A ideia é simples e não vou gastar tempo aqui a explicá-la (para quem ainda não sabe leia aqui o descritivo): a miúda vai celebrar um ano de vida e vamos oferecer uma festa a todos os que se queiram juntar. Em troca os convidados deverão oferecer uma de duas prendas: inscreverem-se como potenciais dadores de medula óssea ou doar sangue nesse dia. Teremos uma maravilhosa equipa do IPS a trabalhar ao sábado para que isso aconteça.
Quando, meio inconsequente como sempre, lancei a ideia, não tinha nada bem definido. Era assim uma ideia, como muitas que me surgem todos os dias. Mas esta ideia só começou a ganhar forma porque eu tenho este blog, e os leitores deste blog quando eu digo "mata", dizem a seguir um valente "esfola".
Faltava-me tudo: comida, bebida, animação para os miúdos e, pior que tudo, faltava-me um espaço. O homem cá de casa acenava com a cabeça: "metes-te em cada alhada!". Estupor! Mal sabia que ele também havia de estar metido até ao pescoço...
A verdade é que somos pais de primeira viagem e nunca organizámos uma festa de aniversário infantil na sala da nossa casa quanto mais uma assim, com a dimensão que esta foi adquirindo.
Mais uma vez, os quadripolares não me deixam ficar mal e, quando menos esperava, logo durante os primeiros dias em que a ideia fervilhava, recebi um email do Clube VII (clube sétimo, é assim que se diz, ok?).
Acertadas as agulhas fui conhecer o espaço. Tenho que ser honesta: a última vez que entrei num ginásio tinha oito anos, num sarau de ginástica, e deixaram-me participar por simpatia. Usava aparelhos e botas ortopédicas e tinha tanto jeito para ginástica como um hipopótamo para fazer ballet. No sarau de ginástica, as melhores atletas ganharam medalhas de cartolina mas eu, obviamente, não ganhei nada. Talvez por isto, a memória que eu tenho de ginásios não é a melhor.Aliás, não era.
Quando entrei no Clube VII ia de pé atrás. Mas, gente, estava enganada, muuuuito enganada.
O Clube VII não é um ginásio. É um Clube. Daquele giros como vemos nas telenovelas brasileiras mas sem "piruas" a apanhar sol no "piscinão ondje cada merrrrgulho é um flash!". É um clube despretensioso e fresco onde, também se faz desporto. Mas é mais: tem uma cafetaria gira, tem piscina para bebés, organiza festas de pijama, festas de aniversário e workshops. Para além de ter gente mesmo gira lá dentro, mas gira não do género que nos olha de alto a baixo a medir com o olhar o IMC. Gente gira e simpática, ainda por cima, já viram a heresia?!
Por isso, não podia achar que há melhor sítio para dar lugar à festa da Ana que este sítio, no meio da natureza, ali ao lado da Estufa Fria, em pleno Parque Eduardo VII. E não digo isto para dar graxa ou porque lhes devo publicidade. O Clube VII é feito de gente tão fixe que não me pediram nada em troca, só o facto de poderem ser os anfitriões da festa da Ana. Digo isto porque me senti bem, muito bem, tanto quanto todos os convidados terão oportunidade de se sentir. Ainda que rodeada de gente maaagra e saudável e (também) muito desporto e isto, meus amores, é digno de registo!
E eu só posso agradecer e rever a minha imagem de ginásios, clubes e afins. Porque já estou rendida: Pólo Norte <3 Clube VII!
Obrigada, Ana, Sílvia e todos os outros colaboradores que- ainda que não suspeitem- quadripolarizarei devidamente!
Sois os maiores!
Save the date:
10 de Agosto de 2013
"Clube VII"- Parque Eduardo Sétimo, Lisboa
15h-18h


