica para ti : "Uma mulher chegou a casa, depois de um "acidente", a anunciar uma gravidez indesejada. O marido vira-se, desorientado, e pergunta-lhe: "Mas como é que deixaste isto acontecer? Onde é que tu estavas com a cabeça?" Ao que ela responde: "Dah, não te lembras? Em cima do volante!")

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